terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Catê era um ponta rápido e driblador

Formação da equipe do Cruzeiro antes da partida contra o Union Española, do Chile, no Mineirão, pela Taça Libertadores de 1994. Em pé da esquerda para a direita: Paulo Roberto, Dida, Célio Lúcio, Rogério Lage, Luizinho e Nonato. Agachados da esquerda para a direita: Ademir, Ronaldo, Catê, Luiz Fernando e Roberto Gaúcho. (Foto Jornal Estado de Minas)

Ex-atacante Catê morre em acidente de carro no Sul
Gustavo Franceschini e Vinicius Segalla (Site UOL)

O ex-atacante Catê, de 38 anos, morreu na manhã desta terça-feira (27 de dezembro de 2011) após um acidente de carro na estrada ERS 122, próximo a Antônio Prado-RS. O ex-atleta estava sozinho em seu Fiat Uno Mille quando chocou-se contra um caminhão Scania que vinha no sentido oposto, por volta das 10h. Catê morreu na hora sendo levado direto para o Instituto Médico Legal de Caxias do Sul. O motorista do caminhão, que não sofreu nenhuma escoriação, alegou que chovia durante o acidente e que o Uno invadiu a pista contrária antes da colisão. O ex-jogador estava trabalhando como técnico de equipes amadoras no Rio Grande do Sul.
Foto: Corpo de Bombeiros de Ipê-RS

Catê era um ponta rápido e driblador
Almanaque do Cruzeiro

O ponta direita Catê chegou ao Cruzeiro em janeiro de 1994, como um dos reforços para a disputa da Taça Libertadores. Apesar de ter somente 19 anos de idade, já era bastante famoso no futebol brasileiro, quando participou das conquistas do bicampeonato da Taça Libertadores de 1992 e 1993 pelo tricolor e dos títulos Mundial e Sulamericano de Juniores pela SeleçãoBrasileira em 1993, que tinha outros três jogadores que fariam parte de plantéis do Cruzeiro: o goleiro Dida (Vitória-BA) e os zagueiros Gelson Baresi (Flamengo) e Argel (Inter).

Catê chamava a atenção pela velocidade e a habilidade nos dribles e a diretoria cruzeirense acertou um empréstimo de janeiro a agosto para ter o jogador na disputa do Campeonato Mineiro e da Taça Libertadores.

Catê foi titular nos primeiros jogos do Campeonato Mineiro, quando o treinador Nelinho escalava a equipe no sistema 4-3-3. Assim ele formava o trio de atacantes com Roberto Gaúcho e outro jovem fenômeno, o goleador Ronaldo. No entanto, o técnico Nelinho, mesmo sem nenhuma derrota a frente do plantel foi demitido na quinta partida da temporada e substituído pelo experiente Ênio Andrade. O novo treinador mudou o sistema para o 4-4-2 e Catê acabou indo para a reserva.

Ao todo disputou 16 jogos com a camisa cruzeirense, marcou dois gols e sagrou-se campeão mineiro invicto. A melhor partida com a camisa cruzeirense, curiosamente, foi a mais traumática do primeiro semestre. Ele entrou como titular da equipe na partida de volta das oitavas de final da Taça Libertadores, no Mineirão, contra o Union Española, do Chile. O Cruzeiro não conseguiu mais do que um empate sem gols e acabou eliminado da competição, pois havia perdido o jogo de ida por 1 a 0, em Santiago. No entanto, Catê saiu aplaudido e reconhecido pela "camisa nove" nas arquibancadas pela bela exibição. 

Encerrado o contrato foi devolvido ao São Paulo, que não aceitou a renovação do seu empréstimo. O Cruzeiro tentou a compra do seu passe, mas o jovem talento estava muito valorizado e os valores pedidos pela diretoria tricolor estavam muito acima da realidade do futebol brasileiro.

FICHA
Marcos Antônio Lemos Tozze (Cruz Alta, RS, 07/11/1973; +Antônio Prado, RS, 27/12/2011). Media 1,70 m e pesava 67 kg.
Clubes: Guarani-RS (1989); Grêmio (1990); Cruz Alta-RS (1991); São Paulo (1992-1993); Cruzeiro (1994); São Paulo (1994-1995); Universidade Católica, do Chile (1996-1997); São Paulo (1997); Sampdoria, da Itália (1998-1999); Flamengo (2000); Sampdoria (2000); Palestino, do Chile (2005); Esportivo-RS (2006) e Brusque-SC (2008)
Campeão: Taça Libertadores 1992 e 1993, Recopa 1993, Taça Intercontinental 1992, Campeonato Paulista 1992, Copa Conmebol 1994, pelo São Paulo; Campeonato Mundial de Juniores de 1993 e Campeonato Sulamericano de Juniores de 1993, pela Seleção Brasileira; Campeonato Mineiro 1994, pelo Cruzeiro; Campeonato Chileno de 1997, pelo U. do Chile; Campeonato Carioca de 2000, pelo Flamengo

TODOS OS JOGOS DE CATÊ PELO CRUZEIRO
1 - 30/1/1994 -  4 X 2 Villa Nova
Campeonato Mineiro (Turno) - Bonfim (Nova Lima) - marcou um gol
2 - 2/2/1994 - 0 X 0 Democrata-GV
Campeonato Mineiro (Turno) - Mineirão (Belo Horizonte)
3 - 5/2/1994 - 2 X 0 Mamoré
Campeonato Mineiro (Turno) - Mineirão (Belo Horizonte)
4 - 20/2/1994 -  4 X 2 Valério
Campeonato Mineiro (Turno) - Mineirão (Belo Horizonte)
5 - 20/3/1994 -  2 X 1 Patrocinense
Campeonato Mineiro (Turno) - Pedro Alves Nascimento (Patrocínio)
6 - 1/4/1994 - 0 X 2 Velez Sarsfield (ARG)
Taça Libertadores (1ª fase) - José Amalfitani (Buenos Aires, Argentina)
7 - 3/4/1994 - 1 X 1 Mamoré
Campeonato Mineiro (Returno) - Waldomiro Pereira (Patos de Minas)
8 - 24/4/1994 -  4 X 0 Uberlândia
Campeonato Mineiro (Returno) - Mineirão (Belo Horizonte)
9 - 28/4/1994 -  0 X 0 Union Española (CHI)
Taça Libertadores (Oitavas de final/2ª) - Mineirão (Belo Horizonte)
10 - 1/5/1994 -  1 X 1 Atlético
Campeonato Mineiro (Returno) - Mineirão (Belo Horizonte)
11 - 11/5/1994 - 5 X 3 Caldense
Campeonato Mineiro (Returno) - Ronaldão (Poços de Caldas) - marcou um gol
12 - 15/5/1994 - 1 X 0 Patrocinense
Campeonato Mineiro (Returno) - Mineirão (Belo Horizonte)
13 - 19/5/1994 - 2 X 0 Alfenense
Campeonato Mineiro (Returno) - Mineirão (Belo Horizonte)
14 - 22/5/1994 - 0 X 0 Vasco da Gama
Amistoso - São Januário (Rio de Janeiro, RJ)
15 - 25/5/1994 - 1 X 0 Jequié
Amistoso - Valdomiro Borges (Jequié, BA)
16 - 5/6/1994 - 3 X 1 Vasco da Gama
Amistoso - Mineirão (Belo Horizonte)

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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Queda de energia salvou o Ceará da sede de gols da Máquina Azul em 1979

A Máquina Azul de 1979 que aplacou goleadas em série no Campeonato Brasileiro. Em pé da esquerda para a direita, Luiz Antônio, Mariano, Flamarion, Marquinhos, Zezinho Figueroa e Berto. Agachados da esquerda para a direita, Júnior Brasília, Eduardo, Paulo Luciano, Erivelto e Joãozinho.

Cruzeiro e Ceará já fizeram uma partida de 36 minutos! Foi pelo Campeonato Brasileiro de 1979, que teve o time do Cruzeiro, comandado pelo técnico Ílton Chaves, como a grande sensação, por causa das goleadas em série que aplicou sobre os adversários.

Os resultados elásticos levaram o time estrelado a ser apelido de “Máquina Azul”. O Ceará foi um dos poucos adversários que escapou da sede de gols do Cruzeiro naquele campeonato. E não foi apenas por méritos da equipe do Vovô, mas porque uma queda de energia elétrica no estádio Castelão, em Fortaleza, provocou a suspensão da partida ainda no primeiro tempo.

Antes da partida contra o Ceará, a Máquina Azul havia atropelado o Remo, por 3 a 0, no Mineirão, o Vitória, por 4 a 2, na Fonte Nova, o Nacional-AM, por 4 a 1, no Mineirão e o Bahia, por 5 a 0, também no gigante da Pampulha. Já na partida contra o Nacional, o Cruzeiro havia garantindo a classificação para a segunda fase do Campeonato com duas rodadas de antecedência.

Na última rodada da fase, o adversário foi o Ceará. O Cruzeiro abriu o placar, logo aos 7 minutos, com um gol do lateral direito Nelinho. O Ceará chegou ao empate, com um gol de Rubens Nicola, aos 30 minutos.

Aos 36 minutos, quando o Cruzeiro pressionava em busca do segundo gol, uma queda de energia deixou o estádio Castelão às escuras. O problema não foi resolvido e o árbitro sergipano, Antônio Vieira Góis, suspendeu o jogo.

Uma nova partida deveria ser realizada, já que 36 minutos não correspondem ao tempo regulamentar de um jogo de futebol. Assim, a delegação cruzeirense permaneceu em Fortaleza aguardando uma decisão da Confederação Brasileira do Desporto-CBD.

No entanto, surpreendentemente, a CBD cancelou a realização de um novo jogo e considerou os 36 minutos disputados e o placar de 1 a 1, dando um ponto para cada equipe na tabela de classificação.

A CBD justificou a medida, alegando que a partida não representaria nenhuma alteração na tabela e que não havia datas disponíveis para agendar outro jogo. Curiosamente, a decisão revoltou os jogadores cruzeirenses. Queriam uma nova partida, porque estavam confiantes que iriam aplacar uma nova goleada! 

Na segunda fase daquele Brasileiro, o Cruzeiro ainda aplicou outras goleadas: 4 a 0 sobre o Dom Bosco-MT; 5 a 2, sobre o Americano-RJ; e 4 a 1 sobre o Villa Nova-MG. Como campeão da chave, o time estrelado se classificou para a terceira fase, onde enfrentou o Goiás, o Atlético-MG e o Internacional, mas na reta final, a Máquina perdeu o fôlego. Com dois empates contra o Galo e o Verdão e uma derrota para o Colorado, que ficou com a primeira colocação na chave, a Máquina ficou fora da fase semifinal e da disputa pelo título.

A ficha do jogo de 36 minutos

CRUZEIRO 1 x 1 CEARÁ (CE)
04/11/1979 (Dom-17h) - Copa Brasil (1ª fase/9ª rodada) - Castelão (Fortaleza, CE)
Renda: Cr$ 577.280,
Árbitro: Antônio Vieira Góis (SE)
Auxiliares: Manoel Alves Araújo e Francisco Augusto Pereira
Gols: Nelinho 7’; Rubens Nicola 30’
Cruzeiro: Luiz Antônio, Nelinho, Zezinho Figueroa, Marquinhos, Mariano, Nélio, Alexandre, Mauro, Júnior Brasília, Roberto César, Joãozinho. T: Ílton Chaves
Ceará: Dalmir, Tércio, Celso, Aluísio Correia, Bezerra, Edmar, Rubens Nicola, Tiquinho, Chinês, Aloísio Chaves, Jangada. T: William Pontes

Todos os jogos entre Cruzeiro e Ceará

CAMPEONATO BRASILEIRO
Jogo 3 - 29/8/1971 - Cruzeiro 6 X 0
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Mineirão (Belo Horizonte)
Jogo 4 - 5/11/1972 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Presidente Vargas (Fortaleza)
Jogo 5 - 9/6/1974 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Castelão (Fortaleza)
Jogo 7 - 4/11/1979 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Castelão (Fortaleza)
Jogo 8 - 31/5/2010 - Ceará 1 X 0
Campeonato Brasileiro (turno) - Castelão (Fortaleza)
Jogo 9 - 22/9/2010 - Cruzeiro 2 X 0
Campeonato Brasileiro (returno) - Arena do Jacaré (Sete Lagoas, MG)
Jogo 10 - 20/8/2011 - Cruzeiro 1 X 0
Campeonato Brasileiro (turno) - Parque do Sabiá (Uberlândia, MG)

AMISTOSO
Jogo 1 - 19/6/1962 - Ceará 3 X 2
Amistoso - Presidente Vargas (Fortaleza)
Jogo 2 - 12/10/1969 - Cruzeiro 1 X 0
Amistoso - Presidente Vargas (Fortaleza)
Jogo 6 - 26/2/1978 - Cruzeiro 3 X 1
Amistoso (Torneio de Fortaleza) - Castelão (Fortaleza)

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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Bons tempos eram aqueles que Cruzeiro e Atlético-PR brigavam para subir

Sorin marca o gol do título da Copa Sul Minas de 2002. Tempos que Atlético Paranaense e Cruzeiro duelavam em decisões



Cruzeiro e Atlético Paranaense fizeram, neste domingo, um dos mais tristes duelos em toda a história deste confronto. Logo este duelo, que já decidiu vagas na Copa do Brasil, com o Furacão levando a melhor em 1999 e o Cruzeiro dando o troco no ano seguinte. O encontro também já ocorreu pela disputa de uma vaga na Libertadores, em 1999, e o Atlético, mais uma vez, se deu bem. Em 2002 fizeram a decisão da Copa Sul Minas e o Cruzeiro bisou o título em cima do Furacão.

O Atlético Paranaense levantou o título brasileiro em 2001 e o Cruzeiro em 2003. O Furacão brigou pelo título, até a última rodada em 2004, quando ficou com o vicecampeonato e o mesmo aconteceu com o Cruzeiro, no ano passado.

O mundo dá voltas. Há alguns anos os dirigentes destes dois clubes gabavam-se de terem a melhor estrutura do país baseando-se nos CT’s do Caju e da Toca. Curiosamente, neste domingo, há três rodadas do término do Campeonato Brasileiro, ambos estavam em campo compartilhando o drama do rebaixamento para a Série B. Justamente, no Campeonato de pontos corridos que, ironicamente, premia o time que melhor se estruturou e se planejou durante a temporada.

O confronto jogo a jogo:

CAMPEONATO BRASILEIRO
Jogo 1 - 17/10/1968 - Cruzeiro 4 X 1
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Mineirão (Belo Horizonte)
Jogo 2 - 14/11/1970 - Cruzeiro 2 X 0
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Couto Pereira (Curitiba)
Jogo 3 - 12/9/1976 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Couto Pereira (Curitiba)
Jogo 5 - 8/2/1984 - Atlético 3 X 2
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Couto Pereira (Curitiba)
Jogo 6 - 26/2/1984 - Empate 2 X 2
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Mineirão (Belo Horizonte)
Jogo 7 - 16/10/1986 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (2ª fase) - Pinheirão (Curitiba)
Jogo 8 - 30/11/1986 - Cruzeiro 1 X 0
Campeonato Brasileiro (2ª fase) - Mineirão (Belo Horizonte)
Jogo 9 - 11/9/1988 - Empate 0 X 0
Campeonato Brasileiro (1ª fase/1º turno) - Mineirão (Belo Horizonte)
Jogo 10 - 14/4/1991 - Cruzeiro 3 X 2
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Pinheirão (Curitiba)
Jogo 11 - 20/2/1992 - Cruzeiro 4 X 0
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Mineirão (Belo Horizonte)
Jogo 12 - 29/8/1996 - Empate 0 X 0
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Arena da Baixada (Curitiba)
Jogo 13 - 27/7/1997 - Empate 0 X 0
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Mineirão (Belo Horizonte)
Jogo 14 - 1/11/1998 - Cruzeiro 2 X 1
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Durival de Britto (Curitiba)
Jogo 17 - 22/8/1999 - Cruzeiro 3 X 1
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Mineirão (Belo Horizonte)
Jogo 22 - 30/7/2000 - Atlético 2 X 0
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Mineirão (Belo Horizonte)
Jogo 23 - 5/8/2001 - Atlético 2 X 1
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Independência (Belo Horizonte)
Jogo 27 - 9/11/2002 - Cruzeiro 4 X 1
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Independência (Belo Horizonte)
Jogo 28 - 3/5/2003 - Cruzeiro 5 X 2
Campeonato Brasileiro (turno) - Mineirão (Belo Horizonte)
Jogo 29 - 13/9/2003 - Cruzeiro 4 X 1
Campeonato Brasileiro (returno) - Arena da Baixada (Curitiba)
Jogo 30 - 30/5/2004 - Atlético 3 X 1
Campeonato Brasileiro (turno) - Arena da Baixada (Curitiba)
Jogo 31 - 19/9/2004 - Atlético 4 X 2
Campeonato Brasileiro (returno) - Mineirão (Belo Horizonte)
Jogo 32 - 6/8/2005 - Atlético 5 X 4
Campeonato Brasileiro (turno) - Arena da Baixada (Curitiba)
Jogo 33 - 17/11/2005 - Atlético 2 X 1
Campeonato Brasileiro (returno) - Mineirão (Belo Horizonte)
Jogo 34 - 31/5/2006 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (turno) - Mineirão (Belo Horizonte)
Jogo 35 - 8/10/2006 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (returno) - Arena da Baixada (Curitiba)
Jogo 36 - 25/7/2007 - Empate 2 X 2
Campeonato Brasileiro (turno) - Arena da Baixada (Curitiba)
Jogo 37 - 27/10/2007 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (returno) - Mineirão (Belo Horizonte)
Jogo 38 - 16/7/2008 - Cruzeiro 1 X 0
Campeonato Brasileiro (turno) - Mineirão (Belo Horizonte)
Jogo 39 - 25/10/2008 - Atlético 1 X 0
Campeonato Brasileiro (returno) - Arena da Baixada (Curitiba)
Jogo 40 - 5/8/2009 - Atlético 2 X 0
Campeonato Brasileiro (turno) - Mineirão (Belo Horizonte)
Jogo 41 - 21/11/2009 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (returno) - Arena da Baixada (Curitiba)
Jogo 42 - 14/7/2010 - Cruzeiro 2 X 0
Campeonato Brasileiro (turno) - Arena da Baixada (Curitiba)
Jogo 43 - 2/10/2010 - Empate 0 X 0
Campeonato Brasileiro (returno) - Arena do Jacaré (Sete Lagoas)
Jogo 44 - 17/8/2011 - Atlético 2 X 1
Campeonato Brasileiro (turno) - Arena da Baixada (Curitiba)
Jogo 45 - 20/11/2011 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (returno) - Arena do Jacaré (Sete Lagoas, MG)

COPA DO BRASIL
Jogo 15 - 24/3/1999 - Empate 0 X 0
Copa do Brasil (2ª fase) - Couto Pereira (Curitiba)
Jogo 16 - 31/3/1999 - Empate 3 X 3
Copa do Brasil (2ª fase) - Mineirão (Belo Horizonte)
Jogo 20 - 24/5/2000 - Cruzeiro 2 X 1
Copa do Brasil (Oitavas de final/1ª) - Mineirão (Belo Horizonte)
Jogo 21 - 31/5/2000 - Empate 2 X 2
Copa do Brasil (Oitavas de final/2ª) - Arena da Baixada (Curitiba)

COPA SUL MINAS
Jogo 24 - 20/1/2002 - Cruzeiro 2 X 0
Copa Sul Minas (1ª fase) - Arena da Baixada (Curitiba)
Jogo 25 - 5/5/2002 - Cruzeiro 2 X 1
Copa Sul Minas (Decisão/1ª) - Arena da Baixada (Curitiba)
Jogo 26 - 12/5/2002 - Cruzeiro 1 X 0
Copa Sul Minas (Decisão/2ª) - Mineirão (Belo Horizonte)

TORNEIO SELETIVO DA LIBERTADORES
Jogo 18 - 18/12/1999 - Atlético 3 X 0
Torneio Seletivo (Decisão/1ª) - Arena da Baixada (Curitiba)
Jogo 19 - 21/12/1999 - Cruzeiro 2 X 1
Torneio Seletivo (Decisão/2ª) - Mineirão (Belo Horizonte)

AMISTOSO
Jogo 4 - 29/4/1981 - Atlético 1 X 0
Amistoso (Torneio do Governador) - Couto Pereira (Curitiba)

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sábado, 19 de novembro de 2011

20 anos da conquista da Supercopa de 1991 - Parte 5

O zagueiro Higuaín sai desolado de campo não acreditando que havia sido um dos protagonistas da maior derrota da história do River. Ao fundo os cruzeirenses da geral, que invadiram o gramado para comemorar mais uma página heroica e imortal do Cruzeiro Esporte Clube: a conquista da Supercopa de 1991

Reproduzo abaixo a crônica do jogo publicada pela Revista El Grafico da Argentina:

EL PESADILLA DEL MINERAO (O PESADELO DO MINEIRÃO)

Qual é a diferença entre o inesquecível e o tristemente célebre? O lado onde se está, quando o fato ocorre.
River teve muitas noites negras, mas a do dia 20 de novembro de 91, foi a maior e será uma mancha que jamais sairá de nossas melhores roupas.

Jogo da volta da final da Supercopa. Estádio Governador Magalhães Pinto. O famoso Mineirão. Um cilindro colossal de concreto que ferve e se enfurece como poucas vezes. Cem mil pessoas (sic) formam um um mar revolto de cabeças. As bandeiras se agitam, o calor incomoda e a fumaça de fogos de artifício no campo dão a impressão de que o estádio é um caldeirão gigante.

Sete dias antes, durante o final da primavera de Buenos Aires, River conseguiu uma vantagem de 2 a 0 sobre um adversário que não teve nada de extraordinário. Fez uma viagem cheio de esperança e otimismo, já que a equipe vivia uma grande fase na Supercopa e também no Campeonato Argentino.

Mas agora, no calor intenso da populosa e industrial Belo Horizonte, qualquer indício de comemoração desaparecerá dramaticamente com o passar dos minutos de um jogo inesquecível.

O Cruzeiro era outro. As 11 camisas azuis viajam à velocidade da luz e estão muito diferentes daqueles jogadores cautelosos, que vimos no jogo do Monumental de Nuñez.  O brio como jogam, impulsionados pela sua torcida, é a certeza de que eles estão jogando para entrar para a história. Mas também, desde o início, o River é outro. Passarella armou a equipe para jogar marcando sob pressão e sair rapidamente para o ataque. Naquela noite, o plano não funcionou por um motivo simples: River não tocou na bola.

Os Pac-Man não conseguiam, de corpo e alma, arrastarem-se no terreno com grama até os tornozelos. Porque Enrique e Gordillo chegavam atrasados e ofereciam espaços enormes em sua retaguarda. Por que Rivarola e Higuain nunca achavam os três atacantes, que vinham com a bola dominada, desde o meio-campo, antes de finalizar para gol. Por que Ramon Díaz e Medina Bello ficaram lá longe, isolados, engolidos pelos zagueiros adversários.

O jogo foi como uma tortura chinesa, uma lenta demolição. Cruzeiro revelou seus personagens. Charles (o 9, habilidoso e rápido) recebia de volta, tocava de primeira, encarava e driblava. Tilico (o 7, talentoso, corpulento) matava no peito, girava, enfrentava a marcação e ninguém o segurava. Boiadeiro (o 8, estatura média) desmontava paredes em sua área, encarava e passava. Ademir (5, um Marangoni mineiro) distribuía passes com a cabeça erguida, enfrentava e passava. No primeiro tempo Cruzeiro criou 13 situações claras para marcar. Só acertou uma, num cabeceio de Ademir.

Naquela noite, Comizzo fez o possível e o impossível. Mas a derrota era como um fruto maduro pronto para despencar da árvore. Aos 7 da etapa final Tilico desviou um lançamento de Macalé e marcou o segundo gol. Era o começo do fim. O mesmo Tilico, após uma jogada de Charles marcou o terceiro aos 33. A essa altura, ninguém estava mais surpreso.

Aos 21 minutos do período final, em meio ao baile, uma luz de esperança se acendeu para o River. Com o placar de 2 a 0 adverso, em um ataque isolado, Ramon Diaz esteva frente a frente com Paulo Cesar, mas o seu remate saiu forte e em cima do goleiro brasileiro. Definitivamente, o trem já tinha passado.

O goleiro Comizzo (na foto, perseguido pelo volante Ademir) jogou pelos onze jogadores do River. Fez uma das maiores exibições de sua carreira, mas mesmo assim não pode evitar a derrota e a perda do título

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

20 anos da conquista da Supercopa de 1991 - Parte 4

Gol de Ademir. O atacante Charles busca a bola dentro do gol, enquanto a dupla de zaga Paulão e Adilson comemoram. Era o início de uma das maiores vitórias da história do Cruzeiro.

A FAÇANHA ESTRELADA E O PESADELO "MILIONÁRIO"

Henrique Ribeiro

A decisão da Supercopa foi contra o River Plate, que vinha sendo o algoz dos times brasileiros, ao eliminar o Grêmio nas oitavas e o Flamengo nas quartas. Os argentinos chegaram a final após passarem pelo Peñarol, na semifinal.

O primeiro jogo da final foi em Buenos Aires, no dia 13 de novembro, e o River conquistou um placar de 2 a 0, com um gol de pênalti do zagueiro Rivarola, aos 31 minutos e outro de cabeça do lateral esquerdo Higuaín, aos 45 minutos. Um resultado confortável que poderia ser facilmente mantido para o segundo jogo. “Vai ser difícil, embora temos demonstrado que nos damos muito bem neste tipo de decisão”, previa o atacante Ramon Medina Bello, na saída de campo, após a vitória por 2 a 0.

O otimismo da torcida e do plantel “milionário” (como são chamados torcedores e jogadores do River Plate) se justificava pelas campanhas na Supercopa e no Torneio Apertura do Campeonato Argentino, que havia conquistado com quatro rodadas de antecedência.

O segundo jogo foi marcado para o dia 20 de novembro, no Mineirão, e o Cruzeiro teria a difícil missão, impossível para muitos, de vencer por três gols de diferença para levar o caneco. “O Ênio Andrade foi fundamental na preparação da equipe para o segundo jogo. Ele nos convenceu de que era possível reverter o resultado e passou muita confiança para a gente”, recorda o ex-atacante Charles.

O que ninguém poderia imaginar é que o Cruzeiro aplicaria um dos maiores bailes sobre o River Plate. O time imprimiu um ritmo alucinante do primeiro ao último minuto de jogo e com um toque de bola envolvente, transformou o onze milionário num mero espectador.

O volante Ademir abriu o placar aos 34 minutos, ao desviar de cabeça uma cobrança de escanteio. Segundo uma estatística levantada pela revista El Grafico, da Argentina, o lance do gol de Ademir foi a 13ª das 18 chances de gol criadas pelo Cruzeiro, somente, no primeiro tempo.

 O show de bola continuou na segunda etapa e, aos seis minutos, Mario Tilico ampliou ao desviar para gol, um lançamento do meia Macalé, que havia entrado na vaga de Luiz Fernando, que saiu machucado no primeiro tempo.

O gol do título foi aos 29 minutos, numa arrancada de Charles que partiu com a bola, desde o meio de campo, e terminou com o toque final de Tilico para as redes. “Acho que foi a única vez que fiz uma jogada como aquela”, recorda o ex-atacante Charles.

Para a geração de torcedores cruzeirenses da década de 1990, foi a maior vitória da história do clube e para a torcida milionária a derrota mais inesquecível. “Ninguém acreditava que o Cruzeiro pudesse reverter aquele resultado e a torcida do River não se conforma até hoje”, recorda o ex-lateral esquerdo Sorin, que na ocasião jogava nas categorias de base do River.

Aquele jogo é tratado na Argentina como “la pesadilla del Mineirao (o pesadelo do Mineirão)”.
A atuação de Charles impressionou o astro Maradona, que acompanhou as finais. No ano seguinte, o meia do Napoli, da Itália, pagou 1,2 milhão dólares do próprio bolso pelo jogador e o cedeu ao Boca Juniors. “Se não posso jogar no Boca, que jogue este fenômeno”, justificou o ídolo argentino.

“Aquele título representou uma nova era no Cruzeiro, que já tinha um título Brasileiro e uma Libertadores, mas há muitos anos não conquistava um título de expressão. Após a conquista o Cruzeiro passou a ser o que é hoje. Cresceu estruturalmente, formou times fortes e ganhou títulos em sequência”, analisa o ex-camisa 10, Luiz Fernando.

CRUZEIRO 0 x 2 RIVER PLATE (ARG)
13/11/1991 - Supercopa (final) - Monumental de Nuñez (Buenos Aires, Argentina)
Público: 60.000 (U$ 626.666)
Árbitro: Jorge Orellana (EQU)
Auxiliares: Elias Jacome (EQU) e Wilton Villavivencia (EQU)
Gols: Rivarola (pênalti) 31’; Higuaín 89’
Cruzeiro: Paulo César, Zelão, Vanderci, Adilson, Nonato, Ademir, Boiadeiro, Luiz Fernando, Mário Tilico (Paulinho), Charles (Macalé), Andrade. T: Enio Andrade
River Plate: Ángel Comizzo, Jorge Gordillo, Jorge Nicolás Higuaín, Guillermo Rivarola, Carlos Enrique, Leonardo Astrada (Gustavo Zapata), Hernán Díaz, Juan Borelli, Ramón Medina Bello, Ramón Díaz, Walter Silvani (Sergio Berti). T: Daniel Passarella
CA: Zelão, Mario Tilico, Nonato (C)

CRUZEIRO 3 x 0 RIVER PLATE (ARG)
20/11/1991 - Supercopa (final) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Público: 67.279 (Cr$ 218.402.000,)
Árbitro: Hernán Silva (CHI)
Auxiliares: Gastan Castro (CHI) e Enrique Marin (CHI)
Gols: Ademir 34’; Mário Tilico 51’ e 74’
Cruzeiro: Paulo César, Nonato, Adilson, Paulão, Célio Gaúcho, Ademir, Boiadeiro, Luiz Fernando (Macalé), Mário Tilico (Paulinho), Charles, Marquinhos. T: Enio Andrade
River Plate: Ángel Comizzo, Jorge Gordillo, Jorge Nicolás Higuaín, Guillermo Rivarola, Carlos A. Enrique, Hernán Diaz (Sergio Berti), Leonardo Astrada, Gustavo Zapata (Julio César Toresani), Juan Borelli, Ramón Medina Bello, Ramón Díaz. T: Daniel Passarella
CA: Paulão (C); Rivarola (R)

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20 anos da conquista da Supercopa de 1991 - Parte 3

Os dois confrontos contra o Olimpia, no Mineirão (foto acima - com o atacante Charles em ação) e em Assunção foram muito equilibrados. O Olimpia vivia a melhor fase de sua história e era o atual campeão da Supercopa e da Libertadores do ano anterior.

MUITO PRAZER, "LA BESTIA NEGRA"

Henrique Ribeiro

Após passar pela batalha de Montevidéu, o adversário do Cruzeiro na semifinal foi o Olimpia, que havia eliminado o Independiente, da Argentina, nas quartas de final.

Com as eliminações do Flamengo pelo River Plate e do Santos para o Peñarol nas quartas de final, o Cruzeiro passou a ser o único representante do futebol brasileiro na disputa.

A primeira partida contra o Olimpia foi disputada no Mineirão, no dia 31 de outubro e, mais uma vez, a torcida cruzeirense encheu o Mineirão, para empurrar o time para a final.

O ponta esquerda Marquinhos abriu o placar, logo aos 10 minutos, numa tentativa de cruzar a bola para a área, que acabou entrando no ângulo do gol defendido pelo goleiro Battaglia.

O início de jogo deixou a impressão de que a goleada contra o Nacional se repetiria, mas o Olimpia mostrou que não havia conquistado os títulos da Taça Libertadores e da Supercopa no ano anterior, por acaso. No segundo tempo, o treinador Aníbal Ruiz colocou em campo o astro Romerito, aquele que foi campeão brasileiro de 1984, pelo Fluminense e que até hoje é considerado como um dos maiores ídolos da torcida tricolor. Ele voltava ao futebol paraguaio, após duas temporadas no Barcelona, da Espanha. Os paraguaios equilibraram o jogo e, aos 25 minutos do segundo tempo, Guirland empatou a partida.

O jogo terminou com o placar de 1 a 1, muito comemorado pelos jogadores do Olimpia. Já os cruzeirenses saíram de campo lamentando as várias chances de gol desperdiçadas. “Nosso time era muito bom. Todos os jogadores eram muito técnicos e jogávamos com a bola no chão, como é a tradição no Cruzeiro. Era incrível como conseguíamos criar tantas chances de gol contra equipes de alto nível técnico, como naquela partida contra o Olimpia e nas outra pela Supercopa”, recorda o ex-atacante Charles.

O jogo da volta foi disputado no estádio Defensores del Chaco, em Assunção, no dia 6 de novembro. Ênio Andrade surpreendeu ao escalar o volante Andrade no lugar do atacante Marquinhos, mas mesmo assim o time manteve a ofensividade. Com a expulsão do zagueiro Paulão, no segundo tempo, Ênio surpreendeu de novo e trocou o meia Luiz Fernando pelo veloz atacante Paulinho, para puxar os contra-ataques.

A partida teve lances de gol de lado a lado, mas o placar não saiu do zero e o Cruzeiro, novamente, decidiu a vaga na disputa de tiros livres. Guirlan desperdiçou a primeira cobrança do Olimpia, enquanto o Cruzeiro aproveitou todas e venceu por 5 a 3.

Assim como aconteceria com o Colo Colo, esta também foi a primeira de uma série de eliminações que o Cruzeiro iria impor ao Olimpia nas competições sul-americanas e foi na imprensa paraguaia que o time estrelado ganhou a referência de “La Bestia Negra”.

CRUZEIRO 1 x 1 OLIMPIA (PAR)
31/10/1991 - Supercopa (semifinal) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Público: 49.963 (Cr$ 115.960.000,)
Árbitro: José Torres Cardena (COL)
Auxiliares: Jorge Zuluaga e Juan Manoel Gomes
Gols: Marquinhos 10’ (1-0); Carlos Guirland 65’ (1-1)
Cruzeiro: Paulo César, Zelão, Paulão, Adilson, Nonato, Ademir, Boiadeiro, Luiz Fernando, Mário Tilico, Charles (Macalé), Marquinhos. T: Enio Andrade
Olimpia: Jorge Battaglia, Virginio Cáceres, Rogério Delgado, Mario Ramírez, Silvio Suárez, Adolfo Jara Heyn, Firmino Balbuena, Jorge Guasch, Carlos Guirland (Romerito), Miguel Sanabria, Gabriel Gonzalez (Castro). T: Anibal Ruiz
CA: Delgado (O)

CRUZEIRO 0 x 0 OLIMPIA (PAR)
06/11/1991 - Supercopa (semifinal) - Defensores del Chaco (Assunção, Paraguai)
Público: 15.680 (90.615.000 guaranis)
Árbitro: Juan Bava (ARG)
Auxiliares: Abel Gneco (ARG) e Ricardo Calábria (ARG)
Cruzeiro: Paulo César, Zelão, Paulão, Adilson, Nonato, Ademir, Boiadeiro, Luiz Fernando (Paulinho), Mário Tilico, Charles, Andrade (Macalé). T: Enio Andrade
Olimpia: Jorge Battaglia, Virginio Cáceres (Franco), Rogério Delgado, Mario Ramírez, Silvio Suárez, Firmino Balbuena, Jorge Guasch, Carlos Guirland, Miguel Sanabria, Gabriel Gonzalez, Adolfo Jara Heyn. T: Anibal Ruiz
CA: Ademir, Andrade, Paulão (C)
CV: Paulão (C)
Tiros livres: Cruzeiro 5 a 3 (Adilson 1 a 0; Guirlan errou a cobrança 1 a 0; Boiadeiro 2 a 0; Suarez 2 a 1; Mário Tilico 3 a 1; Ramos 3 a 2; Charles 4 a 2; Franco 4 a 3; Nonato 5 a 3)

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20 anos da conquista da Supercopa de 1991 - Parte 2

O atacante Charles marcou três dos quatro gols da goleada sobre o Nacional e acabou terminando a disputa como artilheiro máximo. Dois dos três gols marcados foram de jogadas do ponta direita Mário Tilico

FUTEBOL SHOW NO MINEIRÃO E VALE TUDO EM MONTEVIDÉU

Henrique Ribeiro


O Nacional, de Montevidéu, que havia eliminado o Boca Juniors, na fase de oitavas de final, foi o adversário do Cruzeiro nas quartas de final.

Com a eliminação do Grêmio pelo River Plate nas oitavas de final, restaram apenas o Cruzeiro, o Santos e o Flamengo como representantes brasileiros na disputa.

O primeiro contra os uruguaios jogo foi no dia 16 de outubro, no Mineirão, e a dupla de ataque Charles e Mário Tilico, brindou os 60 mil cruzeirenses presentes com uma exibição antológica.
O Cruzeiro imprimiu um ritmo forte no início do jogo e abriu uma vantagem de 2 a 0, no primeiro tempo. Charles marcou duas vezes. Aos 7 minutos, o goleiro Seré rebateu uma cobrança de falta e o camisa 9 não perdoou. Aos 20 aproveitou um passe de Tilico, após uma avançada rápida pela ponta direita.

O time uruguaio passou a cadenciar o jogo e a valorizar a posse de bola, pois acreditavam que poderiam reverter a vantagem em Montevidéu, mas aos 35 minutos do segundo tempo, o meia Boiadeiro driblou um marcador e da intermediária mandou um bola indefensável no ângulo esquerdo. Nos minutos finais, em outra arrancada de Tilico pela ponta direita, Charles aproveitou o cruzamento para a área e fechou a goleada de 4 a 0. A dupla saiu consagrada do Mineirão.

“Foi fácil entrosar com o Tilico. Ele era velocista, do jeito que a torcida gostava, e tanto naquela partida, com em toda a campanha, nossa sintonia foi muito boa”, recordou o centro-avante Charles, que atualmente é o secretario de esportes da prefeitura de Itapetinga-BA.

Com o resultado de 4 a 0 conquistado no jogo de ida, no Mineirão, o Cruzeiro foi para o jogo da volta, em Montevidéu, no dia 23 de outubro, podendo até perder por três gols de diferença para se classificar para a semifinal.

“Esperava que o jogo em Montevidéu fosse tranquilo, já que a missão deles era quase impossível, pois deveriam reverter o resultado de 4 a 0, mas nunca tomei tanta pancada na minha vida, como naquela partida”, recordou Charles.

O Nacional abriu o placar, aos 26 minutos, com um gol do experiente atacante Cabrera, mas só chegou ao segundo gol, graças a marcação de um pênalti duvidoso, aos 29 do segundo tempo, que foi convertido por Venancio Ramos.

A conivência do trio de arbitragem paraguaio com o anti-futebol e a violência dos jogadores do Nacional transformou a partida, aparentemente fácil, num verdadeiro drama para o time cruzeirense. “Foi um vale-tudo. Os bandeirinhas fingiam não ver nada e o árbitro mandava seguir a pelota”, recorda o ex-meia Luiz Fernando, que hoje trabalha como auxiliar-técnico do Goiás.

Aos 45 minutos o Nacional marcou o terceiro gol com Nuñez e, inexplicavelmente, a arbitragem deu quatro minutos de descontos, mas o Cruzeiro segurou o resultado e conquistou a classificação.

“Levamos socos e cotoveladas fora da disputa pela bola. A Supercopa era difícil em todos os aspectos. Além da qualidade dos times, que tinham jogadores das Seleções de seus países, a arbitragem era sempre contra nós”, recorda o ex-atacante Mario Tilico, que atualmente trabalha como técnico.

CRUZEIRO 4 x 0 NACIONAL (URU)
16/10/1991 - Supercopa (quartas-de-final/1a) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Público: 55.478 (Cr$ 102.190.000,)
Árbitro: Hernán Silva (CHI)
Auxiliares: Salvador Imperatore (CHI) e Victor Ojeda (CHI)
Gols: Charles 7’ e 20’, Boiadeiro 80’, Charles 88’
Cruzeiro: Paulo César, Zelão, Paulão, Adilson, Nonato, Ademir, Boiadeiro, Luiz Fernando (Macalé), Mário Tilico, Charles, Marquinhos (Paulinho). T: Enio Andrade
Nacional: Seré, Tony Gomez, Reveléz, Wilmar Cabrera, Pintos Saldaña, Noé, Norán, Saralegui, Venancio Ramos, Dely Valdez, Nuñes (Cardaccio). T: Raul Moller
CA: Ademir, Zelão (C); Noran, Cabrera, Venicio, Saldaña (N)

CRUZEIRO 0 x 3 NACIONAL (URU)
23/10/1991 - Supercopa (quartas-de-final/2a) - Centenário (Montevidéu, Uruguai)
Árbitro: Carlos Maciel (PAR)
Auxiliares: Efigênio Mato Verdem (PAR) e Estanislao Barros (PAR)
Gols: Cabrera 26’; Venancio Ramos (pênalti) 74’; Nuñez 90’
Cruzeiro: Paulo César, Zelão, Paulão, Adilson, Nonato, Ademir, Boiadeiro, Luiz Fernando, Mário Tilico, Charles (Macalé), Marquinhos. T: Enio Andrade
Nacional: Seré, Tony Gomez, Revelez, Wilmar Cabrera, Pintos Saldaña, Norán, Saralegui, Noé (Edgar Borges), Venancio Ramos, Dely Valdez, Nuñes. T: Raul Moller
CA: Charles (C)

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20 anos da conquista da Supercopa de 1991 - Parte 1

O ponta esquerda Marquinhos em ação no difícil início da campanha do título da Supercopa de 1991 contra o Colo Colo, do Chile, que era o atual campeão da Libertadores.


Carlos Henrique

ARRANCADA PARA O TÍTULO COMEÇOU CONTRA O CAMPEÃO DA LIBERTADORES

A Supercopa foi a melhor das competições organizadas pela Confederação Sulamericana, além da Taça Libertadores e que deixou muitas saudades entre os torcedores argentinos, uruguaios e brasileiros. O torneio reuniu entre 1988 e 1997 os campeões da Libertadores e por isso era uma competição de alto nível técnico.

A edição de 1991 foi a quarta da Supercopa e contou com um novo participante, o Colo Colo, do Chile, que havia conquistado a Libertadores no mesmo ano e que acabou sendo o primeiro adversário do Cruzeiro.

A Supercopa começou no mês de outubro e o Cruzeiro buscava se reabilitar na temporada, após ter feito campanhas fracas na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro no primeiro semestre. A confiança e o bom futebol foram resgatados com as contratações do treinador Ênio Andrade e do ponteiro direito, Mário Tilico, que havia sido o herói do São Paulo, na conquista do título brasileiro, ao marcar o gol tricolor na decisão contra o Bragantino.

A diretoria cruzeirense promoveu o jogo da estreia, no Mineirão, em 2 de outubro, espalhando outdoors na capital convocando a torcida para o desafio contra o campeão da Libertadores e até os ingressos foram personalizados com os escudos dos dois times, o que não era comum naquela época. 

Mais de 60 mil cruzeirenses responderam ao desafio e encheram o Mineirão. O Cruzeiro dominou toda a partida, mas não conseguiu traduzir a superioridade em gols e o placar não saiu do zero. 

Após o jogo, o presidente César Masci reclamou do árbitro Juan Carlos Crespi por ter anulado um gol do zagueiro Adilson, enquanto o técnico do Colo Colo, Mirko Jozic, protestou contra os coros de baixo calão da torcida do Cruzeiro. “Eu nunca vi uma torcida tão sem educação”, protestou Jozic que, embora croata, entendia o idioma português.

No jogo da volta em Santiago, em 9 de outubro, as equipes fizeram um jogo aberto e com lances de gols para cada lado, mas novamente terminou empatada sem gols. Na disputa de tiros livres o Cruzeiro venceu por 4 a 3 e se classificou. 

Os torcedores do Colo Colo sequer imaginavam que aquela seria a primeira de uma série de eliminações que o Cruzeiro iria impor ao time chileno nas competições sul-americanas.

CRUZEIRO 0 x 0 COLO COLO (CHI)
02/10/1991 - Supercopa (oitavas-de-final/1ª) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Público: 60.196 (Cr$ 106.591.000,)
Árbitro: Juan Carlos Crespi (ARG)
Auxiliares: Juan Carlos Losteau (ARG) e Abel Gneco (ARG)
Cruzeiro: Paulo César, Zelão, Adilson, Paulão, Nonato, Ademir, Boiadeiro, Luiz Fernando, Mário Tilico, Charles, Marquinhos (Paulinho). T: Enio Andrade
Colo Colo: Morón, Peralta, Garrido, Miguel Ramírez, Salvatierra, Vilches, Adomaitis (Ormeño), Mendoza, Barticiotto, Patricio Yáñez, Ruben Martínez (Hugo Rubio). T: Mirko Jozic
CA: Paulão (C)

CRUZEIRO 0 x 0 COLO COLO (CHI)
09/10/1991 - Supercopa (oitavas-de-final/2ª) - David Arellano (Santiago, Chile)
Público: 40.606 (U$ 274.000,)
Árbitro: Francisco Lamolina (ARG)
Auxiliares: Ricardo Calábria (ARG) e Juan Carlos Biscay (ARG)
Cruzeiro: Paulo César, Zelão, Paulão, Adilson, Nonato, Ademir, Boiadeiro, Luiz Fernando, Mário Tilico, Charles, Marquinhos (Paulinho). T: Enio Andrade
Colo Colo: Morón, Mendoza, Vilches, Garrido, Miguel Ramírez, Peralta, Adomaitis (Dabrowsk), Barticiotto, Patricio Yáñez, Ruben Martínez, Luiz Pérez (Rubio). T: Mirko Jozic.
*Tiros livres: Cruzeiro 4 a 3 (Boiadeiro, Mário Tilico, Charles e Paulão converteram para o Cruzeiro, enquanto Martinez, Vilches e Dabrowsk converteram para o Colo Colo).

domingo, 16 de outubro de 2011

No duelo equilibrado entre Cruzeiro e Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro, o mando de campo não prevalece

O corinthiano Tião e o cruzeirense Tostão disputam uma jogada na linha de fundo numa partida no estádio Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro de 1971

Cruzeiro e Corinthians fazem o clássico dos contrastes neste domingo, em Sete Lagoas. Há quase um ano o confronto valeu a disputa pela liderança do Campeonato Brasileiro, no Pacaembu, com as duas equipes brigando pelo título há quatro rodadas do fim. A vitória corinthiana definida num pênalti duvidoso marcado pelo árbitro Sandro Meira Ricci, no último minuto de jogo, fez com que o plantel cruzeirense creditasse a perda do título ao apitador de Brasília. Este ano o momento entre as equipes é totalmente inverso. Enquanto o Corinthians luta, novamente, pela liderança e pelo título, o Cruzeiro, que completa 50 dias sem vencer, tenta evitar a presença na zona da degola, após esta rodada. Caso não conquiste um resultado positivo nesta tarde e o Atlético, que tem um ponto a menos, derrote o Vasco, em São Januário, o time estrelado passa a figurar no R-4.

Apesar da situação negativa, a expectativa é de que nação cruzeirense esgote os ingressos para a partida na Arena do Jacaré, para empurrar o time estrelado rumo a primeira vitória no returno. No entanto, o retrospecto demonstra que não há um favorito neste duelo e o fator mando de campo não representa nenhuma diferença neste confronto marcado pelo equilíbrio.

O primeiro jogo entre as equipes pelo Campeonato Brasileiro, no dia em 29 de março de 1967, terminou com a vitória corinthiana por 4 a 2, no Pacaembu, pela primeira fase. De lá para cá, o retrospecto apresenta uma ligeira vantagem cruzeirense nos 51 jogos pela competição com uma vitória a mais, são 19 contra 18, do Timão.

No entanto, o que mais chama a atenção é que as equipes não conseguem prevalecer o mando de campo, como é costume em outros duelos pelo Brasileirão. Em São Paulo, o Corinthians tem 11 vitórias contra oito do Cruzeiro. Em Minas, o time estrelado venceu 11 vezes e o Timão sete. Após a instituição da fórmula dos pontos corridos, em 2003, o equilíbrio tornou-se mais acirrado. Em Minas foram sete jogos com três vitórias para cada lado e em São Paulo foram oito jogos, com quatro triunfos para cada equipe.

O confronto foi disputado, por duas vezes, numa situação parecida como a de hoje. A primeira foi em 18 de outubro de 1997. O Cruzeiro venceu o Corinthians, no Mineirão, por 1 a 0, com um gol do zagueiro João Carlos. Os três pontos sobre o Timão fizeram diferença no saldo final, pois o time estrelado, que passou várias rodadas na zona do rebaixamento, escapou por dois pontos da queda para a segunda divisão. Naquele Campeonato, o time sentiu a ausência de Palhinha em seu meio de campo, após a diretoria tê-lo negociado ao futebol espanhol e ter contratado o fraquíssimo peruano Palácios como peça de reposição.

Em 10 de outubro de 2001, o Cruzeiro venceu o Corinthians, novamente, por 1 a 0, com outro gol do zagueiro João Carlos, no Mineirão. Naquele Brasileirão, a equipe passou a maior parte do Campeonato ameaçado pelos times que compunham a zona de rebaixamento. Após a vitória sobre o Timão, o time somente voltou a vencer quatro vezes nas dez partidas restantes. Encerrou o Campeonato com cinco pontos de diferença sobre o Santa Cruz, que foi o primeiro da lista de rebaixados. Foi o ano das contratações bombásticas de Rincón, Edmundo e Alex que transformaram o Cruzeiro em candidato ao título. No entanto, as mudanças de treinadores, foram três - Carpegiani, Ivo Worthamn e Marco Aurélio, mais a divisão do plantel, foram um dos fatores do mau desempenho do time na competição.

Assim como em 1997 e 2001, três pontos sobre o Corinthians, neste domingo, podem fazer muita diferença no saldo final da tabela e salvar o time de uma temporada na segundona em 2012.

CRUZEIRO X CORINTHIANS JOGO A JOGO

CAMPEONATO BRASILEIRO

Jogo 5 - 29/3/1967 - Corinthians 4 X 2
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 6 - 9/10/1968 - Cruzeiro 3 X 1
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 7 - 24/9/1969 - Corinthians 2 X 0
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 8 - 7/12/1969 - Cruzeiro 2 X 1
Campeonato Brasileiro (Fase Final) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 9 - 8/10/1970 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Palestra Itália (São Paulo, SP)
Jogo 10 - 21/8/1971 - Empate 0 X 0
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 11 - 28/11/1971 - Cruzeiro 1 X 0
Campeonato Brasileiro (Fase Semifinal) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 12 - 8/12/1971 - Corinthians 2 X 0
Campeonato Brasileiro (Fase Semifinal) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 13 - 20/9/1972 - Corinthians 1 X 0
Campeonato Brasileiro (1a Fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 14 - 4/11/1973 - Empate 0 X 0
Campeonato Brasileiro (1a Fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 15 - 11/5/1974 - Cruzeiro 1 X 0
Campeonato Brasileiro (1a Fase) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 16 - 23/11/1975 - Cruzeiro 2 X 0
Campeonato Brasileiro (3a Fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 17 - 23/7/1978 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (3a Fase) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 18 - 16/3/1980 - Corinthians 3 X 1
Campeonato Brasileiro (1a Fase) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 19 - 6/2/1985 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (1o turno/1a Fase) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 20- 21/3/1985 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (2o turno/1a Fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 21 - 8/10/1987 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (1o turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 22 - 11/12/1988 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (1a fase/2o turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 23 - 4/11/1989 - Cruzeiro 1 X 0
Campeonato Brasileiro (2a fase) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 24 - 25/8/1990 - Cruzeiro 1 X 0
Campeonato Brasileiro (1o turno) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 25 - 24/2/1991 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 28 - 12/3/1992 - Empate 0 X 0
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 29 - 20/6/1992 - Corinthians 3 X 1
Campeonato Brasileiro (Fase Semifinal) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 30 - 28/6/1992 - Corinthians 3 X 1
Campeonato Brasileiro (Fase Semifinal) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 31 - 7/9/1993 - Corinthians 2 X 0
Campeonato Brasileiro (1a fase/turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 32 - 10/11/1993 - Corinthians 2 X 1
Campeonato Brasileiro (1a fase/returno) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 33 - 27/8/1995 - Cruzeiro 2 X 0
Campeonato Brasileiro (1o turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 37 - 5/9/1996 - Corinthians 2 X 1
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 38 - 18/10/1997 - Cruzeiro 1 X 0
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 41 - 24/9/1998 - Cruzeiro 2 X 1
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 42 - 13/12/1998 - Empate 2 X 2
Campeonato Brasileiro (Decisão/1o) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 43 - 20/12/1998 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (Decisão/2o) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 44 - 23/12/1998 - Corinthians 2 X 0
Campeonato Brasileiro (Decisão/3o) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 45 - 8/9/1999 - Corinthians 3 X 1
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 46 - 4/11/2000 - Cruzeiro 3 X 1
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 48 - 10/10/2001 - Cruzeiro 1 X 0
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 52 - 28/8/2002 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 53 - 18/5/2003 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 54 - 24/9/2003 - Cruzeiro 1 X 0
Campeonato Brasileiro (returno) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 55 - 28/7/2004 - Corinthians 1 X 0
Campeonato Brasileiro (turno) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 56 - 21/11/2004 - Corinthians 1 X 0
Campeonato Brasileiro (returno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 57 - 27/7/2005 - Corinthians 4 X 3
Campeonato Brasileiro (turno) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 58 - 2/11/2005 - Cruzeiro 2 X 1
Campeonato Brasileiro (returno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 59 - 12/7/2006 - Cruzeiro 2 X 0
Campeonato Brasileiro (turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 60 - 22/10/2006 - Corinthians 1 X 0
Campeonato Brasileiro (returno) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 61 - 20/5/2007 - Corinthians 3 X 0
Campeonato Brasileiro (turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 62 - 25/8/2007 - Cruzeiro 3 X 0
Campeonato Brasileiro (returno) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 63 - 19/7/2009 - Corinthians 2 X 1
Campeonato Brasileiro (Turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 64 25/10/2009 - Cruzeiro 1 X 0
Campeonato Brasileiro (Returno) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 65 - 25/8/2010 - Cruzeiro 1 X 0
Campeonato Brasileiro (Turno) - Parque do Sabiá (Uberlândia, MG)
Jogo 66 - 13/11/2010 - Corinthians 1 X 0
Campeonato Brasileiro (Returno) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 67 - 24/7/2011 - Cruzeiro 1 x 0
Campeonato Brasileiro (Turno) - Pacaembu (São Paulo, SP)

COPA DO BRASIL

Jogo 26 - 22/3/1991 - Corinthians 3 x 1
Copa do Brasil (Oitavas de final) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 27 - 11/4/1991 - Corinthians 1 x 0
Copa do Brasil (Oitavas de final) - Independência (Belo Horizonte, MG)
Jogo 35 - 24/4/1996 - Cruzeiro 4 x 0
Copa do Brasil (Quartas de final) - Independência (Belo Horizonte, MG)
Jogo 36 - 10/5/1996 - Corinthians 3 x 2
Copa do Brasil (Quartas de final) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 39 - 31/3/1998 - Cruzeiro 3 x 1
Copa do Brasil (Oitavas de final) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 40 - 23/4/1998 - Empate 1 x 1
Copa do Brasil (Oitavas de final) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 50 - 13/3/2002 - Empate 2 x 2
Copa do Brasil (Oitavas de final) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 51 - 13/3/2002 - Corinthians 3 x 2
Copa do Brasil (Oitavas de final) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)

COPA MERCOSUL

Jogo 47 - 22/8/2001 - Corinthians 2 x 0
Copa Mercosul (1a fase) - Lamegão (Ipatinga, MG)
Jogo 49 - 17/10/2001 - Cruzeiro 4 x 2
Copa Mercosul (1a fase) - Pacaembu (São Paulo, SP)

AMISTOSOS

Jogo 1 - 1/11/1940 - Corinthians 6 X 3
Amistoso - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 2 - 30/1/1964 - Corinthians 1 X 0
Amistoso (Torneio do Governador/semifinal) - Independência (Belo Horizonte, MG)
Jogo 3 - 20/5/1965 - Corinthians 4 X 2
Amistoso - Independência (Belo Horizonte, MG)
Jogo 4 - 13/3/1966 - Corinthians 2 X 1
Amistoso - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 34 - 23/1/1996 - Empate 1 x 1
Amistoso (Torneio de Verão/semifinal) - Vila Belmiro (Santos, SP)

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Nani o primeiro homem-gol

O atacante Nani é o terceiro jogador da esquerda para a direta (usando chapéu de pescador). A foto é do amistoso que inaugurou oficialmente o estádio do Barro Preto, em 23 de setembro de 1923, em que o Cruzeiro reforçado de três jogadores da Seleção Brasileira, que pertenciam ao Palmeiras-SP, empatou em 3 a 3 com o Flamengo-RJ.

O autor do primeiro gol da história do Cruzeiro, o atacante Nani, se chamava João Lazzarotti e nasceu em Belo Horizonte, em 14 de outubro 1898. 

Nani começou a carreira em 1915 atuando no extinto time do Yale Athletic Club, junto com os irmãos Sílvio e Júlio. Fez parte da leva de 13 jogadores de origem italiana que se debandaram do Yale para o Cruzeiro, após a fundação do Palestra Itália em 1921. Foi acompanhado pelo irmão Júlio, mas o outro irmão Sílvio, permaneceu no Yale.

Nani fez parte do primeiro time da história do Cruzeiro que estreou nos gramados de futebol no extinto estádio do Prado Mineiro, em Belo Horizonte, num amistoso contra um combinado formado pelo Villa Nova e pelo Palmeiras, ambos de Nova Lima. O time do Palmeiras era uma espécie de filial do Villa, onde atuavam os jogadores reservas e juvenis e até a sua diretoria era eleita nos pleitos do Leão do Bonfim.

O Cruzeiro venceu o amistoso por 2 a 0 e Nani marcou ambos os gols, sendo o primeiro numa cobrança de falta aos 16 minutos de jogo. A preliminar foi um amistoso entre os mistões do Cruzeiro e do Atlético, que terminou empatado em um gol. O irmão Julio provavelmente atuou nesta partida, porém os jornais não registraram os autores dos gols e nem as escalações por tratar-se de jogo de segunda categoria.

Assim como a maioria dos jogadores do Cruzeiro trabalhava na construção civil, como pedreiro que, naqueles tempos era classificado como "construtor". Ajudou a erguer prédios públicos na capital e também o estádio do Cruzeiro, juntamente, com seus companheiros de time em 1923.

Segundo depoimentos de torcedores que o viram jogar publicado no livro "Páginas Heroicas, Onde a imagem do Cruzeiro resplandece" de Jorge Santana, Nani era um centro avante oportunista e sempre atento aos rebotes dos goleiros, mas quando era escalado como meia se destacava pela velocidade, bom passe e facilidade no drible.

Jogou no time do Cruzeiro até o ano de 1927. Devido a escassez de registros das escalações dos jogos encontrei apenas 37 partidas e 17 gols marcados pelo atacante. Saiu do Cruzeiro para o extinto time do Grêmio, do bairro do Prado. Parou de jogar futebol a pedidos da sua mãe, dona Vitoria, que era atleticana e ficava desesperada com os gols que o filho marcava no galo.

TODOS OS JOGOS E GOLS DO ARTILHEIRO NANI

3/4/1921 - 2 X 0 Combinado Palmeiras/Villa Nova – 2 gols
Amistoso - Prado (Belo Horizonte, MG)
17/4/1921 - 3 X 0 Atlético – 1 gol
Amistoso - Prado (Belo Horizonte, MG)
29/5/1921 - 2 X 0 Morro Velho
Amistoso (Taça Cruz Vermelha/1ª) - Quintas (Nova Lima, MG)
18/9/1921 - 1 X 1 Villa Nova – 1 gol
Amistoso (Taça Villa Nova de Lima/1ª) - Quintas (Nova Lima, MG)
2/10/1921 - 0 X 2 Sete
Campeonato da Cidade - Prado (Belo Horizonte, MG)
23/10/1921 - 5 X 1 Guarani
Campeonato da Cidade - Prado (Belo Horizonte, MG)
30/10/1921 - 3 X 4 América – 1 gol
Campeonato da Cidade - Prado (Belo Horizonte, MG)
8/1/1922 - 0 X 1 Morro Velho
Amistoso (Taça Cruz Vermelha/2ª) - Prado (Belo Horizonte, MG)
15/1/1922 - 1 X 1 Villa Nova
Amistoso - Prado (Belo Horizonte, MG)
19/2/1922 - 2 X 3 Villa Nova
Amistoso (Taça Villa Nova de Lima/2ª) - Quintas (Nova Lima, MG)
12/3/1922 - 1 X 2 Atlético – 1 gol
Amistoso - Prado (Belo Horizonte, MG)
9/4/1922 - 2 X 2 Sete – 1 gol
Campeonato da Cidade - Prado (Belo Horizonte, MG)
16/4/1922 - 2 X 4 América – 2 gols
Campeonato da Cidade - Prado (Belo Horizonte, MG)
23/4/1922 - 3 X 3 Lusitano – 2 gols
Campeonato da Cidade - Prado (Belo Horizonte, MG)
30/4/1922 - 0 X 0 Yale
Campeonato da Cidade - Prado (Belo Horizonte, MG)
7/5/1922 - 3 X 0 Progresso
Campeonato da Cidade - Prado (Belo Horizonte, MG)
5/11/1922 - 1 X 2 América
Campeonato da Cidade - Prado (Belo Horizonte, MG)
23/9/1923 - 3 X 3 Flamengo (RJ)
Amistoso (Taça 20 de Setembro) - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
21/10/1923 - 2 X 2 Sete
Amistoso (Taça Botafogo) - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
22/6/1924 - 1 X 2 América
Campeonato da Cidade - América (Belo Horizonte, MG)
21/9/1924 - 3 X 3 Industrial-JF
Amistoso (Taça Neubauer) - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
24/5/1925 - 2 X 5 América
Amistoso (Taça 24 de Maio) - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
7/6/1925 - 4 X 2 Sírio
Amistoso (Taça Bedran) - América (Belo Horizonte, MG)
28/6/1925 - 2 X 1 Sport-JF
Amistoso (Taça Aurélio Noce) - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
13/5/1927 - 3 X 6 América – 2 gols
Amistoso - América (Belo Horizonte, MG)
5/6/1927 - 9 X 1 Sete
Campeonato da Cidade - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
12/6/1927 - 3 X 0 Guarani
Campeonato da Cidade - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
19/6/1927 - 4 X 1 América
Campeonato da Cidade - América (Belo Horizonte, MG)
10/7/1927 - 6 X 0 Sírio – 2 gols
Campeonato da Cidade - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
17/7/1927 - 3 X 0 Retiro
Campeonato da Cidade - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
24/7/1927 - 7 X 0 Alves Nogueira
Campeonato da Cidade - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
31/7/1927 - 0 X 3 Villa Nova
Campeonato da Cidade - Bonfim (Nova Lima, MG)
7/8/1927 - 3 X 2 Palmeiras
Campeonato da Cidade - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
14/8/1927 - 2 X 4 Atlético – 1 gol
Campeonato da Cidade - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
16/10/1927 - 1 X 3 América – 1 gol
Amistoso - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
30/10/1927 - 1 X 1 Vasco da Gama (RJ)
Amistoso - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
27/11/1927 - 2 X 9 Atlético
Campeonato da Cidade - América (Belo Horizonte, MG)

*Guarany, Lusitano, Palmeiras, Progresso, Sete, Sírio e Yale eram de Belo Horizonte; o Morro Velho e o Retiro eram de Nova Lima; o Alves Nogueira de Sabará; o Sport e o Industrial de Juiz de Fora.

FICHA TÉCNICA DO PRIMEIRO JOGO E DO PRIMEIRO GOL

CRUZEIRO 2 x 0 COMBINADO VILLA NOVA/PALMEIRAS
03/04/1921 (Dom-14h30) - amistoso - Prado (Belo Horizonte, MG)
Público: 1.500
Árbitro: Hermeto Júnior
Gols: Nani 16’ e 47’
Cruzeiro: Nullo; Polenta e Ciccio; Quiquino, Américo e Bassi; Lino, Spartaco, Nani, Henriqueto e Armandinho
Combinado: Ferreira; Marcondes e Ruanico; Cristovão, Baiano e Oscar; Raimundo, Gentil, Badú, Damaso e Juá
Preliminar: Cruzeiro-B 1 x 1 Atlético-B