sábado, 24 de março de 2012

Cruzeiro pode igualar tabu histórico no clássico contra o América

Foto: Vipcomm/Washington Alves
No clássico pelo Modulo I do Campeonato Mineiro de 2010, o volante
Fabinho (ao centro da foto) marcou o terceiro gol da vitória por 3 a 2.
Naquela partida o Cruzeiro atuou com o time misto.
Por Henrique Ribeiro

O Cruzeiro defende amanhã a maior sequência de jogos sem derrotas para o América em jogos pela divisão principal do Campeonato Mineiro. Sem sofrer uma derrota no clássico há quase 11 anos, o último revés foi por 1 a 0, em 21 de abril de 2001, pela segunda fase do Módulo I, o Cruzeiro acumula uma série de 11 jogos invictos no duelo.

Caso haja um empate amanhã ou saia vitorioso, o Cruzeiro iguala a sua própria sequência de 12 partidas invictas no clássico contra o América pelo Estadual, que aconteceu entre os anos de 1983 e 1985, e que é a maior da história do confronto pela competição.

A sequência de 1983 a 1985 contou com 5 vitórias do Cruzeiro e 7 empates:

28/11/1982 - América 3 a 1 - Fase Final
17/07/1983 - Empate 0 a 0 – 1º turno
18/09/1983 - Empate 1 a 1 - 2º turno
30/10/1983 - Empate 0 a 0 - Fase Final (turno)
27/11/1983 - Empate 0 a 0 - Fase Final (returno)
09/06/1984 - Cruzeiro 1 a 0 - 1º turno
19/09/1984 - Cruzeiro 2 a 1 - 1º turno (Decisão)
23/09/1984 - Cruzeiro 2 a 1 - 1º turno (Decisão)
04/11/1984 - Cruzeiro 1 a 0 - 2º turno
11/08/1985 - Empate 0 a 0 - 1º turno (1ª fase)
08/09/1985 - Cruzeiro 2 a 1 - 1º turno (2ª fase-turno)
18/09/1985 - Empate 0 a 0 - 1º turno (2ª fase-returno)
06/10/1985 - Empate 1 a 1 - 2º turno (1ª fase)
09/03/1986 - América 2 a 0 - Primeiro turno

A atual sequência do Cruzeiro conta com 7 vitórias e 4 empates:

21/04/2001 - América 1 a 0 - 2ª fase (turno)
13/05/2001 - Cruzeiro 3 a 1 - 2ª fase (returno)
08/03/2003 - Empate 1 a 1 - Turno único
07/02/2004 - Empate 2 a 2 - 1ª Fase
01/04/2004 - Cruzeiro 2 a 1 - Semifinal
04/04/2004 - Cruzeiro 4 a 1 - Semifinal
27/02/2005 - Cruzeiro 4 a 0 - 1ª Fase
19/02/2006 - Empate 1 a 1 - 1ª Fase
04/03/2007 - Cruzeiro 2 a 1 - 1ª Fase
15/03/2009 - Empate 0 a 0 - 1ª Fase
14/03/2010 - Cruzeiro 3 a 2 - 1ª Fase
27/03/2011 - Cruzeiro 3 a 2 - 1ª Fase

O Cruzeiro também estabeleceu outra sequência de 11 jogos entre 1973 e 1976 (8 vitórias e 3 empates).

Nos tempos do Campeonato da Cidade, o Cruzeiro também estabeleceu uma série de 12 jogos entre 1928 e 1935 (9 vitórias e 3 empates) e entre 1942 e 1946 (8 vitórias e 4 empates).  Confira as duas sequências:

04/09/1927 - América 6 a 4 - Returno
05/08/1928 - Cruzeiro 6 a 4 - Turno
09/12/1928 - Cruzeiro 2 a 1 - Returno
07/07/1929 - Cruzeiro 3 a 0 - Turno
08/11/1929 - Cruzeiro 3 a 1 - Returno
15/06/1930 - Cruzeiro 4 a 1 - Turno
31/08/1930 - Cruzeiro 2 a 0 - Returno
19/06/1932 - Cruzeiro 4 a 2 - Turno
25/09/1932 - Cruzeiro 3 a 1 - Returno
13/08/1933 - Empate 2 a 2 - Turno
29/10/1933 - Empate 2 a 2 - Returno
20/05/1934 - Empate 2 a 2 - Turno
05/08/1934 - Cruzeiro 4 a 2 - Returno
21/04/1935 - América 4 a 3 - Turno

08/02/1942 - América 4 a 1 - Turno Neutro
05/07/1942 - Empate 1 a 1 - Turno
11/10/1942 - Cruzeiro 1 a 0 - Returno
13/06/1943 - Cruzeiro 2 a 1 - Turno
12/09/1943 - Cruzeiro 2 a 0 - Returno
30/04/1944 - Empate 0 a 0 - Turno
06/08/1944 - Cruzeiro 5 a 1 - Returno
30/12/1944 - Empate 3 a 3 - Turno Neutro
12/05/1945 - Empate 1 a 1 - Turno Neutro
26/08/1945 - Cruzeiro 3 a 2 - Turno
18/11/1945 - Cruzeiro 1 a 0 - Returno
28/04/1946 - Cruzeiro 3 a 1 - Turno
16/06/1946 - Cruzeiro 2 a 1 - Returno
12/09/1946 - América 2 a 1 - Turno Neutro

As maiores sequências do América foram de 9 jogos entre 1946 e 1949 (8 vitórias e 1 empate) e entre 1957 e 1959 (2 vitórias e 7 empates).

terça-feira, 20 de março de 2012

Supercampeão Mineiro! Um título exclusivo do Cruzeiro está próximo de completar 10 anos

Por Henrique Ribeiro

Há quase 10 anos o confronto entre Cruzeiro e Caldense, que se repetiu neste domingo (18), pela 7ª rodada do Estadual, decidiu o inédito Supercampeonato Mineiro. O torneio foi disputado uma única vez em 2002 e o time de Poços de Caldas foi a grande surpresa, quando chegou a sentir o gosto do título até os últimos minutos da rodada final, quando foi goleado pelo Cruzeiro por 4 a 0 e perdeu o caneco no saldo de gols.

O Supercampeonato Mineiro reuniu cinco clubes e foi disputado em turno único, seguindo a fórmula dos pontos corridos. Apesar de curto, o torneio foi o mais empolgante dos últimos tempos e chegou a sua última rodada com três candidatos ao título.

Apesar do nome pomposo, o Supercampeonato teve uma baixa presença de público. Um dos motivos foram os desfalques de Atlético e Cruzeiro. Pelo lado azul, o lateral esquerdo Sorín foi negociado ao Lazio, da Itália, e o atacante Edilson Capetinha, que era o artilheiro do time, foi convocado para a Seleção Brasileira para a disputa da Copa do Mundo.

O Galo, que também teve que ceder o volante Gilberto Silva para a disputa da Copa, ainda teve a baixa do volante Bruno, do zagueiro Marcelo Djian e do atacante Wellington Amorim, que não concordaram com a proposta de redução de salários oferecida pela diretoria do clube.

O América começou a disputa como líder, após golear o Mamoré por 4 a 1, mas o destaque da primeira rodada foi a goleada surpreendente da Caldense sobre o Atlético, por 4 a 2. Os resultados provocaram as quedas dos treinadores Jair Bala, no time de Patos, e Levir Culpi, no Galo.

Na segunda rodada, o América venceu o Cruzeiro por 1 a 0 e surgiu como candidato ao título. Como previa o seu presidente Wagner Pereira, o Mamoré poderia dar trabalho se a competição também tivesse as partidas disputadas em Patos de Minas. Com isso, o “Sapo” foi o primeiro a se despedir do torneio, após a derrota por 2 a 0 para o Galo.

A Caldense, que não se queixou de nada e se reforçou com cinco contratações para a disputa, pregou outra peça e derrotou o América por 1 a 0. Ambos passaram então a dividir a liderança, com seis pontos cada. A terceira rodada encerrou com a vitória do Cruzeiro por 2 a 1 sobre o Mamoré.

Na penúltima rodada, a Caldense goleou o time de Patos por 3 a 0 e se isolou na liderança. Já o Cruzeiro entrou na briga pelo título ao eliminar o Atlético, com uma vitória por 1 a 0, com um gol do atacante Alessandro no último minuto do clássico.

A rodada final chegou com três candidatos diretos ao título. A Caldense, líder com nove pontos, superava os vice-líderes, América e Cruzeiro, com seis cada, também nos critérios de desempate que eram, pela ordem, o número de vitórias e o saldo de gols. O América desfalcado do goleiro Fabiano, machucado, e do zagueiro Max e do meia Tucho, suspensos, empatou em 2 a 2 com o desfigurado Atlético, que não teve Rodrigo, Djair, Erlon, Rubens Júnior e Marques, todos contundidos.

Assim, o jogo de fundo da rodada dupla, que teve o maior público do torneio, com 10 mil presentes, se transformou na decisão do título. A Caldense poderia até perder por uma diferença de dois gols para o Cruzeiro que ainda assim levaria o Supercampeonato para o Sul de Minas. O Cruzeiro procurou o gol desde o início da partida, enquanto a Veterana jogou pelo regulamento para ficar com o título. E aos 30 minutos, o atacante Lúcio, que não vinha justificando a sua contratação, abriu o placar.

No segundo tempo, o drama do Cruzeiro aumentou quando o volante Augusto Recife levou o cartão vermelho, mas mesmo com um jogador a menos, o time estrelado chegou ao segundo gol, aos 20 minutos, com um gol do meia Wendel. Três minutos depois, quando o treinador Valter Ferreira trocou o atacante Carioca pelo volante Mancuso para segurar o resultado, que ainda dava o título à Veterana, o Cruzeiro marcou o terceiro gol, que seria o do título, com Joãozinho.

Aí o desespero mudou de lado e a Caldense buscou o gol que lhe daria o título, mas o Cruzeiro, impulsionado pela sua torcida, ainda chegou ao quarto gol com Alessandro, no último minuto, que confirmou a conquista. Apesar de rejeitado pela torcida que não o prestigiou, o Supercampeonato Mineiro acabou reconhecido pelo seu desfecho histórico e dramático, digno das competições mais atrativas.

Foto: Carlos Roberto/Hoje em Dia
O zagueiro Luisão em disputa de bola na partida contra a Caldensea
UMA POLÊMICA DE QUASE 10 ANOS

Por Henrique Ribeiro

Uma polêmica está perto de completar 10 anos. Quem foio autêntico campeão mineiro de 2002. Nesta briga estão o Supercampeão Mineiro Cruzeiro e a Caldense, que venceu o Módulo I do Campeonato Mineiro tradicional, mas só com a participação de clubes do interior. Os defensores do Cruzeiro alegam que, além do aspecto técnico, o campeão mineiro reconhecido pela Federação Mineira não passou de uma fase classificatória. Assim, o título mineiro, na verdade, esteve em disputa somente no Supercampeonato.

Este último argumento se ampara no calendário quadrienal elaborado pela Confederação Brasileira de Futebol, Clube dos Treze e Ministério dos Esportes, que determinava que os clubes que estivessem disputando os torneios interestaduais entrariam somente na segunda fase dos estaduais, quando se juntariam às equipes classificadas na primeira fase.

Devido a isso, a discussão ainda continua em alguns estados, onde dois clubes são considerados campeões estaduais em 2002. No Paraná, o Atlético-PR foi campeão do Super e o Iraty, vencedor do Campeonato. Em São Paulo, o tricolor paulista foi campeão do Super e o Ituano, campeão do Paulistão. Nos dois casos, ambos são considerados campeões do mesmo ano, pois as federaçõps através de seus sites das duas federações não se pronuciam e sequer apresentam uma relação de campeões.

No Rio de Janeiro, segundo a Federação Estadual, o Fluminense, que venceu a segunda fase, é o campeão estadual. O Americano, mesmo tendo vencido a Taça Guanabara e a Taça Rio, que sempre representaram os dois turnos do Campeonato Carioca, se contenta apenas com os dois troféus.

No Rio Grande do Sul, o Internacional foi o campeão de 2002, mas a primeira fase, disputada pelos times do interior, foi dividida em dois turnos distintos e não houve disputa pelo título. O calendário quadrienal do futebol brasileiro prevalece desde 1999. Desde então, a primeira fase do Campeonato Mineiro foi disputada apenas pelas equipes que não participaram dos interestaduais. Em 1999 e 2000, a URT venceu as duas primeiras fases e ganhou uma vaga para a Copa do Brasil, além do título da Taça Minas Gerais. Em ambas as edições, os quatro primeiros colocados da primeira fase se juntaram aos quatro times que participaram dos interestaduais e o título máximo foi colocado em disputa na segunda fase.

O chefe do Departamento de Futebol da Federação Mineira, Edmar Francisco Pires, esclarece que em 2002 as duas competições foram distintas e a caldense foi a campeã mineira de 2002. A explicação está, segundo ele, no artigo 5 do paragrafo IV do regulamento do Campeonato Mineiro: "A associação primeira colocada por pontos ganhos será proclamada campeã do módulo I da primeira divisão de profissionais".

Já o regulamento do Supercampeonato Mineiro diz em seu artigo 4 do paragrafo III que "a associação primeira colocada por pontos ganhos será proclamada campeã do supercampeonato mineiro"

Foto: Carlos Roberto/Hoje em Dia
A Caldense como campeã do módulo I conquistou o direito
de disputar o Supercampeonato Mineiro com os quatro
clubes participantes da Copa Sul Minas, que haviam sido os
quatro primeiros colocados do Estadual de 2001.
FICHAS TÉCNICAS DAS PARTIDAS

MAMORÉ 1 X 4 AMÉRICA
16/05/2002 (Qui-19h) - Supercampeonato Mineiro (turno único/1ª) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Público: 2.750 (R$ 12.707,)
Arbitro: Clever Assunção Gonçalves
Auxiliares: Edgar Sales Abreu e Pedro Alcântara Campos
Gols: Tucho 4', Renaldo 14' e 36', Fahel-contra 42', Lenilson 90'+1'
América: Fabiano; Max, Nem e Fahel (Lenilson); Édson, Alexandre Silva, Claudinei (Victor), Tucho e Michael (Claudinho); Rinaldo e Renaldo. T: Jair Pereira
Mamoré: Caetano; Marcos Teixeira, Márcio (Richard), Henrique e Léo Oliveira; Paulinho (Robson), Rolete, Charles (André) e Pael; Reinaldo e Edmilson. T: Jair Bala
CA: Tucho, Victor, Max (Ame); Márcio, Rolete, Charles, Henrique (Mam)
*Jair Bala foi dispensado após a derrota

ATLÉTICO 2 X 4 CALDENSE
16/05/2002 (Qui-21h) - Supercampeonato Mineiro (turno único/1ª) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Público: 2.750 (R$ 12.707,)
Arbitro: Alício Pena Junior
Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago e Antônio Oliveira Neto
Gols: Rodrigo 8', Gustavinho 16', Nenê 46', Gustavinho 49', Marques 64', Nenê 81'
Atlético: Milagres; Mancini, Gutierrez, Edgar e Rubens Júnior (Michel); Erlon, Djair, Bosco (Kim/31') e Rodrigo (Baiano/65'); Guilherme e Marques. T: Levir Culpi
Caldense: Gilberto; Édson, Nelson, Paulista e Márcio Alemão (Mancuso); Ramos, Nenê, Clayton e Cláudio (Adriano); Carioca (Vagner) e Gustavinho. T: Valter Ferreira
CA: Guilherme, Marques, Gutierrez (Atl); Ramos, Marcio Alemão, Claudio, Edson, Adriano, Mancuso, Paulista (Cal)
*Levir Culpi entregou o cargo após a derrota. Público presente de 3.469.

AMÉRICA 1 X 0 CRUZEIRO
19/05/2002 (Dom-16h) - Supercampeonato Mineiro (turno único/2ª) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Público: 4.607 (R$ 21.182,)
Árbitro: Wágner Tardelli (RJ)
Auxiliares: Manoel Couto Pires (RJ) e Carlos Lima (RJ)
Gol: Tucho 15’
América: Fabiano; Édson, Max, Nêm (Célio Lúcio) e Michael; Fahel, Alexandre Silva, Victor e Tucho; Rinaldo (Edmundo) e Renaldo (Ricardo). T: Jair Pereira
Cruzeiro: Jefferson; Luisão (Jorge Wagner), Marcelo Batatais e Cris; Maicon (Ruy), Ricardinho, Vander, Jussiê e Jorginho Paulista; Fábio Júnior e Lúcio (Leonardo). T: Marco Aurélio
CA: Fahel, Tucho (Ame); Luisão, Ricardinho, Jussiê, Vander (Cru)

MAMORÉ 0 X 2 ATLÉTICO
19/05/2002 (Dom-18h) - Supercampeonato Mineiro (turno único/2ª) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Público: 4.607 (R$ 20.182,)
Árbitro: Luis Carlos Silva
Auxiliares: Rodrigo Otavio Baeta e Guilherme Dias Camilo
Gols: Mancini 20' e 29'
Mamoré: Caetano; Robson, Henrique, Léo Oliveira e Ricardinho (André); Rolete, Charles, Paulinho (Joelson) e Pael (Richard); Edilson e Edmilson. T: Valdemar Privatti
Atlético: Milagres; Mancini, Gutierrez (Enrico), Edgar e Michel (Baiano); Erlon, Genalvo, Djair e Everton Maradona (Paulinho); Guilherme e Marques. T: Marcelo Oliveira
CA: Léo Oliveira, Gutierrez, Michel, Erlon
*Marcelo Oliveira estreou como técnico interino

AMÉRICA 0 X 1 CALDENSE
22/05/2002 (Qua-19h30) - Supercampeonato Mineiro (turno único/3ª) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Público: 1.535 (R$ 6.362,)
Arbitro: Alício Pena Junior
Auxiliares: Marco Antônio Martins e João Paranhos Leão
Gol: Nelson 24'
América: Fabiano; Max, Nem e Fahel (Lenilson/46'); Édson, Victor, Alexandre Silva, Tucho e Michael (Célio Lúcio); Rinaldo (Edmundo/46') e Renaldo. T: Jair Pereira
Caldense: Gilberto; Édson (Gedeon), Nelson, Paulista e Márcio Alemão; Ramos, Cláudio, Clayton e Nenê; Carioca (Mancuso) e Gustavinho (Adriano). T: Valter Ferreira
CA: Max, victor, Tucho (Ame); Paulista, Cláudio, Gustavinho, Ramos (Cal)
CV: Max/60', Tucho (Ame); Paulista (Cal)

CRUZEIRO 2 x 1 MAMORÉ
22/05/2002 (Qua-21h40) - Supercampeonato Mineiro (turno único/3ª) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Público: 1.535 (R$ 6.362,)
Árbitro: Antônio William Gomes
Auxiliares: Helbert Andrade e Osmar Dias Camilo
Gols: Fábio Júnior 25’, Edmilson (falta) 51’, Alessandro 65’
Cruzeiro: Jefferson; Ruy, Luisão, Cris e Jorginho Paulista (Wendel); Recife, Vander e Jorge Wagner; Jussiê, Fábio Júnior (Alessandro) e Lúcio (Joãozinho). T: Marco Aurélio
Mamoré: Caetano; Robson, Henrique, Léo Oliveira, Ricardinho (André), Paulinho (Joelson), Charles, Rolete, Richard, Edílson (Reinaldo), Edmilson. T: Valdemar Privatti
CA: Wendel (Cru); Henrique, Léo Oliveira, Rolete (Mam)
*Cruzeiro jogou desfalcado de Ricardinho contundido. Mamoré jogou desfalcado do meia Pael, contundido, e promoveu a estreia do treinador Valdemar Privatti

CALDENSE 3 x 0 MAMORÉ
26/05/2002 (14h) - Supercampeonato Mineiro (turno único/4ª) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Público: 5.252 (R$ 24.010,)
Arbitro: Alício Pena Junior
Auxiliares: Helbert Costa Andrade e Osmar Dias Camilo
Gols: Gedeon 67', Adriano 79', Carioca 87'
Mamoré: Caetano; Robson, Rodrigão, Henrique e Andrezinho (Ricardinho); Rolete, Joelson (Adauto), Charles e Richard; Edilson (Reinaldo) e Edmilson. T: Valdemar Privatti
Caldense: Gilberto; Édson (Gedeon), Nelson, Adriano e Márcio Alemão; Ramos, Nenê, Cláudio (Mancuso) e Clayton; Carioca e Gustavinho (Joelson). T: Valter Ferreira
*Caldense jogou desfalcado do zagueiro Adriano, contundido.

CRUZEIRO 1 x 0 ATLÉTICO
26/05/2002 (Dom-16h) - Supercampeonato Mineiro (turno único/4ª) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Público: 5.252 (R$ 24.010,)
Árbitro: Paulo César Oliveira (SP)
Auxiliares: Marinaldo Silvério (SP) e Carlos Pianosqui (SP)
Gol: Alessandro 89’
Cruzeiro: Jefferson; Maicon, Luisão, Cris e Jorge Wagner (Wendel); Recife, Ricardinho e Vander (Ruy); Jussiê (Lúcio), Joãozinho e Alessandro. T: Marco Aurélio
Atlético: Milagres; Mancini, Gutierrez, Edgar e Bosco (Alex); Erlon, Genalvo, Djair e Ewerton Maradona (Paulinho); Guilherme e Marques (Júlio César). T: Marcelo Oliveira
CA: Maicon, Jorge Wagner, Vander (Cru); Guilherme, Mancine (Atl)

ATLÉTICO 2 X 2 AMERICA
30/05/2002 (Qui-14h) - Supercampeonato Mineiro (turno único/5ª) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Público: 5.962 (R$ 28.183,)
Árbitro: Edilson Pereira Carvalho (SP)
Auxiliares: Wagner Silano Silva (SP) e Wiliam Valdemir Zaccari (SP)
Gols: Alex 22', Renaldo 68', Edmundo 80', Julio Cesar 88'
Atlético: Milagres; Baiano, Gutierrez, Edgar e Michel (Bosco); Alex, Genalvo, Mancini e Everton Maradona; Guilherme (Julio Cesar) e Kim (Gil). T: Marcelo Oliveira
América: Laílson; Célio Lúcio, Douglas (Edmundo) e Nem; Édson, Claudinei, Victor (Ramón), Reinaldo e Claudinho (Bruno); Rinaldo e Renaldo. T: Jair Pereira
CA: Claudinei, Kim, Guilherme, Nem, Douglas
*América jogou desfalcado de Fabiano, contundido, Max e Tucho, suspensos e promoveu a estreia de Reinaldo. Atlético jogou desfalcado de Rodrigo, Djair, Erlon, Rubens Junior e Marques, todos por contusão.


CALDENSE 0 x 4 CRUZEIRO
30/05/2002 (Qui-16h) - Supercampeonato Mineiro (turno único/5ª) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Público: 5.962 (R$ 28.183,)
Árbitro: Luiz Carlos Silva
Auxiliares: Marco Antônio Martins e Rodrigo Baeta
Gols: Lúcio 30’, Wendel 65’, Joãozinho 68’, Alessandro 89’
Caldense: Gilberto, Edson (Gedeon), Nélson, Adriano, Márcio Alemão (Joílson), Ramos, Cláudio, Nenê Miranda, Clayton, Carioca (Mancuso), Gustavinho. T: Valter Ferreira
Cruzeiro: Jefferson, Maicon (Jorge Wagner), Cris, Luisão, Wendel (Thiago), Recife, Ricardinho (Ruy), Vander, Lúcio, Alessandro, Joãozinho. T: Marco Aurélio
CA: Luisão, Wendel, Ruy, Vander (Cru); Gedeon, Ramos, Carioca, Claudio (Cal)
CV: Recife (Cru)
*Cruzeiro jogou desfalcado de Jussiê contundido. Publico presente de 10.351
O atacante Alessandro
dividiu com Renaldo, do
América, o título de
artilheiro do Supercampeonato

GOLEADORES
3 gols: Renaldo (Ame) e Alessandro (Cru)
2 gols: Tucho (Ame), Mancini (Atl) e Gustavinho, Nenê (Cal)
1 gol: Edmundo, Lenilson (Ame), Alex, Júlio César, Marques, Rodrigo (Atl), Adriano, Carioca, Gedeon, Nelson (Cal), Fabio Junior, Joãozinho, Lúcio, Wendel (Cru), Edmilson (Mam)
1 gol contra: Fahel (Ame) a favor do Mamoré





Foto: Carlos Roberto/Hoje em Dia
O Cruzeiro que disputou a competição com o uniforme número três começou
o jogo da decisão contra a Caldense com a seguinte formação: Maicon,
Wendel, Luisão, Cris e Jefferson (em pé da esquerda para a direita);
Alessandro, Vander, Lucio, Recife, Ricardinho e Joãozinho. 
OS SUPERCAMPEÕES MINEIROS

GOLEIROS
JEFFERSON Oliveira Galvão (São Vicente, SP, 02/01/1983)
GLEGUER Zorzin (Americana, SP, 20/09/1976)

ZAGUEIROS
CRIStiano Marques Gomes (Guarulhos, SP, 03/06/1977)
Anderson Luís Silva - LUISÃO (Amparo, SP, 13/02/1981)
Marcelo Guioto - MARCELO BATATAIS (Batatais, SP, 09/09/1974)
THIAGO Pimentel Gosling (Belo Horizonte, MG, 25/04/1979)

LATERAL DIREITO
MAICON Douglas Sisenando (Novo Hamburgo, RS, 26/07/1981)
RUY Bueno Neto (Belo Horizonte, MG, 11/04/1978)

LATERAL ESQUERDO
Jorge Henrique Amaral Castro - JORGINHO PAULISTA (São Paulo, SP, 20/02/1980)

VOLANTES
FERNANDO MIGUEL Pelissari (Jandaia do Sul, PR, 10/09/1979)
Augusto Oliveira Silva - RECIFE (Joaquim Nabuco, PE, 03/08/1983)
Ricardo Alexandre dos Santos - RICARDINHO (Passos, MG, 24/06/1976).

MEIO-CAMPISTAS
João Soares Almeida Neto - JOÃOZINHO (Belo Horizonte, MG, 31/01/1980)
JORGE WAGNER Góes Conceição (Feira de Santana, BA, 17/11/1978)
Lucenilde Pereira da Silva - LÚCIO (Alvorada, TO, 14/01/1975)
VANDERson Marques Pereira (Vitória, ES, 15/09/1974)
WENDEL Geraldo Maurício e Silva (Mariana, MG, 08/04/1982)

ATACANTES
ALESSANDRO Andrade Oliveira (Teixeira de Freitas, BA, 27/05/1973)
FÁBIO JÚNIOR Pereira (São Pedro do Avaí, MG, 20/11/1977)
JUSSIÊ Ferreira Vieira (Nova Venécia, ES, 19/09/1983)
LUCAS Severino (Ribeirão Preto, SP, 03/01/1979)
LEONARDO Pereira Silva (Picos, PI, 13/06/1974)

TREINADOR
MARCO AURÉLIO Moreira (Muriaé, MG, 10/02/1952)

sexta-feira, 16 de março de 2012

Nivaldo o ponta goleador da Copa do Brasil de 1993




Por Henrique Ribeiro

Nivaldo era um ponta direita rápido e chegou ao Cruzeiro no início de 1993, juntamente com o ponta esquerda Éder, como um dos reforços para a Copa do Brasil. Ele veio com o cartaz de goleador máximo do Campeonato Pernambucano de 1992 com 22 gols marcados, além de ter sido o autor do gol mais rápido da história do Campeonato Brasileiro, quando balançou as redes do Atlético-MG, na vitória por 3 a 2, no estádio dos Aflitos, em 18 de outubro de 1989, aos 8 segundos de jogo.

Nivaldo jogou na época em que o Náutico formou um time modesto, mas surpreendente, que contava com bons jogadores como Cafezinho, Barros, Lucio Surubim, Augusto, Bizu, Fagundes e Freitas. O time era praticamente imbatível em seu estádio, o Aflitos, e os grandes clubes do sul e sudeste do país quando iam a Recife costumavam voltar derrotados e, às vezes, até goleados.

O Cruzeiro pagou 100 mil cruzados ao Nautico, em 10 de fevereiro de 1993, para ter Nivaldo. Assim que chegou assumiu a camisa 7 titular que, no ano anterior, havia sido de Betinho nas campanhas dos títulos da Supercopa e do Estadual. Nivaldo não era habilidoso. Seus erros de passes fizeram com que a torcida pegasse no seu pé em algumas partidas, mas era oportunista e não brincava na cara do gol. Mandava a bola pras redes do jeito que vinha.

Mesmo marcando gols acabou perdeu a posição a partir da fase semifinal da Copa do Brasil para Edenilson Pateta, que veio do América-RJ. No entanto, Nivaldo participou como titular em quase toda a campanha da Copa do Brasil, que foi o título mais expressivo de toda a sua carreira.

O seu problema com o alcoolismo o levou a fazer parte da lista de dispensáveis. Em 1995 foi emprestado ao Botafogo-PB e, em 28 de agosto de 1996, teve seu contrato rescindido. Ao todo atuou em 31 partidas e marcou 10 gols com a camisa cruzeirense. Foi assim que o pontinha goleador da campanha do título da Copa do Brasil de 1993 encerrou de forma melancólica a sua passagem pelo clube da constelação.

Todos os jogos e Gos de Nivaldo pelo Cruzeiro:

16/02/1993 - 5 X 1 América (RJ)
Amistoso – Mineirão
28/02/1993 - 2 X 1 Unaí
Amistoso - Rio Preto (Unaí, MG)
06/03/1993 - 3 X 0 Minas (S. J. Del Rey)
Amistoso - João Lombardi (S. J. Del Rey, MG)
08/03/1993 - 0 X 1 Grêmio
Amistoso - Olímpico (Porto Alegre, RS)
09/03/1993 - 2 X 1 Brasil (RS)
Amistoso - Bento de Freitas (Pelotas, RS)
16/03/1993 - 1 X 1 Desportiva (ES)
Copa do Brasil - Engo. Araripe (Cariacica, ES)
21/03/1993 - 5 X 0 Seleção de João Monlevade
Amistoso - Louis Ensch (João Monlevade, MG)
23/03/1993 - 5 X 0 Desportiva (ES) - marcou 2 gols
Copa do Brasil - Mineirão
28/03/1993 - 2 X 0 Uberlândia - marcou 2 gols
Campeonato Mineiro - Mineirão
04/04/1993 - 4 X 1 Caldense - marcou 1 gol
Campeonato Mineiro - Mineirão
06/04/1993 - 0 X 1 Náutico
Copa do Brasil - Aflitos (Recife, PE)
10/04/1993 - 3 X 2 Ipiranga - marcou 2 gols
Campeonato Mineiro - JK (Manhuaçú, MG)
13/04/1993 - 2 X 0 Náutico - marcou 1 gol
Copa do Brasil - Mineirão
18/04/1993 - 2 X 1 Atlético
Campeonato Mineiro - Mineirão
25/04/1993 - 0 X 0 Araxá
Campeonato Mineiro - Fausto Alvim (Araxá, MG)
29/04/1993 - 3 X 0 Ideal
Amistoso - Lamegão (Ipatinga, MG)
02/05/1993 - 1 X 3 América
Campeonato Mineiro - Mineirão
04/05/1993 - 2 X 1 São Paulo
Copa do Brasil - Morumbi (São Paulo, SP)
08/05/1993 - 6 X 1 Ipiranga (Manhuaçú)
Campeonato Mineiro - Mineirão
11/05/1993 - 2 X 2 São Paulo
Copa do Brasil - Mineirão
16/05/1993 - 2 X 2 Uberlândia
Campeonato Mineiro - Parque do Sabiá (Uberlândia, MG)
23/05/1993 - 0 X 1 América
Campeonato Mineiro - Mineirão
25/05/1993 - 1 X 0 Caldense
Campeonato Mineiro - Ronaldão (Poços de Caldas, MG)
27/05/1993 - 1 X 1 Vasco
Copa do Brasil - Maracanã (Rio de Janeiro, RJ)
13/06/1993 - 0 X 1 Atlético
Campeonato Mineiro - Mineirão
16/06/1993 - 0 X 0 América
Campeonato Mineiro - Mineirão
19/06/1993 - 3 X 0 Democrata-GV - marcou 1 gol
Campeonato Mineiro - Mineirão
28/07/1993 - 2 X 1 Atlético - marcou 1 gol
Amistoso - Mineirão
03/08/1993 - 1 X 1 Benfica (POR)
Amistoso - Luz (Lisboa, Portugal)
05/08/1993 - 2 X 0 Belenenses (POR)
Amistoso - Restelo (Lisboa, Portugal)
07/08/1993 - 3 X 0 Peñarol (URU)
Amistoso - Antas (Porto, Portugal)

twitter: @henriqueribe

Do estrelato ao ostracismo: a vida do ex-atacante Nivaldo

Nivaldo, o atacante autor do gol mais rápido da história do Campeonato Brasileiro perdeu quase tudo que conquistou na carreira por causa do alcoolismo

Por Henrique Ribeiro

Nivaldo, o pontinha goleador do Cruzeiro na Copa do Brasil de 1993 foi autor do gol mais rápido da história do Campeonato Brasileiro, quando atuava pelo Náutico em 1989. Leiam abaixo a entrevista que ele concedeu ao jornalista Elton de Castro, do site Globo Esporte, de Recife, em 11 de dezembro de 2011.

Por Elton de Castro
 
'O mundo dá muitas voltas'. A filosofia popular ganha contornos de realidade ao se olhar a vida de Nivaldo, ex-atacante e ídolo do Náutico. Infância pobre, sucesso no mundo do futebol, idolatria, alcoolismo e esquecimento. Roteiro facilmente encontrado nos cinemas, que conta a história do ex-atleta, que hoje trabalha como carregador numa lavanderia. Nascido no dia 5 de fevereiro de 1968, no município de Catende, na Zona da Mata de Pernambuco, a 142 km do Recife, Nivaldo surgiu para o futebol em 1988, quando chegou ao Náutico depois de se destacar nas categorias de base do extinto Paulistano. A chegada ao clube da capital pernambucana foi a realização de um sonho.

- Um cara sair do interior e chegar a jogar no Náutico, um clube que eu acompanhava pelo rádio, é uma vitória muito grande. Nunca vou esquecer do dia que entrei nos Aflitos.

Mas foi em 16 de outubro de 1989 que o jogador realizou uma jogada que o fez ficar marcado na história do futebol brasileiro. O lance aconteceu aos oito segundos do duelo contra o Atlético-MG. Na ocasião, Nivaldo recebeu a bola do meio-campo Augusto, contou com a sorte para dominar e, da entrada da área, chutou de pé direito para abrir o placar contra o mineiros. O jogo terminou com a vitória alvirrubra por 3 a 2, mas para o atacante o resultado da partida pouco importa. Afinal, o grande feito da noite foi o recorde, que já dura 22 anos: o gol mais rápido do Brasileirão.
- A gente sempre tentava essa jogada nos treinos, mas nunca dava certo. Mesmo assim, decidimos fazer no jogo e dei sorte. Eu nem iria dominar a bola, que bateu no calcanhar, mas consegui fazer um belo gol, que garantiu esse feito que já dura 22 anos. A vitória ninguém comenta, mas meu feito ninguém conseguiu superar - orgulha-se.

Idolatria e sucesso

As boas atuações pelo Náutico fizeram com que o jogador virasse ídolo da torcida. Ao lado do centroavante Bizu, Nivaldo formou um dos melhores ataques que o clube já viu. Com isso, o futebol do atacante passou a chamar a atenção de clubes como Corinthians, Guarani e Cruzeiro. No início da década de 90 o jogador acertou sua ida para o Cruzeiro e recebeu um ajuste salarial de mais de 300%, dinheiro que o ex-jogador jamais sonhou em ganhar.
- Me lembro que o Cruzeiro me ofereceu muito dinheiro. Digamos que eu recebesse R$ 14 mil no Náutico e eles me contrataram por R$ 80 mil. Nunca tinha visto tanto dinheiro na minha frente, pois sempre fui de família humilde.

Na equipe mineira, Nivaldo teve a oportunidade de jogar ao lado de craques como o lateral Paulo Roberto e o meio-campo Nonato. Mas nada se compara a ter um como reserva ninguém menos que Ronaldo Fenômeno que, na época, dava seus primeiros passos no futebol. O dinheiro atrelado ao sucesso transformou o pernambucano de origem humilde em uma celebridade.
_ Quando você tem dinheiro e joga bola, todo mundo abre as portas para você. Em qualquer lugar que eu chegasse era reconhecido. E quando você tem dinheiro e joga bola todo mundo abre as portas para você. Muitas pessoas que eu nem conhecia direito me tratavam como se me conhecessem há tempo.

O começo do fim

Entretanto, o dinheiro e a fama não trouxeram só benefícios ao jogador. Junto à notoriedade veio o deslumbramento e Nivaldo começou a escrever seu 'epitáfio' como profissional com o consumo exagerado de bebidas alcoólicas.

O alcoolismo fez o atleta perder espaço no Cruzeiro, que tentou emprestá-lo para outras equipes. Porém sua fama de indisciplinado já corria no mundo da bola e Nivaldo passou a ser rejeitado por algumas equipes. Entre elas, o Atlético-PR, que na época era comandado por Hélio dos Anjos.
- Quando eu comecei a ter problemas com álcool o Cruzeiro tentou me emprestar para o Atlético-PR, mas o Hélio dos Anjos vetou a minha contratação porque sabia que eu estava com esse problema.

Sem espaço no sudeste do país, Nivaldo foi emprestado ao Sport, em 1992, que tentava formar o mesmo sistema ofensivo que fez sucesso no Náutico. Para isso, foram contratados Bizu e Augusto. Mas o time não engrenou e quatro meses após sua contratação, Nivaldo foi dispensado do clube.
- O Sport tentou fazer o mesmo time do Náutico, mas infelizmente não deu certo. Às vezes, não conseguimos jogar o que sabemos e as coisas não funcionam. Mas sair como eu saí não foi muito bom.

Do Sport, Nivaldo seguiu para Ponte Preta. Mas seu futebol ficou longe de ser o mostrado nos áureos tempos de Náutico. Com isso, o atacante passou a atuar em pequenos clubes do futebol pernambucano até encerrar sua carreira há três anos, jogando pelo time da sua cidade natal, Catende, pela segunda divisão do Campeonato Pernambucano.

O fundo do poço

Os constantes fracassos na carreira fizeram o atacante mergulhar de vez nas bebidas. E a mistura entre alcoolismo e gastos excessivos fez o atleta perder quase tudo que tinha conquistado no futebol.
- Quando eu passei a jogar em times menores, comecei a gastar muito, beber muito e não ouvia ninguém. Aí, fui perdendo tudo que tinha ganho, rapidamente.

Mas o grande golpe na vida do atacante não foi uma rescisão contratual com algum clube. O atacante ficou sabendo que seu irmão estava com um tumor na cabeça. Para salvar a vida do familiar, Nivaldo vendeu tudo que lhe restava com o intuito de colocá-lo nos melhores hospitais.
- Meu irmão teve um tumor muito grave na cabeça e eu tive que vender o restinho que sobrou do que eu tinha para salvá-lo. Mas, graças a Deus, ele está bem e eu pude fazer algo de útil com que ganhei na vida.

Fim do alcoolismo e a felicidade encontrada no carinho

Sem dinheiro, tendo que encerrar sua carreira em clubes inexpressivos e com dificuldades para se manter, Nivaldo voltou para Catende e afundou ainda mais no álcool. Lá, o ex-atacante não sabia mais o que fazer para conseguir algo que lhe ajudasse a se sustentar. Era necessário largar o álcool e para isso ele contou com a ajuda de sua filha, Ellen Samira.
- Um dia eu estava assistindo a Náutico e Corinthians e minha menina foi assistir ao jogo comigo. O Náutico venceu por 1 a 0 e eu bebi muito e ela quem me levou para casa. Quando eu fui tomar banho, desmaiei e minha filha pensou que eu tinha morrido e começou a chorar. Foi aí que eu vi que não podia mais fazer aquilo e fiz uma promessa para ela que nunca mais beberia e, até hoje, nunca mais bebi.

Sem espaço em Catende, Nivaldo foi tentar a sorte em Toritama, polo têxtil do Agreste pernambucano. Na cidade, o ex-atleta arrumou um emprego na empresa Império do Forro do Bolso, mas a vida resolveu lhe pregar mais uma peça. Por causa da compra de lençóis de hospitais dos Estados Unidos, a empresa foi multada e virou manchete em todos os jornais do país. O escândalo nacional fez com que a empresa fechasse as portas e Nivaldo perdeu o emprego.

Foi aí que teve a noção do que o amor pelo clube de coração pode despertar nos torcedores. Quando ficou sabendo que Nivaldo estava de saída de Toritama, por não ter conseguido um emprego, um alvirrubro que havia vibrado bastante com seus gols, foi às rádios da cidade para fazer campanha com objetivo de arrumar um emprego para Nivaldo.

A campanha realizada por Sandro Roberto, conhecido entre os amigos como Negão, logo deu frutos e Nivaldo passou a trabalhar em uma lavanderia da cidade. O salário está longe de ser o que um dia o atleta já ganhou, apenas R$ 170 por semana, mas o ídolo alvirrubro se diz feliz com a conquista de seu maior bem: os amigos.
- Eu não esperava que fosse ser ajudado por um torcedor que nem me conhecia pessoalmente. Isso mostra que eu já fiz coisas boas na vida também. Antes, as pessoas se aproximavam por interesse. Hoje eu consegui um bem muito melhor que dinheiro, que é o apoio e o carinho dos meus amigos e da minha família.

Mesmo se dizendo feliz, Nivaldo fica com os olhos marejados ao falar do seu clube de coração. Para ele, o Náutico poderia reconhecer mais aqueles que fizeram história no clube.
- Sempre amei o Náutico e hoje não sou nem lembrado pelo clube. Para você ter uma ideia, nem meu gol, que é um feito nacional é reconhecido. Isso me deixa triste, pois queria fazer parte do time que sempre acompanhei.

Nivaldo fez questão de deixar um recado para os jogadores que estão começando na carreira.
- A bebida acabou comigo, me destruiu e hoje não sou metade do que um dia já fui. Então, eu espero que as pessoas não sigam meu exemplo. Aos 43 anos, Nivaldo quer recomeçar. Então, que seja bem-vindo à vida. Nivaldo foi ao fundo do poço, mas conseguiu sair dele.

http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2011/12/do-estrelato-ao-ostracismo-vida-do-ex-atacante-do-nautico-nivaldo.html

sexta-feira, 9 de março de 2012

A trajetória dos gols e dos goleadores do Cruzeiro na Copa do Brasil

Foto: Vipcomm/Washington Alves
O atacante Fred é o maior artilheiro do Cruzeiro na Copa do Brasil

Por Henrique Ribeiro

O atacante Fred disputou apenas a Copa do Brasil de 2005 pelo Cruzeiro. Apesar de ter sido a única participação, ele é o maior artilheiro da história do clube na competição com 14 gols em 9 partidas. Uma média de 1,5 gols por jogo.

Fred terminou aquela edição, como goleador máximo, e até hoje sua marca de 14 gols não foi superada. Ele foi também durante 12 anos, o jogador que marcou o maior número de gols em uma só partida pelo Cruzeiro neste campeonato. Na goleada por 7 a 0, sobre o Sergipe, no Mineirão, em 16 de fevereiro de 2005, ele balançou as redes quatro vezes no jogo. Até que Rafael Sóbis o igualou na goleada por 6 a 0 sobre o São Francisco-PA, no Mineirão, em 22 de fevereiro de 2017.

O RECORDE DE FRED
02/02 - 1 x 0 Sergipe, em Aracajú (não marcou)
16/02 - 7 x 0 Sergipe, no Mineirão (marcou 4 gols)
09/03 - 3 x 0 Ipatinga, no Lamegão (marcou 2 gols)
20/04 - 4 x 0 Santa Cruz-PE, no Mineirão (não marcou)
04/05 - 0 x 1 Santa Cruz-PE, no Arruda (não marcou)
11/05 - 7 x 3 Baraúnas-RN, em Mossoró (marcou 2 gols)
18/05 - 5 x 0 Baraúnas-RN, no Mineirão (marcou 3 gols)
25/05 - 1 x 3 Paulista, em Jundiaí (marcou 1 gol)
01/06 - 3 x 2 Paulista, no Mineirão (marcou 2 gols)

GOLEADORES DO CRUZEIRO NA COPA DO BRASIL
14 gols: Fred
12 gols: Marcelo Ramos
10 gols: Cleison, Oseas
9 gols: Fábio Júnior
8 gols: Willian
7 gols: Deivid
6 gols: Alex, Élber
5 gols: Aristizabal, Geovanni, Rafael Sóbis, Ramon Ábila, Robinho, Valdo
4 gols: Alex Alves, Henrique, Marcelo Moreno, Nonato, Ricardinho, Roberto Gaúcho, Weldon
3 gols: Adriano, Arrascaeta, Athirson, Bentinho, Bruno Rodrigo, Diego, Diego Souza, Everton Ribeiro, Marcelo Batatais, Nivaldo, Palhinha, Ueslei, Wallyson
2 gols: Alecsandro, Allison, Anselmo Ramon, Borges, Charles,  Dagoberto, Dedé, Edenilson, Edmundo II, Edu Dracena, Gottardo, Heider, Joãozinho, Júlio Baptista, Jussiê, Kelly, Léo, Lucca, Luiz Fernando, Sorin, Thiago, Vinícius Araújo, Viveros, Wellington Paulista
1 gol: Alexandre, Alano, Araújo, Belletti, Boiadeiro, Bruno Ramires, Célio Lúcio, Daniel, Dinei, Donizete, Éder, Edilson, Egídio, Elivelton, Fábio Santos, Francismar, Gelson, Gil, Hamilton, Irineu, Jackson, Jean (atacante), João Carlos, Leandro Damião, Luisão, Marcelo Djian, Maurinho, Mota, Nenê, Nilton, Paulão, Paulo Isidoro, Paulo Roberto, Recife, Ricardo Goulart, Rogério, Rudnei, Ruy, Sandro, Serginho, Thiago Carvalho, Tôto, Wagner, Walter
1 gol contra: Gustavo (Atlético-PR, em 2000), Padovani (Brasiliense, em 2007), Fábio Luciano (Corinthians, em 2002), Nem (Rio Branco-ES, em 2003), Donizete Amorim (Vitória-BA, em 1998)

Foto: Jorge Gontijo/Estado de Minas
O atacante Roberto Gaúcho é um dos artilheiros das decisões da Copa do Brasil
Uma breve história dos gols do Cruzeiro na Copa do Brasil:

*O primeiro gol do Cruzeiro na competição foi marcado pelo meio-campista DANIEL, no empate em 1 a 1, contra o Botafogo-PB, no estádio Almeidão, em João Pessoa-PB, em 22 de julho de 1989.

*O Cruzeiro teve dois goleadores máximos na Copa do Brasil: OSÉAS, em 2000, com 10 gols, e FRED, em 2005, com 14 gols.

*Os atacantes FÁBIO JÚNIOR, MARCELO RAMOS e ROBERTO GAÚCHO, com dois gols cada, foram os que mais marcaram gols nas seis finais que o Cruzeiro disputou. Fábio Júnior marcou um gol na decisão de 1998 contra o Palmeiras e outro na decisão contra o São Paulo em 2000. Marcelo Ramos marcou dois em ambos os jogos da decisão contra o Palmeiras em 1996 e Roberto Gaúcho nas decisões contra o Grêmio em 1993 e contra o Palmeiras em 1996.

*As maiores goleadas do Cruzeiro na competição foram por 7 a 0 contra o Sergipe, em 16 de fevereiro de 2005 e contra o Corinthians, de Caicó-RN, em 2 de abril de 2003. Ambas foram no Mineirão.

*As maiores goleadas do Cruzeiro fora de casa foram por 7 a 1 sobre o Amapá, em 5 de fevereiro de 1998, em Macapá; por 6 a 0 sobre o Rio Branco-AC, em 7 de março de 2012

*O Cruzeiro marcou 278 gols na Copa do Brasil

*O Cruzeiro marcou 23 gols em lances de bola parada (13 de pênalti e 10 de falta). 

*Os atacantes CHARLES e MARCELO RAMOS, mais o meia VALDO, com dois gols cada, foram os que mais marcaram em cobranças de pênalti. Os outros foram os atacantes DEIVID, FRED GEOVANNI e o meia PALHINHA, com um gol cada. 

*O meia VALDO com dois gols foi o que mais marcou em cobranças de falta. Os demais foram o meia ALEX, os volantes BELLETTI e RICARDINHO, o lateral esquerdo NONATO, o lateral direito PAULO ROBERTO, o zagueiro PAULÃO e os atacantes GEOVANNI e HEIDER, todos com um gol cada.

*O Cruzeiro conseguiu eliminar a partida de volta nas fases preliminares da Copa do Brasil por ter vencido com um placar igual ou acima de dois gols em 8 oportunidades:
05/02/1998 - 7 x 1 Amapá, no estádio Zerão, em Macapá-AP
06/04/2000 - 2 x 0 Paraná, no Pinheirão, em Curitiba-PR
06/02/2002 - 4 x 1 Bandeirante-DF, no Serejão, em Taguatinga-DF
19/02/2003 - 4 x 2 Rio Branco-ES, no Sumaré, em Cachoeiro do Itapemirim-ES
09/03/2005 - 3 x 0 Ipatinga, no Lamegão, em Ipatinga-MG
22/02/2006 - 4 x 2 Nacional-AM, no Vivaldão, em Manaus-AM
22/03/2006 - 2 x 0 CRB, no Rei Pelé, em Maceió-AL
07/03/2012 - 6 x 0 Rio Branco, na Arena da Floresta, em Rio Branco-AC
10/04/2013 - 3 x 0 CSA, no Rei Pelé, em Maceió-AL
10/05/2016 - 2 x 0 Londrina, no Café, em Londrina-PR

segunda-feira, 5 de março de 2012

Todos os confrontos entre Cruzeiro e América de Teófilo Otoni

O confronto entre Cruzeiro e América foi disputado, pela primeira vez, no
Mineirão, pelo Campeonato Mineiro de 2010. O atacante Kleber, "O Gladiador"
marcou o gol da vitória nos minutos finais da partida

CRUZEIRO 2 x 1 AMÉRICA (Téofilo Otoni)
20/03/2010 (Dom-17h) – Campeonato Mineiro (1ª fase/10ª) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Público: 7.671 (R$ 109.589,85)
Árbitro: Joel Tolentino
Auxiliares: Márcio Santiago e Pablo Costa
Gols: Roger 59’ e Kleber 81’ (C) / Chrys 26’ (A)
Cruzeiro: 1-Fábio; 2-Jonathan, 3-Thiago Heleno, ©4-Leonardo Silva e 6-Diego Renan (19-Guerrón/56’); 5-Fabinho, 8-Henrique, 7-Marquinhos Paraná e 10-Gilberto (23-Roger/56’) (15-Pedro Ken/79’); 30-Kleber e 9-Wellington Paulista. T: Adilson
Suplentes: 12-Flávio, 33-Caçapa, 14-Anderson Uchoa, 18-Kieza
América: 1-Fábio Noronha; 3-Luís Henrique (15-Manu/80’), 4-Rodrigo Sena, 2-Jadson, 8-Osvaldir, 5-Pablo, ©7-Denis, 10-Diego Palhinha (13-Eraldo/75’), 6-Júlio César, 11-Chrys e 9-Diogo Correa (17-Stefan/73’). T: Gilmar Estevam
Suplentes: 12-Cristiano, 14-Vítor, 16-Célio Júnior, 18-Bruno Maranhão
CA: Kleber/45’+1’, Fabinho/49’, Diego Renan/52’, Leonardo Silva/53’, Marquinhos Paraná/66’, Henrique/82’, Pedro Ken/90’, Thiago Heleno/90’+1’ (C); Jadson/51’, Denis/62’, Pablo/73’, Júlio César/78’ (A)

CRUZEIRO 2 x 1 AMÉRICA (Teófilo Otoni)
26/02/2011 (Sab-16h) – Campeonato Mineiro (1ª fase/5ª) - Nassri Mattar (Teófilo Otoni, MG)
Público: 5.000 (R$ 11.350,)
Árbitro: Emérson Almeida Ferreira
Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago e Celso Luiz da Silva
Gols: Wallyson 44’ e Rodrigo Sena (contra) 90’ / Jonatas Obina 58’
Cruzeiro: ©1-Fábio, 2-Pablo, 3-Gil, 4-Victorino e 6-Diego Renan (18-Farias/65’); 5-Marquinhos Paraná, 7-Roger (14-Everton/81’), 8-Henrique e 10-Montillo; 9-Wellington Paulista (17-Thiago Ribeiro/64’) e 11-Wallyson. T: Cuca
Suplentes: 12-Rafael, 13-Léo, 15-Leandro Guerreiro, 16-Dudu
América: 1-Fábio Noronha, 20-Osvaldir, ©3-Luis Henrique, 4-Jadson e 14-Júnior Pereira (86-Chrys/46’) (44-Rodrigo Sena/70’); 16-Bruno Barros, 8-Felipe Dias, 27-Luizinho e 10-Wellington Bruno; 9-Rogélio Ávila e 11-Jonatas Obina (25-Diogo Alves/90’). T: Gilmar Estevam
Suplentes: 59-Eladio, 6-Flavinho, 7-Leandrinho, 21-Rafinha
CA: Gil/18’, Victorino/80’, Montillo/80’, Pablo/87’ (C) / Luis Henrique/45’, Osvaldir/85’, Bruno Barros/39’, Luizinho/23’ (A)
CV: Wellington Bruno/60’ (A)

CRUZEIRO 8 x 1 AMÉRICA (Teófilo Otoni)
23/04/2011 (Sab-18h30) - Campeonato Mineiro (semifinal/1ª) - Nassri Mattar (Teófilo Otoni)
Público: 3.389 (R$ 91.610,)
Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL)
Auxiliares: José Ricardo Maciel Linhares (ES) e Paulo César da Silva Faria (MT)
Gols: Henrique 22’, Gilberto 31’, Leo 55’ e 62’, Montillo 64’ (pênalti) 76’ e 79’, Wallyson (pênalti) 86’ (C)/ Wellington Bruno 66’ (A)
Cruzeiro: 1-Fábio; 2-Pablo (16-Leandro Guerreiro/69’), 3-Gil, 4-Leo e 6-Gilberto; ©5-Marquinhos Paraná, 8-Henrique, 7-Roger (15-Everton/73’) e 10-Montillo; 9-Wallyson e 11-Thiago Ribeiro (18-Farías/73’). T: Cuca
Suplentes: 12-Rafael, 13-Diego Renan, 14-Edcarlos, 17-Ortigoza
América: ©1-Fábio Noronha; 20-Osvaldir, 3-Luis Henrique, 14-Júnior Pereira, 16-Bruno Barros, 27-Luisinho, 5-Araújo, 10-Wellington Bruno, 30-Kássio (7-Leandrinho/36’), 9-Rogélio Ávila (86-Chrys/78’) e 11-Jonatas Obina. T: Gilmar Estevam
Suplentes: 59-Eladio, 18- Pedro Grapiuna, 25-Diogo Alves, 26-, 44-Rodrigo Sena
CA: Fábio/81’, Gil/81’, Montillo/74’ (C); Luis Henrique, Leandrinho/52’, Jonatas Obina/65’, Araújo/85’ (A)
CV: Luis Henrique/67’ (A)
*Por ter feitoa melhor campanha na 1ª fase, o Cruzeiro obteve o direito da escolha da ordem do mando de campo e também jogou com a vantagem de dois resultados com o mesmo saldo de gols nas semifinais.

CRUZEIRO 5 x 1 AMÉRICA (Teófilo Otoni)
01/05/2011 (Dom-16h) - Campeonato Mineiro (Semifinal/2ª) - Arena do Jacaré (Sete Lagoas)
Público: 4.037 (R$ 35.469,43)
Arbitro: Cláudio Luciano Mercante Júnior (PE)
Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Fábio Pereira (TO)
Gols: Edcarlos 19’ e 49', Pedro Ken 21’, Dudu 72', Farías 89' (C)/ Rodrigo Sena 24’ (A)
Cruzeiro: 1-Rafael; 2-Diego Renan, 3-Edcarlos, 4-Leo e 6-Everton; ©5-Marquinhos Paraná (15-Leandro Guerreiro/46'), 7-Dudu, 8-Pedro Ken (18-André Dias/75') e 10-Roger (16-Gilberto/73'); 9-Farías e 11-Ortigoza. T: Cuca
Suplentes: 12-Gabriel, 13-Naldo, 14-Fabrício Carioca, 17-Reis
América: 1-Fábio Noronha (59-Eládio/46'); 20-Osvaldir, 44-Rodrigo Sena, 14-Júnior Pereira, ©5-Araújo, 16-Bruno Barros, 27-Luisinho, 30-Kássio (2-Henrique/75'), 7-Leandrinho (6-Flavinho/73'), 10-Wellington Bruno e 86-Chrys. T: Gilmar Estevam
Suplentes: 15-Mario Pavão, 18-Pedro Grapiuna, 19-Potita, 25-Diogo Alves
CA: Marquinhos Paraná/28', Dudu/51’, Everton/52' (C)/ Kássio/21' (A)
CV: Bruno Barros/51' (A)

CRUZEIRO 2 x 0 AMERICA (Teófilo Otoni)
03/03/2012 (Sab-16h) - Campeonato Mineiro (1ª fase/5ª) - Arena do Jacaré (Sete Lagoas, MG)
Ingressos: 3.098 (R$ 50.010,)
Arbitro: Ricardo Marques Ribeiro
Auxiliares: Celso Luiz da Silva e Wesley Moreira Carvalho
Gols: Wellington Paulista (pênalti) 24' e 43'
Cruzeiro: 1-Fábio; 2-Marcos, 3-Léo, 4-Victorino e 6-Diego Renan; 5-Leandro Guerreiro, 8-Marcelo Oliveira, 7-Roger (17-Rudnei/70') e 10-Montillo; 9-Wellington Paulista (16-Wallyson/71') e 11-Anselmo Ramon (18-Walter/81'). T: Vagner Mancini
Suplentes:
América: 1-Fabio Noronha; 3-Danilo (13-Rafinha/46'), 2-Ricardo Duarte e 4-Rodrigo Sena; 8-Felipe Dias (17-Karreta/68'), 5-Luisinho, 7-Elder, 10-Luciano Mourão e 6-Leandro Smith; 11-Diego Faria e 9-Geraldo (15-Celinho/76'). T: Gilmar Estevam
Suplentes: 
CA: Marcelo Oliveira/28', Wellington Paulista/35', Diego Renan/80' (C); Felipe Dias/23', Luciano Mourão/41', Rafinha/84' (A)
CV: Karreta/88' (A)
*o América jogou desfalcado do lateral direito Carlos Alberto e do atacante Vinícius. O goleiro Fabio completou 100 jogos pelo estadual. Antes da partida a diretoria homenageou o argentino Montillo por ter se consagrado como o maior artilheiro estrangeiro da história do Cruzeiro.

CRUZEIRO 2 x 0 AMÉRICA (Teófilo Otoni)
06/02/2013 (Qua-22h) - Campeonato Mineiro - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Ingressos: 14.543 (R$ 596.075,)
Arbitragem: Marcos Santos (Marcus Gomes e Luiz Barbosa)
Gols: Anselmo Ramon 41’, Dagoberto 50’
Cruzeiro: *Fábio, Ceará, Bruno Rodrigo, Paulão, Egídio (Alisson/61’); Nilton, Tinga, Everton Ribeiro, Ricardo Goulart (Dagoberto/46’), Everton; Anselmo Ramon (Vinícius Araújo/75’). T: Marcelo Oliveira
America: Eládio, Iran (Edilson/56’), Elder, Rodrigo Sena, Daniel; *Luisinho, Matheus Gonzaga (Nilo/69’), Felipe Dias, Luciano Mourão; Almir, Erivelto. T: Gilmar Estevam
CA: E. Ribeiro/9’ (Cru); Daniel/63’ (Ame)

CRUZEIRO 1 x 0 AMÉRICA (Teófilo Otoni)
05/03/2017 (Dom-16h) - Campeonato Mineiro - Nassri Mattar (Teófilo Otoni, MG)
Ingressos: 3.970 (R$ 158.200,)
Arbitragem: Ricardo Marques Ribeiro (Guilherme Dias Camilo e Marcus Vinícius Gomes)
Gol: Alisson 30'
Cruzeiro: 12-Rafael, 2-Ezequiel, 4-Kunty Caicedo, 27-Manoel e Diogo Barbosa; 8-Henrique, 16-Lucas Silva (5-Ariel Cabral/73'), 19-Robinho, 10-De Arrascaeta (30-Thiago Neves/71') e 11-Alisson (9-Ramón Ábila/81'); Rafael Sóbis. T: Mano Menezes
Suplentes: 3-Léo, 22-Mayke, 23-Elber, 25-Hudson, 29-Lucas Romero, 33-Fabrício, 36-Raniel, 37-Lucas Oliveira, 70-Rafinha
América: 23-Marcelo Carné, 2-Gleisinho, 21-Vinícius, 4-Diego e 6-Bruno Barros; 5-Kalu, 8-Geovane, 7-Matheus (16-Vitinho/46') e 10-Leandro (19-Edinho/46'); 9-Somália (18-Rogélio/22') e 11-Pedrinho. T: Marcelo Buarque
Suplentes: 1-Thiago, 3-Wagner, 12-Robert, 13-Diego Nascimento, 14-Guilherme, 15-Bruno, 17-Deyvison, 20-Vieira
CA: Vinícius Gaúcho/33', Kalu/90'+4' (A)

Total de Jogos: 7
Vitórias do Cruzeiro: 7
Empates: 0
Vitórias do América: 0
Total de Gols: 26
Gols do Cruzeiro: 22
Gols do América: 04

Quadro de artilheiros do confronto:
3 gols: Montillo (Cruzeiro)
2 gols: Edcarlos, Léo, Wallyson, Wellington Paulista (Cruzeiro)
1 gol: Alisson, Anselmo Ramon, Dagoberto, Dudu, Farías, Gilberto, Henrique, Kleber, Pedro Ken, Roger (Cruzeiro)
1 gol: Chrys, Jonatas Obina, Rodrigo Sena, Wellington Bruno (América)
1 gol contra: Rodrigo Sena, do América, a favor do Cruzeiro