domingo, 16 de outubro de 2011

No duelo equilibrado entre Cruzeiro e Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro, o mando de campo não prevalece

O corinthiano Tião e o cruzeirense Tostão disputam uma jogada na linha de fundo numa partida no estádio Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro de 1971

Cruzeiro e Corinthians fazem o clássico dos contrastes neste domingo, em Sete Lagoas. Há quase um ano o confronto valeu a disputa pela liderança do Campeonato Brasileiro, no Pacaembu, com as duas equipes brigando pelo título há quatro rodadas do fim. A vitória corinthiana definida num pênalti duvidoso marcado pelo árbitro Sandro Meira Ricci, no último minuto de jogo, fez com que o plantel cruzeirense creditasse a perda do título ao apitador de Brasília. Este ano o momento entre as equipes é totalmente inverso. Enquanto o Corinthians luta, novamente, pela liderança e pelo título, o Cruzeiro, que completa 50 dias sem vencer, tenta evitar a presença na zona da degola, após esta rodada. Caso não conquiste um resultado positivo nesta tarde e o Atlético, que tem um ponto a menos, derrote o Vasco, em São Januário, o time estrelado passa a figurar no R-4.

Apesar da situação negativa, a expectativa é de que nação cruzeirense esgote os ingressos para a partida na Arena do Jacaré, para empurrar o time estrelado rumo a primeira vitória no returno. No entanto, o retrospecto demonstra que não há um favorito neste duelo e o fator mando de campo não representa nenhuma diferença neste confronto marcado pelo equilíbrio.

O primeiro jogo entre as equipes pelo Campeonato Brasileiro, no dia em 29 de março de 1967, terminou com a vitória corinthiana por 4 a 2, no Pacaembu, pela primeira fase. De lá para cá, o retrospecto apresenta uma ligeira vantagem cruzeirense nos 51 jogos pela competição com uma vitória a mais, são 19 contra 18, do Timão.

No entanto, o que mais chama a atenção é que as equipes não conseguem prevalecer o mando de campo, como é costume em outros duelos pelo Brasileirão. Em São Paulo, o Corinthians tem 11 vitórias contra oito do Cruzeiro. Em Minas, o time estrelado venceu 11 vezes e o Timão sete. Após a instituição da fórmula dos pontos corridos, em 2003, o equilíbrio tornou-se mais acirrado. Em Minas foram sete jogos com três vitórias para cada lado e em São Paulo foram oito jogos, com quatro triunfos para cada equipe.

O confronto foi disputado, por duas vezes, numa situação parecida como a de hoje. A primeira foi em 18 de outubro de 1997. O Cruzeiro venceu o Corinthians, no Mineirão, por 1 a 0, com um gol do zagueiro João Carlos. Os três pontos sobre o Timão fizeram diferença no saldo final, pois o time estrelado, que passou várias rodadas na zona do rebaixamento, escapou por dois pontos da queda para a segunda divisão. Naquele Campeonato, o time sentiu a ausência de Palhinha em seu meio de campo, após a diretoria tê-lo negociado ao futebol espanhol e ter contratado o fraquíssimo peruano Palácios como peça de reposição.

Em 10 de outubro de 2001, o Cruzeiro venceu o Corinthians, novamente, por 1 a 0, com outro gol do zagueiro João Carlos, no Mineirão. Naquele Brasileirão, a equipe passou a maior parte do Campeonato ameaçado pelos times que compunham a zona de rebaixamento. Após a vitória sobre o Timão, o time somente voltou a vencer quatro vezes nas dez partidas restantes. Encerrou o Campeonato com cinco pontos de diferença sobre o Santa Cruz, que foi o primeiro da lista de rebaixados. Foi o ano das contratações bombásticas de Rincón, Edmundo e Alex que transformaram o Cruzeiro em candidato ao título. No entanto, as mudanças de treinadores, foram três - Carpegiani, Ivo Worthamn e Marco Aurélio, mais a divisão do plantel, foram um dos fatores do mau desempenho do time na competição.

Assim como em 1997 e 2001, três pontos sobre o Corinthians, neste domingo, podem fazer muita diferença no saldo final da tabela e salvar o time de uma temporada na segundona em 2012.

CRUZEIRO X CORINTHIANS JOGO A JOGO

CAMPEONATO BRASILEIRO

Jogo 5 - 29/3/1967 - Corinthians 4 X 2
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 6 - 9/10/1968 - Cruzeiro 3 X 1
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 7 - 24/9/1969 - Corinthians 2 X 0
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 8 - 7/12/1969 - Cruzeiro 2 X 1
Campeonato Brasileiro (Fase Final) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 9 - 8/10/1970 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Palestra Itália (São Paulo, SP)
Jogo 10 - 21/8/1971 - Empate 0 X 0
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 11 - 28/11/1971 - Cruzeiro 1 X 0
Campeonato Brasileiro (Fase Semifinal) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 12 - 8/12/1971 - Corinthians 2 X 0
Campeonato Brasileiro (Fase Semifinal) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 13 - 20/9/1972 - Corinthians 1 X 0
Campeonato Brasileiro (1a Fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 14 - 4/11/1973 - Empate 0 X 0
Campeonato Brasileiro (1a Fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 15 - 11/5/1974 - Cruzeiro 1 X 0
Campeonato Brasileiro (1a Fase) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 16 - 23/11/1975 - Cruzeiro 2 X 0
Campeonato Brasileiro (3a Fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 17 - 23/7/1978 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (3a Fase) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 18 - 16/3/1980 - Corinthians 3 X 1
Campeonato Brasileiro (1a Fase) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 19 - 6/2/1985 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (1o turno/1a Fase) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 20- 21/3/1985 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (2o turno/1a Fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 21 - 8/10/1987 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (1o turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 22 - 11/12/1988 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (1a fase/2o turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 23 - 4/11/1989 - Cruzeiro 1 X 0
Campeonato Brasileiro (2a fase) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 24 - 25/8/1990 - Cruzeiro 1 X 0
Campeonato Brasileiro (1o turno) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 25 - 24/2/1991 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 28 - 12/3/1992 - Empate 0 X 0
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 29 - 20/6/1992 - Corinthians 3 X 1
Campeonato Brasileiro (Fase Semifinal) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 30 - 28/6/1992 - Corinthians 3 X 1
Campeonato Brasileiro (Fase Semifinal) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 31 - 7/9/1993 - Corinthians 2 X 0
Campeonato Brasileiro (1a fase/turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 32 - 10/11/1993 - Corinthians 2 X 1
Campeonato Brasileiro (1a fase/returno) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 33 - 27/8/1995 - Cruzeiro 2 X 0
Campeonato Brasileiro (1o turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 37 - 5/9/1996 - Corinthians 2 X 1
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 38 - 18/10/1997 - Cruzeiro 1 X 0
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 41 - 24/9/1998 - Cruzeiro 2 X 1
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 42 - 13/12/1998 - Empate 2 X 2
Campeonato Brasileiro (Decisão/1o) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 43 - 20/12/1998 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (Decisão/2o) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 44 - 23/12/1998 - Corinthians 2 X 0
Campeonato Brasileiro (Decisão/3o) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 45 - 8/9/1999 - Corinthians 3 X 1
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 46 - 4/11/2000 - Cruzeiro 3 X 1
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 48 - 10/10/2001 - Cruzeiro 1 X 0
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 52 - 28/8/2002 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (1a fase) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 53 - 18/5/2003 - Empate 1 X 1
Campeonato Brasileiro (turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 54 - 24/9/2003 - Cruzeiro 1 X 0
Campeonato Brasileiro (returno) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 55 - 28/7/2004 - Corinthians 1 X 0
Campeonato Brasileiro (turno) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 56 - 21/11/2004 - Corinthians 1 X 0
Campeonato Brasileiro (returno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 57 - 27/7/2005 - Corinthians 4 X 3
Campeonato Brasileiro (turno) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 58 - 2/11/2005 - Cruzeiro 2 X 1
Campeonato Brasileiro (returno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 59 - 12/7/2006 - Cruzeiro 2 X 0
Campeonato Brasileiro (turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 60 - 22/10/2006 - Corinthians 1 X 0
Campeonato Brasileiro (returno) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 61 - 20/5/2007 - Corinthians 3 X 0
Campeonato Brasileiro (turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 62 - 25/8/2007 - Cruzeiro 3 X 0
Campeonato Brasileiro (returno) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 63 - 19/7/2009 - Corinthians 2 X 1
Campeonato Brasileiro (Turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 64 25/10/2009 - Cruzeiro 1 X 0
Campeonato Brasileiro (Returno) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 65 - 25/8/2010 - Cruzeiro 1 X 0
Campeonato Brasileiro (Turno) - Parque do Sabiá (Uberlândia, MG)
Jogo 66 - 13/11/2010 - Corinthians 1 X 0
Campeonato Brasileiro (Returno) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 67 - 24/7/2011 - Cruzeiro 1 x 0
Campeonato Brasileiro (Turno) - Pacaembu (São Paulo, SP)

COPA DO BRASIL

Jogo 26 - 22/3/1991 - Corinthians 3 x 1
Copa do Brasil (Oitavas de final) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 27 - 11/4/1991 - Corinthians 1 x 0
Copa do Brasil (Oitavas de final) - Independência (Belo Horizonte, MG)
Jogo 35 - 24/4/1996 - Cruzeiro 4 x 0
Copa do Brasil (Quartas de final) - Independência (Belo Horizonte, MG)
Jogo 36 - 10/5/1996 - Corinthians 3 x 2
Copa do Brasil (Quartas de final) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 39 - 31/3/1998 - Cruzeiro 3 x 1
Copa do Brasil (Oitavas de final) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 40 - 23/4/1998 - Empate 1 x 1
Copa do Brasil (Oitavas de final) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 50 - 13/3/2002 - Empate 2 x 2
Copa do Brasil (Oitavas de final) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 51 - 13/3/2002 - Corinthians 3 x 2
Copa do Brasil (Oitavas de final) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)

COPA MERCOSUL

Jogo 47 - 22/8/2001 - Corinthians 2 x 0
Copa Mercosul (1a fase) - Lamegão (Ipatinga, MG)
Jogo 49 - 17/10/2001 - Cruzeiro 4 x 2
Copa Mercosul (1a fase) - Pacaembu (São Paulo, SP)

AMISTOSOS

Jogo 1 - 1/11/1940 - Corinthians 6 X 3
Amistoso - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 2 - 30/1/1964 - Corinthians 1 X 0
Amistoso (Torneio do Governador/semifinal) - Independência (Belo Horizonte, MG)
Jogo 3 - 20/5/1965 - Corinthians 4 X 2
Amistoso - Independência (Belo Horizonte, MG)
Jogo 4 - 13/3/1966 - Corinthians 2 X 1
Amistoso - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 34 - 23/1/1996 - Empate 1 x 1
Amistoso (Torneio de Verão/semifinal) - Vila Belmiro (Santos, SP)

@henriqueribe

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Nani o primeiro homem-gol

O atacante Nani é o terceiro jogador da esquerda para a direta (usando chapéu de pescador). A foto é do amistoso que inaugurou oficialmente o estádio do Barro Preto, em 23 de setembro de 1923, em que o Cruzeiro reforçado de três jogadores da Seleção Brasileira, que pertenciam ao Palmeiras-SP, empatou em 3 a 3 com o Flamengo-RJ.

O autor do primeiro gol da história do Cruzeiro, o atacante Nani, se chamava João Lazzarotti e nasceu em Belo Horizonte, em 14 de outubro 1898. 

Nani começou a carreira em 1915 atuando no extinto time do Yale Athletic Club, junto com os irmãos Sílvio e Júlio. Fez parte da leva de 13 jogadores de origem italiana que se debandaram do Yale para o Cruzeiro, após a fundação do Palestra Itália em 1921. Foi acompanhado pelo irmão Júlio, mas o outro irmão Sílvio, permaneceu no Yale.

Nani fez parte do primeiro time da história do Cruzeiro que estreou nos gramados de futebol no extinto estádio do Prado Mineiro, em Belo Horizonte, num amistoso contra um combinado formado pelo Villa Nova e pelo Palmeiras, ambos de Nova Lima. O time do Palmeiras era uma espécie de filial do Villa, onde atuavam os jogadores reservas e juvenis e até a sua diretoria era eleita nos pleitos do Leão do Bonfim.

O Cruzeiro venceu o amistoso por 2 a 0 e Nani marcou ambos os gols, sendo o primeiro numa cobrança de falta aos 16 minutos de jogo. A preliminar foi um amistoso entre os mistões do Cruzeiro e do Atlético, que terminou empatado em um gol. O irmão Julio provavelmente atuou nesta partida, porém os jornais não registraram os autores dos gols e nem as escalações por tratar-se de jogo de segunda categoria.

Assim como a maioria dos jogadores do Cruzeiro trabalhava na construção civil, como pedreiro que, naqueles tempos era classificado como "construtor". Ajudou a erguer prédios públicos na capital e também o estádio do Cruzeiro, juntamente, com seus companheiros de time em 1923.

Segundo depoimentos de torcedores que o viram jogar publicado no livro "Páginas Heroicas, Onde a imagem do Cruzeiro resplandece" de Jorge Santana, Nani era um centro avante oportunista e sempre atento aos rebotes dos goleiros, mas quando era escalado como meia se destacava pela velocidade, bom passe e facilidade no drible.

Jogou no time do Cruzeiro até o ano de 1927. Devido a escassez de registros das escalações dos jogos encontrei apenas 37 partidas e 17 gols marcados pelo atacante. Saiu do Cruzeiro para o extinto time do Grêmio, do bairro do Prado. Parou de jogar futebol a pedidos da sua mãe, dona Vitoria, que era atleticana e ficava desesperada com os gols que o filho marcava no galo.

TODOS OS JOGOS E GOLS DO ARTILHEIRO NANI

3/4/1921 - 2 X 0 Combinado Palmeiras/Villa Nova – 2 gols
Amistoso - Prado (Belo Horizonte, MG)
17/4/1921 - 3 X 0 Atlético – 1 gol
Amistoso - Prado (Belo Horizonte, MG)
29/5/1921 - 2 X 0 Morro Velho
Amistoso (Taça Cruz Vermelha/1ª) - Quintas (Nova Lima, MG)
18/9/1921 - 1 X 1 Villa Nova – 1 gol
Amistoso (Taça Villa Nova de Lima/1ª) - Quintas (Nova Lima, MG)
2/10/1921 - 0 X 2 Sete
Campeonato da Cidade - Prado (Belo Horizonte, MG)
23/10/1921 - 5 X 1 Guarani
Campeonato da Cidade - Prado (Belo Horizonte, MG)
30/10/1921 - 3 X 4 América – 1 gol
Campeonato da Cidade - Prado (Belo Horizonte, MG)
8/1/1922 - 0 X 1 Morro Velho
Amistoso (Taça Cruz Vermelha/2ª) - Prado (Belo Horizonte, MG)
15/1/1922 - 1 X 1 Villa Nova
Amistoso - Prado (Belo Horizonte, MG)
19/2/1922 - 2 X 3 Villa Nova
Amistoso (Taça Villa Nova de Lima/2ª) - Quintas (Nova Lima, MG)
12/3/1922 - 1 X 2 Atlético – 1 gol
Amistoso - Prado (Belo Horizonte, MG)
9/4/1922 - 2 X 2 Sete – 1 gol
Campeonato da Cidade - Prado (Belo Horizonte, MG)
16/4/1922 - 2 X 4 América – 2 gols
Campeonato da Cidade - Prado (Belo Horizonte, MG)
23/4/1922 - 3 X 3 Lusitano – 2 gols
Campeonato da Cidade - Prado (Belo Horizonte, MG)
30/4/1922 - 0 X 0 Yale
Campeonato da Cidade - Prado (Belo Horizonte, MG)
7/5/1922 - 3 X 0 Progresso
Campeonato da Cidade - Prado (Belo Horizonte, MG)
5/11/1922 - 1 X 2 América
Campeonato da Cidade - Prado (Belo Horizonte, MG)
23/9/1923 - 3 X 3 Flamengo (RJ)
Amistoso (Taça 20 de Setembro) - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
21/10/1923 - 2 X 2 Sete
Amistoso (Taça Botafogo) - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
22/6/1924 - 1 X 2 América
Campeonato da Cidade - América (Belo Horizonte, MG)
21/9/1924 - 3 X 3 Industrial-JF
Amistoso (Taça Neubauer) - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
24/5/1925 - 2 X 5 América
Amistoso (Taça 24 de Maio) - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
7/6/1925 - 4 X 2 Sírio
Amistoso (Taça Bedran) - América (Belo Horizonte, MG)
28/6/1925 - 2 X 1 Sport-JF
Amistoso (Taça Aurélio Noce) - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
13/5/1927 - 3 X 6 América – 2 gols
Amistoso - América (Belo Horizonte, MG)
5/6/1927 - 9 X 1 Sete
Campeonato da Cidade - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
12/6/1927 - 3 X 0 Guarani
Campeonato da Cidade - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
19/6/1927 - 4 X 1 América
Campeonato da Cidade - América (Belo Horizonte, MG)
10/7/1927 - 6 X 0 Sírio – 2 gols
Campeonato da Cidade - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
17/7/1927 - 3 X 0 Retiro
Campeonato da Cidade - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
24/7/1927 - 7 X 0 Alves Nogueira
Campeonato da Cidade - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
31/7/1927 - 0 X 3 Villa Nova
Campeonato da Cidade - Bonfim (Nova Lima, MG)
7/8/1927 - 3 X 2 Palmeiras
Campeonato da Cidade - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
14/8/1927 - 2 X 4 Atlético – 1 gol
Campeonato da Cidade - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
16/10/1927 - 1 X 3 América – 1 gol
Amistoso - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
30/10/1927 - 1 X 1 Vasco da Gama (RJ)
Amistoso - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
27/11/1927 - 2 X 9 Atlético
Campeonato da Cidade - América (Belo Horizonte, MG)

*Guarany, Lusitano, Palmeiras, Progresso, Sete, Sírio e Yale eram de Belo Horizonte; o Morro Velho e o Retiro eram de Nova Lima; o Alves Nogueira de Sabará; o Sport e o Industrial de Juiz de Fora.

FICHA TÉCNICA DO PRIMEIRO JOGO E DO PRIMEIRO GOL

CRUZEIRO 2 x 0 COMBINADO VILLA NOVA/PALMEIRAS
03/04/1921 (Dom-14h30) - amistoso - Prado (Belo Horizonte, MG)
Público: 1.500
Árbitro: Hermeto Júnior
Gols: Nani 16’ e 47’
Cruzeiro: Nullo; Polenta e Ciccio; Quiquino, Américo e Bassi; Lino, Spartaco, Nani, Henriqueto e Armandinho
Combinado: Ferreira; Marcondes e Ruanico; Cristovão, Baiano e Oscar; Raimundo, Gentil, Badú, Damaso e Juá
Preliminar: Cruzeiro-B 1 x 1 Atlético-B

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Cruzeiro e Bahia tem muitos recordes e curiosidades no Campeonato Brasileiro

O atacante Fábio Júnior entre dois defensores do Bahia, numa partida válida pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro de 2002, no Mineirão. Este jogo ficou marcado por um boicote organizado pelo Conselho das torcidas organizadas em protesto contra a má campanha do time, que não havia vencido ainda na competição. Com dois gols do zagueiro Cris, o Cruzeiro bateu o Bahia por 2 a 1, diante de apenas 5.515 pagantes e iniciou a reação na competição.

O Bahia é o adversário mais presente nos recordes estabelecidos pelo Cruzeiro no Campeonato Brasileiro. Hoje a noite as equipes voltam a se enfrentar na competição, após sete anos, desde a impiedosa goleada cruzeirense por 7 a 0, no dia 14 de dezembro de 2003, na Fonte Nova, que representou a queda dos baianos para a segunda divisão.

O duelo teve início no Campeonato Brasileiro em 1968, pela primeira fase, em 22 de setembro, no Mineirão, que terminou com a vitória estrelada por 1 a 0, com gol marcado pelo ponta esquerda Rodrigues.

A partir de 1993, o confronto passou a fazer parte da galeria de recordes cruzeirenses na competição. No returno da primeira fase, em 5 de novembro, o Cruzeiro goleou o Bahia por 6 a 0 e igualou as maiores goleadas do time estrelado no Brasileiro (6 a 0 sobre a Ponte Preta, em 21 de novembro de 1970; Ceará, em 29 de agosto de 1971 e Uberlândia, em 6 de abril de 1978, todas elas no Mineirão).

Além do resultado elástico, o jovem atacante Ronaldo Fenômeno marcou cinco gols e se transformou no maior artilheiro do Cruzeiro em uma só partida na competição.

Outro atacante cruzeirense entraria para a história no confronto contra o Bahia. No turno do Campeonato Brasileiro de 2003, em 27 de julho, no Mineirão, o Cruzeiro goleou o tricolor por 5 a 2. O colombiano Aristizabal marcou três vezes e igualou a marca de 21 gols do uruguaio Revetria. Na partida seguinte, ele voltaria a marcar no empate em 2 a 2 contra o Fluminense e se tornaria o maior artilheiro estrangeiro da história do clube.

No returno de 2003, na última rodada, aconteceu o confronto mais marcante entre as equipes pelo Brasileiro. O Cruzeiro já havia garantido o título com duas rodadas de antecedência, mas o treinador Luxemburgo exigiu uma vitória para a equipe terminar a disputa com 100 pontos na tabela. O Bahia precisava vencer e torcer por uma combinação de resultados na rodada para se livrar do rebaixamento.

O Cruzeiro não tomou conhecimento do desespero baiano, goleou por 7 a 0 e estabeleceu vários recordes particulares na competição, como a maior goleada, o maior número de pontos ganhos (100), o maior número de vitórias (31), o maior número de gols marcados (102) e a maior sequência de rodadas na liderança (18). O recorde de gols marcados foi quebrado pelo Santos em 2004 e o de rodadas consecutivas na liderança pelo São Paulo em 2006, já o de pontos e de vitórias são ainda as maiores marcas de uma equipe na história da competição.

O destaque da goleada foi o meiocampista Alex. O camisa 10 cruzeirense marcou cinco gols na partida e se igualou ao recordista anterior, o atacante Ronaldo. No entanto, ele marcou quatro gols de pênalti. Um fato inédito em toda a trajetória do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro. Alex também chegou aos 23 gols e se transformou no jogador do Clube que mais vezes marcou numa mesma edição do Brasileiro.

O encontro Cruzeiro e Bahia é também marcado por outras curiosidades históricas. Um empate sem gols no dia 5 de outubro de 1986, pela primeira fase, poderia passar despercebido se não tivesse a presença em campo do maior ídolo da história do Galo com a camisa do Cruzeiro. Foi contra o Bahia que o atacante Reinaldo encerrou sua passagem meteórica pelo time estrelado. Ele havia sido contratado há poucas semanas e foi escalado "para sair na foto", como ele próprio admitiu anos mais tarde, pois havia assinado um contrato de apenas quatro meses e necessitava de mais tempo para recuperar a forma, já que ele praticamente não havia jogado no time do Rio Negro-AM naquele ano. O ex-ídolo rival havia feito a estréia uma semana antes no empate sem gols contra o Rio Branco-ES, no Mineirão.

Foi num outro empate sem gols, pela primeira fase, em 19 de setembro de 1971, no Mineirão, que pela primeira vez os auxiliares de arbitragem utilizaram bandeiras coloridas. Maurílio José Santiago estreou a de cor vermelho e Sílvio Gonçalves Davi a amarela. E foi a partir da sétima rodada da primeira fase do Brasileiro de 1973, que começou a valer a suspensão automática para os jogadores que somassem três cartões amarelos e um dos confrontos era Cruzeiro e Bahia, no Mineirão, que terminou com a vitória estrelada por 1 a 0, com gol de Roberto Batata.

Outro fato inusitado no confronto envolveu o presidente do Conselho do Bahia, Osório Vilas Boas. As equipes se enfrentaram em 30 de março de 1980, na Fonte Nova, e o dirigente fez uma proposta indecente a diretoria cruzeirense. Com o objetivo de facilitar a vida do seu time, ele ofereceu a renda da partida para que o Cruzeiro não escalasse o lateral direito Nelinho e o ponta esquerda Joãozinho. O Cruzeiro recusou e a oferta parece ter mexido com os brios dos baianos que golearam por 3 a 0, com dois gols de Osni e um de Douglas.


 CAMPEONATO BRASILEIRO
8 - 22/9/1968 - Cruzeiro 1 x 0
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
9 - 15/10/1969 - Bahia 2 x 1
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Fonte Nova (Salvador, BA)
10 - 25/11/1970 - Cruzeiro 1 x 0
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Batistão (Aracaju, SE)
12 - 19/9/1971 - Empate 0 x 0
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
14 - 24/9/1972 - Cruzeiro 1 x 0
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
16 - 15/9/1973 - Cruzeiro 1 x 0
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
17 - 17/7/1974 - Cruzeiro 1 x 0
Campeonato Brasileiro (Fase Semifinal) - Fonte Nova (Salvador, BA)
19 - 12/2/1978 - Empate 2 x 2
Campeonato Brasileiro (3ª fase) - Fonte Nova (Salvador, BA)
20 - 16/7/1978 - Bahia 1 x 0
Campeonato Brasileiro (3ª fase) - Fonte Nova (Salvador, BA)
21 - 25/10/1979 - Cruzeiro 5 x 0
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
22 - 30/3/1980 - Bahia 3 x 0
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Fonte Nova (Salvador, BA)
23 - 24/1/1982 - Cruzeiro 2 x 0
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
24 - 3/2/1982 - Bahia 3 x 0
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Fonte Nova (Salvador, BA)
26 - 5/10/1986 - Empate 0 x 0
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
27 - 26/10/1986 - Bahia 1 x 0
Campeonato Brasileiro (2ª fase) - Fonte Nova (Salvador, BA)
28 - 14/12/1986 - Cruzeiro 2 x 1
Campeonato Brasileiro (2ª fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
29 - 23/9/1987 - Cruzeiro 2 x 1
Campeonato Brasileiro (1º turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
30 - 13/11/1988 - Bahia 2 x 1
Campeonato Brasileiro (1ª fase/2º turno) - Fonte Nova (Salvador, BA)
33 - 17/9/1989 - Cruzeiro 2 x 0
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
34 - 22/9/1990 - Empate 0 x 0
Campeonato Brasileiro (1º turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
35 - 21/4/1991 - Bahia 1 x 0
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Independência (Belo Horizonte, MG)
36 - 3/5/1992 - Empate 1 x 1
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
37 - 12/9/1993 - Cruzeiro 3 x 1
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Fonte Nova (Salvador, BA)
38 - 5/11/1993 - Cruzeiro 6 x 0
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
39 - 28/8/1994 - Bahia 2 x 1
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Fonte Nova (Salvador, BA)
40 - 4/9/1994 - Cruzeiro 2 x 1
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
43 - 3/12/1995 - Cruzeiro 5 x 0
Campeonato Brasileiro (2º turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
44 - 14/9/1996 - Cruzeiro 2 x 1
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Fonte Nova (Salvador, BA)
45 - 31/8/1997 - Cruzeiro 3 x 1
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
46 - 23/8/2000 - Cruzeiro 3 x 1
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Fonte Nova (Salvador, BA)
47 - 30/8/2001 - Empate 1 x 1
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Independência (Belo Horizonte, MG)
48 - 25/8/2002 - Cruzeiro 2 x 1
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
49 - 27/7/2003 - Cruzeiro 5 x 2
Campeonato Brasileiro (Turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
50 - 14/12/2003 - Cruzeiro 7 x 0
Campeonato Brasileiro (Returno) - Fonte Nova (Salvador, BA)
51 - 17/7/2011 - Cruzeiro 2 x 0
Campeonato Brasileiro (Turno) - Arena do Jacaré (Sete Lagoas, MG)
                                                                                                                                                                                           
COPA DO BRASIL
31 - 26/7/1989 - Cruzeiro 1 x 0
Copa do Brasil (Oitavas de final) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
32 - 29/7/1989 - Bahia 2 x 0
Copa do Brasil (Oitavas de final) - Jóia da Princesa (Feira de Santana, BA)
41 - 21/4/1995 - Cruzeiro 1 x 0
Copa do Brasil (Oitavas de final) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
42 - 28/4/1995 - Bahia 2 x 1
Copa do Brasil (Oitavas de final) - Pituaçu (Salvador, BA)                                            

AMISTOSOS
1 - 28/7/1946 -  Empate 2 x 2
Amistoso - Graça (Salvador, BA)
2 - 3/6/1958 - Bahia 2 x 1
Amistoso - Fonte Nova (Salvador, BA)
3 - 12/5/1959 -  Bahia 1 x 0
Amistoso - Fonte Nova (Salvador, BA)
4 - 20/5/1959 -  Bahia 1 x 0
Amistoso - Fonte Nova (Salvador, BA)
5 - 11/6/1962 -  Empate 0 x 0
Amistoso - Fonte Nova (Salvador, BA)
6 - 14/2/1968 -  Cruzeiro 2 x 0
Amistoso - Fonte Nova (Salvador, BA)
7 - 16/2/1968 -  Cruzeiro 3 x 2
Amistoso - Fonte Nova (Salvador, BA)
11 - 7/4/1971 -  Cruzeiro 1 x 0
Amistoso (Torneio do Governador/decisão) - Fonte Nova (Salvador, BA)
13 - 12/12/1971 - Cruzeiro 2 x 1
Amistoso - Fonte Nova (Salvador, BA)
15 - 29/7/1973 - Empate 1 x 1
Amistoso - Luiz Viana Filho (Itabuna, MG)
18 - 6/4/1976 -  Empate 1 x 1
Amistoso - Fonte Nova (Salvador, BA)
25 - 15/5/1984 - Empate 2 x 2
Amistoso (Torneio Heleno Nunes/cancelado) - Fonte Nova (Salvador, BA)

twitter: @henriqueribe

Cruzeiro rebaixou o Bahia em 2003. E hoje, o tricolor pode dar o troco?

No último Cruzeiro e Bahia disputado em Salvador, o Cruzeiro e o meia Alex estabeleceram recordes e o tricolor da boa terra amargou o descenso para a segundona.

O confronto entre Bahia e Cruzeiro volta a ser disputado em Salvador, após quase oito anos. O último encontro, em 14 de dezembro de 2003, terminou em goleada - 7 a 0 para o Cruzeiro, que significou recordes para o time estrelado e o rebaixamento do Bahia. Após aquele jogo, o tricolor baiano levou sete anos para retornar a divisão de elite. O duelo de hoje a noite acontece num momento diferente daquele de 2003, pois é o Cruzeiro que precisa de uma vitória para se afastar da zona da degola e o Bahia é que pode complicar a permanência do time estrelado na série A. O Cruzeiro soma 30 pontos e se perder hoje, em Salvador, pode ser alcançado em número de pontos pelos Atléticos Paranaense e Mineiro, caso eles vençam amanhã,  Vasco e o Santos, respectivamente. Os Atléticos estão com 27 pontos cada.

A goleada de 2003 aconteceu na última rodada do Campeonato Brasileiro. O Cruzeiro já havia confirmado o título em duas rodadas anteriores e foi para o jogo com a meta de alcançar os 100 gols e os 100 pontos na tabela. O Bahia, que somava 46 pontos, disputava contra o Fortaleza, também com 46 e o Paysandu com 48, as duas vagas do descenso. Assim deveria vencer o Cruzeiro de todo jeito e ainda torcer para que Fortaleza e Paysandu não vencessem a Ponte Preta e o Atlético-PR, respectivamente.

O Bahia entrou em campo com camisas azuis e a troca do uniforme gerou um atraso de 17 minutos para o início do jogo. A tática era jogar sabendo dos outros resultados, que não eram favoráveis. Com 16 minutos o Paysandu ganhava do Furacão por 2 a 0. Com a bola rolando, o Cruzeiro venceu por 7 a 0 - a maior goleada do clube no Brasileirão, e rebaixou o Bahia para a segundona.

Nesta partida o Cruzeiro estabeleceu quatro recordes no Campeonato Brasileiro: maior número de pontos (100), de vitórias (31), de gols marcados (102) e de rodadas na liderança (18).

O meia Alex entrou para a história. Fez cinco gols no jogo e tornou-se o maior artilheiro do clube numa mesma partida do Brasileiro, igualando Ronaldo Fenômeno, que também havia feito cinco, contra o mesmo Bahia, no Brasileiro de 1994. Com 23 gols somados, Alex também se tornou o maior artilheiro cruzeirense numa mesma edição do Brasileiro. Outra curiosidade foi o meia ter feito quatro gols de pênalti na partida. Um fato que só havia ocorrido, curiosamente, com Ronaldo, num amistoso contra o Flamengo, de Santo Antonio do Monte-MG, em 1993, que o Cruzeiro venceu por 4 a 0.

O Bahia penou por um longo período fora da elite. Em 2005 caiu para a Série C, onde permaneceu por dois anos e só conquistou o acesso a Série A, no ano passado. Por coincidência do destino, sete anos após a histórica goleada, o Bahia pode dar o troco e complicar a situação do Cruzeiro na série A.


CRUZEIRO 7 x 0 BAHIA (BA)
14/12/2003 (Dom-16h) - Campeonato Brasileiro (returno/46ª) - Fonte Nova (Salvador, BA)
Público: 25.682 (R$ 135.835,)
Árbitro: Evandro Roman (PR)
Auxiliares: Altemar Domingues (PR) e Rogério Rolim (PR)
Gols: Alex (pênalti) 13’, (pênalti) 17’, (pênalti) 23’ e (pênalti) 38’; Felipe Melo 55’; Alex 66’; Mota 68’
Cruzeiro: Gomes, Maurinho, Cris, Edu Dracena, Leandro, Recife (Felipe Melo), Maldonado, Wendel (Zinho), Alex, Mota, Márcio Nobre (Alex Dias). T: Vanderlei Luxemburgo
Bahia: Emerson, Valdomiro, Gustavo Castro, Accioly, Paulinho (Ramos), Otacílio, Preto, Elias (Gilberto), Chiquinho, Cláudio (William), Didi. T: Edinho Nazareth
CA: Maldonado (C); Paulinho, Valdomiro, Emerson, Preto (B)

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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Fábio melhora o desempenho em bolas paradas. Pegador de pênaltis?

Fábio rebateu com os pés a cobrança de pênalti do lateral esquerdo Juan (camisa 6) do Flamengo, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro de 2009

Fábio é reconhecido como um dos melhores goleiros do país na atualidade e digno substituto dos maiores donos da camisa um da história do Cruzeiro, como Geraldo I e Geraldo II, que marcaram época antes da inauguração do Mineirão, e Dida e Raul, que brilharam no Gigante da Pampulha. Para se igualar aos ídolos do passado, faltava ao capitão cruzeirense se afirmar como pegador de pênaltis. Curiosamente, ele passou a se destacar neste fundamento após seu pior momento no clube.

No jogo de ida da decisão do Campeonato Mineiro de 2007, o atacante Vanderlei fechou a goleada de 4 a 0 do Atlético, marcando um gol que entrou para a história do futebol. No lance, Fábio estava de costas, indo em direção ao gol para buscar a bola que estava lá dentro por causa do terceiro tento, que tinha sido marcado pouco antes por Marcinho, em cobrança de pênalti. O lance inusitado e que levou o apelido de “gol retrovisor” acabou se tornando o divisor de águas da passagem de Fábio pelo Cruzeiro, pois foi a partir dele que seus números melhoraram de forma considerável.

Fábio chegou ao Cruzeiro em 2005 e logo ganhou a confiança da torcida, com atuações seguras e saídas de gol precisas. No entanto, o goleiro foi do céu ao inferno por falhar em momentos decisivos, como na semifinal da Copa do Brasil de 2005, contra o Paulista-SP, e na derrota para o Ipatinga, na decisão do Estadual do mesmo ano.

O papel de vilão veio após o “o gol retrovisor”. Após o lance, Fábio ficou afastado da equipe por 11 jogos para tratar de uma contusão no joelho. Este foi o seu maior período sem vestir a camisa um cruzeirense. Seu retorno à equipe foi em 14 de julho de 2007, antes do prazo previsto pelos médicos, na vitória por 2 a 1 sobre o Goiás, no Mineirão, pelo Brasileirão.

Com o decorrer dos jogos, Fábio passou a mostrar que o “gol retrovisor” havia marcado a sua carreira de forma positiva. Até aquela partida, o goleiro era criticado pelos gols que sofria em lances de bola parada. Em 148 jogos, ele havia levado 17 gols de falta. Dos 19 pênaltis assinalados pela arbitragem contra o Cruzeiro, defendeu apenas dois. E, na estreia cruzeirense no Estadual de 2007, contra o Rio Branco, em Andradas, chegou até a sofrer um gol olímpico do meia Chico Marcelo.

Essa história começou a partir do segundo semestre de 2007. Fábio diminuiu, consideravelmente, o índice de gols de faltas sofridos. Foram 14 em 276 partidas, desde então. Para se ter uma ideia, o goleiro tinha levado nove em 2005 e seis em 2006. No ano passado e neste, foram apenas dois.

Em 2008, Fábio pegou a cobrança de pênalti de Nilmar, na vitória por 2 a 0, sobre o Internacional, no Mineirão. Foi apenas a terceira defesa neste tipo de jogada em 28 cobranças, mas a partir desse lance, passou a se destacar nas penalidades. Em 2009, pegou três das oito, repetindo o feito em 2010. Este ano, foram duas defesas em cinco cobranças, a última delas de Luis Fabiano, do São Paulo, na última quarta-feira, na Arena do Jacaré. Agora, só resta a Fábio um título de expressão para se afirmar no seleto grupo dos grandes ídolos da camisa um do Cruzeiro.

2005

GOLS DE PÊNALTI SOFRIDOS
10/02/2005 - IPATINGA 1 X 2 CRUZEIRO - Marinho
01/05/2005 - CRUZEIRO 3 X 2 INTERNACIONAL - Fernandão
28/05/2005 - SÃO PAULO 1 X 1 CRUZEIRO - Rogério Ceni
26/06/2005 - CRUZEIRO 3 X 3 VASCO - Alex Dias
21/07/2005 - CRUZEIRO 2 X 2 CORITIBA - Rafinha
27/07/2005 - CORINTHIANS 4 X 3 CRUZEIRO - Tévez
06/08/2005 - ATLÉTICO/PR 5 X 4 CRUZEIRO - Alan Bahia
05/10/2005 - VASCO 3 X 3 CRUZEIRO - Romário
22/10/2005 - CRUZEIRO 4 X 3 PAYSANDU - Rafael Moura

PÊNALTIS DEFENDIDOS
27/11/2005 - PARANÁ 2 X 0 CRUZEIRO - cobrado por Sandro

GOLS DE FALTA SOFRIDOS
20/02/2005 - CRUZEIRO 0 X 2 ATLÉTICO - Rodrigo Fabbri
11/05/2005 - BARAÚNAS/RN 3 X 7 CRUZEIRO - Da Silva
01/06/2005 - CRUZEIRO 3 X 2 PAULISTA - Cristian/2
10/07/2005 - ATLÉTICO 1 X 2 CRUZEIRO - Zé Antônio
16/07/2005 - PAYSANDU 1 X 2 CRUZEIRO - Éder Ceccon
24/07/2005 - CRUZEIRO 3 X 2 SANTOS - Ricardinho
17/09/2005 - PALMEIRAS 2 X 1 CRUZEIRO - Corrêa
19/10/2005 - PAYSANDU 4 X 1 CRUZEIRO - Robson

RESUMO
69 JOGOS - 90 gols sofridos (9 de pênalti + 9 de falta = 18; média de 20%)

2006

GOLS DE PÊNALTI PENALTI SOFRIDOS
12/04/2006 - VITÓRIA 2 X 1 CRUZEIRO - Azevedo
16/04/2006 - SÃO CAETANO 2 X 1 CRUZEIRO - Fabiano Gadelha
26/04/2006 - CRUZEIRO 2 X 3 FLUMINENSE - Petkovic
20/08/2006 - CRUZEIRO 2 X 2 SÃO PAULO - Rogério Ceni
02/09/2006 - JUVENTUDE 2 X 0 CRUZEIRO – Christian

PÊNALTIS DEFENDIDOS
22/02/2006 - NACIONAL/AM 2 X 5 CRUZEIRO - cobrado por Edu Marangon

GOLS DE FALTA SOFRIDOS
20/08/2006 - CRUZEIRO 2 X 2 SÃO PAULO - Rogério Ceni
05/10/2006 - CRUZEIRO 2 X 1 INTERNACIONAL - Ceará
09/11/2006 - SANTA CRUZ 4 X 1 CRUZEIRO - Júnior Maranhão/2
26/11/2006 - SÃO PAULO 2 X 0 CRUZEIRO - Rogério Ceni
03/12/2006 - CRUZEIRO 3 X 1 BOTAFOGO - Juninho

RESUMO
59 JOGOS - 57 gols sofridos (5 de pênalti + 6 de falta = total 11; média de 19%)

2007

GOLS DE PÊNALTI SOFRIDOS
04/02/2007 - VILLA NOVA 2 X 2 CRUZEIRO - Márcio Guerreiro
05/04/2007 - CRUZEIRO 2 X 1 PORTUGUESA - Tiago
29/04/2007 - ATLÉTICO 4 X 0 CRUZEIRO - Marcinho
16/08/2007 - GOIÁS 2 X 0 CRUZEIRO - Paulo Baier/2
16/09/2007 - CRUZEIRO 4 X 3 ATLÉTICO - Marinho

GOLS DE FALTA SOFRIDOS
10/02/2007 - ATLÉTICO 3 X 1 CRUZEIRO - Coelho
18/07/2007 - NÁUTICO 1 X 4 CRUZEIRO - Tales
04/11/2007 - CRUZEIRO 3 X 1 FLAMENGO - Roger
10/11/2007 - INTERNACIONAL 1 X 0 CRUZEIRO - Alex

GOL OLÍMPICO SOFRIDO
21/01/2007 - RIO BRANCO 1 X 2 CRUZEIRO - Chico Marcelo

RESUMO
49 JOGOS – 61 gols sofridos (6 de pênalti + 4 de falta + 1 olímpico = 11, média de 18%)

2008

GOLS DE PENALTI SOFRIDOS
30/01/2008 - CRUZEIRO 3 X 1 CERRO PORTEÑO/PAR - Cabrera
16/02/2008 - GUARANI 2 X 3 CRUZEIRO - Willian César
12/06/2008 - PALMEIRAS 5 X 2 CRUZEIRO - Alex Mineiro
26/07/2008 - FLUMINENSE 1 X 3 CRUZEIRO - Washington
30/07/2008 - CRUZEIRO 4 X 2 NÁUTICO - Geraldo
20/08/2008 - BOTAFOGO 1 X 0 CRUZEIRO - Lúcio Flávio
15/11/2008 - NÁUTICO 5 X 2 CRUZEIRO – Felipe

PÊNALTIS DEFENDIDOS
07/08/2008 - CRUZEIRO 2 X 0 INTERNACIONAL - cobrado por Nilmar

GOLS DE FALTA SOFRIDOS
16/04/2008 - REAL POTOSI/BOL 5 X 1 CRUZEIRO - Candia
23/07/2008 - CRUZEIRO 0 X 1 GOIAS - Iarley
28/09/2008 - SÃO PAULO 2 X 0 CRUZEIRO – Jancarlos

RESUMO
62 JOGOS – 71 gols sofridos (7 de pênalti + 3 de falta = 10; média de 14%)

2009

GOLS DE PENALTI SOFRIDOS
17/01/2009 - CRUZEIRO 4 X 2 ATLÉTICO - Diego Tardelli
15/02/2009 - ATLÉTICO 1 X 2 CRUZEIRO - Diego Tardelli
22/03/2009 - RIO BRANCO/MG 1 X 1 CRUZEIRO - Chimba
23/08/2009 - CRUZEIRO 4 X 2 NÁUTICO - Gilmar
13/09/2009 - INTERNACIONAL 2 X 3 CRUZEIRO - Alecsandro

PÊNALTIS DEFENDIDOS
21/01/2009 - NACIONAL/URU 1 X 4 CRUZEIRO - cobrado por Sergio Blanco
10/05/2009 - CRUZEIRO 2 X 0 FLAMENGO - cobrado por Juan
19/07/2009 - CRUZEIRO 1 X 2 CORINTHIANS - cobrado por Ronaldo

GOLS DE FALTA SOFRIDOS
05/04/2009 - TUPI 2 X 7 CRUZEIRO - Hugo
24/06/2009 - CRUZEIRO 3 X 1 GRÊMIO - Souza
13/09/2009 - INTERNACIONAL 2 X 3 CRUZEIRO - Andrezinho
20/09/2009 - CRUZEIRO 1 X 2 PALMEIRAS - Diego Souza

RESUMO
67 JOGOS, 77 gols sofridos (5 de pênalti + 4 de falta = 9; média de 12%)

2010

GOLS DE PENALTI SOFRIDOS
06/02/2010 - CRUZEIRO 4 X 2 VILLA NOVA - Marinho
18/09/2010 - BOTAFOGO 2 X 2 CRUZEIRO - Loco Abreu
03/11/2010 - CRUZEIRO 0 X 2 SÃO PAULO - Rogério Ceni
13/11/2010 - CORINTHIANS 1 X 0 CRUZEIRO - Ronaldo

PÊNALTIS DEFENDIDOS
13/02/2010 - CALDENSE 0 X 2 CRUZEIRO - cobrado por Thiago Pereira
26/05/2010 - CRUZEIRO 1 X 0 BOTAFOGO - cobrado por Renato Cajá
25/08/2010 - CRUZEIRO 1 X 0 CORINTHIANS - cobrado por Bruno César

GOLS DE FALTA SOFRIDOS
03/04/2010 - CRUZEIRO 2 X 2 UBERABA - Thiago Marin
25/07/2010 - CRUZEIRO 2 X 2 GRÊMIO - Jonas

RESUMO
62 JOGOS - 60 gols sofridos (4 de pênalti + 2 de falta = 6; média de 10%)

2011

GOLS DE PENALTI SOFRIDOS
12/02/2011 - ATLÉTICO 4 X 3 CRUZEIRO - Diego Tardelli
07/08/2011 - INTERNACIONAL 3 X 2 CRUZEIRO - D’Alessandro
04/06/2011 - FLUMINENSE 2 X 1 CRUZEIRO - Fred

PÊNALTIS DEFENDIDOS
02/03/2011 - TOLIMA/COL 0 X 0 CRUZEIRO - cobrado por Medina
05/10/2011 - CRUZEIRO 3 X 3 SÃO PAULO - cobrado por Luis Fabiano

GOLS DE FALTA SOFRIDOS
08/05/2011 - ATLÉTICO 2 X 1 CRUZEIRO - Mancini
07/08/2011 - INTERNACIONAL 3 X 2 CRUZEIRO - Andrezinho

RESUMO
47 JOGOS - 45 gols sofridos (3 de pênalti + 2 de falta = 5; média de 11%)

RETROSPECTO GERAL DE FÁBIO PELO CRUZEIRO
415 JOGOS - 461 gols sofridos (39 de pênalti + 30 de falta + 1 olímpico = 70; média de 15% )

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Morreu Dalmar, autor do primeiro gol do Cruzeiro no Mineirão

Dalmar a frente do zagueiro Vavá, do atacante Tostão e do zagueiro William num treino do Cruzeiro, no Maracanã, na véspera da partida contra o Fluminense, pela semifinal do Campeonato Brasileiro de 1966. Dalmar chamou a atenção da imprensa nacional e ofuscou os titulares por ter marcado 9 gols numa partida pelo Campeonato de Aspirantes três dias antes da partida.

Morreu na madrugada de sábado, em Belo Horizonte, aos 69 anos, o ex-ponta esquerda Dalmar, autor do primeiro gol do Cruzeiro no estádio Mineirão. Reserva de Hilton Oliveira, ele fez 66 jogos e marcou 19 gols com a camisa cruzeirense. Levantou os títulos de Campeão Brasileiro de 1966 e Mineiro de 1965, 1966 e 1967 (este último como reserva), além dos estaduais da categoria de aspirantes de 1965 e 1966.

Dalmar Pinto, nasceu em Juiz de Fora, em 8 de dezembro de 1941. Filho do ex-craque Foto, que jogou no Tupi nos anos 1930, começou a carreira no Sport Juiz de Fora, onde sagrou-se campeão da Divisão Especial de 1962. Em maio do ano seguinte veio para o Cruzeiro, mas com poucas chances na equipe acabou emprestado ao Formiga-MG, em 1964.

Retornou a equipe no final de 1964 e entrou para a história ao marcar o primeiro gol do Cruzeiro no Mineirão e da primeira partida noturna do estádio, em 15 de setembro de 1965. Foi num amistoso contra o Villa Nova, que serviu de preliminar para o desafio entre a Seleção Mineira e o Santos e que marcou a inauguração do sistema de iluminação do estádio. O gol de Dalmar foi numa cobrança de pênalti, aos 22 minutos do primeiro tempo e o Cruzeiro venceu o Leão do Bonfim por 3 a 1.

Quando o Cruzeiro foi enfrentar o Fluminense, no Maracanã, pela Semifinal do Campeonato Brasileiro, no dia 23 de novembro de 1966, roubou a cena do consagrado Tostão no desembarque da delegação cruzeirense no Rio de Janeiro. É que três dias antes, Dalmar havia marcado 9 gols na goleada dos aspirantes do Cruzeiro sobre os aspirantes do Renascença, no campeonato da categoria e toda a imprensa carioca queria ver e ouvir o autor da rara façanha.

O atacante não decepcionou a expectativa que causou e deixou a sua marca na vitória por 3 a 1 sobre o tricolor carioca, que assegurou a vaga do Cruzeiro para a final. Dalmar marcou o segundo gol, aos 27 minutos, que ampliou a vantagem para 2 a 0. Saiu no segundo tempo para dar lugar a outro conterrâneo de Juiz de Fora, o ponta-de-lança, Wilson Almeida.

No entanto, Dalmar não é o maior recordista de gols do Cruzeiro em uma só partida, mesmo porque os nove gols que marcou não foram pelo time principal, mas de aspirantes. E nesta categoria outro jogador do passado, o atacante Malleta, havia marcado 14 vezes na goleada por 17 a 0 sobre o Alves Nogueira, de Sabará, em 5 de maio de 1929. O recorde de gols em uma só partida é do atacante Ninão, que marcou 10 gols, na goleada de 14 a 0, sobre o Alves Nogueira, em 17 de junho de 1928, no estádio do Barro Preto, pelo Campeonato da Cidade, pois esta marca foi conquistada numa partida entre equipes principais.

A trajetória de Dalmar com a camisa estrelada se encerrou em 25 de julho de 1967, quando foi emprestado até dezembro ao Guarani de Campinas-SP.

FICHA TÉCNICA DO PRIMEIRO GOL DO CRUZEIRO NO MINEIRÃO E DO PRIMEIRO GOL EM PARTIDA NOTURNA DO ESTÁDIO

CRUZEIRO 3 x 1 VILLA NOVA
15/09/1965 - amistoso - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Público: 87.701 (Cr$ 92.703.125,)
Árbitro: Joaquim “Cocó” Gonçalves
Gols: Dalmar (pênalti) 22’; João José 25’; Neto (pênalti) 89’; Batista 90’
Cruzeiro: Tonho (Valdir), Pedro Paulo (Tenório), Celton, Dilsinho, Neco, Ílton, Piazza, Antoninho, João José (Edward), Batista, Dalmar. T: Airton Moreira.
Villa Nova: Chico, Cicinão, Simões, Grilo, Eberval, Neto, Daniel, Fiel, Romeu (Taquinho), Nelsinho, Dias. T: Zezé Procópio

TODOS OS JOGOS E GOLS DE DALMAR PELO CRUZEIRO

1963
23/5 - 2 X 0 Sete - amistoso - 1 gol
26/5 - 2 X 2 Villa Nova - Amistoso
9/6 - 1 X 1 Sport-JF - Amistoso
13/6 - 0 X 0 Valério - Amistoso
19/6 - 1 X 3 Valério - Amistoso
23/6 - 0 X 1 Atlético - Amistoso
6/7 - 1 X 0 Siderúrgica - Campeonato Mineiro
14/7 - 2 X 1 Villa Nova - Campeonato Mineiro - 1 gol
21/7 - 3 X 1 Guarani-MG - Campeonato Mineiro - 1 gol
28/7 - 5 X 1 Pedro Leopoldo - Campeonato Mineiro - 1 gol
4/8 - 1 X 1 Democrata-SL - Campeonato Mineiro
11/8 - 0 X 2 Uberlândia - Campeonato Mineiro
17/8 - 2 X 0 Renascença - Campeonato Mineiro
24/8 - 2 X 1 Valério - Campeonato Mineiro
31/8 - 0 X 0 América - Campeonato Mineiro

1964
4/10 - 0 X 0 Villa Nova - Campeonato Mineiro
28/10 - 1 X 2 Itaúna - Amistoso

1965
14/2 - 4 X 0 Democrata-SL - Amistoso - 1 gol
7/3 - 2 X 0 Seleção de Barbacena - Amistoso - 1 gol
14/3 - 1 X 0 Vasco da Gama - Amistoso
21/3 - 2 X 4 Paraense-MG - Amistoso
22/4 - 1 X 0 Atlético - Amistoso
25/4 - 3 X 3 Bangu - Amistoso - 1 gol
2/5 - 2 X 3 Usipa - Amistoso
5/5 - 2 X 1 América - Amistoso - 1 gol
9/5 - 3 X 2 Atlético - Amistoso - 2 gols
16/5 - 3 X 2 Siderúrgica - Amistoso - 1 gol
20/5 - 2 X 4 Corinthians - Amistoso
5/6 - 3 X 1 Flamengo - Amistoso
8/6 - 2 X 0 Bangu - Amistoso - 1 gol
13/6 - 2 X 0 Siderúrgica - Amistoso
17/6 - 0 X 1 América - Amistoso
20/6 - 3 X 1 Atlético - Amistoso
27/6 - 2 X 1 Fluminense - Amistoso
11/7 - 2 X 1 Uberlândia - Campeonato Mineiro - 1 gol
17/7 - 0 X 0 Democrata-SL - Campeonato Mineiro
25/7 - 0 X 0 Uberaba - Campeonato Mineiro
1/8 - 2 X 0 Nacional-U - Campeonato Mineiro
5/8 - 2 X 2 Villa Nova - Campeonato Mineiro - 1 gol
14/8 - 2 X 1 América - Campeonato Mineiro
15/9 - 3 X 1 Villa Nova - Amistoso - 1 gol
26/9 - 1 X 0 Guarani-MG - Campeonato Mineiro

1966
6/3 - 2 X 3 Tupi - Amistoso
24/3 - 0 X 1 Cerro (URU) - Amistoso
27/3 - 4 X 3 América - Amistoso
29/3 - 4 X 3 Santos - Amistoso
1/5 - 7 X 0 Defelê-DF - Amistoso
3/5 - 1 X 0 Vila Nova-GO - Amistoso
26/6 - 2 X 3 Atlético - Amistoso
16/7 - 7 X 0 Formiga - Campeonato Mineiro - 1 gol
23/11 - 3 X 1 Fluminense - Campeonato Brasileiro - 1 gol
4/12 - 1 X 0 América - Campeonato Mineiro - 1 gol

1967
22/1 - 3 X 2 Palmeiras - Amistoso
1/2 - 4 X 4 são Paulo-PR - Amistoso
15/3 - 0 X 2 Flamengo - Campeonato Brasileiro
2/4 - 2 X 3 Palmeiras - Campeonato Brasileiro
9/4 - 1 X 2 Internacional - Campeonato Brasileiro
12/4 - 3 X 0 Bangu - Campeonato Brasileiro - 1 gol
19/4 - 3 X 1 Santos - Campeonato Brasileiro
23/4 - 0 X 0 Ferroviário-PR - Campeonato Brasileiro
27/4 - 4 X 1 Universitário (PER) - Taça Libertadores
30/4 - 0 X 2 São Paulo - Campeonato Brasileiro
7/5 - 0 X 1 Grêmio - Campeonato Brasileiro
10/5 - 3 X 1 Sport Boys (PER) - Taça Libertadores
14/5 - 2 X 1 Botafogo - Campeonato Brasileiro
31/5 - 2 X 1 Seleção de Juiz de Fora - Amistoso

twitter: @henriqueribe

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O surgimento da Squadra Azurra Brasileira

Com o nome alterado em 1942, o clube só estrearia com a denominação Cruzeiro e o novo uniforme em fevereiro de 1943, com o escudo das cinco estrelas, a camisa azul com uma larga gola branca (moda na época) e o calção branco. Detalhe: as meias eram azuis, mas o clube atuou ainda em algumas partidas com as meias vermelhas com listras verde e branca do Palestra

Foi na noite do dia 7 de outubro de 1942 que o Palestra Itália, o Palestra Mineiro, mudou a sua identidade para Cruzeiro Esporte Clube. Numa assembléia geral, sócios, atletas, conselheiros e membros da diretoria aprovaram o nome sugerido pelo ex-presidente Oswaldo Pinto Coelho. Assim, o clube passou a ostentar o nome e a constelação cívica do Cruzeiro do Sul, o símbolo maior da pátria, presente nas armas da república.

Em 1942, o mundo estava envolvido com a segunda guerra mundial e o Brasil vivia em estado de beligerância, junto aos países que formavam o eixo Japão-Itália-Alemanha. Um decreto lei do governo federal impediu o uso do nome e dos símbolos das nações inimigas, mas mesmo assim o clube não fugiu a sua característica "brasiliana" e adotou a cor azul, símbolo maior da Itália, que era uma referência a Casa de Savoia, residência oficial da realeza italiana, que comandou o país até o desfecho da segunda guerra mundial em 1945. O exército e as seleções esportivas da Itália adotam em seus uniformes a cor azul até os dias atuais.

O clube sempre preservou o conceito "brasiliano" em seu uniforme. No período em que foi o Palestra Itália, entre 1921 e 1942, o uniforme fazia uma alusão as bandeiras das duas pátrias. A meia vermelha, o calção branco e a camisa verde representavam as listras da bandeira da Itália e o conjunto da camisa, com o escudo em forma de losango com um círculo ao centro representam as três figuras geométricas da bandeira do Brasil.
Após a reunião, toda a diretoria do clube renunciou, incluindo o presidente Ennes Ciro Pony, o grande motivador da nacionalização do Palestra e da sua transformação em Cruzeiro Esporte Clube. Foi o desfecho do processo que teve início em 1939, quando 90% dos sócios, conselheiros e atletas, que levou o nome de "Ala Renovadora", clamaram pela nacionalização do Clube sob o argumento de que o nome Itália inibia o aumento da massa torcedora.

No entanto, o time de futebol só jogou oficialmente com o novo nome e uniforme após a aprovação de seus estatutos pela Federação Mineira. O trio Ninão, Wilson Saliba e Mario Tornelli elaborou o documento e o entregou a entidade, que o aprovou com três meses de atraso.

Assim, a estreia do Cruzeiro só aconteceu num amistoso contra o São Cristovão-RJ, em 14 de fevereiro de 1943, no estádio do Barro Preto. Até aquela data atuou com o nome e uniforme do Palestra, conforme as atas das súmulas dos jogos da Federação Mineira publicadas nos jornais da época.

O São Cristovão foi a sensação do Campeonato Carioca de 1943 e seu ataque era considerado o mais rápidos do país. Curiosamente, naquela tarde, o time carioca também fazia o seu primeiro jogo como São Cristóvão Futebol e Regatas, após a fusão entre São Christovão Athletico Club e Club de Regatas São Christovão homologada na véspera do amistoso.

Um imprevisto durante a semana fez com que o novo uniforme feito por uma fábrica de material esportivo de São Paulo não chegasse a tempo para a partida e o Cruzeiro Esporte Clube (registrado pela primeira vez nas atas da Federação Mineira) fizesse a sua primeira partida com o uniforme do Palestra. Os cariocas fizeram jus a fama do seu ataque. Terminaram o primeiro derrotados por 2 a 0, mas viraram o placar para 5 a 3.

Os adversários fizeram outro amistoso, no outro domingo, no mesmo estádio do Barro Preto. Desta vez, o Cruzeiro atuou com o seu primeiro uniforme: camisa azul e calção branco e meias vermelhas com listras brancas e verdes. As meias eram as mesmas dos tempos do Palestra Itália e, até 1944, se alternavam com as meias azuis que acabaram prevalecendo e, anos mais tarde, foram se alternando com as meias brancas. O São Cristovão provou, novamente, a sua superioridade e goleou por 4 a 1.

Após aquele amistoso o futuro promissor acompanharia o renovado clube de Belo Horizonte, agora denominado Cruzeiro, pois duas décadas depois deixaria o seu provincianismo para se tornar um clube do mundo. Por outro lado, o também renovado São Cristovão,  não teve a mesma sorte. Como o tempo se definhou e hoje vive no ostracismo.

CRUZEIRO 3 x 5 SÃO CRISTOVÃO (RJ)
14/02/1943 – amistoso - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
Renda: Cr$ 10.800,
Árbitro: Guilherme Gomes (RJ)
Gols: Nogueirinha (1-0); Nogueirinha (2-0); Magalhães/2o tempo (2-1); Alcides (3-1); Caxambu (3-2); Papeti (3-3); Nestor (3-4); Nestor (3-5)
Cruzeiro: Geraldo II; Gérson e Azevedo; Bibi (Fuinha), Juca e Caieirinha; Nogueirinha, Rizzo II (Pedro), Niginho (Ari), Ismael e Alcides. T: Bengala
São Cristovão: Joel; Mundinho e Pelado; Gualter, Papeti e Castanheira; Santo Cristo, Alfredo, Caxambu, Nestor e Magalhães. T: Abel Picabéa

CRUZEIRO 1 x 4 SÃO CRISTOVÃO (RJ)
21/02/1943 – amistoso - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
Renda: Cr$ 7.000,
Árbitro: Guilherme Gomes (RJ)
Gols: Caxambu (0-1); Caxambu (0-2); Santo Cristo (0-3); Santo Cristo (0-4); Bituca, de falta (1-4)
Cruzeiro: Geraldo II (Orlando); Gérson (Bibi) e Azevedo; Bituca, Juca e Caieirinha; Nogueirinha, Rizzo II, Niginho, Ismael e Alcides. T: Bengala
São Cristovão: Joel; Mundinho e Pelado; Gualter (Dodô), Papeti (Bianchi) e Castanheira; Santo Cristo, Alfredo, Caxambu, Nestor e Magalhães. T: Abel Picabéa
Preliminar: Curvelano 3 x 2 Duque de Caxias.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O último show de Roberto Gaúcho


Há 15 anos, na tarde de 6 de outubro de 1996, o atacante Roberto Gaúcho fez a sua última grande apresentação com a camisa do Cruzeiro. Ele buscava o título de bicampeão brasileiro de assistências e, naquele jogo, contra o Grêmio, ampliava a sua vantagem sobre os concorrentes, quando aos 37 minutos do primeiro tempo, recebeu uma bola de Palhinha e rolou para o centro-avante Paulinho Maclaren invadir a área e fazer 2 a 0 para o Cruzeiro. A vitória, inclusive, daria a liderança do Campeonato ao time das cinco estrelas.

Num levantamento feito pelo instituto datafolha, Roberto Gaúcho havia sido o campeão de assistências no Campeonato Brasileiro de 1995, quando foi responsável por quase 60% dos gols da equipe, que saíram de seus passes e cruzamentos. Em 1996, o ponteiro, que ostentava o número 11 na camisa, liderava as estatísticas, mas após sofrer uma forte dividida com o lateral gremista, no segundo tempo, saiu de campo para nunca mais voltar a jogar bola. O choque rompeu os ligamentos de seu joelho esquerdo. Retornou aos gramados em agosto de 1997, mas apenas entrou nos minutos finais de algumas partidas. Ganhou o passe livre em 1998, mas não conseguiu retomar a carreira.

Roberto Gaúcho fez muita falta aquele time de 1996. Com a vitória por 2 a 1 sobre o Grêmio, o time atingiu a liderança na tabela, mas com a saída do ponteiro assistente, foi perdendo fôlego a cada rodada e não foi o mesmo nas etapas decisivas sendo eliminado pela Portuguesa nas quartas de final e perdendo a decisão da Supercopa para o Velez Sarsfield. Com Gaúcho no time, provavelmente, o destino do Cruzeiro seria a conquista de ambas as competições.

Ao todo Roberto Gaúcho fez 217 jogos com a camisa cruzeirense e marcou 64 gols entre 1992 e 1997. Conquistou o título da Supercopa de 1992, da Copa Ouro de 1995, das Copas do Brasil de 1993 e 1996 e dos Estaduais de 1992, 1994 e 1996 marcando gols em quase todas as partidas decisivas, que o fez levar o título de "artilheiro das decisões". Seus gols e cruzamentos magistrais estão marcados na memória dos cruzeirenses da década de 1990.

CRUZEIRO 2 x 1 GRÊMIO (RS)
06/10/1996 - Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Público: 21.912 (R$ 169.480,50)
Árbitro: Wilson Souza Mendonça (PE)
Auxiliares: Kleber Guimarães (PE) e Erick Bandeira (PE)
Gols: Palhinha 33’; Paulinho Maclaren 37’; Emerson 74’
Cruzeiro: Dida, Vítor (Marcos Teixeira), Gelson, Célio Lúcio, Ronaldo Luiz, Fabinho, Luizão, Palhinha, Ailton (Leto), Paulinho Maclaren, Roberto Gaúcho (Luiz Fernando). T: Levir Culpi
Grêmio: Danrlei, Luiz Carlos Goiano, Luciano, Adilson (Zé Alcino), Roger (Rogério), Mauro Galvão, Dinho (João Antônio), Emerson, Carlos Miguel, Rodrigo Grall, Paulo Nunes. T: Luiz Felipe
CA: Célio Lúcio, Luizão, Luiz Fernando (C); Luciano, Mauro Galvão, Roger (G)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

São Paulo FC, um adversário indigesto!



Hoje a noite o Cruzeiro enfrenta o São Paulo, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, precisando de uma vitória para se afastar dos quatro times que estão na zona da degola e marcar a sua reabilitação no Campeonato Brasileiro.

A tarefa não será nada fácil, principalmente, se depender do retrospecto do confronto pelo Campeonato Brasileiro. Há um desequilíbrio de forças neste duelo em jogos válidos pelo Brasileirão, com larga vantagem são-paulina, que venceu 25 dos 47 duelos pela competição. O Cruzeiro venceu apenas 9.

E faz tempo que o Cruzeiro não ganha uma do São Paulo. A última vitória foi há sete anos, em 23 de maio de 2004. Foi um 2 a 1, no Mineirão, com gols de Jardel e Dudu Carioca contra um de Gabriel. De lá para cá, só deu São Paulo: em 14 clássicos, 9 vitórias do tricolor e 5 empates.

Este São Paulo é mesmo indigesto!

Segue o retrospecto separado por competições:


CAMPEONATO BRASILEIRO
No do confronto - data - placar - competição - local
Jogo 4 - 30 /4/1967 - SÃO PAULO 2 x 0
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 5 - 23/11/1968 - SÃO PAULO 3 x 1
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 6 - 26 /10/1969 - CRUZEIRO 2 x 0
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 7 - 6/12/1970 - CRUZEIRO 2 x 0
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 8 - 26/9/1971 - Empate 1 x 1
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 9 - 24/11/1971 - SÃO PAULO 2 x 0
Campeonato Brasileiro (Fase Semifinal) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 10 - 1/12/1971 - Empate 1 x 1
Campeonato Brasileiro (Fase Semifinal) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 11 - 29/10/1972 - SÃO PAULO 2 x 1
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 12 - 14/10/1973 - SÃO PAULO 2 x 1
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 13 - 3/2/1974 - CRUZEIRO 1 x 0
Campeonato Brasileiro (Fase Semifinal) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 14 - 17/2/1974 - CRUZEIRO 1 x 0
Campeonato Brasileiro (Fase Final) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 15 - 16/6/1974 - SÃO PAULO 1 x 0
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 16 - 1/11/1975 - Empate 0 x 0
Campeonato Brasileiro (2ª fase) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 17 - 3/10/1976 - SÃO PAULO 1 x 0
Campeonato Brasileiro (1ª Fase) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 19 - 12/11/1987 - Empate 0 x 0
Campeonato Brasileiro (2º turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 20 - 9/11/1988 - SÃO PAULO 1 x 0
Campeonato Brasileiro (1ª fase/1º turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 21 - 19/11/1989 - SÃO PAULO 2 x 0
Campeonato Brasileiro (2ª fase) - Canindé (São Paulo, SP)
Jogo 22 - 4/11/1990 - SÃO PAULO 2 x 1
Campeonato Brasileiro (2º turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 23 - 12/5/1991 - SÃO PAULO 3 x 1
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 24 - 4/4/1992 - SÃO PAULO 2 x 0
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
*Jogo 27 - 26/9/1993 - Empate 0 x 0
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 29 - 7/11/1993 - Empate 1 x 1
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 32 - 8/11/1995 - SÃO PAULO 3 x 1
Campeonato Brasileiro (2º turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 33 - 21/11/1996 - SÃO PAULO 1 x 0
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 34 - 16/7/1997 - SÃO PAULO 5 x 0
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 35 - 9/8/1998 - CRUZEIRO 2 x 0
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 38 - 18/8/1999 - CRUZEIRO 2 x 1
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 41 - 16/8/2000 - Empate 2 x 2
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 42 - 18/11/2001 - SÃO PAULO 4 x 1
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 44 - 4/9/2002 - CRUZEIRO 3 x 1
Campeonato Brasileiro (1ª fase) - Independência (Belo Horizonte, MG)
Jogo 45 - 6/4/2003 - CRUZEIRO 4 x 2
Campeonato Brasileiro (Turno) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 46 - 6/8/2003 - Empate 1 x 1
Campeonato Brasileiro (Returno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 47 - 23/5/2004 - CRUZEIRO 2 x 1
Campeonato Brasileiro (Turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 48 - 11/9/2004 - Empate 0 x 0
Campeonato Brasileiro (Returno) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 49 - 28/5/2005 - Empate 1 x 1
Campeonato Brasileiro (Turno) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 50 - 21/9/2005 - SÃO PAULO 3 x 2
Campeonato Brasileiro (Returno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 51 - 20/8/2006 - Empate 2 x 2
Campeonato Brasileiro (Turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 52 - 26/11/2006 - SÃO PAULO 2 x 0
Campeonato Brasileiro (Returno) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 53 - 22/7/2007 - SÃO PAULO 2 x 1
Campeonato Brasileiro (Turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 54 - 21/10/2007 - SÃO PAULO 1 x 0
Campeonato Brasileiro (Returno) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 55 - 29/6/2008 - Empate 1 x 1
Campeonato Brasileiro (Turno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 56 - 28/9/2008 - SÃO PAULO 2 x 0
Campeonato Brasileiro (Returno) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 58 - 31/5/2009 - SÃO PAULO 3 x 0
Campeonato Brasileiro (Turno) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 60 - 6/9/2009 - SÃO PAULO 2 x 1
Campeonato Brasileiro (Returno) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 63 - 15/8/2010 - Empate 2 x 2
Campeonato Brasileiro (Turno) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 64 - 3/11/2010 - SÃO PAULO 2 x 0
Campeonato Brasileiro (Returno) - Parque do Sabiá (Uberlândia, MG)
Jogo 65 - 9/7/2011 - SÃO PAULO 2 x 1
Campeonato Brasileiro (Turno) - Morumbi (São Paulo, SP)

TAÇA LIBERTADORES
No do confronto - data - placar - competição - local
Jogo 57 - 27/5/2009 - CRUZEIRO 2 x 1
Taça Libertadores (Quartas de final) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 59 - 18/6/2009 - CRUZEIRO 2 x 0
Taça Libertadores (Quartas de final) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 61 - 12/5/2010 - SÃO PAULO 2 x 0
Taça Libertadores (Quartas de final) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 62 - 19/5/2010 - SÃO PAULO 2 x 0
Taça Libertadores (Quartas de final) - Morumbi (São Paulo, SP)

TROFÉUS INTERNACIONAIS
No do confronto - data - placar - competição - local
*Jogo 27 - 26/9/1993 - Empate 0 x 0
Recopa (Decisão/1ª) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 28 - 29/9/1993 - Empate 0 x 0
Recopa (Decisão/2ª)- Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 30 - 24/10/1995 - SÃO PAULO 1 x 0
Supercopa (Quartas de final)/Copa Ouro (Decisão/1ª) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 31 - 2/11/1995 - CRUZEIRO 1 x 0
Supercopa (Quartas de final)/Copa Ouro (Decisão/2ª) - Pacaembu (São Paulo, SP)
Jogo 36 - 20/8/1998 - CRUZEIRO 5 x 1
Copa Mercosul (1ª fase) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 37 - 30/9/1998 - Empate 1 x 1
Copa Mercosul (1ª fase) - Morumbi (São Paulo, SP)

TROFÉUS NACIONAIS
No do confronto - data - placar - competição - local
Jogo 25 - 4/5/1993 - CRUZEIRO 2 x 1
Copa do Brasil (Quartas de final) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 26 - 11/5/1993 - Empate 2 x 2
Copa do Brasil (Quartas de final) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 39 - 5/7/2000 - Empate 0 x 0
Copa do Brasil (Decisão) - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 40 - 9/7/2000 - CRUZEIRO 2 x 1
Copa do Brasil (Decisão) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Jogo 43 - 7/7/2002 - Empate 1 x 1
Copa dos Campeões (1ª fase) - Machadão (Natal, RN)

AMISTOSOS
No do confronto - data - placar - competição - local
Jogo 1 - 25/2/1943 - SÃO PAULO 5 x 0
Amistoso - Barro Preto (Belo Horizonte, MG)
Jogo 2 - 2/8/1961 - SÃO PAULO 1 x 0
Amistoso - Independência (Belo Horizonte, MG)
Jogo 3 - 25/1/1967 - CRUZEIRO 2 x 1
Amistoso - Morumbi (São Paulo, SP)
Jogo 18 - 1/5/1984 - Empate 0 x 0
Amistoso (Torneio Heleno Nunes/cancelado) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)