domingo, 27 de maio de 2012

AGENDA HISTÓRICA


O time do Cruzeiro posa para a foto antes da vitória por 2 a 1, sobre 
o Grêmio, no Mineirão, que significou o título da Copa do Brasil de 1993
Em pé da esquerda para a direita: Paulo Roberto, Célio Lúcio, Rogério Lage, 
Robson, Paulo César e Nonato; Agachados da esquerda para a direita: Douglas, 
Cleison, Edenilson Pateta, Éder e Roberto Gaúcho. O técnico da equipe era Pinheiro

Por Henrique Ribeiro

28/05/1950 - Com gols de Nonô II e Guerino, o Cruzeiro vence o Metalusina, de Barão de Cocais, por 2 a 1, na estreia do Campeonato da Cidade, no Barro Preto. Djalma marcou para os cocaense. Foi a primeira partida em que os jogadores atuaram com a numeração nas camisas. Era uma exigência da FIFA para identificação dos atletas, que passou a vigorar no futebol mineiro a partir daquele ano. Os números correspondiam a posição do jogador sempre da direita para esquerda. Sendo assim, estes foram os primeiros jogadores que jogaram com as camisas de 1 a 11 do Cruzeiro: 1-Geraldo II, 2-Duque, 3-Bené, 4-Adelino, 5-Vicente, 6-Ceci, 7-Nonô II, 8-Paulo Florêncio, 9-Bororó, 10-Guerino e 11-Sabu.

29/05/1992 - o Cruzeiro estreia na Copa Master com um empate em 1 a 1, contra o Racing, no estádio do Velez Sarsfield, em Buenos Aires. Ruben Paz abriu o placar para o Racing e Charles empatou para o Cruzeiro. Na disputa de tiros livres o time estrelado venceu por 3 a 1 e se classificou para a decidir o troféu com o Boca Juniors que derrotou o Olimpia. Foi a primeira edição da Copa Master promovida pela Confederação Sulamericana para ser disputada entre os campeões da Supercopa. A edição de 1992 teve as participações do Racing, Boca Juniors, Olimpia e Cruzeiro, que foram os campeões da Supercopa de 1988 a 1991, respectivamente, pela ordem dos anos.

30/05/1982 - o ponta direita Bendelack disputa a sua última partida com a camisa do Cruzeiro na derrota por 2 a 1, para o Grêmio, pela Taça dos Campeões. Ele disputou apenas 9 partidas e não marcou nenhum gol. Seu empréstimo durou seis meses, mas foi o tempo suficiente para estigmatizar uma era do clube. Bendelack e o meio-campista Tobi haviam sido os reforços anunciados pela diretoria para o Campeonato Brasileiro. O Cruzeiro fez uma das piores campanhas de sua história e sofreu derrotas para equipes de menor expressão. Assim, nas temporadas seguintes, quando a equipe entrava em uma má fase, a torcida brincava dizendo que o time "estava como nos tempos de Bendelack e Tobi".

31/05/1967 - o zagueiro Darci Menezes estreia com a camisa cruzeirense num amistoso contra a Seleção de Juiz de Fora, no estádio do Sport. O Cruzeiro venceu por 2 a 1. Darci havia se destacado no time do Internacional na disputa do Campeonato Brasileiro de 1967, assim como os atacantes Didi e Davi. Todos os três pertenciam ao Guarani de Bagé-RS e a diretoria pagou Ncr$ 40 mil pelo trio. Darci é o 15º jogador que por mais vezes vestiu a camisa das cinco estrelas. Foram 402 jogos e 15 gols marcados. Em 1971 ele chegou a ser emprestado ao Londrina-PR e ao America-MG, mas retornou no ano seguinte. Fez dupla de zaga com Moraes na conquista da Taça Libertadores de 1976. Também foi campeão estadual de 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1977 e da Taça Minas Gerais de 1973.

01/06/1947 - o Cruzeiro negocia o atacante Ismael ao Vasco por 140 mil cruzeiros encerrando a primeira passagem do jogador pelo clube, que havia começado em março de 1942, quando foi contratado junto ao Villa Nova. Ao lado de Nogueirinha, Selado, Niginho e Alcides formou o ataque tricampeão da cidade de 1943, 1944 e 1945 e, por diversas vezes, foi convocado para a Seleção Mineira. Ismael ainda retornaria ao clube em 1953 para atuar mais uma temporada com a camisa estrelada.

02/06/2009 - o Cruzeiro apresenta oficialmente o volante Fabinho, de 29 anos, como reforço para o Campeonato Brasileiro. Ele veio para substituir Ramires negociado ao Benfica de Portugal e assinou contrato de dois anos. Em sua apresentação na Toca da Raposa o que mais chamou a atenção foi a polidactilia que apresentava em ambas as mãos que tinham seis dedos cada.

03/06/1993 - Com a vitória por 2 a 1 sobre o Grêmio, no Mineirão, o Cruzeiro conquista, pela primeira vez, a Copa do Brasil. Os gols foram marcados por Roberto Gaúcho e Cleison para o Cruzeiro. O volante Pingo descontou para o tricolor. A primeira partida da decisão, no Olímpico, em Porto Alegre, terminou empatada sem gols.

Os outros jogos da campanha do título foram:
16/03/1993 - 1 x 1 Desportiva-ES, em Cariacica-ES
23/03/1993 - 5 x 0 Desportiva-ES, no Mineirão
06/04/1993 - 0 x 1 Nautico, em Recife
13/04/1993 - 2 x 0 Nautico, no Mineirão
04/05/1993 - 2 x 1 São Paulo, no Morumbi
11/05/1993 - 2 x 2 São Paulo, no Mineirão
20/05/1993 - 3 x 1 Vasco, no Mineirão
27/05/1993 - 1 x 1 Vasco, no Maracanã

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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Cruzeiro jantou e o Galo pagou a conta

O time do Cruzeiro, ainda como Palestra Itália, em 1934

Por Henrique Ribeiro

A vitória do Cruzeiro por 4 a 3 sobre o Atlético, em 9 de dezembro de 1934, foi resultado de uma reação inesperada e uma virada sensacional. Como nos dias atuais, não terminou após o apito do árbitro e teve um curioso desdobramento, durante a noite, quando os jogadores cruzeirenses foram a um restaurante saborear um jantar previamente pago pela diretoria atleticana aos jogadores alvinegros.

"O match de domingo entre Palestra e Athletico foi uma fraca exhibição de futebol e uma cabal demonstração de ardor e enthusiasmo que substituiu a technica e as jogadas de escola", definiu o jornal Estado de Minas, de 11 de dezembro, que naqueles tempos não circulava as segundas-feiras.

O primeiro tempo do classico foi escasso em lances de gol e abundante em violência. "Desde o início, o jogo se caracteriza por uma verdadeira tourada, onde tomam parte quasi todos os jogadores. A caixa de medicamentos é levada de um lado para o outro, soccorrendo as victimas", ironizou o Estado de Minas.

O ponta-direita Pantuzzo, do Cruzeiro, com o gol vazio a sua frente desperdiçou a primeira chance do jogo. Era um "gol de empurrar", segundo o jargão da época. Já o Galo não desperdiçou seu primeiro momento e, logo aos 3 minutos, abriu o marcador. Num chute do médio direito Tito, a bola foi desviada de cabeça pelo centro-avante Guará e entrou no ângulo esquerdo do gol.

Em vantagem no placar o time de Lourdes controlava a partida e voltaria a criar outra chance, aos 35 minutos, com o ponta-direita Dario que perdeu "um gol de empurrar".

O Cruzeiro ainda não havia encontrado o seu jogo e, desorganizado, buscava o empate na base do abafa, que não surtia resultado. Num desses lances dentro da área atleticana, o ponta esquerdo Calixto acertou o olho do zagueiro Tião. O jogo ficou paralisado durante cinco minutos para o atendimento ao jogador alvinegro.

Reiniciada a partida, o Galo voltou a marcar aos 37. Guará dribla Ferreira e cede para Paulista, que se livra de Raul e Caieira e chuta forte para fazer 2 a 0 para os "riscados", como era chamado o time por causa da camisa listrada.

Em seguida, Guará, em posição de impedimento, chuta para o fundo das redes, mas o gol é anulado. Certamente, esse lance passaria despercebido, caso o Atlético não tivesse caído de produção, após o segundo gol. No entanto, com a derrota, foi eleito pela crônica da capital, como mais um "se". Essa eterna probabilidade injusta que insiste em perseguir o "mais querido das redações esportivas".

Curiosamente, mesmo em desvantagem no placar, o Cruzeiro dominou os minutos finais e, no último lance da primeira etapa, marcou seu gol, que surgiu numa troca de passes entre Bengala, Orlando e o meia Zezé, que concluiu a jogada com um chute rasteiro no canto direito. Armando engoliu um “red island", como era chamado o "frango". Antes do gol, Pantuzzo já havia acertado uma bola na trave.

"Quando chegamos ao vestiário, o técnico Matturio Fabbi chorava convulsionamente. Enquanto descansamos ninguém trocou uma palavra. Silêncio sepulcral. O juiz apitou chamando os quadros. Na porta, Fabbi bateu nas costas de um por um, acentuando com uma voz trêmula: o jogo vai começar agora, meus rapazes", recordou o zagueiro Raul numa entrevista ao repórter Afonso de Souza, do Estado de Minas, em 7 de maio de 1950. 

E o time voltou para o segundo tempo no mesmo ritmo que encerrou o primeiro. "O Cruzeiro actuou magnificamente, notadamente na phase derradeira, quando se impoz nitidamente ao adversário. Teve mais conjunto e foi mais team que o Athletico", analisou o Estado de Minas. 

O jornal, evidentemente, não deixaria de creditar a derrota ao lance do gol anulado de Guará, como um fator de descontrole do time alvinegro. "Pressentiu que os dois gols de frente eram pouco para segurar a vitória e a reação eminente do time cruzeirense que dominou o restante da primeira etapa. Após o gol do empate, logo aos cinco minutos, o abatimento tomou conta e a derrota atleticana se desenhava como inevitável", justificou o cronista.

Logo, aos 5 minutos, Pantuzzo arrancou para a área e, após passar por Mario Gomes, Evando e Tião, desferiu um chute indefensável para as redes e empatou o clássico.

Aos 7 minutos, o mesmo Pantuzzo entra livre na área, mas o lance é impugnado pela arbitragem que assinala um impedimento inexistente, segundo o Estado de Minas. Com certeza, este lance não seria aplicado pelas redações esportivas para justificar uma provável derrota do Cruzeiro.

No minuto seguinte, o Cruzeiro estabeleceu a virada. Pantuzzo se livrou da marcação de Mario Gomes e mandou a bola para as redes: Cruzeiro 3 a 2!

O Galo errava em insistir nas jogadas pelo lado esquerdo, onde Elair, o 35, como era chamado, devido ao número do seu calçado, falhava seguidamente.

As jogadas violentas passariam a predominar no clássico. "Scenas de catch-as-catch-can são observadas pelo público, que incita seus sympathisantes à revanche", descreveu o Estado de Minas.

O time de Lourdes, abatido com a virada, não tardaria para encontrar uma razão para interromper a partida na tentativa de esfriar o ritmo do adversário. Aos 15 minutos, o atacante Guará foi desarmado pelo zagueiro Raul, dentro da área. O Estado de Minas jura, de pé junto, que ele foi seguro pelo zagueiro.

O goleiro Armando, com a sua visão de águia, enxergou a infração, lá do outro lado do campo, e abandonou o seu gol para reclamar com o árbitro Dunorte André, de forma enérgica. Começava a catimba. Ao invés de expulsar o goleiro, Dunorte preferiu entregar o apito e abandonou o campo. Uma medida comum naquela época.

Curiosamente, Dunorte pertencia à diretoria do Atlético tendo sido inclusive ex-goleiro da equipe. Por isso a avaliação de sua arbitragem foi bastante comedida pelo Estado de Minas. "Dunorte André, um rapaz distinctíssimo, em quem reconhecemos probidade inatacável e bastante competência, não tem sorte ao apitar os jogos de seu clube, o Athletico. Errou s. s. anullando o goal de Guará, dando como em off-side quando ele encontrava entre os zagueiros, na mesma linha. Depois, errou outra vez s. s. não punindo Raul quando segurou Guará pela cintura commetendo indiscutível falta na área. Puniu continuamente os fouls verificados mas não soube impor energia aos "players", deixando que estes se divertissem à valentona"

Após 34 minutos de paralisação, Renato Fantoni, dirigente do Cruzeiro, se dispôs a apitar os 25 minutos restantes. O recomeço foi tenso e incitados pela torcida os jogadores passaram a visar mais o adversário do que a bola. Não demorou três minutos e o Cruzeiro marcou mais um. Armando não segura uma bola chutada por Zezé e Calixto aproveita o rebote para ampliar: Cruzeiro 4 a 2. O Atlético conseguiria diminuir 10 minutos depois, com Guará, num chute colocado que encobriu o goleiro Geraldo.

No vestiário, Fabbi num misto de choro e riso berrava: "eu sabia que vocês eram meus amigos e nunca me desmoralizariam!". A noite sucedeu um caso ainda mais curioso. A diretoria do Atletico havia reservado, num restaurante da avenida Santos Dumont, um jantar em sinal de regozijo pela vitória que, para eles, era fato consumado. O jantar constava de uma macarronada à italiana em alusão ao Palestra Itália. Cientes dessa reserva e de que os atleticanos jamais iriam jantar ali, fomos ao restaurante e consumimos a macarronada aos gritos de "hurras", "vivas", regada com um bom vinho", recordou o zagueiro Raul em sua entrevista ao Estado de Minas, em 7 de maio de 1950.

CRUZEIRO 4 x 3 ATLÉTICO
09/12/1934 (Dom-16h) - amistoso - Barro Preto
Árbitro: Dunorte André (Renato Fantoni/55')
Gols: Guará 3’ (0-1), Paulista 37’ (0-2), Zezé 40’+5’ (1-2), Pantuzzo 45’ (2-2), Pantuzzo 48’ (3-2), Calixto 80’+27’ (4-2), Guará 80+37’ (4-3)
Cruzeiro: Geraldo, Raul e Caieira (Chiquinho); Souza, Ferreira e Mundico; Pantuzzo, Orlando (Carlos Alberto/46'), Zezé, Bengala e Calixto. T: Matturio Fabbi
Atlético: Armando, Tião e Evando; Tito, Lola (Jacir/55') e Mário Gomes; Dario, Paulista, Guará, Bitola e Elair. T: Floriano Peixoto
*O Cruzeiro que ainda era Palestra, jogou com a camisa verde clara com gola branca e punho vermelho, calção e meias cor de vinho e o Atlético com uma camisa com listras verticais finas pretas e brancas, calção branco e meias pretas. Até 1941 o tempo regulamentar das partidas era de 80 minutos divididos em dois tempos de 40 cada.

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segunda-feira, 21 de maio de 2012

AGENDA HISTÓRICA

O "goleiro cinema" Genivaldo no time campeão mineiro de 1961

Por Henrique Ribeiro

21/05/1951 - Torcedores entregam abaixo-assinado à diretoria cruzeirense pedindo a volta do treinador Niginho, após Souza ter sido suspenso. Niginho havia dirigido o time nas temporadas de 1948 e 1949. No entanto, o treinador Juvenal Pereira, que estava no Villa Nova, é que viria a ser contratado em junho.

22/05/1994 - O time reserva do Cruzeiro empata sem gols com o Democrata, em Governador Valadares, pela última rodada do Campeonato Mineiro e garante o título invicto do Estadual, que já havia sido conquistado com três rodadas de antecedência. Os reservas foram escalados, porque, no mesmo dia, os titulares enfrentaram o Vasco, num amistoso, no Rio de Janeiro, que também terminou empatado sem gols. Ao todo o Cruzeiro disputou 22 partidas naquele Estadual e obteve 17 vitórias e 5 empates.

23/05/1978 - ao ser emprestado ao America, o goleiro Helio encerra a sua passagem pelo Cruzeiro. Ele veio do Atletico em janeiro de 1971 e foi titular até 1973. Na derrota por 1 a 0 para o Santos, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro, em 3 de outubro de 1971, entrou para a história ao defender uma cobrança de pênalti de Pelé. Um feito quase impossível na época. Helio disputou 199 jogos, sofreu 121 gols e foi campeão do Campeonato Mineiro de 1972, 1973, 1975 e 1977 e da Taça Minas Gerais de 1973, além de ter participado, como reserva, dos títulos da Libertadores de 1976 e do Estadual de 1974.

24/05/2006 - o atacante Carlinhos Bala estreia no Cruzeiro, na goleada por 5 a 1, sobre a Ponte Preta, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro. Ele marcou o primeiro gol que deu início a goleada e jogou com a camisa de número 38 em alusão ao calibre de munição. Ele veio do Santa Cruz-PE após ter sido o destaque da Série B do Brasileirão. Em 17 partidas pelo Cruzeiro marcou apenas três gols. Seu contrato iria até maio de 2009, mas foi rescindido em janeiro.

25/05/2003 - o Cruzeiro perde para o Vitoria por 2 a 1, no Barradão, em Salvador, pelo Campeonato Brasileiro. O resultado interrompeu uma seria invicta de 36 jogos. A sequência havia começado em 3 de novembro de 2002, na vitória por 3 a 2, sobre o Grêmio, no Independência, pelo Campeonato Brasileiro. Ao todo foram 29 vitórias e 7 empates.

26/05/1960 - Com gols de Amauri e Hilton Oliveira, o Cruzeiro vence o Grêmio, de virada, por 2 a 1, num amistoso, no Independência. Foi o primeiro confronto entre os clubes. O gol tricolor foi marcado por Elton.

27/05/1956 - Após uma série de amistosos contra clubes da zona da mata do estado, a delegação do Cruzeiro retorna a Belo Horizonte com duas novidades entre os passageiros no ônibus: o goleiro Genivaldo e o ponta Tiãozinho. Os dois haviam reforçado o Nacional, de Visconde do Rio Branco, no amistoso em que o Cruzeiro venceu por 2 a 1, naquela cidade, no dia 15 de maio. Tiãozinho não seria aprovado nos testes, mas Genivaldo que pertencia ao Ribeiro Junqueira, de Leopoldina, se tornou titular e defendeu o Cruzeiro até 1961, quando resolveu abandonar a carreira após ter sido aprovado nos testes para a Guarda Civil. Foi apelidado de "goleiro cinema" por causa da plasticidade de suas defesas. Com a camisa estrelada disputou 131 jogos, sofreu 139 gols e sagrou-se campeão do Campeonato Mineiro de 1959, 1960 e 1961, do Campeonato da Cidade de 1956 e da Copa Belo Horizonte de 1960.


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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Presidente do Cruzeiro renuncia ao cargo e revela boicote dentro do clube


Foto: Gil Leonardi
A sede do Barro Preto teve uma manhã agitada

Por Henrique Ribeiro

O presidente do Cruzeiro anunciou a sua renúncia na reunião do Conselho Deliberativo do Clube  e distribuiu uma carta em que expôs o motivo de sua saída do cargo, que exerceu por poucos meses, onde disparou acusações aos seus subordinados de terem sabotado o seu projeto de administração.

O que diz a carta:

"Durante o pouco tempo que estive aqui, pude observar que, no Cruzeiro, quem menos manda é o presidente.

Senti a hipertrofia de grupos e sub-grupos que gerou a produção de quistos vários dentro do clube, que se constituem em feudos impenetráveis e não raro de agressiva insolência, com tradições de posse irremovíveis. Cada qual se julga dono. Reage à nossa intromissão e para isso conta com a solidariedade de seus comparsas, unidos que estão na defesa de seus intocáveis redutos.

Porque iria eu encetar uma batalha de vida ou morte contra esses acrideos vorazes, se amanhã esse mesmo Conselho Deliberativo, instigado pelas aleivosas difamações dos prejudicados nos seus subalternos interesses, poderá voltar-se contra mim, dando-me como réu de atos só executados no interesse do clube?

Somente poderia salvar o Cruzeiro com o afastamento de todos os deletérios e dissolventes que pululam dentro clube, inclusive com a exclusão sumária de todo aquele que, comprovadamente, solapa a estrutura moral do clube, no seu nome ou nas pessoas ou nos atos de seus dirigentes.

É possível que os homens que têm assento nesse Conselho Deliberativo não se iludam sobre o triste papel que estamos representando, em constantes atritos, fricções e desmoralizações, cuja repercussão lá fora é a pior possível."

Wellington Armanelli

Belo Horizonte, 25 de outubro de 1955


Wellington Armanelli era médico, industrial e professor de biologia do Colégio Marconi, em Belo Horizonte no ano de 1955. Foi eleito Presidente do Cruzeiro, em 5 de setembro de 1955, aos 24 anos de idade. É, portanto, até os dias atuais, o mais jovem mandatário eleito da história do clube.

Era conhecido pelo caráter de justiceiro e durão. Era membro do Conselho Deliberativo do Clube e sócio remido - uma categoria cujo participante doava uma soma alta em dinheiro ao clube e recebia em troca um título que lhe conferia o privilégio de frequentar as dependências e os jogos do time até o fim da vida.

Armanelli elaborou um plano financeiro para saldar as dívidas do clube, dentre elas, os quatro meses de salários atrasados dos jogadores (julho a outubro de 1955). Solicitou a exclusão sumária dos sabotadores e o fim dos grupinhos dentro do Cruzeiro, mas o plano foi reprovado pelo Conselho Deliberativo. Decidiu renunciar ao cargo, em 25 de outubro de 1955, e deixou uma carta (trecho publicada acima) expondo os motivos. O vice-presidente Felício Brandi foi solidário e também renunciou ao cargo.

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terça-feira, 15 de maio de 2012

A bola que equivale a um troféu


A bola que está exposta na estante de troféus do clube na sede do Barro Preto
é um dos capítulos da rivalidade entre cruzeirenses e atleticanos em 1931

Por Henrique Ribeiro

O Cruzeiro sagrou-se tricampeão de Belo Horizonte das temporadas de 1928, 1929 e 1930 e, até janeiro de 1931, ainda não havia recebido a cobiçada Taça "Liga Mineira".

O troféu havia sido instituído pela Liga Mineira em 5 de dezembro de 1918 e era transitório. O clube que conquistasse o campeonato por três vezes consecutivas ou quatro alternadas ficaria com a sua posse em definitivo.

O América teria direito a duas taças pelos dois tris consecutivos de 1919, 1920 e 1921 e de 1922, 1923 e 1924. A disputa do novo troféu passou a valer desde 1925, e desde então, apenas o Cruzeiro foi tri consecutivo.

O recém-eleito presidente do Cruzeiro, Americo Gasparini, cobrou do presidente do Atlético, Anibal de Matos, que respondia, simultaneamente, pelo cargo de presidente da Liga Mineira, a taça de campeão.

É que o cartola cruzeirense imaginou que o troféu estava de posse do Atlético desde 1926, já que o clube de Lourdes havia vencido o campeonato daquele ano e o de 1927,  mas que não havia repassado ao Cruzeiro, desde que o clube levantou o campeonato de 1928!

A demora em fazer a entrega do troféu fez com que os cruzeirenses partissem para a provocação. Como não havia troféu para expor na vitrine da sede do clube, que funcionava num prédio da rua dos Caetés, improvisaram uma bola (foto acima) e escreveram no couro a seguinte inscrição: Palestra 5, Athletico 2, que se referia ao placar mais impiedoso imposto ao rival durante a campanha do tri. Lembrando que, naquele ano, o Cruzeiro ainda se chamava Palestra Itália.

No entanto, verificou-se que a demora dos atleticanos em repassar o troféu ao Cruzeiro não se tratava de pirraça, mas de uma falha da Liga Mineira. É que nem os alvi-negros o haviam recebido. Descobriu-se que, após o América ter levantado o tri de 1919, 1920 e 1921 ficou com posse definitiva do primeiro troféu e que, a partir de 1922, outra Taça sequer foi confeccionada e por isso não foi entregue a nenhum campeão, desde então.

Anibal de Matos então solicitou aos membros do departamento técnico da Liga Mineira, Adão Lopes e Antonio Yemeiy Rodrigues, que fizessem um levantamento de todos os campeões do período e a quem caberia os prêmios.

O jornal Estado de Minas, de 16 de janeiro de 1931, publicou o trabalho e descobriu-se que, com a reforma dos estatutos de 11 de março de 1927, a posse definitiva passou a ser de dois anos consecutivos ou três alternados.

Assim, a entidade mandou confeccionar na Joalheria Diamantina mais três taças: uma para o América pelo tri de 1922, 1923 e 1924, uma ao Atlético pelo bi de 1926 e 1927 e uma ao Cruzeiro pelo bi de 1928 e 1929. 

O mais interessante é que o levantamento revelou que o Campeonato de 1925, que seria o último da série do "polêmico" deca-campeonato do América, não existiu conforme ata da reunião entre os clubes e a direção da Liga Mineira, de 18 de dezembro de 1925. Portanto, na verdade, o coelho é enea-campeão e nunca foi deca-campeão.

Outro detalhe é que os clubes receberam o diploma de "campeão de Belo Horizonte" em cada ano que conquistaram o Campeonato e não de "campeões mineiros", conforme publica, erroneamente, a Federação Mineira de Futebol, em seu site oficial.

Mesmo com a pendência resolvida, a bola com a provocação aos atleticanos que substituiu, temporariamente, a Taça "Liga Mineira", até hoje está presente na galeria de troféus do clube. A relíquia está exposta ao lado das taças mais importantes da história do clube no hall principal da sede do Barro Preto.

A foto dessa bola também serviu como ilustração de capa do livro "Futebol no embalo da nostalgia" publicado pelo jornalista Plínio Barreto nos anos 1970. 

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domingo, 13 de maio de 2012

AGENDA HISTÓRICA


A nação cruzeirense liderou o ranking de rendas
do Campeonato Brasileiro de 1967

14/05/1967 - Com a vitória sobre o Botafogo por 2 a 1, no Mineirão, o Cruzeiro encerra a sua participação no Campeonato Brasileiro como terceiro colocado do grupo A da primeira fase. Mesmo eliminado da fase final, o Cruzeiro se tornaria o campeão de rendas do Campeonato, segundo o balanço da Confederação Brasileira do Desporto-CBD que seria publicado no jornal Estado de Minas do dia 4 de agosto. De acordo com o levantamento da CBD o ranking ficou assim:

1-CRUZEIRO ($ 466.250,10)
2-SANTOS ($ 416.862,97)
3-ATLÉTICO ($ 373.253,32)
4-FLAMENGO ($ 367.872,81)
5-GRÊMIO ($ 359.604,60)
6-CORINTHIANS ($ 333.989,00)
7-INTERNACIONAL ($ 310.122,00)
8-PALMEIRAS ($ 298.692,20)
9-VASCO ($ 289.288,83)
10-SÃO PAULO ($ 235.790,00)
11-BANGU ($ 231.632,00)
12-FLUMINENSE ($ 195.459,02)
13-PORTUGUESA ($ 190.404,47)
14-BOTAFOGO ($ 190.036,51)
15-FERROVIÁRIO ($ 155.238,50)

15/05/2001 - o Cruzeiro vence o El Nacional, do Equador, por 4 a 1, no Mineirão, na segunda partida das oitavas de final da Taça Libertadores. O primeiro gol da partida foi o mais rápido da história da Libertadores. E foi contra! Ele foi marcado pelo zagueiro Gomes, do El Nacional, aos 7 segundos. O resultado classificou o Cruzeiro para as quartas de final,  já que também havia vencido o primeiro jogo por 2 a 1, em Quito.

16/05/1997 - O Cruzeiro acerta a troca do meia-atacante Ailton pelo meio-campista Caio, da Portuguesa. Ailton chegou ao Cruzeiro em março de 1996, com outros três jogadores do São Paulo (Vítor, Gilmar e Donizete), que foram trocados pelo volante Belletti e pelo lateral esquerdo Serginho, mais o passe em definitivo do meia Palhinha, que já estava emprestado ao clube desde janeiro. Ailton marcou o gol do título mineiro de 1996, na vitória por 1 a 0, sobre o América, no Mineirão, na última rodada da fase final, ao completar de cabeça um cruzamento do lateral Nonato. Ailton fez 65 jogos e marcou 13 gols com a camisa cruzeirense e durante a sua passagem de um ano sagrou-se campeão da Taça Libertadores de 1997 e dos Campeonatos Mineiros de 1996 e de 1997, além do vice-campeonato da Supercopa de 1996.

17/05/1961 - O presidente da república Jânio Quadros assina o decreto que obriga os clubes profissionais a realizarem apenas duas partidas por semana respeitando-se o prazo de 72 horas entre uma e outra. O decreto seria publicado em 22 de maio.

18/05/1930 - Cruzeiro e Palmeiras se enfrentam pela primeira vez. Foi um amistoso disputado no Barro Preto que terminou com a vitória palmeirense por 4 a 2, com gols de Osses, Carrone, Heitor e Lara. Os atacantes Ninão e Bengala marcaram os gols do Cruzeiro. Na época, ambos os clubes ainda eram Palestra Itália e apesar da mesma origem nunca haviam se enfrentado, mesmo o Cruzeiro tendo sido fundado nove anos antes deste primeiro confronto.

19/05/1947 - Fernando Tamietti é eleito presidente do Cruzeiro. Sua meta era dar prosseguimento aos trabalhos do antecessor, Mario Grosso, que havia renunciado ao cargo (era o seu terceiro mandato consecutivo). Em sua gestão, Tamietti iria instituir duas novas categorias de sócios do clube: a “classe geral” para os frequentadores da piscina, quadras e etc e a de “assistente de futebol” para acesso aos jogos do time. Para os assistentes as mensalidades foram majoradas como haviam feito, anteriormente, América e Atlético e não poderiam mais levar acompanhante. A classe geral foi dividida em A, B, C, universitário, feminina, juvenil, infantil e atletas. Inauguraria também o tão esperado setor de imprensa no estádio do Barro Preto. Ele permaneceria apenas quatro meses no cargo, pois renunciaria em 23 de setembro.

20/05/1959 - com um gol de Biriba, aos 19 minutos, o Cruzeiro é derrotado por 1 a 0, pelo Bahia, no estádio da Fonte Nova, em Salvador, e encerra a temporada de cinco amistosos na Bahia. A série começou em 10 de maio, com a vitória por 2 a 0 sobre o Vitória. No dia 12, o time estrelado foi derrotado por 1 a 0, pelo Bahia. No dia 14, empatou em 1 a 1 com o Ipiranga e, dia 17, empatou sem gols com o Fluminense-BA. O Bahia se tornaria, naquele ano, o primeiro campeão brasileiro da história e derrotaria o Santos de Pelé e cia na decisão. O treinador do tricolor da boa terra era Geninho, que começou a carreira de jogador no Cruzeiro.

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segunda-feira, 7 de maio de 2012

AGENDA HISTÓRICA

O time do Cruzeiro tricampeão mineiro de 1961. Em pé (da esquerda
para a direita): Massinha, Mussula, Benito, Amauri, Geraldino e Vavá;
Agachados (da esquerda para a direita): Antoninho, Rossi, Paulão, Elmo e Nerival.

Por Henrique Ribeiro

07/05/2008 - O Cruzeiro é eliminado da Taça libertadores ao ser derrotado por 2 a 1 para o Boca Juniors, no Mineirão, na segunda partida das oitavas de final, com gols de Rodrigo Palácio e Martín Palermo. O meia Wagner num belo voleio descontou para o Cruzeiro. O Boca era o atual campeão sulamericano e havia vencido o primeiro jogo em Buenos Aires, pelo mesmo placar. Antes da eliminação o Cruzeiro havia superado o Cerro Porteño, do Paraguai, na primeira fase e encerrou a segunda fase como primeiro colocado do Grupo 1, que teve o San Lorenzo, da Argentina, o Real Potosí, da Bolívia e o Caracas, da Venezuela. Na classificação geral o Cruzeiro terminou a disputa na nona colocação, enquanto o Boca seria eliminado nas semifinais pelo Fluminense. O campeão foi o LDU, do Equador.

08/05/1987 - o zagueiro Geraldão é convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira para a disputa de uma série de amistosos contra a Inglaterra, Irlanda, Escócia, Finlândia e Israel. O zagueiro já vinha sendo convocado para as Seleções de base desde 1981 e entre várias feras como Ricardo Rocha, Ricardo Gomes, Silas, Raí, Dunga, Muller, Valdo e Romário foi eleito pelo treinador Carlos Alberto Silva o capitão da equipe. Outro jogador do Cruzeiro que participou daquela Seleção foi o volante Douglas.

09/05/1965 - o Cruzeiro vence o Atlético por 3 a 2, num amistoso disputado no Independência. Pela terceira vez, o Cruzeiro revertia um placar desfavorável de dois gols de diferença no clássico. O Atlético fez 2 a 0 com dois gols do atacante Toninho Catimba aos 28 e aos 67 minutos de jogo. O Cruzeiro virou o com um gol de Tostão aos 70 e dois gols do ponta esquerda Dalmar aos 75 e 80 minutos. As outras duas vezes que o Cruzeiro estabeleceu uma virada com dois gols de desvantagem no classico foi em 01/11/1931, pelo Campeonato da Cidade, quando começou perdendo por 2 a 0 e virou para 3 a 2 e, em 9/12/1934, num amistoso, quando começou perdendo por 2 a 0 e virou para 4 a 3.

10/05/1953 - O América vence o Cruzeiro por 1 a 0, com um gol de Otávio aos 19 minutos, em partida válida pelo Campeonato da Cidade. Pela primeira vez as equipes disputavam um clássico oficial no estádio, que foi inaugurado em 1950.

11/05/1961 - O Cruzeiro investe 350 mil cruzeiros na contratação do atacante Paulão (foto acima), do Bela Vista, de Sete Lagoas, como um dos reforços para a disputa do Campeonato Mineiro e Brasileiro. Ele marcou 10 gols na disputa do Estadual e foi uma das principais peças na conquista do tricampeonato. Em abril de 1965 foi negociado ao Valencia de Caracas, da Venezuela por 4 milhões de cruzeiros. Ao todo Paulão disputou 108 jogos e marcou 49 gols com a camisa cruzeirense.

12/05/1999 - Com um empate sem gols contra o Vila Nova-GO, no estádio Serra Dourada, o Cruzeiro conquista a Copa Centro-Oeste. Para chegar ao título o Cruzeiro se classificou como segundo colocado da chave C, que teve América-MG, Atlético-MG e Villa Nova-MG. Na semifinal atropelou o Atlético-MG por 5 a 1 e nos play-offs finais derrotou o Vila Nova por 3 a 0, no Mineirão, no primeiro jogo e foi derrotado por 2 a 1, na segunda partida, em Goiânia. Como fez um melhor saldo de gols no play-off jogou com a vantagem do empate no tempo normal e na prorrogação de 30 minutos na terceira partida decisiva, em Goiânia. A competição dava uma das vagas brasileiras para a Copa Conmebol que o Cruzeiro acabou recusando por já estar inscrito na Copa Mercosul no segundo semestre. O Vila goiano acabou herdando a vaga.

13/05/1950 - O diretor de futebol Antônio Cunha Lobo suspende por 90 dias o zagueiro Formiga. O jogador, que era do juvenil e começava a ser aproveitado pelo treinador Souza no time profissional, havia acertado a sua transferência para o Santos, que acabou sendo concedida pela Confederação Brasileira do Desporto-CBD, pois havia sido feita antes da punição imposta pela diretoria cruzeirense. Formiga se transformaria num dos maiores zagueiros da história do Santos, onde jogou até 1963 e sagrou-se campeão da Libertadores de 1962 e 1963 e Brasileiro de 1961, 1962 e 1963. Formiga disputou apenas uma partida pelo Cruzeiro em 16/02/1950, num amistoso que terminou empatado em 1 a 1, contra o Democrata, em Governador Valadares. Ele retornaria ao clube como treinador em 1988. 

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sábado, 5 de maio de 2012

Todos os confrontos entre Cruzeiro e Atlético Paranaense


Foto: Site Superesportes

Carlos Henrique

CAMPEONATO BRASILEIRO

Jogo 1 - 17/10/1968 - Cruzeiro 4 x 1
1ª fase - Mineirão
Gols: Dirceu Lopes 7’ (1-0), Tostão 10’ (2-0), Sicupira 24’ (2-1), Evaldo 66’ (3-1), Tostão 72’ (4-1)
Jogo 2 - 14/11/1970 - Cruzeiro 2 x 0
1ª fase - Couto Pereira (Curitiba)
Gols: Alfredo (contra) 4’, Evaldo 52’
Jogo 3 - 12/09/1976 - Empate 1 x 1
1ª fase - Couto Pereira (Curitiba)
Gols: Palhinha 51’ (1-0), Marinho 76’ (1-1)
Jogo 5 - 08/02/1984 - Atlético 3 x 2
1ª fase - Couto Pereira (Curitiba)
Gols: Paulo Marcos 4’ (0-1), Carlos Alberto Seixas 5’ (1-1), Paulo Marcos 31’ (1-2), Joãozinho 73’ (2-2), Nivaldo 88’ (2-3)
Jogo 6 - 26/02/1984 - Empate 2 x 2
1ª fase - Mineirão
Gols: Binga 36’ (0-1), Renato Sá 39’ (0-2), Eduardo 57’ (1-2), Ademar (pênalti) 60’ (2-2)
Jogo 7 - 16/10/1986 - Empate 1 x 1
2ª fase - Pinheirão (Curitiba)
Gols: Eduardo (falta) 24’ (1-0), Agnaldo (pênalti) 34’ (1-1)
Jogo 8 - 30/11/1986 - Cruzeiro 1 x 0
2ª fase - Mineirão
Gol: Geraldão (pênalti) 67’
Jogo 9 - 11/09/1988 - Empate 0 x 0
1ª fase/1º turno - Mineirão
Jogo 10 - 14/04/1991 - Cruzeiro 3 x 2
1ª fase - Pinheirão (Curitiba)
Gols: Adilson (falta) 44’ (1-0), Charles 46’ (2-0), Tico (pênalti) 21’ (2-1), Tico 26’ (2-2), Ramon Menezes 90’ (3-2)
Jogo 11 - 20/02/1992 - Cruzeiro 4 x 0
1ª fase - Mineirão
Gols: Agnaldo 2’, Luís Fernando 8’, Agnaldo 10’, Cleison 85’
Jogo 12 - 29/08/1996 - Empate 0 x 0
1ª fase - Arena da Baixada (Curitiba)

Foto: Vipcomm

Jogo 13 - 27/07/1997 - Empate 0 x 0
1ª fase - Mineirão
Jogo 14 - 01/11/1998 - Cruzeiro 2 x 1
1ª fase – Vila Capanema (Curitiba)
Gols: Warley 33’ (0-1), Fábio Júnior 56’ (1-1), Fábio Júnior 81’ (2-1)
Jogo 17 - 22/08/1999 - Cruzeiro 3 x 1
1ª fase – Mineirão
Gols: Alex Alves 17’ (1-0), Donizete Amorim 19’ (2-0), Adriano 44’ (2-1), Ricardinho 75’ (3-1)
Jogo 22 - 30/07/2000 - Atlético 2 x 0
1ª fase – Mineirão
Gols: Emerson 43’ (0-1), Kelly 77’ (0-2)
Jogo 23 - 05/08/2001 - Atlético 2 x 1
1ª fase - Independência
Gols: Nem 8’ (0-1), Edmundo (pênalti) 11’ (1-1), Alex Mineiro 90’ (1-2)
Jogo 27 - 09/11/2002 - Cruzeiro 4 x 1
1ª fase - Independência
Gols: Igor (contra) 15’ (1-0), Igor 23’ (1-1), Fábio Júnior 25’ (2-1), Luisão 43’ (3-1), Marcelo Batatais 58’ (4-1)
Jogo 28 - 03/05/2003 - Cruzeiro 5 x 2
Turno - Mineirão
Gols: Alex (falta) 7’ (1-0), Ilan 19’ (1-1), Aristizabal 23’ (2-1), Dagoberto 48’ (2-2), Aristizabal 70’ (3-2), Aristizabal 85’ (4-2), Alex 90’ (5-2)
Jogo 29 - 13/09/2003 - Cruzeiro 4 x 1
Returno - Arena da Baixada (Curitiba)
Gols:Alex (pênalti) 19’(1-0), Mota 27’(2-0), Alex (pênalti) 33’(3-0), Fernandinho 56’(3-1), Mota 71’(4-1)
Jogo 30 - 30/05/2004 - Atlético 3 x 1
Turno - Arena da Baixada (Curitiba)
Gols: Dagoberto 42’ (0-1), Washington 51’ (0-2), Washington 61’ (0-3), Lima 71’ (1-3)
Jogo 31 - 19/09/2004 - Atlético 4 x 2
Returno - Mineirão
Gols: Guilherme 8’ (1-0), Washington (pênalti) 45’ (1-1), Ivan 50’ (1-2), Jádson 52’ (1-3), Washington (pênalti) 76’ (1-4), Fred 85’ (2-4)
Jogo 32 - 06/08/2005 - Atlético 5 x 4
Turno - Arena da Baixada (Curitiba)
Gols: Alan Bahia (pênalti) 1’ (0-1), Adriano 14’ (1-1), Finazzi 22’ (1-2), Finazzi 49’ (1-3), Kelly 53’ (2-3), Finazzi 65’ (2-4), Adriano Louzada 68’ (3-4), Kelly 70’ (4-4), Schumacher 90’ (4-5)
Jogo 33 - 17/11/2005 - Atlético  2 x 1
Returno - Mineirão
Gols: Evandro 46 segs (0-1), Alecsandro 10’ (1-1), Lê 81’ (1-2)
Jogo 34 - 31/05/2006 - Empate 1 x 1
Turno - Mineirão
Gols: Elber 34’ (1-0), Alan Bahia 89’ (1-1)
Jogo 35 - 08/10/2006 - Empate 1 x 1
Returno - Arena da Baixada (Curitiba)
Gols: Michel 29’ (0-1), Wagner 56’ (1-1)
Jogo 36 - 25/07/2007 - Empate 2 x 2
Turno - Arena da Baixada (Curitiba)
Gols: Gustavo 21’ (0-1), Araújo 23 (1-1), Pedro Oldoni 78’ (1-2), Nenê (2-2)
Jogo 37 - 27/10/2007 - Empate 1 x 1
Returno - Mineirão
Gols: Leandro Domingues 41’ (1-0), Ferreira 80’ (1-1)
Jogo 38 - 16/07/2008 - Cruzeiro 1 x 0
Turno - Mineirão
Gol: Elicarlos 85’
Jogo 39 - 25/10/2008 - Atlético  1 x 0
Returno - Arena da Baixada (Curitiba)
Gol: Rafael Moura 50’
Jogo 40 - 05/08/2009 - Atlético 2 x 0
Turno - Mineirão
Gols: Marcinho 49’, Gabriel  87’
Jogo 41 - 21/11/2009 - Empate 1 x 1
Returno - Arena da Baixada (Curitiba)
Gols: Marcinho 73’ (0-1), Leonardo Silva 88’ (1-1)
Jogo 42 - 14/07/2010 - Cruzeiro 2 x 0
Turno - Arena da Baixada (Curitiba)
Gols: Wellington Paulista 45’, Robert 86’
Jogo 43 - 02/10/2010 - Empate 0 x 0
Returno - Arena do Jacaré (Sete Lagoas, MG)
Jogo 44 - 17/08/2011 - Atlético 2 x 1
Turno - Arena da Baixada (Curitiba)
Gols: Marcinho 30’ (0-1), Wellington Paulista 34’ (1-1), Cléber Santana 89’ (1-2)
Jogo 45 - 20/11/2011 - Empate 1 x 1
Returno - Arena do Jacaré (Sete Lagoas, MG)
Gols: Marcinho 26’ (0-1), Charles 42’ (1-1)
29/05/2013 - Empate 2 x 2
Turno - Erton Queiroz (Curitiba, PR)
Gols: Pedro Botelho 6' (0-1), Manoel 28' (0-2), Dedé 42' (1-2), Luan 46' (2-2)
14/09/2013 - Cruzeiro 1 x 0
Returno - Mineirão
Gol: Nilton 35' (1-0)
03/05/2014 - Cruzeiro 3 a 2
Turno - Mané Garrincha (Brasília)
Gols: Ederson 23' (0-1), Nilton 35' (1-1), Marcelo 40' (1-2), Souza 74' (2-2), Marcelo Moreno 83' (3-2)
17/09/2014 - Cruzeiro 2 a 0
Returno - Mineirão
Gols: Alisson 26', Marcelo Moreno 54'
04/07/2015 - Cruzeiro 2 a 0
Turno - Mineirão
Gols: Arrascaeta 40', Marinho 73'
15/10/2015 - Empate 2 a 2
Returno - Arena da Baixada
Gols: Evandro 36' (0-1), Fabrício 73' (1-1), Bruno Pereirinha 79' (1-2), Arrascaeta 84' (2-2)
11/07/2016 - Atletico 3 a 0
Turno - Mineirão
Gols: Pablo 20', André Lima 67' e 80'


O confronto pelo Campeonato Brasileiro
Total de Jogos: 42
Vitórias do Cruzeiro: 16
Empates: 15
Vitórias do Atlético: 11
Total de Gols: 125
Gols do Cruzeiro: 70
Gols do Atlético: 55

COPA DO BRASIL
Jogo 15 - 24/03/1999 - Empate 0 x 0
2ª fase - Couto Pereira (Curitiba)
Jogo 16 - 31/03/1999 - Empate 3 x 3
2ª fase - Mineirão
Gols: Valdo (falta) 19’ (1-0), Lucas (pênalti) 42’ (1-1), Sandoval 58’ (1-2), Kleberson 86’ (1-3), Alex Alves 90’ (2-3), Valdo (falta) 90’+3’ (3-3)
Jogo 20 - 24/05/2000 - Cruzeiro 2 x 1
Oitavas de final/1ª - Mineirão
Gols: Fábio Júnior 26’ (1-0), Gustavo-contra 32’ (2-0), Kléber 35’ (2-1)
Jogo 21 - 31/05/2000 - Empate 2 x 2
Oitavas de final/2ª - Arena da Baixada (Curitiba)
Gols: Oséas 50’ (1-0); Gilson Batata 76’ (1-1), Oséas 77’ (2-1), Gilson Batata (falta) 89’ (2-2)
Jogo 46 – 02/05/2012 – Atletico 1 x 0
Oitavas de final/1ª – Vila Capanema (Curitiba)
Gol: Edigar Junio 7'
Jogo 47 - 09/05/2012 - Atletico 2 x 1
Oitavas de final/1ª – Arena do Jacaré (Sete Lagoas, MG)
Gols: Guerrón 25' (0-1), Wellington Paulista (pênalti) 39' (1-1), Liguera 59' (1-2)

COPA SUL MINAS
Jogo 24 - 20/01/2002 - Cruzeiro 2 x 0
1ª fase - Arena da Baixada (Curitiba)
Gols: Cris 34’ (1-0), Leonardo 83’ (2-0)
Jogo 25 - 05/05/2002 - Cruzeiro 2 x 1
Decisão/1ª - Arena da Baixada (Curitiba)
Gols: Edílson (pênalti) 58’ (1-0), Fábio Júnior 65’ (2-0), Alex Mineiro (pênalti) 85’ (2-1)
Jogo 26 - 12/05/2002 - Cruzeiro 1 x 0
Decisão/2ª - Mineirão
Gol: Sorin 75’ (1-0)
09/03/2015 - Cruzeiro 2 a 1
1a fase - Mineirão
Gols: Pablo 33' (0-1), Douglas Coutinho 75' (1-1), Elber 79' (2-1)

TORNEIO SELETIVO DA LIBERTADORES
Jogo 18 - 18/12/1999 - Atlético 3 x 0
Decisão/1ª - Arena da Baixada (Curitiba)
Gols: Lucas 5’ (0-1), Lucas 81’ (0-2), Lucas 83’ (0-3)
Jogo 19 - 21/12/1999 - Cruzeiro 2 x 1
Decisão/2ª - Mineirão
Gols: Adriano 29’ (0-1), Alex Alves 33’ (1-1), Alex Alves 76’ (2-1)
*o Atlético ficou com a quarta vaga brasileira para a Taça Libertadores de 2000.

AMISTOSO
Jogo 4 - 29/04/1981 - Atlético 1 x 0
Torneio do Governador - Couto Pereira (Curitiba)
Gol: Roldão 33’

ESTATÍSTICA GERAL 
Total de Jogos: 55
Vitórias do Cruzeiro: 22
Empates: 18
Vitórias do Atlético: 15
Total de Gols: 158
Gols do Cruzeiro: 88
Gols do Atlético: 70
Fabio Junior que marcou um dos gols da vitória por 2 a 1 na primeira 
partida das finais da Copa Sul Minas de 2002 é o maior artilheiro do confronto.
Ele disputou 8 jogos pelo Cruzeiro contra o Atlético e marcou 5 gols.

Quadro de goleadores do confronto
5 gols: Fábio Júnior (Cru)
4 gols: Alex, Alex Alves,  (Cru)
4 gols: Lucas, Marcinho, Washington (Atl)
3 gols: Aristizabal, Wellington Paulista  (Cru)
3 gols: Finazzi (Atl)
2 gols: Agnaldo, Arrascaeta, Eduardo Lobinho, Evaldo, Kelly, Marcelo Moreno, Mota, Nilton, Oséas, Tostão, Valdo (Cru)
2 gols: Adriano, Alan Bahia, Alex Mineiro, André Lima, Dagoberto, Evandro, Gilson Batata, Pablo, Paulo Marcos, Tico (Atl)
1 gol: Ademar, Adilson, Adriano, Adriano Louzada, Alecsandro, Alisson, Araújo, Charles, Charles (volante), Cleison, Cris, Dedé, Dirceu Lopes, Donizete Amorim, Douglas Coutinho, Edílson, Edmundo, Elber, Elber II, Elicarlos, Fabrício, Fred, Geraldão, Guilherme, Joãozinho, Leandro Domingues, Leonardo, Leonardo Silva, Lima, Luan, Luisão, Luís Fernando, Marcelo Batatais, Marinho, Nenê, Palhinha, Ramon Menezes, Ricardinho, Robert, Seixas, Sorin, Souza, Tostão, Wagner (Cru)
1 gol: Agnaldo, Binga, Bruno Pereirinha, Cléber Santana, Ederson, Edigar Junio, Emerson,  Fernandinho, Ferreira, Gabriel , Guerrón, Gustavo, Igor, Ilan, Ivan, Jádson, Kelly, Kléber, Kleberson, Lê, Liguera, Manoel, Marcelo, Marinho, Michel, Nem, Pedro Botelho, Pedro Oldoni, Rafael Moura, Renato Sá, Roldão, Sandoval, Schumacher, Sicupira, Warley (Atl)
1 gol contra: Alfredo, Gustavo e Igor (Atletico) a favor do Cruzeiro

Ficha técnica do primeiro confronto:
CRUZEIRO 4 x 1 ATLÉTICO (PR)
17/10/1968 - Campeonato Brasileiro (1ª fase/8ª) - Mineirão
Ingressos: 15.670 (Ncr$ 43.658,)
Arbitragem: Vander Moreira/PR (Dagomir Sacramento/MG e José Assis Aragão/MG)
Gols: Dirceu Lopes 7’ (1-0), Tostão 10’ (2-0), Sicupira 24’ (2-1), Evaldo 66’ (3-1), Tostão 72’ (4-1)
Cruzeiro: Fazano, Pedro Paulo, Ditão, Darci, Murilo (Neco), Zé Carlos, Dirceu Lopes (Piazza), Natal, Tostão, Evaldo, Rodrigues. T: Orlando Fantoni
Atlético: Gil, Zé Carlos, Bellini, Charrão (Vilmar), Nilo, Nair, Paulista, Sicupira, Zé Roberto, Madureira (Gildo), Nilson. T: Nestor Alves

terça-feira, 1 de maio de 2012

AGENDA HISTÓRICA


Foto: Site Superesportes
O atacante Edilson Capetinha que atuou pelo Cruzeiro na campanha
do título da Copa Sul Minas de 2002

Por Henrique Ribeiro

01/05/1970 - o Cruzeiro goleia o Fortaleza por 3 a 0 no amistoso inaugural do estádio Romeirão, em Juazeiro do Norte, no Ceará, com dois de Evaldo e um de Natal. Como Juazeiro do Norte não possuía nenhum time profissional, o Romeirão foi palco de jogos de times amadores da cidade até 1973, quando o Icasa e o Guarani se profissionalizaram. O primeiro gol do estádio foi marcado pelo atacante Natal.


02/05/1950 - o atacante Áureo assina o seu primeiro contrato profissional com o Cruzeiro. Mesmo sendo menor de idade ele não precisou da autorização dos pais, pois havia se casado dias antes. Ele estava no juvenil do clube desde 1948 e foi lançado pelo treinador Souza nos amistosos de fevereiro de 1950. Tinha como característica as arrancadas para o gol e o chute forte. Foi um dos melhores atacantes do Cruzeiro na década de 1950. Após atuar no São Bento de Marília-SP entre maio de 1952 e junho de 1953, retornou ao Cruzeiro, onde ficou até 1956, quando se transferiu para o Sete de Setembro. Fez 127 jogos e marcou 58 gols com a camisa cruzeirense. 

03/05/2009 - Com o empate em 1 a 1 contra o atletico, no Mineirão, pela segunda partida decisiva do Estadual, o Cruzeiro encerrou a campanha como campeão invicto de 2009. Foi a décima vez que o clube da constelação terminou uma disputa mineira como campeão invicto. As outras vezes foram em 1968, 1969, 1992, 1994 e 2003, além dos campeonatos da cidade de 1926, 1929, 1930 e 1944. O empate também estabeleceu uma série invicta de 12 jogos invictos contra o Galo.

04/05/2011 - Na arena do Jacaré, em Sete Lagoas, o Cruzeiro perde para o Once Caldas, por 2 a 0, na segunda partida das oitavas de final da Taça Libertadores. Foi a eliminação mais vexatória da história do clube no Campeonato Sulamericano. Isto porque o Cruzeiro havia vencido o fraco time colombiano no primeiro jogo, em Manizales, por 2 a 1, e após uma apresentação pífia  foi derrotado e eliminado em seus próprios domínios.

05/05/1988 - o Cruzeiro faz a sua primeira partida contra o Argentinos Juniors. O confronto foi válido pelas quartas de final da Supercopa. O time estrelado venceu por 1 a 0, no Mineirão, com um gol do atacante Ramon Guimarães, aos 77 minutos. O time argentino revelou jogadores como Maradona, Redondo e Sorin, que viria a ser um dos grandes jogadores do Cruzeiro na década de 2000. Cruzeiro e Argentinos Juniors se enfrentaram ao todo cinco vezes com três vitórias do Cruzeiro, um empate e uma derrota. A última partida aconteceu em 4 de novembro de 2009, no Mineirão, num amistoso festivo que serviu para marcar a despedida do lateral esquerdo Sorin do futebol.

06/05/2002 - O atacante Edilson Capetinha é convocado para a Seleção Brasileira para a disputa da Copa do Mundo, que seria realizada na Coreia e no Japão. Ele foi sétimo jogador Cruzeiro a defender o selecionado canarinho no Mundial. Os outros foram Tostão (1966/1970), Piazza (1970/1974), Fontana (1970), Nelinho (1974/1978), Ronaldo (1994) e Dida (1998).

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