domingo, 24 de maio de 2009

A heróica e histórica conquista da Copa Ouro de 1995

O atacante Paulinho Maclaren tenta conter o zagueiro Vanderci revoltado com a sua injusta expulsão pelo tresloucado arbitro Wilson de Souza Mendonça na decisão da Copa Ouro de 1995 entre Cruzeiro e São Paulo. O lateral Rogerio Pinheiro, pivô da confusão, estendido no chão, após receber falta de Rogério do Cruzeiro.

Em 1995, Cruzeiro e São Paulo decidiram a Copa Ouro, criada pela Conmebol, para ser disputada entre os campeões dos torneios promovidos pela entidade. O Cruzeiro disputou o troféu, como campeão da Copa Master de 1995 e o São Paulo, como campeão da Copa Conmebol de 1994. Os argentinos Velez Sarsfield, campeão da Libertadores de 1994 e o Independiente, campeão da Supercopa de 1994, desistiram do torneio. Como Cruzeiro e São Paulo se enfrentariam pelas quartas-de-final da Supercopa de 1995 aproveitaram as partidas para colocar a Copa Ouro, também em disputa.

O primeiro vexame de Wilson de Souza Mendonça

A primeira partida foi disputada no Mineirão (24/10/1995) e o São Paulo venceu por 1 a 0, num jogo que teve apenas o 1º tempo. Enquanto a bola rolou, o jogo foi repleto de lances ríspidos e desleais de ambas as partes sob a complacência do árbitro Wilson de Souza Mendonça. Aos 39 do 1º tempo, o árbitro não puniu uma falta violenta do lateral Rogério Pinheiro, do São Paulo, sobre o zagueiro Rogério, do Cruzeiro, que no lance seguinte revidou. O árbitro exibiu o cartão vermelho para o zagueiro cruzeirense e, em seguida, expulsou também o zagueiro Vanderci por reclamação.

O lateral Rogério Pinheiro que foi expulso duas vezes no Campeonato Brasileiro e vinha tendo a sua posição de titular ameaçada pelo técnico Telê Santana por causa de sua indisciplina em campo, sequer foi advertido por Wilson de Souza Mendonça.

Sem os zagueiros expulsos, o treinador Ênio processou as alterações para recompor a equipe: tirou os atacantes Paulinho MacLaren e Dinei e o volante Alberto e colocou os meio campista Luiz Fernando Gomes e Luiz Fernando e o lateral esquerdo Serginho.

O jogo recomeçou, mas quatro minutos depois, o despreparado Wilson de Souza Mendonça expulsou o volante Fabinho e o atacante Marcelo Ramos por reclamação. O presidente Zezé Perrella e alguns torcedores invadiram o campo sendo contidos pela Policia e a partida ficou paralisada por 12 minutos.

A partida recomeçou e mesmo com 7 jogadores (nenhum zagueiro), o Cruzeiro segurou o resultado nos minutos finais do 1º tempo.

No início do 2º tempo, numa rápida saída de bola, o Cruzeiro, quase empatou e, no lance, o atacante Luiz Fernando Gomes caiu no gramado. Após o atendimento médico o jogador alegou não ter condições de continuar. Conforme as regras da FIFA, uma equipe não pode prosseguir uma partida com 6 atletas e Wilson Souza Mendonça encerrou a primeira palhaçada de sua carreira aos 2 minutos do 2º tempo.

A histórica diferença de tratamento


O arbitro Wilson Souza Mendonça sai de campo escoltado pela policia sob os gritos de "ladrão" vindo das arquibancadas do Mineirão

Infelizmente, a imprensa esportiva acusou o treinador do Cruzeiro, Ênio Andrade, de ter premeditado o fim da partida realizando as três substituições e instruir os jogadores a provocar um cartão vermelho ou simular uma contusão para que a partida não prosseguisse.

Curiosamente, ninguém acusa o treinador Procópio de ter orientado os jogadores do Atlético, quando passaram a provocar expulsões e simular contusões, como o próprio goleiro João Leite, admitiu, na partida contra o Flamengo, pela Taça Libertadores de 1981, no Serra Dourada. O jogo foi encerrado, após o Atlético ficar com o número insuficiente de jogadores em campo, como o Cruzeiro em 1995. No entanto, o árbitro daquela partida José Roberto Wright é acusado até hoje pelos acontecimentos, mas Wilson de Souza Mendonça é poupado pela palhaçada que cometeu no Mineirão.

A partir deste jogo, o público futebolista brasileiro ainda iria se estarrecer com outras aberrações do árbitro Wilson de Souza Mendonça, que infelizmente ainda atua na arbitragem cometendo suas maluquices como a marcação de pênaltis fora da área, pênaltis com jogador que cai na área sem ninguém por perto, gols quando a bola não entra e etc. O Cruzeiro foi a primeira vitima de suas aberrações.

Copa Ouro veio nos “tiros livres”, mas poderia ter vindo com um gol de placa de Paulinho

O árbitro paraguaio Felix Benegas anulou injustamente um dos mais belos gols da história do Pacaembu que poderia ter dado o título da copa ouro no tempo normal.

No segundo jogo marcado para o Pacaembu, em São Paulo, (02/11/1995), o Cruzeiro venceu por 1 a 0. Curiosamente, o lateral Rogério Pinheiro, pivô da confusão do primeiro jogo, foi multado pelo São Paulo, após levar o terceiro cartão vermelho no Campeonato Brasileiro, na partida contra o Criciúma (30/10/1995).

A ausência de Wilson de Souza Mendonça não foi suficiente para livrar o Cruzeiro de mais uma maluquice e, desta vez, cometida pelo árbitro paraguaio Félix Benegas que anulou um golaço com toque de calcanhar do atacante Paulinho, aos 44 do 2º tempo, que fez a bola passar entre as pernas do goleiro Zetti. Só o arbitro enxergou uma irregularidade no lance. Alegou que a bola havia saído de campo, antes do passe do Dinei para Paulinho e anulou o golaço. As imagens de TV confirmaram que Dinei havia feito o passe há um metro da linha de fundo.

O cala-boca na sacanagem veio na disputa de tiros livres. O Cruzeiro venceu por 4 a 1 conquistando a classificação para as semifinais e o título da Copa Ouro.

Paulinho Maclaren faz a volta olímpica no Pacaembu erguendo a Copa Ouro. Ao seu lado o lateral Nonato


terça-feira, 19 de maio de 2009

Mistão em nova excursão internacional

Um misto de respeito em 1967 com o reforço de Tostão disputou quatro amistosos na América do Norte. Em pé da esquerda para a direita: William, Tonho, Dawson, Ílton, Vavá e Murilo. Agachados: Antoninho, Zé Carlos, Batista, Tostão e Marco Antônio


Neste mês de maio o Cruzeiro escalou um time secundário que, na verdade, é um terceiro quadro, para uma excursão em Portugal. Os confrontos serão nos dias 26, contra o Vitória, em Guimarães; 28, contra o Braga, em Braga; 30, contra o Rio Ave, em Vila do Conde; e 1º de junho, contra o Nacional, em Funchal.

Esta será a quarta excursão internacional de um mistão do Cruzeiro. A primeira ocorreu em 1967 nos Estados Unidos e no México, a segunda num amistos no Mexico em 2004 e a terceira no ano passado em Portugal. Os quadros mistos do Cruzeiro também disputaram torneios e amistosos internacionais aqui no Brasil.

Mistão com reforço de Tostão em 1967

Com a conquista do Campeonato Brasileiro de 1966, o Cruzeiro passou a ser convidado para amistosos e torneios exterior no início de 1967, mas era impedido de aceitar por causa da disputa do torneio Roberto Gomes Pedrosa e da Libertadores. Além da falta de datas disponíveis, havia também o rigor do Conselho Nacional do Desporto-CND, quanto ao cumprimento do prazo de 72 horas entre uma partida e outra.

Em maio de 1967, alguns empresários ofereceram uma boa cota em dólares ao Clube para levar um quadro secundário ou até mesmo de juniores, desde que tivesse a presença do craque Tostão, que já era reconhecido internacionalmente após a disputa da Copa do Mundo da Inglaterra em 1966, quando atuou pela Seleção Brasileira. Assim o Cruzeiro organizou um quadro secundário para um giro de quatro jogos nos Estados Unidos e México que rendeu 45 mil dólares livres. O técnico Airton Moreira acompanhou a delegação, porque o auxiliar técnico Adelino não era técnico diplomado e, portanto, não tinha permissão da CBD para acompanhar equipes em confrontos no exterior.

07/05/1967 - 3 x 4 Eintratch Frankfurt (Alemanha)
Estádio DC (Washington-Estados Unidos)
Mistão: Tonho, Gleisson, William, Vavá, Dawson, Ílton, Zé Carlos, Antoninho (Gilberto), Tostão, Batista, Marco Antônio.
*o piso do campo era de grama sintética

11/05/1967 - 1 x 0 Necaxa (México)
Estádio Universitário (Cidade do México)
Mistão: Tonho, Gleisson, William, Vavá, Murilo, Ílton, Zé Carlos, Antoninho, Tostão, Batista, Marco Antônio.

14/05/1967 - 1 x 5 América (México)
Estádio Universitário (Cidade do México)
Mistão: Tonho, Dawson, William (Carioca), Vavá, Murilo, Ílton, Zé Carlos, Antoninho, Tostão, Batista, Marco Antônio.
*disputado ao meio dia e na altitude. Vários jogadores voltaram ao vestiário com o nariz sangrando. O supervisor do júnior do Cruzeiro, Carioca, substituiu William na volta do intervalo.

17/05/1967 - 1 x 0 Seleção do México
Estádio Azteca (Leon - México)
Mistão: Tonho, Dawson, William, Vavá, Murilo, Ílton, Zé Carlos, Antoninho, Tostão, Batista, Marco Antônio.


Outros amistosos e torneios internacionais disputados pelo mistão

12/02/1997 - 2 x 1 Publikum (Eslovênia)
Estádio Epaminondas Mendes Brito (Ipatinga-MG)
Mistão: Harlei, Zelão (Ricardo), Gelson, Rogério, Alex Carvaline, Léo, Reginaldo, Macalé (Alexandre), Luiz Fernando, Alex Mineiro (Tico), Da Silva. T: Wantuil Rodrigues

03/08/1997 - 4 x 1 Benfica (Portugal)
Copa Centenário de Belo Horizonte - Mineirão (Belo Horizonte-MG) - Público: 4.891
Mistão: Rodrigo Posso, Ricardo, João Carlos, Odair, Gustavo, Reginaldo (Marcos Paulo), Geovanni (Ivan), Caio, Elivelton, Fábio Júnior, Roberto Gaúcho (Leandro). T: Wantuill Rodrigues

05/08/1997 - 1 x 0 Olimpia (Paraguai)
Copa Centenário de Belo Horizonte - Mineirão (Belo Horizonte-MG) - Público: 2.786
Mistão: Rodrigo Posso, Ricardo, João Carlos, Odair, Gustavo, Marcos Paulo, Geovanni (Feijão), Caio (Leandro), Elivelton, Fábio Júnior, Roberto Gaúcho (Ivan). T: Wantuill Rodrigues

07/08/1997 - 2 x 1 Flamengo (RJ)
Copa Centenário de Belo Horizonte - Mineirão (Belo Horizonte-MG) - Público: 3.088
Mistão: Rodrigo Posso, Ricardo, João Carlos, Odair, Gustavo, Marcos Paulo, Geovanni, Reginaldo, Elivelton, Fábio Júnior (Feijão), Roberto Gaúcho (Ivan). T: Wantuill Rodrigues

09/08/1997 - 1 x 2 Atlético (MG)
Copa Centenário de Belo Horizonte - Mineirão (Belo Horizonte-MG) - Público: 39.055
Mistão: Rodrigo Posso, Ricardo, João Carlos, Odair, Gustavo (Tico), Reginaldo, Marcos Paulo (Donizete Amorim), Geovanni, Cleison, Roberto Gaúcho (Da Silva), Fábio Júnior. T: Wantuill Rodrigues

08/08/2004 - 1 x 3 América (México)
Estádio Azteca (Cidade do México - México)
Mistão: Gatti, Marco Aurélio, Ênio, Irineu, Edno, Diogo, Leandro, Geovani, Joílson (Luizão), Tadeu (Davi), Diego Silva (Laércio). T: Ney Franco
*Edno, Marco Aurélio e Laércio não eram jogadores do clube e completaram o mistão para serem avaliados.

15/05/2008 - 3 x 2 Nacional (Portugal)
estádio da Madeira (Funchal-Portugal)
Mistão: Gatti, Maicon, Emerson, Rodrigão (Paulinho Dias), Ênio (Diego Renan), Tallys, Lucas (Sandro Manoel), Márcio Diogo (Sammuel), Anderson, Diego (Fabinho), Nenê. T: Ricardo Drubscky

17/05/2008 - 3 x 1 Vitoria de Guimarães (Portugal)
Estádio D. Afonso Henriques (Guimarães-Portugal)
Mistão: Flávio, Diego Renan (Ênio), Maicon, Emerson, Anderson (João Victor), Paulinho Dias, Sandro Manoel, Tallys (Márcio Diogo), Lucas (Rodrigão), Diego (Fabinho), Nenê (Sammuel). T: Ricardo Drubscky
*em beneficio da Liga dos Amigos do Hospital Nossa Senhora da Oliveira, de Guimarães. O Vitória usou reservas no 1º tempo

sábado, 9 de maio de 2009

Uma era na história do Cruzeiro que teve início num amistoso contra o Flamengo

O histórico time do Cruzeiro (ainda com o uniforme verde do Palestra) na partida de inauguração do estádio do Barro Preto, em 23 de julho de 1923, quando enfrentou o Flamengo num amistoso. Nesta partida surgiu a identificação entre clube e bairro

Foi num amistoso contra o Flamengo que o Cruzeiro deu início a sua identificação como o bairro do Barro Preto na região central de Belo Horizonte. O clube foi fundado em 2 de janeiro de 1921 com o nome de Sociedade Esportiva Palestra Itália, na sede da Casa de Itália, na rua Tamóios, no centro da capital, que foi até 1927 a sede do Clube. Os primeiros treinos foram organizados no estádio do Prado Mineiro, no bairro do Prado. O Barro Preto entrou na história do Clube em fins de 1922, quando a diretoria adquiriu com recursos próprios um terreno no bairro para a construção do futuro estádio. O Cruzeiro foi o único Clube da capital que não solicitou ajuda as autoridades do município e do Estado para aquisição de terreno para a construção do seu estádio, ao contrário de América, Atlético e Sete que foram agraciados pelo poder público.

No mesmo período o América havia dado início a construção do seu campo que foi inaugurado oficialmente em 6 de maio de 1923 num rodada dupla. Na preliminar Cruzeiro e Atlético empataram em um gol e na partida principal o América foi goleado impiedosamente pelo América do Rio por 5 a 1.

Como as obras do Barro Preto já estavam adiantadas a Federação Mineira solicitou aos dois clubes a cessão de seus campos para sediar as partidas do Campeonato. Assim o estádio do Barro Preto foi utilizado para partidas oficiais antes mesmo de ficar pronto. Em 10 de junho de 1923, recebeu o confronto entre Atlético e Luzitano pela 1ª rodada do Campeonato de Belo Horizonte, que terminou empatado em 2 a 2. Andrade marcou os dois gols do Atlético e Fluminense e Piancastelli fizeram os do Luzitano. Por causa da tabela do Campeonato, o Cruzeiro somente estreou oficialmente em seu próprio estádio em 1º de julho com uma goleada de 6 a 2 sobre o Palmeiras, do bairro de Santa Efigênia.

A inauguração oficial foi marcada para setembro para coincidir com as festas comemorativas da unificação da Itália e o Clube organizou uma verdadeira festa nacional. O Flamengo, campeão carioca, foi convidado para o jogo inaugural e os campeões sulamericanos de 1922 pela Seleção Brasileira, Heitor e Bianco, do Palmeiras, mais Friedenreich, do Paulistano para uma homenagem onde receberam medalhas de ouro. Os jogadores de descendência italiana de maior destaque no futebol paulista, Bianco, Gasparini, Fabi, Loschiavo, Severino e Heitor, que eram sócios honorários do Cruzeiro também foram convidados e marcaram presença na festa de inauguração do estádio.


Uma festa esportiva nacional para a inauguração do Barro Preto

O time do Flamengo que enfrentou o Cruzeiro no jogo de inauguração do estádio do Barro Preto em 23/09/1923


As festas de inauguração do estádio começaram no dia 20 de setembro, quinta-feira, dia em que se comemora a data da unificação da Itália como uma alvorada e salva de 21 tiros e uma quermesse no estádio com varias atrações.

O jogo foi disputado no domingo e prestigiado por toda a comunidade esportiva do eixo Rio-São Paulo e pelos rivais América e Atlético que se fizeram presentes no estádio com suas respectivas diretorias e quadro de associados. No entanto as autoridades máximas do município e do Estado convidadas para o evento deram bolo e enviaram representantes.

Bianco iria reforçar o Cruzeiro, mas estava machucado e atuou como árbitro na preliminar entre América-B e Atlético. A Seleção Mineira foi representada pelo time do América e estava estreando na mesma data no Campeonato Brasileiro de Seleções, em Niterói, contra a Seleção Fluminense. Por isso o alviverde participou da preliminar com sua equipe secundária e, mesmo assim, goleou o Atlético por 3 a 0. O América homenageou o Flamengo atuando com um uniforme rubro-negro e pela vitória recebeu a Taça Flamengo oferecida pelo Cruzeiro.

O Cruzeiro disputou a partida principal contra o Flamengo reforçado de Gasparini, Severino e Heitor, do Palmeiras e arrancou um empate em três gols. Por ser o visitante o Flamengo ficou com a Taça XX de Setembro oferecida pelo Cruzeiro.

A noite um banquete foi servido pela diretoria do Cruzeiro à delegação do Flamengo no Grande Hotel e teve ainda como convidados os dirigentes do América e do Atlético. E foi na hora da boca livre que a única autoridade compareceu: o prefeito Flavio dos Santos.

A FICHA TÉCNICA DO JOGO

CRUZEIRO 3 x 3 FLAMENGO (RJ)
Motivo: amistoso
Data: 23/09/1923
Estádio: Barro Preto (Belo Horizonte-MG)
Público: 4.000
Árbitro: Henrique Vignal (RJ)
Gols: Ninão (2 gols); Heitor; Benevenuto; Agenor; Mário
Cruzeiro: Cicarelli, Ciccio, Gasparini, Cicarellinho, Severino, Quiquino, Piorra, Nani, Heitor, Ninão, Armandinho
Flamengo: Amado, Pennaforte, Almeida Netto, Durval, Seabra, Dino, Mário, Barbosa Lima, Orestes, Benevenuto, Agenor

Em 1945 o Barro Preto tornou-se o maior de Minas Gerais

O amistoso entre Cruzeiro e Botafogo em 1 de julho de 1945 reinaugurou o estádio do Barro Preto. A partida terminou empatada em 1 a 1 e foi recorde de renda em Minas Gerais. Na foto o goleiro Oswaldo saiu do gol para fazer uma defesa sendo observado pelo atacante Nogueirinha.


Em 1945 o clube reconstruiu o velho estadinho e o modernizou. As arquibancadas de madeira das gerais que abrangiam a Av. Augusto de Lima, rua Ouro Preto e parte da rua dos Guajajaras foram substituídas por 11 degraus de cimento e passou a ter uma extensão de 250 metros. As arquibancadas de madeira das sociais destinadas aos sócios torcedores na rua Guajajaras foram substituídas por cimento e área foi ampliada.

A capacidade de público do estádio passou para 15 mil torcedores tornando-se o maior de Belo Horizonte até a construção do Estádio Independência construído para sediar os jogos da Copa do Mundo, em 1950, com capacidade para 25 mil.

A lateral do campo foi deslocada para a avenida augusto de lima e no espaço que sobrou no quarteirão foram construídas a piscina e as quadras de basquete e vôlei.

Uma particularidade era a drenagem do campo, que passou a ter do centro até suas extremidades um declive de 35 centímetros para garantir o rápido escoamento da água, em dia de chuva. O declive era imperceptível, porque ele chegava a zero nos extremos, de maneira proporcional.

O empreendimento foi bancado pelo próprio clube, através da campanha dos Mil sócios junto aos torcedores, onde cada um contribuiu com mil cruzeiros.

A reinauguração do Estádio aconteceu no dia 1 de julho de 1945, num amistoso contra o Botafogo, do Rio, e que serviu como tira teima entre dois dos maiores atacantes do futebol brasileiro: Heleno de Freitas, pelo Botafogo, e o internacional, Niginho, pelo Cruzeiro. O amistoso bateu o recorde de renda de todos os jogos de futebol disputados no estado superando a do amistoso entre Atlético e Corinthians, em 24/06/1945, que foi de Cr$ 61.300,00.

CRUZEIRO 1 x 1 BOTAFOGO (RJ)
Motivo: amistoso
Data: 01/07/1945
Estádio: Barro Preto (Belo Horizonte-MG)
Renda: Cr$ 91.000, (recorde)
Árbitro: Carlos Potengy (RJ)
Gols: Niginho 20/1º; Heleno 41/2o
Cruzeiro: Geraldo II (Sinval), Azevedo, Bituca, Bibi, Juca, Juvenal, Nogueirinha (Gabriche), Selado, Niginho, Ismael, Braguinha (Alcides). T: Chico Trindade.
Botafogo: Oswaldo, Gérson (Lusitano), Sarno (Laranjeira), Ivan, Spinelli, Negrinhão, Lula, Tovar, René, Heleno, Tim (Otávio), Bené. T: Bengala
*Sinval levou o gol.
Preliminar (juvenis): Cruzeiro 3 x 1 Guarani AC – Taça “Campeão Absoluto”

O BARRO PRETO ILUMINADO

O Estádio também recebeu postes de iluminação para sediar jogos noturnos. O projeto das reformas teve um custo de 100 mil cruzeiros. O Flamengo foi convidado para inaugurar os refletores do estádio, em 14 de novembro. Mas o mau tempo impediu o avião do Flamengo aterrisar no campo de aviação de Lagoa Santa. No entanto, não vieram mesmo devido aos desfalques. Na ocasião, o América, do Rio veio substituir o Flamengo para fazer a primeira partida noturna do Estádio.

CRUZEIRO 4 x 0 AMÉRICA (RJ)
Motivo: amistoso
Data: 21/11/1945
Estádio: Barro Preto (Belo Horizonte-MG)
Renda: Cr$ 35.000,
Árbitro: Aristides Filgueiras (RJ)
Gols: Braguinha 20/1º; Braguinha 13/2o; Niginho 21/2o; Braguinha 37/2o
Cruzeiro: Geraldo II, Azevedo (Ismael), Bituca, Adelino, Hemetério, Juvenal, Bibi, Nogueirinha, Selado, Niginho, Ismael, Braguinha. T: Chico Trindade.
América: Vicente, Paulo, Grita, Oscar, Álvaro, Amaro, China, Maneco, Maxwel, Lima, Wilton (Ubaldo)

Em 1945 o estádio leva o nome de Juscelino Kubitscheck de Oliveira


Em 2004, quando eram executadas as obras de revitalização da sede campestre do Barro Preto, onde havia o estadio, um momento de emoção e saudosismo aconteceu quando os operários faziam o desmanche de uma antiga parede, retirando o reboco que a cobria. A medida que a velha massa de cimento e areia era retirada de um pilar, foi surgindo um grande cartaz com a imagem do ex-presidente Juscelino Kubitscheck, ali fixado por volta de 1955. Era uma peça da campanha que o levou a presidencia da republica.

A GRATIDÃO A JUSCELINO

Em 1935 os estádios de América, Atlético e Cruzeiro foram hipotecados e os clubes trocaram por ações que jamais chegaram a valer e foram vendidas muito abaixo do custo. Houve uma tentativa de doação dos estádios por parte da Prefeitura para liberá-los do peso hipotecário.

Em julho de 1936, a prefeitura chegou a transferir a posse do estádio ao Sport Club Graphica. O Clube evitou a perda após recorrer ao governo do estado.

Em julho de 1945, Cruzeiro, Atlético e América pleitearam a liberação de seus estádios, junto ao governo estadual e contaram com o empenho do então prefeito, Juscelino Kubitscheck.

Em janeiro de 1946, foi assinada a liberação, no Palácio da Liberdade. O Governo Estadual comprou os estádios da prefeitura e os doou aos clubes com cláusulas de “inaliebilidade e impenhorabilidade” e o Cruzeiro tornou-se, novamente, dono do Estádio, em 31 de julho. A escritura foi assinada pelo interventor federal, João Beraldo, no Palácio da Liberdade.

Pelo empenho do então prefeito JK, o clube foi eternamente grato e o estádio foi reinaugurado em 1 de julho de 1945, no amistoso contra o Botafogo, com o nome "Estádio Juscelino Kubitschek de Oliveira". Quando foi governador JK ainda conseguiu liberar uma verba estadual para os três clubes da capital para a construção de suas respectivas sedes sociais.

O TIME DO BARRO PRETO


Lance de Cruzeiro e Flamengo em 1940. Na foto o atacante Niginho cercado por cinco defensores do Flamengo na grande área. O Cruzeiro venceu por 4 a 2 e Niginho, prá variar, deixou a sua marca. Ao fundo as sociais cobertas - reservada aos sócios torcedores - do estádio do Barro Preto.


Com o estádio o Cruzeiro deu início a era do Barro Preto. Clube e Bairro ficaram ligados intimamente até a década de 1960, quando a Pampulha dividiu essa identidade com as construções da Toca da Raposa, da sede campestre e a inauguração do Mineirão.

Com a construção do Mineirão, em 1965, terminou, definitivamente, o ciclo do Estádio JK na vida do Cruzeiro. O clube que já utilizava o estádio Independência para as partidas de maior público passou a usar o Barro Preto para treinos e jogos do time B e da categoria de base.

Em 1973, com a construção do centro de treinamento do clube, a Toca da Raposa, que era considerado um dos mais modernos e bem equipados do mundo e que chegou a ser a concentração oficial da Seleção Brasileira, o Barro Preto passou a ser definitivamente o campo das categorias de base do clube.

A última partida do Cruzeiro no estádio aconteceu num amistoso contra o Democrata, em 14 de fevereiro de 1965.

CRUZEIRO 4 x 0 DEMOCRATA (Sete Lagoas)
Motivo: amistoso
Data: 14/02/1965
Estádio: Barro Preto (Belo Horizonte-MG)
Árbitro: Juan de La Passion
Auxiliares: João Soares Teixeira e José Alberto Teixeira
Gols: Tostão 15/2º; Fescina 38/2º; Picinin 41/2º; Dalmar 43/2º
Cruzeiro: Fábio, Pedro Paulo, William, Vavá, Meinha (Emerson) (Dilsinho), Piazza (Ílton), Dirceu Lopes, Wilson Almeida, Fescina, Tostão (Picinin), Hilton Oliveira (Dalmar). T: Airton Moreira
Democrata: Careca, João Batista, Gonçalves, Rui, Nelsinho, Luiz Carlos, Silva (Coutinho), Reis, Zé Geraldo, Ivo (Toninho), Edinho. T: João Vermelho

Clube Campestre do Barro Preto

Em 1986, o campo e parte do estádio foram desmanchados e substituidos por piscinas e quadras dando espaço a um clube campestre, que serviu para aumentar o quadro de sócios do clube tornando-se mais uma fonte de renda. Os treinos das catergorias de base foram transferidos para a Toca da Raposa

Estádio do Barro Preto - Estatísticas

O clássico entre Cruzeiro e América foi o confronto mais disputado no extinto estádio do Barro Preto. A foto é da partida de 01/12/1940 em que o Cruzeiro goleou por 6 a 0. O atacante Nogueirinha do Cruzeiro vence o goleiro Mozart com um chute de pé esquerdo. O Cruzeiro jogou com a camisa tricolor listrada verde de vermelha, que utilizou em 1940 e 1941 e o América com a camisa vermelha com três listras horizontais brancas que foi utilizada entre 1933 e 1943 em protesto contra o profissionalismo. Ao fundo a torcida acomodada nas velhas arquibancadas de madeira do estadinho do Barro Preto.


ESTATÍSTICA DE JOGOS DO CRUZEIRO NO BARRO PRETO

Joogos: 478
Vitórias: 285
Empates: 96
Derrotas: 97
Gols a favor: 1.370
Gols contra: 718

Conquistas: Campeonato de Belo Horizonte em 1926, 1928, 1929, 1930, 1940, 1943, 1944, 1945, 1956 e Campeão Mineiro em 1959, 1960 e 1961.

Maior goleada: 17/06/1928 – 14 x 0 Alves Nogueira, pelo Campeonato da Cidade

Maior artilheiro em uma só partida: Ninão (10 gols) na goleada por 14 a 0 sobre o Alves Nogueira, pelo Campeonato da Cidade

Primeiro jogo inter-municipal: 21/09/1924 – Cruzeiro 3 x 3 Industrial (Juiz de Fora)
Primeiro jogo inter-estadual: 23/09/1923 – Cruzeiro 3 x 3 Flamengo (RJ)
Primeiro jogo internacional: 03/01/1946 – Cruzeiro 2 x 2 Libertad (Paraguai)

O Cruzeiro enfrentou 69 adversários sendo 62 clubes e 7 selecionados. As equipes que o Cruzeiro mais enfrentou no Barro Preto foram:

AMÉRICA: 70 jogos, 36 vitórias e 16 derrotas
ATLÉTICO: 61 jogos, 24 vitórias, 24 derrotas
VILLA NOVA: 50 jogos, 28 vitórias, 12 derrotas
SETE: 47 jogos, 34 vitórias, 5 derrotas
SIDERÚRGICA: 41 jogos, 21 vitórias, 11 derrotas

Todos os adversários:
Belo Horizonte
: América, Aeroporto, Atlético, Atlético-B, Carlos Prates, Combinado Atlético-América, Combinado de Belo Horizonte, Combinado de Pretos, Combinado Paulista de BH, Fluminense, Gráfica, Grêmio, Guarany, Luzitano, Palmeiras, Renascença, Santa Cruz, Sete, Sport Calafate, Sírio e Yale.
Barão de Cocais: Metalusina
Barbacena: Olimpic
Conselheiro Lafaiete: Meridional
Curvelo: Curvelo
Divinópolis: Guarani
Formiga: Formiga
Itabira: Valério
Juiz de Fora: Industrial, Sport, Tupi, Tupynambas
Lagoa Santa: Asas
Lavras: Olímpica
Nova Lima: Retiro, Villa Nova
Pedro Leopoldo: Industrial, Pedro Leopoldo
Sabará: Alves Nogueira, Siderúrgica
Sete Lagoas: Bela Vista, Democrata
Uberaba: Uberaba
Uberlândia: Uberlândia
Vespasiano: Vespasiano

Rio de Janeiro: América, Bonsucesso, Botafogo, Flamengo, Fluminense, Madureira, Portugueza, São Cristovão, Seleção Acadêmica Carioca e Vasco
Campos (RJ): Rio Branco
Niterói (RJ): Canto do Rio, Seleção Fluminense

Caçapava (SP): Caçapavense
Santos: Portuguesa Santista, Santos
São Paulo: Combinado de Ex-jogadores do Lazio, Palmeiras, São Paulo

Vitória (ES): Rio Branco
Londrina (PR): Londrina
Recife (PE): Sport
Assunção (Paraguai): Libertad
Rosario (Argentina): Rosario Central

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Em 1955 os dirigentes brasileiros apontavam a necessidade de se disputar a Taça Brasil para termos um clube campeão brasileiro

No dia do primeiro jogo da decisão entre cruzeiro e Santos pela decisão do Campeonato Brasileiro de 1966, o jornal Estado de Minas (30/11/1966) publicou a materia intitulada "Taça Brasil saiu de Minas".

O jornal recordou o Congresso Brasileiro de Futebol de 1955 realizado em Belo Horizonte que definiu a criação do primeiro campeonato brasileiro de clubes e publicou a integra da tese apresentada pela Federação Mineira em setembro de 1955. O primeiro parágrafo do texto já diz: "O principal objetivo do I Congresso Brasileiro de Futebol é, sem dúvida, a realização de um torneio nacional de clubes campeões com a finalidade de se conhecer o clube campeão brasileiro"
Assim não tem fundamento a estória criada por publicações surgidas em fins da decada de 1970 de que a taça brasil foi criada para apontar o representante brasileiro na Libertadores, haja visto que a competição foi criada em 1955, quando nem se falava da criação da Libertadores que foi disputada pela primeira vez em 1960.

O texto de Benedito Adami de carvalho, diretor do departamento técnico da Federação Mineira em 1955 (apresentado no Congresso Brasileiro de Futebol em setembro de 1955), ainda enfatiza a preocupação em se criar um campeonato brasileiro quando diz: O Brasil é o único país no mundo onde se pratica futebol sem se saber qual o seu clube campeão. No dia em que a FIFA, oficialmente, ou qualquer entidade, extra-oficialmente, desejar promover campeonato mundial de futebol inter-clubes como nos arranjaremos, se quisermos participar. As dificuldades serão imensas. Todos os campeões regionais hão de reclamar para si esse direito. Como decidirá a CBD? Eis aí uma das finalidades do torneio. É preciso que se realize a I Taça Brasil.

Assim é necessário corrigir a história!
Em 1955 os futebolistas de nosso país queriam a realização da Taça Brasil - o primeiro campeonato brasileiro - porque precisavamos ter um clube CAMPEÃO BRASILEIRO!
Confira abaixo a matéria do jornal Estado de Minas (30/11/1966):

Campeonato Brasileiro foi criado em Minas Gerais


O Atlético homologado pela Federação Mineira como campeão mineiro de 1958 foi o primeiro clube do estado a disputar o Campeonato Brasileiro.

Conforme matéria do jornal estado de minas de 10 de julho de 1959 o departamento técnico da CBD aprovou a tabela da Taça Brasil que teria início em 23 de agosto. Ainda no primeiro paragrafo da materia a informação de que o objetivo da taça brasil era apontar o "Campeão Brasileiro de 1959".

Confira a matéria abaixo:

No Congresso Brasileiro de Futebol em 1955 ficou decidido que o Campeonato Brasileiro seria disputado em 1959

O Congresso Brasileiro de Futebol realizado em Belo Horizonte entre os dias 1 e 3 de setembro de 1955 foi dirigido pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Silvio Pacheco e contou com representantes de todas as federações estaduais.

O jornal estado de minas (05/09/1955) publicou a relação dos representantes das 14 federações que participaram da última reunião: Federação Mineira (Benedito Adami de Carvalho), Carioca (Gastão Soares de Moura), Fluminense (José Ramos de Freitas), Capixaba (Dilio Penedo), Paraense (Samuel Saba), Cearense (Edmar Bezerra), Piauiense (Edson Oliveira), Paranaense (José Milani), Sergipana (Ernani Oliveira), Goiana (Urbano Vilela), Rio Branco, Amapá e Acre (Pauxi Gentil Nunes), Paraibana (Cleodalto Passos).

Segundo a matéria do jornal Estado de Minas, de 5 de setembro de 1955, foram apresentados vários projetos para o Campeonato Brasileiro sendo que os de Minas Gerais e Rio Grande do Sul prevaleceram no debate. Ficou firmado que, o Campeonato seria disputado anualmente e que a sua primeira edição seria em 1959, porque o calendário trienal do futebol brasileiro 1956-1957-1958 já estava aprovado por causa da Copa do Mundo.

Isso explica o fato da Taça Brasil ter sido disputada em 1959 e que não tem nada a ver com a Libertadores que começou a ser disputada em 1960.

Um outro dado que confirma a Taça Brasil como primeiro campeonato brasileiro é que a Libertadores foi criada para ser disputada entre os campeões de cada país da América do Sul.

Portanto, todos os clubes brasileiros indicados pela CBD nos anos 1960 tiveram o título de "campeao brasileiro" homologado para participar da competição sulamericana.

Confira abaixo o jornal estado de minas de 05/09/1955 que definiu (em 1955) que a primeira Taça Brasil seria disputada em 1959:

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Em agosto de 1955 a Federação Mineira apresenta a sua sugestão para o Campeonato Brasileiro

Em 2 de julho de 1955 o diretor do departamento técnico da Federação Mineira de Futebol, Benedito Adami de Carvalho (jornalista e ex-presidente do Meridional Esporte Clube, de Conselheiro Lafaiete-MG) anunciou que o Congresso Brasileiro de Futebol seria organizado em Belo Horizonte, em princípio do mês de setembro (Jornal Diário da Tarde, 13/07/1955)

O congresso seria dirigido pelo presidente da CBD e contaria com a presença de todas as federações estaduais com a finalidade de se discutir o Campeonato Brasileiro de Clubes.

Nos Jornais Estado de Minas de 3 e 4 de agosto de 1955 (imagens abaixo) foi publicado em primeira mão o ante-projeto que seria proposto pela Federação Mineira no Congresso. Logo no Capítulo I a Federação Mineira sugere que o torneio fosse disputado de 2 em 2 anos nos anos ímpares para se conhecer o clube campeão do Brasil.

Como se vê a Taça Brasil estava sendo criada para apontar o campeão brasileiro e não para indicar o representante do Brasil na Taça Libertadores, já que ainda em 1955 nem se falava na criação de um campeonato sulamericano de clubes.

Já em 1955, como está descrito matéria "Como seria organizado o Torneio Nacional de Clubes campeões" o jornal Estado de Minas previa o fim do Campeonato Brasileiro de Seleções com o surgimento de um Campeonato Brasileiro de Clubes

Confira as duas matérias abaixo:

Clique na imagem para ampliar

A Taça Brasil foi instituída em 1954 quando nem se falava na Libertadores

O jornal Estado de Minas de 3 de dezembro de 1954 é uma das provas contundentes de que a Taça Brasil não foi criada, como muitas estórias inventadas insinuam, para apontar um representante brasileiro na Taça Libertadores.

Na notícia que leva a manchete ORGANIZADA A TABELA DA COPA RIVADAVIA está o sub-título "Instituída a Copa Brasil".

A notícia revela que a Taça Brasil foi oficialmente instituída em dezembro de 1954 pelo departamento técnico da Confederação Brasileira do Desporto-CBD para ser disputada num certame entre os campeões estaduais

Em 1954 nem se falava na criação de um Campeonato Sulamericano de Clubes - a Taça Libertadores

o texto diz: "Decidiu o conselho técnico por sugestão de Castelo Branco instituir a Copa Brasil para ser disputada anualmente entre os campeões dos estados".

A matéria do jornal estado de minas em arquivo PDF está neste link: http://www.sendspace.com/file/xby5vz

quarta-feira, 6 de maio de 2009

CAMPEÕES E VICE-CAMPEÕES MINEIROS

Por Henrique Ribeiro

Ano - Campeão/vice
2015 - Atlético/Cruzeiro
2014 - Cruzeiro/Atlético
2013 - Atlético/Cruzeiro
2012 - Atlético/América
2011 - Cruzeiro/Atlético
2010 - Atlético/Betim
2009 – Cruzeiro/Atlético
2008 – Cruzeiro/Atlético
2007 – Atlético/Cruzeiro
2006 – Cruzeiro/Betim
2005 – Betim/Cruzeiro
2004 – Cruzeiro/Atlético
2003 – Cruzeiro/Atlético
2002 – Caldense/Ipatinga
2001 – América/Atlético
2000 – Atlético/Cruzeiro
1999 – Atlético/América
1998 – Cruzeiro/Atlético
1997 – Cruzeiro/Villa Nova
1996 – Cruzeiro/Atlético
1995 – Atlético/América
1994 – Cruzeiro/Atlético
1993 – América/Atlético
1992 - Cruzeiro/América
1991 – Atlético/EC Democrata
1990 – Cruzeiro/Atlético
1989 – Atlético/Cruzeiro
1988 – Atlético/Cruzeiro
1987 – Cruzeiro/Atlético
1986 – Atlético/Cruzeiro
1985 – Atlético/Cruzeiro
1984 – Cruzeiro/Atlético
1983 – Atlético/Cruzeiro
1982 – Atlético/Cruzeiro
1981 – Atlético/Cruzeiro
1980 – Atlético/Cruzeiro
1979 – Atlético/Cruzeiro
1978 – Atlético/Cruzeiro
1977 – Cruzeiro/Atlético
1976 – Atlético/Cruzeiro
1975 – Cruzeiro/Atlético
1974 – Cruzeiro/Atlético
1973 - Cruzeiro/América
1972 – Cruzeiro/Atlético
1971 – América/Cruzeiro
1970 – Atlético/Cruzeiro
1969 – Cruzeiro/Atlético
1968 – Cruzeiro/Atlético
1967 – Cruzeiro/Atlético
1966 – Cruzeiro/Atlético
1965 - Cruzeiro/América
1964 – Siderúrgica/América
1963 – Atlético/Democrata FC
1962 – Atlético/Cruzeiro
1961 - Cruzeiro/América
1960 - Cruzeiro/Siderúrgica
1959 - Cruzeiro/América
1958 – Atlético/América
1933 - Villa Nova/Tupi

Campeões Mineiros
Cruzeiro (28) – 1959, 1960, 1961, 1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975, 1977, 1984, 1987, 1990, 1992, 1994, 1996, 1997, 1998, 2003, 2004, 2006, 2008, 2009, 2011, 2014
Atlético (24) – 1958, 1962, 1963, 1970, 1976, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1985, 1986, 1988, 1989, 1991, 1995, 1999, 2000, 2007, 2010, 2012, 2013, 2015
América (3) – 1971, 1993, 2001
Betim (1) – 2005
Caldense (1) – 2002
Siderúrgica (1) – 1964
Villa Nova (1) - 1933

Vice-Campeões Mineiros
Atlético (22) – 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1974, 1975, 1977, 1984, 1987, 1990, 1993, 1994, 1996, 1998, 2001, 2003, 2004, 2008, 2009, 2011, 2014
Cruzeiro (18) – 1962, 1970, 1971, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1985, 1986, 1988, 1989, 2000, 2005, 2007, 2013, 2015
América (10) - 1958, 1959, 1961, 1964, 1965, 1973, 1992, 1995, 1999, 2012
Betim (3) – 2002, 2006, 2010
Villa Nova (1) - 1997
EC Democrata (1) - 1991
Democrata FC (1) - 1963
Siderúrgica (1) - 1960
Tupi (1) - 1933

Como foi o primeiro campeonato mineiro da história

CAMPEONATO MINEIRO DE 1933

Participantes
AMÉRICA Futebol Clube (Belo Horizonte)
Clube ATLETICO Mineiro (Belo Horizonte)
CRUZEIRO Esporte Clube (Belo Horizonte)
Sport Club RETIRO (Nova Lima)
Esporte Clube SIDERÚRGICA (Sabará)
SPORT Club Juiz de Fora (Juiz de Fora)
TUPI Foot Ball Club (Juiz de Fora)
TUPYNAMBAS Futebol Clube (Juiz de Fora)
VILLA NOVA Atletico Clube (Nova Lima)

TURNO

18/06
ATLÉTICO 3 X 2 AMÉRICA
[Orlando 2, Jaime (Atl); Alencar 2 (Ame)]
CRUZEIRO 1 X 2 SIDERÚRGICA
[Piorra (Cru); Fernando 2 (Sid)]
VILLA NOVA 3 X 1 RETIRO
[Canhoto 2, Alfredo (Vil); Baianinho (Ret)]

25/06
ATLÉTICO 3 X 1 RETIRO
[Jairo, Dario, Geraldino (Atl); Bianco (Ret)]
CRUZEIRO 1 X 6 VILLA NOVA
[Bengala (Cru); Alfredo 2, Canhoto, Prão 2, Lêra (Vil)]

02/07
CRUZEIRO 1 X 1 TUPYNAMBÁS
[Alcides (Cru); Lessa (Tupn)]
SPORT 2 x 2 VILLA NOVA
[Paulinho, Lessa (Spo); Alfredo 2 (Vil)]
AMÉRICA 2 X 3 RETIRO
[Alencar, Paulista (Ame); Astor, Baiano, Palmier (Ret)]
TUPI 0 x 0 SIDERÚRGICA

09/07
SIDERÚRGICA 4 X 0 SPORT
[Campos 2, Pascoal, Moraes (Sid)]
TUPYNAMBÁS 2 X 1VILLA NOVA
[Perácio (Vil); Cláudio, Alfredo (Tupn)]
RETIRO 0 X 3 CRUZEIRO
[Alcides, Piorra 2 (Cru)]

16/07
RETIRO 4 X 3 TUPI
[Baiano 2, Ministrinho, Bianco (Ret); Lima, Miro, Lage (Tup)]
ATLÉTICO 1 X 1 SIDERÚRGICA
[Evando (Atl); Campos (Sid)]
CRUZEIRO 2 X 2 SPORT
[Piorra, Bengala (Cru); Lodó 2 (Spo)]

23/07
SIDERÚRGICA 1 X 3 VILLA NOVA
[Pascoal (Sid); Canhoto 2, Alfredo (Vil)]
RETIRO 2 X 2 TUPYNAMBÁS
[Astor, Baiano (Ret); Tamoio, Lessa (Tupn)]
TUPI 5 X 2 ATLÉTICO
[Neri 2, Lima, Lage, Miro (Tup); Orlando, Didico (Atl)]
AMÉRICA 2 X 2 SPORT
[Hugo, Tavinho (Ame); Procópio, Lodo (Spo)]

30/07
SPORT 1 X 2 RETIRO
[Paulinho (Spo); Astor, ? (Ret)]
ATLÉTICO 2 X 1 TUPYNAMBÁS
[Geraldino 2 (Atl); Lessa (Tupn)]
AMÉRICA 1 X 3 VILLA NOVA
[Paulista (Ame); Alfredo, Curiol, Canhoto (Vil)]

06/08
RETIRO 1 X 2 SIDERÚRGICA
[Palmier (Ret); Campos 2 (Sid)]
SPORT 2 X 4 TUPYNAMBÁS
[Lodó 2 (Spo); Cláudio 2, Lessa, Nino (Tupn)]
CRUZEIRO 2 X 1 ATLÉTICO
[Caieira, Piorra (Cru); Dario (Atl)]

13/08
SIDERÚRGICA 1 X 3 TUPYNAMBÁS
[Pascoal (Sid); Nino, Lessa, Tamoio (Tupn)]
SPORT 2 X 4 TUPI
[Cabinho 2 (Spo); Neri 2, Lage, Miro (Tup)] – Hamilton Martins do Tupinambás ofereceu 300$000 ao árbitro Jayme Mota para facilitar a vitória do Tupi. O próprio árbitro registrou o adiantamento de 200$000 em cartório e denunciou a tramóia. A diretoria do Sport eliminou Quim e Eurico por terem se vendido na partida (DT, 17/08/1933)
AMÉRICA 2 X 2 CRUZEIRO
[Apocalipse, Paulista (Ame); Ninão 2 (Cru)] – O America impediu a cobrança de um pênalti favorável ao Cruzeiro e o árbitro suspendeu a partida. Cruzeiro ganhou os pontos.
VILLA NOVA 3 X 0 ATLÉTICO
[Alfredo, Canhoto, Barros-c (Vil)]

20/08
TUPI 1 X 3 VILLA NOVA
[Coruja (Tup); Lêra, Alfredo, Prão (Vil)]
SIDERÚRGICA 5 X 1 AMÉRICA
[Camilo, Campos, Pennaforte, Samuel, Pascoal (Sid); Paulista (Ame)]

27/08
CRUZEIRO 1 X 1 TUPI
[Ninão (Cru); Miro (Tup)]

03/09
AMÉRICA 3 X 5 TUPI
[Paulista, Lelo, Humberto (Ame); Miro 2, Lage, Neri, Rolando (Tup)]

10/09
ATLÉTICO 4 X 3 SPORT
[Dario, Geraldino, Jacir, Péricles (Atl); Urbino, Leniz, Jaime (Spo)]
TUPYNAMBÁS 3 X 3 AMÉRICA
[Lessa, Buré, Teobaldo (Tupn); Paulista, Mingueira, Hugo (Ame)]

*O Tupi venceu o Tupynambas no turno, mas não há registro da data e do placar

Classificação do Turno

1º Villa Nova - 3 pontos perdidos
2º Siderúrgica e Tupi - 6 pontos perdidos
4º Atlético, Cruzeiro e Tupynambas - 7 pontos perdidos
7º Retiro - 9 pontos perdidos
8º Sport - 13 pontos perdidos
9º América - 14 pontos perdidos

RETURNO

17/09
TUPYNAMBÁS 5 X 1 RETIRO
[Nino 2, Cláudio, Lessa, Mascote (Tupn); Bianco (Ret)]
AMÉRICA 3 X 1 ATLÉTICO
[Paulista 3 (Ame); Zé Negro (Atl)]
CRUZEIRO 0 X 6 VILLA NOVA
[Prão 2, Tonho, Alfredo, Canhoto, Vareta (Vil)]

24/09
VILLA NOVA 2 X 0 TUPYNAMBÁS
[Canhoto, Prão (Vil)]
SIDERÚRGICA 3 X 2 RETIRO
[Waldemar 2, Campos (Sid); Pires, Astor (Ret)]
CRUZEIRO 1 X 3 SPORT
[Souza (Cru); Cabinho, Urbino, Goreski (Spo)]
TUPI 6 X 2 AMÉRICA
[Lage 4, Miro, Lima (Tup); Paulista, Hugo (Ame)]

01/10
VILLA NOVA 2 X 1 SIDERÚRGICA
[Tonho, Prão (Vil); Campos (Sid)]
ATLÉTICO 3 X 1 TUPI
[Marques, Dario, Guará (Atl); Lage (Tup)]
TUPYNAMBÁS 4 X 1 CRUZEIRO
[Lessa 2, Mascote, Gaúcho (Tupn); Ninão (Cru)]

08/10
RETIRO 5 X 2 SPORT
[Baiano 2, Bianco 2, Jaime-c (Ret); Paulinho, Bico (Spo)]
AMÉRICA 4 X 2 TUPYNAMBÁS
[Paulista 2, Hugo, Lelo (Ame); Honório, Pedercine-c (Tub)]
SIDERÚRGICA 0 X 2 ATLÉTICO
[Nicola, Dario (Atl)]
TUPI 4 X 3 CRUZEIRO
[Lage 3, Geraldino (Tup); Ninão, Bengala, Alcides (Cru)]

15/10
VILLA NOVA 3 X 0 TUPI
[Alfredo 2, Vareta (Vil)] *interrompido aos 15/2º - ninguém recebeu os pontos
CRUZEIRO 1 X 0 SIDERÚRGICA
[Piorra (Cru)]
SPORT 2 X 1 ATLÉTICO
[Cabinho, Carlos Alberto (Spo); Guará (Atl)]

22/10
CRUZEIRO 3 X 2 ATLÉTICO
[Piorra, Orlando, Alcides (Cru); Nicola 2 (Atl)]
TUPYNAMBÁS 2 X 3 SIDERÚRGICA
[Cláudio, Lessa (Tupn); Bitola, Camilo, ? (Sid)]
RETIRO 1 X 0 VILLA NOVA
[Pires (Ret)]*faltou 19 minutos para serem disputados; O jogo foi remarcado para 08/04/1934, mas as equipes desistiram de disputar. Ninguém recebeu os pontos

25/10
TUPI 3 X 0 SIDERÚRGICA
[Miro 2, Lage (Tup)]
29/10
CRUZEIRO 2 X 2 AMÉRICA
[Alcides, Piorra (Cru); Lelo, Hugo (Ame)]
TUPYNAMBÁS X ATLÉTICO – adiado “sine-die”

05/11
VILLA NOVA 9 X 0 SPORT
[Lêra 4, Vareta, Canhoto 2, Tonho (Vil)] *Villa Nova campeão
TUPYNAMBÁS 2 X 3 TUPI
[Nino, Cláudio (Tupn); Lage, Néri, Miro (Tup)]
*O jogo foi anulado em julgamento do dia 04/01/1934. Outra partida não chegou a ser marcada.
ATLÉTICO 2 X 1 RETIRO
[Marques, Naná (Atl); Baiano (Ret)]

07/11
Federação suspendeu provisoriamente os jogos dos clubes da Capital em Juiz de Fora e determinou a AME de Juiz de Fora que instaurasse um inquérito para apurar os fatos da partida entre Sport e Atlético.

19/11
CRUZEIRO 4 X 1 RETIRO
[Caieira, Alcides 2, Souza (Cru); Bianco (Ret)]
SPORT X AMÉRICA *suspenso provisoriamente

26/11
SPORT 1 X 1 TUPI
[Goreski (Spo); Miro (Tup)]
AMÉRICA 0 X 3 VILLA NOVA
[Lêra 2, Prão (Vil)]

25/11
*decidida a suspensão do Campeonato por causa dos treinos da Seleção Mineira para a disputa do Campeonato Brasileiro de Seleções

03/12
AMÉRICA 0 X 3 SIDERÚRGICA
[Campos 2, Pascoal (Sid)]

21/01/1934
AMÉRICA 4 X 1 RETIRO
[Lelo 2, Paulista, Marcondes (Ame); Baiano (Ret)]

28/01
ATLÉTICO 2 X 2 VILLA NOVA
[Jacir, Péricles (Atl); Canhoto 2 (Vil)]

*O Campeonato foi considerado encerrado em 15/02/1934 sem as partidas restantes e
o Villa Nova foi proclamado campeão em 24/04/1934 (jornal Estado de Minas, 25/04/1934)

CLASSIFICAÇÃO FINAL
1º Villa Nova - 4 pontos perdidos – 14 jogos
2º Tupi - 9 pontos perdidos – 13 jogos
3º Tupynambas - 13 pontos perdidos – 13 jogos
4º Atlético e Siderúrgica - 14 pontos perdidos – 15 jogos
6º Cruzeiro - 16 pontos perdidos – 16 jogos
7º Sport - 18 pontos perdido – 13 jogos
8º Retiro - 19 pontos perdidos – 14 jogos
9º América - 21 pontos perdidos – 15 jogos


Quadro de artilheiros:13 gols: Paulista (América), Lage (Tupi), Canhoto (Villa Nova)
10 gols: Campos (Siderúrgica), Lessa (Tupynambas), Alfredo (Villa Nova)
9 gols: Miro (Tupi)
8 gols: Piorra (Cruzeiro), Baianinho (Retiro), Lêra, Prão (Villa Nova)
7 gols: Alcides (Cruzeiro)
6 gols: Dario (Atlético), Bianco (Retiro), Cláudio (Tupynambas)
5 gols: Hugo, Lelo (América), Geraldino (Atlético), Ninão (Cruzeiro), Pascoal (Siderúrgica), Lodó (Sport), Neri (Tupi), Nino (Tupynambas)
4 gols: Astor (Retiro), Cabinho (Sport)
3 gols: Alencar (América), Nicola, Orlando (Atlético), Bengala (Cruzeiro), Paulinho (Sport), Tonho (Villa Nova)
2 gols: Guará, Jacir, Jairo, Marques, Péricles (Atlético), Caieira, Souza (Cruzeiro), Palmier (Retiro), Camilo, Fernando, Waldemar (Siderúrgica), Goreski, Urbino (Sport), Lima (Tupi), Mascote, Tamoio (Tupynambas), Vareta (Villa Nova)
1 gol: Apocalipse, Humberto, Marcondes, Mingueira, Tavinho (América), Didico, Evando, Jaime, Naná, Zé Negro (Atlético), Orlando (Cruzeiro), Ministrinho, Pires (Retiro), Bitola, Moraes, Penaforte, Samuel (Siderúrgica), Bico, Carlos Alberto, Jaime, Leniz, Lessa, Procópio (Sport), Coruja, Geraldino, Rolando (Tupi), Alfredo, Buré, Gaúcho, Honório, Teobaldo (Tupynambas), Curiol, Perácio (Villa Nova)

Os títulos estaduais que não foram disputados - 1927 a 1957

O título de "campeão mineiro" foi criado em 1927 após a reforma dos estatutos da Federação Mineira. O documento passou a permitir que clubes filiados ou ligas pudessem organizar campeonatos nas regiões sul, triângulo mineiro, zona da mata e centro do estado. O título de "campeão mineiro" seria disputado num torneio entre os vencedores de cada campeonato (Jornal Minas Gerais, 26/03/1927)

A Federação passou a prometer a disputa do título de "campeão mineiro" e uma dessas promessas foi notícia do jornal Estado de Minas, de 05/07/1930. "É pensamento da diretoria da FMF fazer realizar este ano o Campeonato Mineiro de Futebol que será efetuado depois de terminado o Campeonato da Cidade. Neste torneio tomarão parte os campeões das diversas ligas do Estado visitando-nos o campeão de Uberaba, Juiz de Fora e Sul de Minas Gerais, que enfrentarão o Campeão de Belo Horizonte"

Apenas Liga de Juiz de Fora conseguiu organizar um campeonato no interior e, finalmente, em 1933, ocorreu a unificação dos dois campeonatos disputados no Estado que foi chamado de "Campeonato Mineiro" por estar em disputa o título máximo do futebol de Minas Gerais. O Villa Nova sagrou-se o primeiro campeão e o Tupi, o vice

No ano seguinte, em 1934, a Federação decidiu que a disputa do título de Campeão Mineiro seria numa melhor de três partidas entre os campeões de cada campeonato: "Consta dos estatutos art. 56 que findo os campeonatos regionais, será realizado um torneio entre os campeões das entidades filiadas, para assim classificar-se o campeão mineiro. Sendo, porém, apenas Belo Horizonte e Juiz de Fora as entidades filiadas que disputam futebol, a Federação vai promover os encontros entre Villa Nova e Tupynambás, provavelmente em dezembro, para ver qual dos dois deve ostentar o título de campeão de Minas" (Jornal Estado de Minas, 20/11/1934)

A primeira partida da série chegou a ser disputada no estadio da Alameda, em Belo Horizonte, em 16/12/1934. O Villa venceu por 2 a 0 com gols de Perácio e Alfredo, mas no dia seguinte eclodiu uma crise no futebol mineiro e as partidas restantes foram canceladas. Os times de Juiz de Fora se desligaram da Federação Mineira reclamando que o futebol interior era tratado com descaso pela Federação. Naquele ano Villa Nova, Siderúrgica e Retiro que disputavam o certame da capital também engrossaram o coro. Sem certames no interior e sofrendo com o descaso da Federação, em 1950, a Caldense e vários clubes solicitaram a CBD a transferência de suas filiações a Federação Paulista para disputar a 2a divisão ou o Campeonato do Interior Paulista (Jornal Diário da Tarde, 21/11/1950). O jornal Diario da Tarde de 29/03/1950 havia proposto até que se organizasse um campeonato do interior para que o seu vencedor disputasse com o campeão da capital o título de campeão mineiro.

A decisão do título de campeão mineiro entre os vencedores dos campeonatos da capital e de Juiz de Fora continuou prevalecendo nos estatutos, mas sendo tratado com descaso pela própria Federação Mineira.

Quando surgiu o Campenato Brasileiro em 1959, a Taça Brasil, ficou definido que apenas os campeões estaduais participariam do certame. A Federação Mineira, em 1958, aproveitou os 10 participantes do Campeonato da Capital e incluiu em uma só divisão mais 6 equipes do interior. Organizou um torneio seletivo para para classificar os 8 participantes do Campeonato de 1958. O vencedor foi indicado para a disputa do Campeonato Brasileiro e assim homologado como "campeão mineiro". Desde então, os vencedores do Campeonato da Federação passaram a ser, finalmente, homologados como "campeões mineiros".

TÍTULOS DE CAMPEÃO MINEIRO NÃO DISPUTADOS
1957 - América x Olimpic (Barbacena)
1956 - Cruzeiro ou Atlético x Sport
*o título da capital se arrastou nos tribunais e só ficou definido em março de 1958, quando Cruzeiro e Atlético concordaram em dividir a conquista
1955 - Atlético x Sport
1954 - Atlético x Tupi
1953 - Atlético x Sport
1952 - Atlético x Tupi
1951 - Villa Nova x Tupi
1950 - Atlético x Sport
1949 - Atlético x Volante (Juiz de Fora)
1948 – América x Tupi
1947 - Atlético x Tupi
1946 - Atlético x Tupynambas
1945 - Cruzeiro x Tupi
1944 - Cruzeiro x Tupi
1943 - Cruzeiro x Mineira (Juiz de Fora)
1942 - Atlético x Sport
1941 - Atlético x Tupi
1940 - Cruzeiro x Tupi
1939 – Atlético x Duque de Caxias (Juiz de Fora)
1938 - Atlético x Mineira (Juiz de Fora)
1937 - Siderúrgica (Sabará) x Tupi
1936 - Atlético campeão de Belo Horizonte e Tupi, campeão de Juiz de Fora, não poderiam disputar o título mineiro. A Associação Mineira de Esportes, como sede em Belo Horizonte, era filiada a Federação Brasileira de Futebol-FBF, que não era reconhecida pela FIFA. Já a Associação Mineira de Esportes, com sede em Juiz de Fora, era filiada a Confederação Brasileira do Desporto-CBD, e era reconhecida pela FIFA. Assim como acontece no Rio de Janeiro e em São Paulo, o estado deveria ter dois campeões
1935 - Villa Nova, campeão de Belo Horizonte e Tupi, campeão de Juiz de Fora, não poderiam disputar o título mineiro. A Associação Mineira de Esportes, como sede em Belo Horizonte, era filiada a Federação Brasileira de Futebol-FBF, que não era reconhecida pela FIFA. Já a Associação Mineira de Esportes, com sede em Juiz de Fora, era filiada a Confederação Brasileira do Desporto-CBD, e era reconhecida pela FIFA. Assim como acontece no Rio de Janeiro e em São Paulo, o estado deveria ter dois campeões.
1934 - Villa Nova x Tupynambas
*A primeira partida chegou a ser disputada com a vitória do Villa por 2 a 0, em Belo Horizonte. A segunda partida não aconteceu, porque os clubes de Juiz de Fora se desligaram da Federação Mineira, que não homologou o Villa como campeão mineiro de 1934
1932 – Atlético x Tupynambas
1931 - Atlético x Tupynambas
1930 - Cruzeiro x Sport
1929 - Cruzeiro x Tupi
1928 - Cruzeiro x Tupynambas
1927 – Atlético.
*o campeonato de Juiz de Fora foi considerado inexistente. O Tupynambas recorreu pedindo a sua proclamação como campeão. O veredito final foi julgado no TJD da FMF em 1928 e ficou confirmado a inexistência do certame.

Os Campeões de Belo Horizonte (1915-1957) e de Juiz de Fora (1918-1968)

O Campeonato de Belo Horizonte foi disputado pela primeira vez em 1915 no ano da fundação da Federação Mineira. Por determinação da CBD eram proibidas as ligas municipais nas capitais para não concorrerem com a entidade máxima, assim a própria Federação estadual é quem devia promover o campeonato das capitais. O Campenato da Cidade existiu até o ano de 1957 e até aquele a Federação Mineira não havia homologado nenhum clube como campeão mineiro, à exceção do Villa Nova, em 1933. Em 1958 a Federação passou a homologar o título de "campeão mineiro" em seu certame para indicar o representante do Estado no Campeonato Brasileiro, a Taça Brasil

CAMPEÕES DE BELO HORIZONTE
1957 - América/Democrata FC
1956 - Atlético e Cruzeiro
*os dois clubes foram proclamados campeões
1955 - Atlético/Democrata FC
1954 - Atlético/Cruzeiro
1953 - Atlético/Villa Nova
1952 - Atlético/Siderúrgica
1951 - Villa Nova/Atlético
1950 - Atlético/Siderúrgica
1949 - Atlético/América
1948 - América/Atlético
1947 - Atlético/Villa Nova
1946 - Atlético/Villa Nova
1945 - Cruzeiro/Villa Nova
1944 - Cruzeiro/Atlético
1943 – Cruzeiro/ América
1942 - Atlético/Cruzeiro
1941 - Atlético/Siderúrgica
1940 - Cruzeiro/Atlético
1939 - Atlético/América
1938 - Atlético/Siderúrgica
1937 - Siderúrgica/Villa Nova
1936 - Atlético/Siderúrgica
1935 - Villa Nova/Atlético
1934 - Villa Nova/Atlético
1933 - Villa Nova/Cruzeiro
1932 - Atlético/Retiro
*1932 - Villa Nova/Cruzeiro
*Associação Mineira de Esportes Geraes
1931 - Atlético/Cruzeiro
1930 - Cruzeiro/América
1929 - Cruzeiro/América
1928 - Cruzeiro/Atlético
1927 - Atlético/América
1926 - Atlético /Palmeiras
*1926 - Cruzeiro/Olympic
*Associação Mineira de Esportes Terrestres
1925 - inexistente
1924 - América/Cruzeiro
1923 - América/Atlético
1922 – América/Cruzeiro
1921 - América/Atlético
1920 - América/Sete
1919 - América/Sete
1918 - América/Atlético
1917 - América/Atlético
1916 - América/Atlético
1915 - Atlético/América
*Em 1926 e 1932 ocorreram dois campeonatos e Belo Horizonte teve dois campeões

Campeões de Belo Horizonte:Atlético (19) - 1915, 1926, 1927, 1931, 1932, 1936, 1938, 1939, 1941, 1942, 1946, 1947, 1949, 1950, 1952, 1953, 1954, 1955, 1956
América (11) - 1916, 1917, 1918, 1919, 1920, 1921, 1922, 1923, 1924, 1948, 1957
Cruzeiro (9) - 1926, 1928, 1929, 1930, 1940, 1943, 1944, 1945, 1956
Villa Nova (5) - 1932, 1933, 1934, 1935, 1951
Siderúrgica (1) - 1937

Vice-Campeões de Belo Horizonte:Atlético (14) - 1916, 1917, 1918, 1921, 1923, 1928, 1929, 1934, 1935, 1940, 1943, 1944, 1948, 1951
Cruzeiro (6) - 1922, 1924, 1932, 1933, 1942, 1954
América (5) - 1915, 1927, 1930, 1939, 1949
Siderúrgica (5) - 1936, 1938, 1941, 1950, 1952
Villa Nova (5) - 1937, 1945, 1946, 1947, 1953
Sete (2) - 1919, 1920
Democrata FC (2) - 1955, 1957
Olympic (1) - 1926
Palmeiras (1) - 1926
Retiro (1) - 1932

O Campeonato de Juiz de Fora foi disputado pela primeira vez em 1918 e foi o primeiro do interior. Era organizado pela Liga de Desportos de Juiz de Fora e em seus 50 anos de existência revelou grandes craques do futebol nacional sendo o volante Zé Carlos, que veio do Sport para o Cruzeiro, em1966, o maior destaque de todos eles.
A partir de 1927 com a reforma dos estatutos da Federação Mineira, o certame tornou-se regional abrangendo a zona da mata. A partir de 1955 passou a abranger também a região da mantiqueira. Em 1969 foi extinto pela Federação. O Tupi foi convidado a participar do Campeonato Mineiro e os demais clubes passaram a disputar as seletivas do Estadual.
TODOS OS CAMPEÕES DE JUIZ DE FORA
1918 - Sport
1919 - Tupynambás
1920 - Tupynambás
1921 - Tupi
1922 - Industrial Mineira
1923 - Tupi
1924 - Tupynambás
1925 - Tupynambás
1926 - Tupi
1927 - inexistente
1928 - Tupynambás
1929 - Tupi
1930 - Sport
1931 - Tupynambás
1932 - Tupynambás
1933 - Tupi
1934 - Tupynambás
1935 - Tupi
1936 - Tupi
1937 - Tupi
1938 - Mineira de Eletricidade
1939 - Duque de Caxias
1940 - Tupi
1941 - Tupi
1942 - Sport
1943 - Mineira de Eletricidade
1944 - Tupi
1945 - Tupi
1946 - Tupynambás
1947 - Tupi
1948 - Tupi
1949 - Volante
1950 - Sport
1951 - Tupi
1952 - Tupi
1953 - Sport
1954 - Tupi
1955 - Sport
1956 - Sport
1957 - Olimpic (Barbacena)
1958 - Tupi
1959 - Sport
1960 - Social (Santos Dumont)
1961 - Tupynambás
1962 - Sport
1963 - Tupi
1964 - Olimpic
1965 - Tupi
1966 - Tupynambás
1967 - Sport
1968 - Sport

Campeões de Juiz de ForaTupi (21) - 1921, 1923, 1926, 1929, 1933, 1935, 1936, 1937, 1940, 1941, 1944, 1945, 1947, 1948, 1951, 1952, 1954, 1958, 1963, 1965, 1968
Tupynambás (13) - 1919, 1920, 1922, 1924, 1925, 1928, 1931, 1932, 1934, 1936, 1946, 1961, 1966
Sport (11) - 1918, 1930, 1934, 1942, 1950, 1955, 1956, 1959, 1962, 1967, 1968
Olimpic (2) - 1957, 1964
Mineira (2) - 1938, 1943
Social (1) – 1960
Volante (1) - 1949

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Sequência invicta do Cruzeiro é a mais significativa da história do clássico

O atacante Araujo (Cruzeiro) vence o goleiro Diego (Atlético) e marca o primeiro gol da vitória cruzeirense por 4 a 2 no turno do Campeonato Brasileiro de 2007


Com o empate em 1 a 1 no clássico deste domingo contra o Atlético, o Cruzeiro completou 12 partidas consecutivas sem derrota no confronto.
Esta é a segunda maior sequência invicta da história do confronto e menor apenas do que a sequência de 13 partidas do Atlético no período de 1985 a 1987.
No entanto a sequência atual do Cruzeiro é muito mais significativa do que a do Atlético, porque a marca atual tem um número maior de vitórias, gols e de vitórias consecutivas.
A sequência de 12 jogos invictos do Cruzeiro conta com 10 vitórias, sendo 7 consecutivas e um saldo de 22 gols, enquanto a sequência de 13 jogos do Atlético teve apenas 5 vitórias, sendo 3 consecutivas e um saldo de 8 gols.

A sequência invicta de 13 jogos do Atlético no clássico
01/09/1985 – Atlético 3 a 1
Campeonato Mineiro - Mineirão
15/09/1985 – Empate 1 a 1
Campeonato Mineiro - Mineirão
25/09/1985 – Empate 0 a 0
Campeonato Mineiro - Mineirão
27/10/1985 – Empate 1 a 1
Campeonato Mineiro - Mineirão
17/11/1985 – Empate 0 a 0
Campeonato Mineiro - Mineirão
01/12/1985 - Atlético 3 a 1
Campeonato Mineiro - Mineirão
08/12/1985 – Empate 0 a 0
Campeonato Mineiro - Mineirão
11/12/1985 - Empate 2 a 2
Campeonato Mineiro - Mineirão
15/12/1985 - Atlético 1 a 0
Campeonato Mineiro - Mineirão
02/03/1986 - Atlético 2 a 0
Campeonato Mineiro - Mineirão
27/04/1986 - Atlético 1 a 0
Campeonato Mineiro - Mineirão
08/02/1987 - Empate 0 a 0
Campeonato Brasileiro - Mineirão
11/02/1987 - Empate 1 a 1
Campeonato Brasileiro - Mineirão

A sequencia invicta de 12 jogos do Cruzeiro no clássico
06/05/2007 - Cruzeiro 2 a 0
Campeonato Brasileiro - Mineirão
24/06/2007 - Cruzeiro 4 a 2
Campeonato Brasileiro - Mineirão
16/09/2007 - Cruzeiro 4 a 3
Campeonato Brasileiro - Mineirão
09/03/2008 - Empate 0 a 0
Campeonato Brasileiro - Mineirão
27/04/2008 - Cruzeiro 5 a 0
Campeonato Brasileiro - Mineirão
04/05/2008 - Cruzeiro 1 a 0
Campeonato Brasileiro - Mineirão
13/07/2008 - Cruzeiro 2 a 1
Campeonato Brasileiro - Mineirão
19/10/2008 - Cruzeiro 2 a 0
Campeonato Brasileiro - Mineirão
17/01/2009 - Cruzeiro 4 a 2
Amistoso – Centenário (Montevidéu/Uruguai)
15/02/2009 - Cruzeiro 2 a 1
Campeonato Brasileiro - Mineirão
26/04/2009 - Cruzeiro 5 a 0
Campeonato Brasileiro - Mineirão
03/05/2009 - Empate 1 a 1
Campeonato Brasileiro - Mineirão

MAIORES SEQUENCIAS INVICTAS DO CLASSICO
1º - ATLETICO - 13 jogos - 1985/1987 - 5 vitórias, 8 empates, 15 gols pró e 7 sofridos
2º - CRUZEIRO – 12 jogos – 2007/2009 – 10 vitórias, 2 empates, 32 gols pró e 10 sofridos
3º - ATLÉTICO - 10 jogos - 1947/1948 - 9 vitórias, 1 empate, 27 gols pró e 10 sofridos
4º - ATLETICO - 10 jogos - 1937/1939 - 8 vitórias, 2 empates, 23 gols pró e 8 sofridos
5º - CRUZEIRO - 10 jogos - 1966/1968 - 5 vitórias, 5 empates, 19 gols pró e 7 sofridos
6º - ATLETICO - 10 jogos - 1970/1972 - 4 vitórias, 6 empates, 13 gols pró e 9 sofridos
7º - CRUZEIRO - 10 jogos - 2000/2002 - 3 vitórias, 7 empates, 16 gols pró e 11 sofridos
8º - ATLETICO - 9 jogos - 1955/1956 - 5 vitórias, 4 empates, 15 gols pró e 5 sofridos
9º - ATLETICO - 9 jogos - 1979/1981 - 4 vitórias, 5 empates, 9 gols pró e 2 sofridos
10º - ATLETICO - 8 jogos - 1976/1977 - 6 vitórias, 2 empates, 12 gols pró e 2 sofridos
11º - CRUZEIRO - 8 jogos - 1998/1999 - 5 vitórias, 3 empates, 18 gols pró e 8 sofridos
12º - ATLETICO - 8 jogos - 1960/1961 - 2 vitórias, 6 empates, 11 gols pró e 8 sofridos
Pesquisa de Henrique Ribeiro (Almanaque do Cruzeiro)

A hegemonia cruzeirense na era Mineirão

O volante Charles (Cruzeiro) e o atacante Marques (Atletico) em classico disputado em 2008
Alexandre Tavares pergunta:

Novamente parabéns a todos nós Cruzeirenses, mostrando novamente a Minas e ao Mundo quem de fato tem hegemonia no futebol das Alterosas nos últimos 20 anos. Desejaria, se possível, a estatística dos jogos Cruzeiro X Atlético desde a era Mineirão. Você pode providenciar jogo a jogo?

Almanaque do Cruzeiro responde:

Em 213 clássicos disputados no Mineirão o Cruzeiro tem uma vantagem de 8 vitórias e 17 gols a mais sobre o Atlético.

TOTAL DE JOGOS 213
Vitórias do Cruzeiro 76
Vitórias do Atlético 68
Empates 69
Gols do Cruzeiro 249
Gols do Atlético 232

Segue o link com todos os 213 clássicos entre Cruzeiro e Atlético no Mineirão: http://www.sendspace.com/file/4ui2b8

A respeito da hegemonia do Cruzeiro levando-se em conta o período da inauguração do Mineirão (1965) foram 23 títulos estaduais contra 17 do Atlético, 3 do América, 1 da Caldense e 1 do Ipatinga.

CAMPEÕES ESTADUAIS DA ERA MINEIRÃO:
CRUZEIRO - 1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975, 1977, 1984, 1987, 1990, 1992, 1994, 1996, 1997, 1998, 2003, 2004, 2006, 2008, 2009
ATLETICO - 1970, 1976, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1985, 1986, 1988, 1989, 1991, 1995, 1999, 2000, 2007
AMÉRICA - 1971, 1993, 2001
IPATINGA - 2005
CALDENSE - 2002

Cruzeiro é o campeão das decisões em Minas

O gol de Kleber na goleada por 5 a 0 sobre o Atlético na primeira partida da decisão 
do Campeonato Mineiro de 2009

Por Henrique Ribeiro

O título de campeão mineiro de 2009 foi o 15º conquistado pelo Cruzeiro numa decisão direta. O Clube continua sendo o campeão de decisões em Minas. Na sequência vem o Atlético (11), América (3), Villa Nova (1), Ipatinga (1) e Siderúrgica (1)

O Cruzeiro disputou 22 decisões diretas. Contra o Villa Nova em 1997; América em 1922 e 1992; Ipatinga em 2005 e 2006; e o Atlético em 1940, 1954, 1956, 1962, 1967, 1972, 1976, 1977, 1985, 1987, 1990, 1998, 2000, 2004, 2007, 2008 e 2009.

Nestas decisões o Cruzeiro sagrou-se campeão em 1940, 1956, 1967, 1972, 1977, 1987, 1990, 1992, 1997, 1998, 2004, 2006, 2008 e 2009

Com 23 participações em finais o Atlético é o clube que mais disputou decisões diretas em Minas. O Cruzeiro teve 22 participações, América 6, Villa Nova 4, Ipatinga 2, Siderúrgica 2 e Democrata de Sete Lagoas 1.

Os campeonatos Mineiros e de Belo Horizonte tiveram decisões diretas (entre duas equipes) em 30 edições: 1922, 1937, 1940, 1942, 1951, 1953, 1954, 1956, 1957, 1958, 1962, 1967, 1972, 1976, 1977, 1985, 1987, 1990, 1992, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009

Todos os campões em decisões diretas:
CRUZEIRO - 1940, 1956, 1967, 1972, 1977, 1987, 1990, 1992, 1997, 1998, 2004, 2006, 2008, 2009
ATLÉTICO – 1942, 1953, 1954, 1956, 1958, 1962, 1976, 1985, 1999, 2000, 2007
AMÉRICA – 1922, 1957, 2001
IPATINGA – 2005
VILLA NOVA – 1951
SIDERURGICA - 1937

Quem participou de decisões diretas:
ATLÉTICO – 1940, 1942, 1951, 1953, 1954, 1956, 1958, 1962, 1967, 1972, 1976, 1977, 1985, 1987, 1990, 1998, 1999, 2000, 2001, 2004, 2007, 2008, 2009
CRUZEIRO – 1922, 1940, 1954, 1956, 1962, 1967, 1972, 1976, 1977, 1985, 1987, 1990, 1992, 1997, 1998, 2000, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009
AMERICA – 1922, 1957, 1958, 1992, 1999, 2001
VILLA NOVA – 1937, 1951, 1953, 1997
IPATINGA – 2005, 2006
SIDERÚRGICA – 1937, 1942
DEMOCRATA - 1957

TODAS AS DECISÕES DIRETAS

O Cruzeiro do atacante Gil fez a decisão do Campeonato Mineiro de 2006 contra o Ipatinga. Uma das raras decisões diretas entre um clube da capital e do interior pelo título mineiro




Confira a seguir todas as decisões diretas do Campeonato Mineiro e do Campeonato de Belo Horizonte com resultados e autores dos gols.

CAMPEONATO MINEIRO DE 2009

26/04/2009 - Cruzeiro 5 x 0 Atlético
Mineirão – Gols: Leonardo Silva 2, Jonathan 2, Kleber (Cru)
03/05/2009 – Cruzeiro 1 x 1 Atlético
Mineirão – Gols: Kleber (Cru); Fabiano (Atl)

CAMPEONATO MINEIRO DE 2008
27/04/2008 - Cruzeiro 5 x 0 Atlético
Mineirão – Gols: Marcelo Moreno, Marcos-contra, Ramires, Guilherme, Wagner (Cru)
04/05/2008 – Cruzeiro 1 x 0 Atlético
Mineirão – Gols: Marcelo Moreno (Cru)

CAMPEONATO MINEIRO DE 2007
29/04/2007 - Atlético 4 x 0 Cruzeiro
Mineirão – Gols: Éder Luís, Danilinho, Marcinho, Vanderlei (Atl)
29/04/2007 - Atlético 0 x 2 Cruzeiro
Mineirão – Gols: Guilherme, Wellington (Cru)

CAMPEONATO MINEIRO DE 200629/03/2006 - Cruzeiro 1 x 1 Ipatinga
Mineirão – Gols: Camanducaia (Ipa); Gil (Cru)
02/04/2006 - Cruzeiro 1 x 0 Ipatinga
Ipatingão – Gols: Wagner (Cru)

CAMPEONATO MINEIRO DE 2005
10/04/2005 - Ipatinga 1 x 1 Cruzeiro
Ipatingão – Gols: Kanu (Ipa); Fred (Cru)
17/04/2005 - Ipatinga 2 x 1 Cruzeiro
Mineirão – Gols: Léo Medeiros, William (Ipa); Fred (Cru)

CAMPEONATO MINEIRO DE 2004
11/04/2004 - Cruzeiro 3 x 1 Atlético
Mineirão – Gols: Jussiê 2, Alex (Cru); Alex Mineiro (Atl)
18/04/2004 - Cruzeiro 0 x 1 Atlético
Mineirão – Gols: Luís Alberto (Atl)

CAMPEONATO MINEIRO DE 2001
27/05/2001 - América 4 x 1 Atlético
Mineirão – Gols: Wellington Paulo, Tucho, Rodrigo 2 (Ame); Gilberto silva (Atl)
03/06/2001 - América 1 x 3 Atlético
Mineirão – Gols: Guilherme, Gilberto Silva, Lincoln (Atl); Alessandro (Ame)

CAMPEONATO MINEIRO DE 2000
03/06/2000 - Atlético 2 x 1 Cruzeiro
Mineirão – Gols: Marques, Guilherme (Atl); Geovanni (Cru)
08/06/2000 - Atlético 1 x 1 Cruzeiro
Mineirão – Gols: Ramon Menezes (Atl); Fábio Júnior (Cru)

CAMPEONATO MINEIRO DE 1999
27/06/1999 - Atlético 1 x 2 América
Mineirão – Gols: Lincoln (Atl); Irênio, Gilberto Silva (Ame)
01/07/1999 - Atlético 1 x 1 América
Mineirão – Gols: Belletti (Atl); Irênio (Ame)
04/07/1999 - Atlético 1 x 0 América
Mineirão – Gols: Lincoln (Atl)

CAMPEONATO MINEIRO DE 1998
07/06/1998 - Cruzeiro 3 x 2 Atlético
Mineirão – Gols: Fábio Júnior 3 (Cru); Edgar, Lincoln (Atl)
11/06/1998 - Cruzeiro 0 x 0 Atlético
Mineirão

CAMPEONATO MINEIRO DE 1997
15/06/1997 - Cruzeiro 1 x 2 Villa Nova
Bonfim – Gols: Alemão, Milton (Atl); Cleison (Cru)
22/06/1997 - Cruzeiro 1 x 0 Villa Nova
Mineirão – Gols: Marcelo Ramos (Cru)

CAMPEONATO MINEIRO DE 1992
13/12/1992 - Cruzeiro 3 x 2 América
Mineirão – Gols: Flávio, Luiz Cláudio (Ame); Renato Gaúcho 3 (Cru)
20/12/1992 - Cruzeiro 2 x 0 América
Mineirão – Gols: Renato Gaúcho, Roberto Gaúcho (Cru)

CAMPEONATO MINEIRO DE 1990
03/06/1990 - Cruzeiro 1 x 0 Atlético
Mineirão – Gol: Careca (Cru)

CAMPEONATO MINEIRO DE 1987
29/07/1987 - Cruzeiro 0 x 0 Atlético
Mineirão
02/08/1987 - Cruzeiro 2 x 0 Atlético
Mineirão – Gols: Careca, Robson (Cru)

CAMPEONATO MINEIRO DE 1985
08/12/1985 - Atlético 0 x 0 Cruzeiro
Mineirão
11/12/1985 - Atlético 2 x 2 Cruzeiro
Mineirão – Gols: Carlinhos, Mirandinha (Cru); Batista, Paulo Isidoro (Atl)
08/12/1985 - Atlético 1 x 0 Cruzeiro
Mineirão – Gols: Paulinho (Atl)

CAMPEONATO MINEIRO DE 1977
25/09/1977 - Cruzeiro 0 x 1 Atlético
Mineirão – Gols: Danival (Atl)
02/10/1977 - Cruzeiro 3 x 2 Atlético
Mineirão – Gols: Revetria 3 (Cru); Reinaldo, Marinho (Atl)
09/10/1977 - Cruzeiro 3 x 1 Atlético
Mineirão – Gols: Revetria, Joãozinho, Lívio (Cru); Reinaldo (Atl)

CAMPEONATO MINEIRO DE 1976
27/03/1977 - Atlético 2 x 0 Cruzeiro
Mineirão – Gols: Marcelo, Darci Menezes-c ontra (Atl)
03/04/1977 - Atlético 2 x 0 Cruzeiro
Mineirão – Gols: Marcelo, Reinaldo (Atl)

CAMPEONATO MINEIRO DE 1972
07/09/1972 - Cruzeiro 2 x 1 Atlético
Mineirão – Gols: Palhinha 2 (Cru); Dario (Atl)

CAMPEONATO MINEIRO DE 1967
21/01/1968 - Cruzeiro 3 X 1 Atlético
Mineirão – Gols: Natal 2, Vander-contra (Cru); Buião (Atl)
28/01/1968 - Cruzeiro 3 X 0 Atlético
Mineirão – Gols: Tostão, Dirceu Lopes, Evaldo (Cru)

CAMPEONATO MINEIRO DE 196210/02/1963 - Atlético 0 X 1 Cruzeiro
Independência – Gols: Dirceu (Cru)
13/02/1963 - Atlético 2 X 1 Cruzeiro
Independência – Gols: Dinar, Nilson (Atl); Nuno (Cru)
15/02/1963 - Atlético 2 X 1 Cruzeiro
Independência – Gols: Dinar, Toninho (Atl); Rossi (Cru)

CAMPEONATO MINEIRO DE 1958
19/04/1959 - Atlético 1 x 0 América
Independência – Gol: Ubaldo (Atl)
23/04/1959 - Atlético 1 x 0 América
Independência – Gol: Alvinho (Atl)

CAMPEONATO DE BELO HORIZONTE DE 1957
22/12/1957 - América 4 x 1 Democrata-SL
Gols: Wilson Santos 2, Goiano 2 (Ame); Pedro Luiz (Dem)
29/12/1957 – América 1 x 1 Democrata-SL
Gols: Wilson Santos (Ame); Joãozinho (Dem)
05/01/1958 – América 2 x 2 Democrata-SL
Gols: Leônidas, Goiano (Ame); Bertôlo, Pedro Luiz (Dem)

CAMPEONATO DE BELO HORIZONTE DE 1956
23/05/1957 - Cruzeiro 1 x 1 Atlético
Independência – Gols: Tomazinho (Atl); Nilo (Cru)
26/05/1957 - Atlético 0 x 0 Cruzeiro
Independência – Cruzeiro ganhou os pontos, porque o Atlético escalou o jogador Laércio que estava inscrito irregularmente
02/06/1957 - Atlético 1 x 0 Cruzeiro
Independência – Gol: Vaduca (Atl)
O STJD deu os pontos o Cruzeiro no segundo jogo e obrigou a Federação Mineira a marcar uma 4ª partida. Em março de 1959 os clubes aceitaram a proposta do Conselho Nacional do Desporto-CND em dividir o título.

CAMPEONATO DE BELO HORIZONTE DE 1954
17/04/1955 - Atlético 2 x 0 Cruzeiro
Independência – Gols: Joel, Gastão (Atl)
22/04/1955 - Atlético 3 x 0 Cruzeiro
Independência – Gols: Ubaldo 2, Joel (Atl)
24/04/1955 - Atlético 1 x 1 Cruzeiro
Independência – Gols: Ubaldo (Atl); Raimundinho (Cru)
01/05/1955 - Atlético 2 x 0 Cruzeiro
Independência – Gols: Ubaldo, Joel (Atl)
*o certame teve três turnos que valeram 10 pontos cada. O Atlético venceu o 1º turno e o Cruzeiro venceu o 2º e o 3º, assim o Cruzeiro foi para a decisão com uma vantagem de 10 pontos. O regulamento definia que o campeão da cidade seria o time que chegasse aos 25 pontos. Cada vitória na série decisiva valeu 5 pontos e o empate 2,5.

CAMPEONATO DE BELO HORIZONTE DE 1953
22/11/1953 - Atlético 1 X 1 Villa Nova
Independência – Gols: Múcio (Atl); Fradeco (VN)
29/11/1953 - Atlético 2 X 1 Villa Nova
Independência – Gols: Ubaldo, Denoni (Atl); Gato (VN)
08/12/1953 - Atlético 1 X 1 Villa Nova
Independência – Gols: Ubaldo (Atl); Barbatana (VN)

CAMPEONATO DE BELO HORIZONTE DE 1951
13/01/1952 - Villa Nova 1 X 1 Atlético
Alameda – Gols: Alvinho (Atl); Tão (Vil)
24/01/1952 - Villa Nova 2 X 2 Atlético
Independência – Gols: Lucas, Mauro (Atl); Escurinho, Osório (Vil)
27/01/1952 - Villa Nova 1 X 0 Atlético
Independência – Gols: Vaduca (Vil)

CAMPEONATO DE BELO HORIZONTE DE 1941
28/02/1942 - Atlético 1 X 1 Siderúrgica
Lourdes – Gols: Rezende (Atl); Ceci (Sid)
08/03/1942 - Atlético 1 x 2 Siderúrgica
Praia do Ó - Ceci, Ferreira (Sid); Tião (Atl)
15/03/1942 - Atlético 2 X 0 Siderúrgica
Alameda – Gols: Baiano, Galego (Atl)
29/03/1942 - Atlético 2 x 1 Siderúrgica
Alameda – Gols: Mingueira (Sid); Tião, Baiano (Atl)

CAMPEONATO DE BELO HORIZONTE DE 1940
29/12/1940 – Cruzeiro 3 x 1 Atlético
Lourdes – Gols: Alcides, Niginho 2 (Cru); Paulo (Atl)
05/01/1941 - Cruzeiro 1 X 2 Atlético
Barro Preto - Gols: Dejardes (Cru); Edgar, Resende (Atl)
12/01/1941 - Cruzeiro 2 X 0 Atlético
Alameda - Gols: Alcides, Niginho (Cru)

CAMPEONATO DE BELO HORIZONTE DE 1937
20/03/1938 - Siderúrgica 1 x 3 Villa Nova
Barro Preto – Gols: Geraldino 2, Remo (VN); Arlindo (Sid)
25/03/1938 - Siderúrgica 3 X 0 Villa Nova
Lourdes – Gols: Chiquito 2, Rômulo (Sid)
03/04/1938 - Siderúrgica 1 X 0 Villa Nova
Alameda – Gols: Arlindo (Sid)

CAMPEONATO DE BELO HORIZONTE DE 1922
05/11/1922 – América 2 x 1 Cruzeiro
Prado – Gols: Saint Clair 2 (Ame); # (Cru)
Pesquisa e arquivo de Henrique Ribeiro

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Cruzeiro venceu mais o atletico em decisões estaduais


Por Henrique Ribeiro

Cruzeiro e Atlético decidiram 13 vezes o título de "campeão mineiro" e 3 vezes o título de “campeão de Belo Horizonte”. As 13 decisões diretas do estadual aconteceram em 1962, 1967, 1972, 1976, 1977, 1985, 1987, 1990, 1998, 2000, 2004, 2007 e 2008. O Cruzeiro venceu 8 e o Atlético 5. As três decisões do título da capital foram em 1940, 1954 e 1956. O Cruzeiro venceu em 1940 e o Atlético em 1954. Ambos foram proclamados campeões em 1956.

DECISÕES DIRETAS DO CAMPEONATO MINEIRO

Campeonato Mineiro de 1962
10/02/1963 - Cruzeiro 1 a 0 - Independência
13/02/1963 - Atlético 2 a 1 - Independência
15/02/1963 - Atlético 2 a 1 - Independência
*Cruzeiro e Atlético terminaram o Campeonato com o mesmo número de pontos e decidiram o título numa melhor de 4 pontos (cada vitória correspondia a 2 pontos). O Atlético conquistou o título com um gol marcado na prorrogação da 3ª partida.

Campeonato Mineiro de 1967
14/01/1968 - Cruzeiro 3 a 1 - Mineirão
21/01/1968 - Cruzeiro 3 a 0 - Mineirão
*Cruzeiro e Atlético terminaram o Campeonato com o mesmo número de pontos e decidiram o título numa melhor de 4 pontos (cada vitória correspondia a 2 pontos). Com duas vitórias o Cruzeiro sagrou-se campeão eliminando a 3ª partida.

Campeonato Mineiro de 1972
07/09/1972 - Cruzeiro 2 a 1 - Mineirão
*Cruzeiro e Atlético terminaram a fase final, que também teve a participação de América e Atlético Três Corações, com o mesmo número de pontos e decidiram o título em partida única.

Campeonato Mineiro de 1976
27/03/1976 - Atlético 2 a 0 - Mineirão
03/04/1976 - Atlético 2 a 0 - Mineirão
*Cruzeiro e Atlético terminaram a fase final com o mesmo número de pontos e tiveram que decidir o título em duas partidas.

Campeonato Mineiro de 1977
25/09/1977 – Atlético 1 a 0 - Mineirão
02/10/1977 - Cruzeiro 3 a 2 - Mineirão
09/10/1977 - Cruzeiro 3 a 1 - Mineirão
*O Atlético (campeão do 1º turno) decidiu o título de campeão mineiro com o Cruzeiro (campeão do 2º turno) numa melhor de 4 pontos (cada vitória correspondia a 2 pontos). O Cruzeiro conquistou o título com dois gols marcados na prorrogação da 3ª partida.

Campeonato Mineiro de 1985
08/12/1985 - Empate 0 a 0 - Mineirão
11/12/1985 - Empate 2 a 2 - Mineirão
15/12/1985 - Atlético 1 a 0 - Mineirão
*O Cruzeiro (campeão do 1º turno) decidiu o título de campeão mineiro com o Atlético (campeão do 2º turno) numa melhor de 4 pontos (cada vitória correspondia a 2 pontos). As três partidas terminaram empatadas no tempo normal. Conforme o regulamento, o Atlético ficou com o título ao vencer a 3ª partida na prorrogação.

Campeonato Mineiro de 1987
29/07/1987 – Empate 0 a 0 - Mineirão
02/08/1987 - Cruzeiro 2 a 0 - Mineirão
*O Atlético (campeão do 1º turno) decidiu o título de campeão mineiro com o Cruzeiro (campeão do 2º turno) em duas partidas.

Campeonato Mineiro de 1990
03/06/1990 - Cruzeiro 1 a 0 - Mineirão
*O Cruzeiro (campeão do 1º turno) decidiu o título de campeão mineiro com o Atlético (campeão do 2º turno) em partida única.

Campeonato Mineiro de 1998
07/06/1998 - Cruzeiro 3 a 2 - Mineirão
11/06/1998 – Empate 0 a 0 - Mineirão
*O Atlético pela melhor campanha em todas as fases jogou por dois resultados iguais na decisão em duas partidas.

Campeonato Mineiro de 2000
03/06/2000 - Atlético 2 a 1 - Mineirão
08/06/2000 – Empate 1 a 1 - Mineirão
*o Atlético classificou-se para a decisão do Campeonato como 1º colocado da fase de classificação e o Cruzeiro como 2º colocado. Assim, o Atlético recebeu um ponto de bônus nas finais (cada vitória correspondia a 3 pontos). O empate no 2º jogo jogo eliminou a necessidade de um 3º jogo e o Atlético ficou com o título.

Campeonato Mineiro de 2004
11/04/2004 - Cruzeiro 3 a 1 - Mineirão
18/04/2004 – Atlético 1 a 0 - Mineirão
*O Atlético pela melhor campanha em todas as fases jogou por dois resultados com o mesmo saldo de gols na decisão em duas partidas. O Cruzeiro venceu a 1ª partida por uma diferença de dois gols e o Atlético não conseguiu igualar o saldo, mesmo vencendo, na 2ª partida. Assim o Cruzeiro garantiu o título.

Campeonato Mineiro de 2007
29/04/2007 - Atlético 4 a 0 - Mineirão
06/05/2007 – Cruzeiro 2 a 0 - Mineirão
*O Cruzeiro pela melhor campanha em todas as fases jogou por dois resultados com o mesmo saldo de gols na decisão em duas partidas. Na 1ª partida o Atlético venceu por uma diferença de 4 gols e o Cruzeiro não conseguiu igualar o saldo mesmo vencendo a 2ª partida. Assim o Atlético garantiu o título.

Campeonato Mineiro de 2008
27/04/2008 - Cruzeiro 5 a 0 - Mineirão
04/05/2008 - Cruzeiro 1 a 0 - Mineirão
*O Cruzeiro por ter a melhor campanha jogou por dois resultados com o mesmo saldo de gols na decisão.

DECISÕES DIRETAS DO CAMPEONATO DE BELO HORIZONTE
Segundo os estatutos da Federação Mineira, o título de “campeão mineiro” deveria ser disputado entre o campeão da capital e os campeões de outros campeonatos disputados em cidades e regiões do interior.

A partir de 1934 os estatutos foram alterados e o título passou ser disputado entre o campeão de Belo Horizonte e o campeão de Juiz de Fora, que eram os campeonatos disputados de forma regular no Estado.

O desinteresse dos dirigentes da Federação Mineira, que também eram, simultaneamente, dirigentes dos clubes de Belo Horizonte, fez com que os confrontos pelo título de “campeão mineiro” fossem ignorados.

Havia desde a década de 1930 uma animosidade entre os dirigentes do futebol de Juiz de Fora e o de Belo Horizonte, devido ao descaso dos belo-horizontinos quanto ao futebol do interior. O Villa Nova, de Nova Lima-MG e o Siderúrgica, de Sabará, por exemplo, só disputavam o Campeonato de Belo Horizonte devido a uma concessão dos clubes da capital e eram obrigados a disputar as partidas em Belo Horizonte. Para transferir parte dos jogos para o interior eram obrigados a pagar cotas aos clubes de Beagá.

Com a criação do Campeonato Brasileiro em 1959, que era disputado pelos campeões estaduais, a própria Federação Mineira ignorou seus estatutos e passou a homologar os campeões da capital como “campeões mineiros” a partir de 1958.

Curiosamente, uma nova reforma nos estatutos em 1960, que criou o Campeonato da 1ª Divisão (um certame regional entre clubes do interior), previu a disputa do título estadual entre os campeões da 1ª Divisão (Regiões Metalúrgica, Centro e Triângulo Mineiro), da Divisão Especial (Zona da Mata e Mantiqueira) e da Divisão Extra (Belo Horizonte e alguns clubes do interior).

Esta cláusula, que vigorou até 1963, foi novamente ignorada pela Federação, quando foi retirada dos estatutos. O que leva a entender que tivemos em Minas, campeões proclamados, que foram os de 1958 a 1962, ou seja, “campeões de direito”, mas não de “fato”.

Anterior a 1958, ou seja, de 1915 a 1957 só tivemos campeões de cidades e regiões no Estado. A exceção foi o certame de 1933 vencido pelo Villa Nova que contou com os participantes dos dois campeonatos disputados no Estado: o de Juiz de Fora e o de Belo Horizonte. Naquele ano, ficou estabelecido pela Federação Mineira que o certame era válido pelo título de Campeão Mineiro.

Campeonato de Belo Horizonte de 1940
29/12/1940 – Cruzeiro 3 a 1 - Lourdes
05/01/1941 – Atlético 2 a 1 - Barro Preto
12/01/1941 - Cruzeiro 2 a 0 - Alameda
*o Campeonato previa três turnos, mas devido a longa paralisação provocada pela formação da Seleção Mineira, só foi disputado até a metade do 2º turno. Os clubes entraram num colapso financeiro e uma assembléia geral decidiu que o título deveria ser disputado entre os lideres Atlético e Cruzeiro numa melhor de três partidas. Com duas vitórias na série o Cruzeiro levou o título.

Campeonato de Belo Horizonte de 1954
17/04/1955 - Atlético 2 a 0 - Independência
22/04/1955 - Atlético 3 a 0 - Independência
24/04/1955 – Empate 1 a 1 - Independência
01/05/1955 - Atlético 2 a 0 - Independência
*o Atlético venceu o 1º turno levando 10 pontos extras para a decisão. O Cruzeiro conquistou o 2º e o 3º turnos levando 20 pontos. O regulamento definia que cada vitória na série decisiva valeria 5 pontos e o empate 2,5 pontos e que seria campeão a equipe que somasse 25 pontos. Com três vitórias na série o Atlético desfez a vantagem do Cruzeiro e conquistou o título.

Campeonato de Belo Horizonte de 1956
23/05/1957 – Empate 1 a 1 - Independência
26/05/1957 – Empate 0 a 0 - Independência
02/06/1957 - Atlético 1 a 0 - Independência
*O Atlético (campeão do 1º turno) disputou o título com o Cruzeiro (campeão do 2º turno) numa melhor de três partidas. O Atlético escalou o lateral esquerdo Laércio que estava inscrito irregularmente no Campeonato. O Cruzeiro entrou com um recurso pedindo os pontos do 2º jogo, já que o prazo para o 1º jogo havia se esgotado. O recurso foi aceito pelo STJD que obrigou a Federação Mineira a marcar uma 4ª partida. O Atlético recorreu sem sucesso em várias instâncias e em março de 1959 os clubes aceitaram a proposta do Conselho Nacional do Desporto em dividir o título. A briga nos tribunais provocou o rompimento de relação entre os clubes que durou um ano.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Campeonato Mineiro de 1997 - Final com direito a recorde de publico

Cruzeiro e Villa Nova fizeram uma decisão dramática na decisão do Estadual de 1997



O título do Estadual de 1997 foi decidido numa final inédita entre Cruzeiro e Villa Nova e foi a primeira entre um clube da capital e outro do interior na Era Mineirão. O certame teve a participação de 12 equipes na 1a fase que se enfrentaram em turno e returno.

O Cruzeiro disputou todo o turno da 1a fase com o seu time secundário. Foi um protesto do presidente Zezé Perrella que foi traído pelos presidentes do América e do Atlético que haviam concordado em reduzir as datas do certame, mas que mudaram de opinião na reunião do conselho arbitral. O time titular só foi escalado no returno devido a eliminação precoce da Copa do Brasil. Ainda assim o Cruzeiro classificou-se como 4o lugar na tabela

A vingança contra os rivais estava programada para as finais, mas o Atlético, que terminou a 1a fase na liderança foi despachado, precocemente, pelo Villa Nova. O Cruzeiro liquidou o América na fase semifinal.

Na primeira partida da decisão em Nova Lima, o Villa venceu por 2 a 1, mas 0 Cruzeiro jogou pelo regulamento e venceu por 1 a 0, no Mineirão, com direito a um recorde histórico da torcida cruzeirense que lotou todas as dependências do estádio estabelecendo um publico de 132 mil pessoas - o maior da história do futebol mineiro.



Primeira Fase

Turno
02/02/1997 – 1 x 0 Montes Claros
Independência (Belo Horizonte)
08/02/1997 - 3 x 1 Mamoré
Waldomiro Pereira (Patos de Minas)
16/02/1997 - 0 x 0 Guarani
Waldemar Faria (Divinópolis)
19/02/1997 - 4 x 4 Villa Nova
Mineirão (Belo Horizonte)
23/02/1997 – 0 x 3 América
Independência (Belo Horizonte)
27/02/1997 - 1 x 2 Valério
Israel Pinheiro (Itabira)
02/03/1997 - 2 x 0 Uberlândia
Independência (Belo Horizonte)
06/03/1997 - 2 x 2 Caldense
Independência (Belo Horizonte)
09/03/1997 - 3 x 1 Democrata-GV
Mamud Abbas (Gov. Valadares)
13/03/1997 - 0 x 2 Social
Mineirão (Belo Horizonte)
16/03/1997 - 1 x 1 Atlético
Mineirão (Belo Horizonte)

Returno
23/03/1997 - 0 x 1 Montes Claros
José Maria de Melo (Montes Claros)
30/03/1997 - 3 x 1 Mamoré
Mineirão (Belo Horizonte)
02/04/1997 - 3 x 0 Guarani
Independência (Belo Horizonte)
06/04/1997 - 1 x 2 Villa Nova
Bonfim (Nova Lima)
13/04/1997 - 2 x 1 América
Mineirão (Belo Horizonte)
16/04/1997 - 1 x 1 Valério
Mineirão (Belo Horizonte)
19/04/1997 – 2 x 1 Uberlândia
Parque do Sabiá (Uberlândia)
27/04/1997 – 1 x 1 Caldense
Ronaldo Junqueira (Poços de Caldas)
01/05/1997 - 2 x 2 Democrata-GV
Mineirão (Belo Horizonte)
04/05/1997 - 2 x 1 Social
Mendes Brito (Ipatinga)
11/05/1997 - 0 x 0 Atlético
Mineirão (Belo Horizonte)

Quartas-de-final

18/05/1997 - 2 x 1 Montes Claros
José Maria de Melo (Montes Claros)
21/05/1997 - 2 x 0 Montes Claros
Mineirão (Belo Horizonte)

Semifinal

31/05/1997 - 3 x 2 América
Mineirão (Belo Horizonte)
08/06/1997 - 0 x 1 América
Mineirão (Belo Horizonte)

Final

15/06/1997 - 1 x 2 Villa Nova
Bonfim (Nova Lima)
22/06/1997 - 1 x 0 Villa Nova
Mineirão (Belo Horizonte)

Ficha técnica

CRUZEIRO 1 x 0 VILLA NOVA
Motivo: 2ª partida da Final do Campeonato Mineiro
Data: 22/06/1997 (dom)
Estádio: Mineirão (Belo Horizonte-MG)
Público: 132.834 (R$ 664.087,50)
Árbitro: Marco Antônio Cunha
Auxiliares: José Eugênio e Marco Antônio Martins
Gol: Marcelo Ramos 10
Cruzeiro: Dida, Vítor, Célio Lúcio, Gottardo, Nonato, Fabinho, Ricardinho, Cleison, Palhinha (Da Silva/31 do 2º), Marcelo Ramos (Alex Mineiro/41 do 2º), Elivelton (Donizete Amorim/14 do 2º). T: Paulo Autuori
Villa Nova: Cláudio, Wilson (Carlinhos/40 do 2º), Eleomar, Cláudio Roberto, Vânder, Jean, Alemão, Joca (Adão/23 do 2º), Guiba, Kao Baiano (Paulo César/33 do 2º), Milton. T: Brandãozinho
CA: Ricardinho, Vítor, Gottardo (C); Alemão, Jean, Vander, Wilson (V)
*o publico pagante foi de 74.857