quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Wellin ... gol ... pênalti. Atacante bate recordes com a camisa cinco estrelas

Um dos gols de pênalti de Wellington Paulista na temporada foi contra o Sport Recife
na quinta rodada do Campeonato Brasileiro
Por Henrique Ribeiro

Com o gol de pênalti marcado contra o Atlético Goianiense na vitória por 2 a 0, ontem, no Serra Dourada, o atacante Wellington Paulista tornou-se o artilheiro isolado do Cruzeiro na era dos pontos corridos do Campeonato Brasileiro. Foi o 29o gol do atacante na quarta temporada consecutiva que ele defende a camisa estrelada.

Além do recorde na competição, o camisa 9 também igualou uma marca histórica que prevalecia há 84 anos no clube. Ele igualou o atacante Ninão em número de gols de pênalti por temporada. Em 1928 o atacante João Fantoni, o Ninão, havia marcado 11 gols em cobranças de penalidade máxima. Este ano, Wellington Paulista alcançou a marca e ainda terá outras 18 partidas pela frente para entrar para a história.

Os maiores artilheiros do Cruzeiro em cobranças de pênaltis por temporada foram:
11 gols - Ninão, em 1928 e Wellington Paulista, em 2012
9 gols - Nelinho, em 1976
8 gols - Ninão, em 1929, Amauri em 1958 e, em 1960, e Guilherme, em 2008

Os maiores cobradores de pênaltis do Cruzeiro
38 gols - Nelinho
31 gols - Alcides
25 gols - Tostão
24 gols - Marcelo Ramos
23 gols - Amauri
22 gols - Ninão e Wellington Paulista
17 gols - Tostão II
10 gols - Lima
9 gols - Ceci

Goleadores do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro da era dos pontos corridos (desde 2003)
29 gols - Wellington Paulista
28 gols - Guilherme
26 gols - Alecsandro
25 gols - Alex
24 gols - Fred
21 gols - Montillo
19 gols - Aristizabal
18 gols - Wagner
17 gols - Thiago Ribeiro

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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Todos os confrontos entre Cruzeiro e Atlético Goianiense


Foto: Marcelo Prates/Hoje em Dia
Cruzeiro conquistou uma vitória dramática por 3 a 2 sobre o Atlético-GO no
returno do Brasileiro do ano passado na Arena do Jacaré

Por Henrique Ribeiro

Todos os confrontos foram pelo Campeonato Brasileiro

02/02/1969 - Cruzeiro 2 x 1
Quartas de final/1a - Pedro Ludovico (Goiânia, GO)
Gols: Dirceu Lopes 4' (1-0), Dirceu Lopes 6' (2-0), Guilherme 80' (2-1)
09/02/1969 - Cruzeiro 6 x 1
Quartas de final/2a - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Ingressos: 23.940
Gols: Tostão (pênalti) 15' (1-0), Rodrigues 24' (2-0), Dirceu Lopes 34' (3-0), Dirceu Lopes 50' (4-0), Guilherme 53' (4-1), Tostão 69' (5-1), Hilton Oliveira 90' (6-1)
07/09/1986 - Cruzeiro 2 x 0
Primeira Fase - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Ingressos: 13.444
Gols: Geraldão (falta) 16', Hamilton 44'
06/06/2010 - Atlético 2 x 1
Turno - Serra Dourada (Goiânia, GO)
Ingressos: 3.419
Gols: Rodrigo Tiuí 28', Wellington Paulista 41', Pedro Paulo 84'
29/09/2010 - Cruzeiro 3 x 0
Returno - Arena do Jacaré (Sete Lagoas, MG)
Ingressos: 10.869
Gols: Cláudio Caçapa 30', Montillo 44', Wallyson 87'
27/07/2011 - Atlético 2 x 0
Turno - Serra Dourada (Goiânia, GO)
Ingressos: 5.593
Gols: Felipe 8', Felipe 90'+1'
23/10/2011 - Cruzeiro 3 x 2
Returno - Arena do Jacaré (Sete Lagoas, MG)
Ingressos: 5.595
Gols: Thiago Feltri 15' (0-1), Farías 41' (1-1), Felipe 66' (1-2), Anselmo Ramon 70' (2-2), Anselmo Ramon 74' (3-2)
20/05/2012 - Empate 0 x 0
Turno - Parque do Sabiá (Uberlândia, MG)
Ingressos: 3.952
29/08/2012 - Cruzeiro 2 x 0
Returno - Serra Dourada (Goiânia, GO)
Ingressos: 2.675
Gols: Borges 26', Wellington Paulista 71'

Total de Jogos: 09
Vitórias do Cruzeiro: 06
Empates: 01
Vitórias do Atlético: 02
Total de Gols: 27
Gols do Cruzeiro: 19
Gols do Atlético: 08

Quadro de goleadores do confronto:
4 gols: Dirceu Lopes (Cruzeiro)
3 gols: Felipe (Atlético)
2 gols: Anselmo Ramon, Tostão, Wellington Paulista (Cruzeiro)
2 gols: Guilherme (Atlético)
1 gol: Borges, Cláudio Caçapa, Farías, Geraldão, Hamilton, Hilton Oliveira, Montillo, Rodrigues, Wallyson  (Cruzeiro)
1 gol: Pedro Paulo, Rodrigo Tiuí, Thiago Feltri (Atlético)

Os confrontos pela Copa do Brasil

10/07/2013 - Cruzeiro 5 a 0
Terceira Fase/1a - Mineirão
Ingressos: 11.317
Gols: Diego Souza 10', Vinícius Araújo 31', Dedé 43', Everton Ribeiro 57', Egídio 75'
17/07/2013 - Cruzeiro 1 a 0
Terceira Fase/2a - Serra Dourada
Ingressos: 1.280
Gol: Lucca 10'

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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O classico na era independência

O Cruzeiro tricampeão mineiro de 1959, 1960 e 1961.
O maior esquadrão formado pelo clube na era do estádio Independência
Em pé: Massinha, Mussula, Benito, Amauri, Geraldino e Vavá
Agachados: Antoninho, Rossi, Paulão, Elmo e Orlando

Por Henrique Ribeiro

O estádio Independência foi inaugurado na Copa do Mundo de 1950, mas somente tornou-se o palco do clássico entre Atlético e Cruzeiro a partir de 1954. Isto porque o Sete de Setembro Futebol Clube, que era o proprietário, costumava abusar na cobrança das despesas nos borderôs e, devido aos altos custos, os rivais preferiam continuar jogando em seus acanhados estádios nos bairros de Lourdes e Barro Preto.

No entanto, a partir daquele ano, a Confederação Brasileira do Desporto-CBD e a Federação Mineira de Futebol-FMF, proibiu a gratuidade da entrada dos sócios dos clubes nos jogos. Estes ingressos não eram contabilizados nas rendas e as entidades máximas que levavam 5%, cada, se sentiam lesadas. Assim, com todos os torcedores obrigados a comprar ingressos, os rivais decidiram oficializar o Independência como palco do clássico por causa da sua capacidade, que proporcionaria maior renda. Assim, até a inauguração do Mineirão, em setembro de 1965, os rivais se enfrentaram 57 vezes no gramado do horto e a vantagem foi alvinegra com 29 vitórias contra 17 dos azuis.

O período coincidiu com a hegemonia estabelecida pelo Atlético nos campeonatos mineiros, quando venceu 9 dos 16 disputados na era Independência. O alvinegro tinha um dos planteis mais caros do estado e constrastava com o do Cruzeiro, que era um dos mais baratos formado a base de atletas juniores. É que o clube estrelado havia direcionado todos os seus recursos na construção de sua sede social e campestre, cujos benefícios receberia na era Mineirão, e assim abriu da formação de times competitivos.

O primeiro clássico no Independência aconteceu em 25 de julho de 1954. O jogo foi válido pelo primeiro turno do Campeonato daquele ano e o Galo venceu por 1 a 0 com um gol do centro-avante Ubaldo, aos 22 minutos do segundo tempo. O Miquica começava a se consagrar como ídolo atleticano da era independência. O último antes do Mineirão foi um amistoso, em 10 de agosto de 1995, que terminou empatado em 1 a 1. Neste último aconteceu a única disputa de tiros livres dos clássicos no Horto. O Cruzeiro venceu por 5 a 3 e levou o troféu do governador.

O último antes da era Mineirão foi em outro amistoso, no dia 20 de junho de 1965, que decidiu o título do Torneio Hexagonal do Bispo. O Cruzeiro venceu por 3 a 1 e a partida não chegou ao fim, por causa de uma briga que envolveu todos os jogadores, a partir dos 43 minutos do segundo tempo. O árbitro Doraci Jerônimo expulsou todos os atletas e deu a partida por encerrada. O Cruzeiro ficou com o troféu Gil César Moreira de Abreu.

Curiosamente, a maioria dos 57 confrontos disputados até a inauguração do Mineirão, em setembro de 1965, aconteceu pelos Campeonatos da Cidade de 1954 e 1956. No primeiro ocorreu 10 vezes e no segundo 8. Este excesso de jogos foi devido aos mirabolantes sistemas de disputa de ambos os certames.

Já naqueles tempos, os árbitros mineiros eram preteridos. Nos clássicos do Campeonato de 1954 um acordo entre os rivais definiu que apenas árbitros da Federação Carioca iriam dirigir o duelo. O destaque foi o suíço Joseph Guilden, que havia sido contratado por seis meses pela Federação do Rio. Guilden comportava-se como um verdadeiro turista. Entrava no gramado carregando uma máquina fotográfica e tirava fotos com os jogadores e torcedores antes e depois das partidas.

Apesar do acordo, um dos clássicos daquele campeonato teve arbitragem local e terminou mal. O árbitro Chico Trindade, que também era conselheiro do Atlético, dirigiu o segundo jogo da melhor de três que decidia o título do primeiro turno. O Cruzeiro começou vencendo aos 5 minutos de jogo, com um gol do ponteiro esquerdo Sabu e só não ampliou porque Trindade não marcou um pênalti de Geraldino sobre Sabu. Aos 35 minutos do segundo tempo, um toque involuntário de mão na bola dentro da área cruzeirense foi interpretado como pênalti por Trindade. Orlando converteu e o jogo empatou. No dia seguinte, Chico Trindade foi reconhecido por torcedores cruzeirenses na rua da Bahia e acabou levando uma surra.

Outro ato absurdo cometido pela arbitragem mineira em clássicos no Horto foi a expulsão do lateral direito Pedro Paulo, do Cruzeiro. No duelo do dia 15 de novembro de 1964, ele foi expulso de campo pelo arbitro Witan Marinho, aos 21 minutos de jogo. O lateral se preparava para cobrar uma falta e o atacante Noêmio tirou a bola do local. Inexplicavelmente, Witan expulsou o cruzeirense. Ainda assim, o time estrelado saiu vencedor por 1 a 0.

Apesar da restrição da dupla rival, o árbitro que mais dirigiu o clássico no Horto, foi o mineiro Luiz Pereira Filho, o Luiz Guarda, com 8 jogos no total.

A maior goleada pertence ao Atlético. Foi um 5 a 2 no dia 29 de junho de 1958, pelo torneio eliminatório do Campeonato Mineiro. Horas antes da partida, a Seleção Brasileira havia conquistado a sua primeira Copa do Mundo com uma vitória sobre a Suécia pelo mesmo placar e, após a partida, muitos disseram que o Galo homenageou a seleção.

Outro clássico disputado numa data histórica no Horto foi o de 25 de março de 1962. Naquele dia o Galo comemorava 54 anos de sua fundação, mas o Cruzeiro não tomou conhecimento da festa e venceu por 2 a 0.

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Os artilheiros do classico na era Independencia

O time do Cruzeiro campeão de 1959 antes de um clássico no Independência: 
Procópio, Amauri, Emerson, Hilton Oliveira, Nilsinho, Massinha, Clever, 
Nelsinho, Dirceu, Raimundinho e Genivaldo

Por Henrique Ribeiro

Entre Ubaldo e Marcelo Ramos, autores do primeiro e último gols dos clássicos disputados no Independência, outros 56 artilheiros fizeram a alegria de atleticanos e cruzeirenses. Alguns se consagraram como ídolos de uma época, outros marcaram gols decisivos e tem até artilheiro que entrou para as estatísticas sem ter vazado as redes adversárias.

O atacante Ubaldo do Atlético foi o autor do primeiro gol do clássico disputado no Independência em 25 de julho de 1954. O Miquica, como era chamado, ainda se destacaria na primeira decisão entre os rivais no estádio, pelo Campeonato de 1954, ao marcar os gols do título atleticano. A preocupação dos adversários era tamanha que Ubaldo chegou até a ser agredido pela explosão de um rojão atirado em sua direção pela torcida cruzeirense antes de um clássico e também por um pó branco de mandinga atirado pelo massagista Andorinha, do Cruzeiro, que era adepto dos terreiros de umbanda.

Apesar de Ubaldo ter sido o maior destaque, o maior artilheiro foi Tomazinho, também, do Galo, com 10 gols. O atacante que foi revelado no Campeonato Brasileiro de Seleções, quando enfrentou a Seleção Mineira defendendo o selecionado de Goiás, superou Ubaldo porque marcou três de seus gols em cobranças de penalidades máximas, enquanto o Miquica só vazou as redes do Cruzeiro com a bola rolando. Tomazinho aliás foi o que mais marcou gols de pênalti.

Os atacantes Osvaldo, do Atlético, Gradim e José Carlos Fescina, ambos do Cruzeiro, foram os que marcaram mais vezes num só clássico. Todos os três fizeram três gols num só duelo. Uma proeza, pois até hoje ninguém conseguiu marcar quatro vezes num mesmo clássico e o número de artilheiros que fizeram três gols é restrito.

Apenas seis jogadores fizeram gols em cobranças de faltas, sendo três para cada lado. Avelino, Elmo e Nívio, marcaram pelo Cruzeiro, enquanto Osvaldo, Tomazinho e Luiz Carlos fizeram para o Atlético. No entanto, um gol olímpico foi o de maior destaque e o seu autor foi o atacante Toninho, que deu a vitória por 2 a 1 para o Atlético. O gol decidiu o título estadual de 1963 a favor dos alvinegros.

O atacante Elmo, do Cruzeiro, foi o autor do gol mais rápido dos clássicos no Horto. Ele precisou de apenas 15 segundos, após o trilo do apito do árbitro, para vazar as redes atleticanas, na vitória estrelada por 2 a 0, em 25 de março de 1962, pelo Campeonato Mineiro.

Na história dos clássicos no Independência tem até artilheiro de gol fantasma. Na última rodada do turno do Campeonato Mineiro de 1961, em 26 de novembro, o atacante Luiz Santos, do Atlético, acertou o travessão e a bola caiu um metro a frente da linha do gol, mas o árbitro Jaci Teixeira, deu o gol, acreditando que tivesse caído do lado de dentro da linha. O Galo venceu por 2 a 1 com o gol fantasma e ultrapassou o Cruzeiro na liderança, o que revoltou o vice-presidente Furletti, do Cruzeiro, que exercia interinamente o cargo de treinador. Ele pediu uma partida revanche. As equipes voltaram a campo em 21 de dezembro e o Cruzeiro venceu por 2 a 0.

E já teve até juiz que apanhou por causa de um gol. Na partida que decidiu o título do primeiro turno do Campeonato de 1954, em 12 de setembro, o árbitro Chico Trindade, que também era conselheiro do Galo, deixou de dar um pênalti do zagueiro Geraldino, do Atlético, sobre o ponteiro esquerdo Sabu, do Cruzeiro, e assinalou uma penalidade máxima a favor dos alvinegros, após um toque de mão involuntário do zagueiro cruzeirense, Bené. O pênalti foi convertido pelo atacante Orlando, aos 36 minutos, do segundo tempo, e deu a vitória por 2 a 1 aos alvinegros. No dia seguinte, quando caminhava pela rua da Bahia, Chico Trindade foi reconhecido e, em seguida, agredido por um grupo numeroso de torcedores cruzeirenses.

ARTILHEIROS DO CLASSICO NO INDEPENDENCIA
10 gols: Tomazinho (Atlético)
9 gols: Ubaldo (Atlético)
8 gols: Nilson (Atlético)
6 gols: Joel (Atlético)
5 gols: Dirceu (Cruzeiro)
4 gols: Elmo, Fescina, Gradim, Nilo, Pelau (Cruzeiro)
4 gols: Maurício, Noêmio, Toninho (Atlético)
3 gols: Emerson, Guerino, Raimundinho (Cruzeiro)
3 gols: Dinar, Luiz Carlos, Osvaldo (Atlético)
2 gols: Dalmar, Sabu (Cruzeiro)
2 gols: Afonsinho, Amorim, Barbatana, Dino, Murilo (Atlético)
1 gol: Abelardo, Amauri, Avelino, Chiquinho, Genuíno, Gilberto, Gradim, Lazzarotti, Marcelo Ramos, Mirim, Nerival, Nívio, Nuno, Orlando, Rossi, Tião, Tostão, Wilson Almeida (Cruzeiro)
1 gol: Alvinho, Gastão, Jaburu, Laércio, Luiz Santos, Mario, Orlando, Renaldo, Vaduca, Viladônega, William, Zezinho (Atlético)
1 gol contra: Josué e Massinha (Cruzeiro) a favor do Atlético

Maiores artilheiros numa só partida:
3 gols: Osvaldo (Atlético), Fescina e Gradim (Cruzeiro)

Maiores artilheiros em cobrança de pênalti:
3 gols: Tomazinho (Atlético)
1 gol: Afonsinho, Orlando, Toninho, Viladonega, William (Atlético); Amauri, Lazzarotti, Marcelo Ramos, Rossi (Cruzeiro)

Maiores artilheiros em cobranças de falta:
1 gol: Osvaldo, Tomazinho, Luiz Carlos (Atlético); Avelino, Elmo, Nívio (Cruzeiro)

Gol Olímpico
1 gol: Toninho (Atlético)

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As decisões entre Cruzeiro e Atlético no Independência

A linha de ataque do Cruzeiro posa para a fotografia no Independência
antes de um clássico contra o Atlético pelo Campeonato de 1956
que terminou com o título dividido entre os clubes

Por Henrique Ribeiro

O rivais Atlético e Cruzeiro protagonizaram três decisões de títulos na era Independência com cada uma guardando uma particularidade. A primeira em 1954 ficou marcada pela escalação de um goleiro aposentado do Cruzeiro na última partida e a segunda, em 1956, por uma disputa nos tribunais que encerrou com um acordo pela divisão do título. A última, em 1962, os rivais tiveram que definir uma série de três partidas num curto espaço de cinco dias.

A era Independência começou em 1950 com a expectativa de melhores arrecadações nos deficitários jogos pelo Campeonato da Cidade. Para aproveitar ao máximo o Gigante do Horto, os clubes decidiram modificar o sistema de disputa. Assim, a fórmula dos pontos corridos que prevalecia, desde a primeira edição do certame em 1915, deu lugar aos turnos distintos, com os vencedores duelando pelo título em uma série de jogos decisivos.

Assim, a primeira decisão entre os rivais no Independência foi pelo título do Campeonato de 1954. Apesar de ter sido disputado por apenas nove participantes, o certame se arrastou até o ano seguinte e levou quase 11 meses para se concluir. Isto tudo por causa da adoção de uma fórmula esdrúxula. O vencedor de cada turno levou para a decisão 10 pontos e, assim, como vencedor do segundo e terceiro turnos, o Cruzeiro somou 20 pontos, enquanto o Atlético somou 10 pela conquista do primeiro. O regulamento definia que o campeão seria o que somasse 25 pontos e para os confrontos das finais cada vitória valeria 5 pontos e o empate 2,5.

Assim, o Cruzeiro estava a uma vitória ou dois empates do título de 1954. Já o Atlético precisava de três vitórias. Ao derrotar o Cruzeiro duas vezes seguidas por 2 a 0 e 3 a 0, o Galo chegou aos 20 pontos e empatou a série. No terceiro jogo os rivais empataram em 1 a 1 e passaram a somar 22,5 pontos cada, o que provocou uma situação inédita, ou seja, caso a quarta partida da série terminasse empatada, os dois clubes chegariam aos 25 pontos e ambos seriam proclamados campeões.

No entanto, durante a semana, o goleiro Chico foi suspenso pelo Tribunal de Justiça Desportiva-TJD. Ele havia sido denunciado por dirigir gestos obscenos a torcida do Galo numa partida do primeiro turno. Como o Cruzeiro não havia renovado o contrato do reserva Crusch, o veterano Geraldo II, que havia encerrado a carreira há dois anos, mas que ainda estava inscrito para o Campeonato, foi convocado para assumir a camisa um. O Galo venceu por 2 a 0 e, pela primeira vez, tornou-se tricampeão. O clube já havia sido bicampeão em seis oportunidades (1926/27, 1931/32, 1938/39, 1941/42, 1946/47, 1949/50), mas não conseguia completar um tri.

Dois anos depois, os rivais voltaram a se enfrentar numa disputa de título no Independência. Após dois empates em 1 a 1 e 0 a 0, o Galo venceu o terceiro jogo por 1 a 0 e comemorou o título. Mas, por pouco tempo. É que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva-STJD, acatou um recurso do Cruzeiro, e deu os pontos do segundo jogo ao time estrelado, por ter o Galo utilizado naquela partida, o jogador Laércio, que estava em situação irregular. A decisão do tribunal provocou o empate na decisão e a FMF foi obrigada a programar uma quarta partida. O Galo então recorreu ao STJD e ao Conselho Nacional do Desporto sem sucesso. A disputa causou um mal estar entre as diretorias, após um dos cartolas do Galo declarar a uma emissora de rádio que no Cruzeiro só haviam cafajestes. Por causa da ofensa a direção estrelada decidiu romper relações com o rival.

Em março de 1959, finalmente, a quarta partida foi marcada e um caso inusitado na política interna cruzeirense aconteceu. O conselho do clube sempre foi contrário a recursos nos tribunais e Cruzeiro jamais em sua história havia pedido os pontos dos adversários, após uma derrota sofrida dentro de campo. Os conselheiros sugeriram que o time não comparecesse a quarta partida e que o título fosse dado ao Atlético, que ganhou o título dentro das quatro linhas.

Num encontro casual entre os dirigentes rivais, num posto de gasolina da capital, ficou definido a divisão do título de 1956 e o ano passou a ter dois campeões. É que os planteis já haviam sido reformulados. No time do Cruzeiro apenas permaneceram o zagueiro Vavá e os atacantes Guerino e Pelau. No Galo apenas faziam parte os zagueiros Benito e William, o lateral Haroldo e o atacante Amorim. Os clubes estavam tendo dificuldades em reunir os jogadores inscritos de 1956. Ainda assim, o conselho do Cruzeiro enviou uma carta a Federação Mineira abdicando do título, mas a entidade fez prevalecer a vontade da diretoria de ambos os clubes e o ano passou a ter dois campeões.

Outro clássico decisivo foi o que confirmou o título de campeão mineiro de 1960 ao Cruzeiro. Um empate sem gols, em 22 de janeiro de 1961, deixou o time estrelado com quatro pontos de vantagem sobre o vice-líder Siderúrgica a uma rodada do término do campeonato. Após o apito final do arbitro a torcida cruzeirense invadiu o campo pra comemorar a conquista com os jogadores. Quando a volta olímpica passou frente a torcida atleticana, o inusitado ocorreu. Ao invés das tradicionais vaias, os atleticanos aplaudiram os cruzeirenses em reconhecimento ao título.

A última vez que o clássico decidiu um título foi em 1962. Naquele ano os rivais encerraram o Campeonato na liderança e tiveram que disputar o caneco numa série de três partidas. No entanto, as finais foram adiadas para depois do Campeonato Brasileiro de Seleções, que começaria em janeiro de 1963. Os jogadores rivais formavam a base da Seleção Mineira. Após eliminar o Paraná, os mineiros derrotaram os paulistas na semifinal e conquistaram o título sobre os cariocas, em pleno estádio Maracanã, no dia 30 de janeiro.

Após o título, a Confederação Brasileira do Desporto-CBD convocou a Seleção Mineira para formar a base da Seleção Brasileira na Copa América com início em março. O treinador Aymore Moreira convocou cinco jogadores cruzeirenses (Massinha, Geraldino, Dilsinho, Nerival e Rossi) e seis atleticanos (Marcial, William, Procópio, Luiz Carlos, Fifi e Dinar) e a apresentação foi programada para o dia 15 de fevereiro.

Assim, os jogadores mal tiveram tempo para comemorar o inédito título nacional e começaram os preparativos para a decisão do estadual. O primeiro jogo aconteceu no domingo, dia 10 de fevereiro, e terminou com a vitória cruzeirense por 1 a 0. Na quarta-feira, à noite, dia 13, o Galo venceu por 2 a 1 e o resultado obrigou a realização de uma terceira partida. Os clubes tentaram convencer o treinador Aymoré Moreira a protelar a apresentação para após a partida, no domingo, dia 17, mas o técnico foi irredutível e exigiu a presença dos 11 atletas na data marcada na Colonia de Ferias do Sesc, em Belo Horizonte. Assim, os rivais voltaram a campo dois dias depois, na noite de sexta-feira, para decidir o título. Após um empate em 1 a 1 no tempo normal, o jogo foi decidido na prorrogação com um gol que saiu numa cobrança de escanteio do atacante Toninho, que contou com a falha de todo o sistema defensivo do Cruzeiro. Foi o primeiro título estadual decidido na prorrogação. Horas após o clássico, os jogadores se apresentaram à Seleção Brasileira.

OS CAMPEÕES DA ERA INDEPENDENCIA

1950
Campeão: Atlético
Vice: Siderúrgica
*Campeonato dividido em dois turnos distintos. O Atlético venceu ambos e sagrou-se o campeão. O Siderúrgica, de Sabará, foi o vice-campeão por causa da soma geral dos pontos nos dois turnos.

1951
Campeão: Villa Nova
Vice: Atlético
*Campeonato dividido em dois turnos distintos. O Villa Nova venceu o primeiro turno e o Atlético, o segundo. O Villa derrotou o Atletico na série decisiva de três partidas e ficou com o título.

1952
Campeão: Atlético
Vice: Siderúrgica

*Campeonato dividido em dois turnos distintos. O Atlético venceu ambos e sagrou-se o campeão. O Siderúrgica, de Sabará, foi o vice-campeão por causa da soma geral dos pontos nos dois turnos.


1953
Campeão:  Atlético
Vice:  Villa Nova
*Campeonato dividido em dois turnos distintos. O Atlético venceu o primeiro turno e o Villa, o segundo. O Atlético derrotou o Villa na série decisiva de três partidas e ficou com o título

1954
Campeão:  Atlético
Vice:  Cruzeiro
*Campeonato dividido em três turnos distintos com cada um valendo 10 pontos. O Atletico venceu o primeiro turno (somou 10 pontos) e o Cruzeiro, o segundo e o terceiro (somou 20 pontos). Ambos disputaram uma série decisiva até 25 pontos com cada vitória valendo 5 pontos e o empate 2,5 pontos. Assim, com duas vitórias no primeiro e no segundo jogo o Atlético empatou a serie em 20 pontos. O terceiro jogo terminou empatado e ambos somaram 22,5 pontos. Com a vitória no quarto jogo, o Atlético ficou com o título.

1955
Campeão:  Atlético
Vice:  Democrata-SL
*Campeonato dividido em três turnos distintos. O Villa Nova conquistou o primeiro turno, o Democrata-SL, venceu o segundo e o Atlético, o terceiro. Os três disputaram o título num triangular final em turno e returno. Por ter somando maior numero de pontos nesta fase, o Atlético sagrou-se campeão.

1956
Campeões: Atlético/Cruzeiro
*Campeonato dividido em dois turnos distintos. O Atlético venceu o primeiro turno e o Cruzeiro, o segundo. Na série decisiva ocorreram dois empates e o último jogo terminou com a vitória do Atlético. O Cruzeiro recorreu ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva e ganhou os pontos do empate no segundo jogo por ter o Atlético escalado o lateral Laércio que estava com a inscrição irregular no clube alvinegro. Assim a decisão ficou empatada e uma quarta partida foi programada pela Federação Mineira de Futebol, que acabou não acontecendo. É que o Atlético recorreu a outras instâncias saindo-se derrotado nos tribunais. Em março de 1959 os clubes aceitaram a proposta de dividir o título e o ano teve dois campeões.

1957
Campeão: América
Vice: Democrata-SL
*Campeonato dividido em dois turnos distintos. O Democrata-SL venceu o primeiro turno e o América, o segundo. O América derrotou o Democrata na série decisiva de três partidas e ficou com o título.

1958
Campeão: Atlético
Vice: América
*Campeonato dividido em dois turnos distintos. O Atlético venceu o primeiro turno e o América, o segundo. O Atlético derrotou o América na série decisiva e ficou com o título.

1959
Campeão: Cruzeiro
Vice: América
*Este ano a fórmula dos pontos corridos retornou, após 10 anos. Foi disputado em turno e returno.

1960
Campeão: Cruzeiro
Vice: Siderúrgica
*fórmula dos pontos corridos em turno e returno.

1961
Campeão: Cruzeiro
Vice: América
*fórmula dos pontos corridos em turno e returno.

1962
Campeão: Atletico
Vice: Cruzeiro
*fórmula dos pontos corridos em turno e returno. Cruzeiro e Atlético terminaram o campeonato com a mesa soma de pontos e como não havia critérios de desempate fizeram a decisão do título numa série decisiva. Após a vitória do Cruzeiro no primeiro jogo e do Atlético no segundo jogo, a decisão foi para o terceiro jogo que terminou empatado no tempo normal. O Atlético levou o título ao vencer na prorrogação.

1963
Campeão: Atlético
Vice: Democrata-SL
*fórmula dos pontos corridos em turno e returno.

1964
Campeão: Siderúrgica
Vice: América
*fórmula dos pontos corridos em turno e returno.

1965
Campeão: Cruzeiro
Vice: América
*fórmula dos pontos corridos em turno e returno. O turno foi disputado no Independência e o returno no Mineirão.

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Todos os clássicos entre Cruzeiro e Atlético no Independencia

Independência lotado. Uma marca do clássico na década de 1950

Por Henrique Ribeiro

25/07/1954 - Atlético 1 x 0
Campeonato da Cidade - Primeiro turno
Gol: Ubaldo 67'

05/09/1954 - Atlético 1 x 0
Campeonato da Cidade - Primeiro turno (decisão/1a)
Gol: Ubaldo 14'

12/09/1954 - Empate 1 x 1
Campeonato da Cidade - Primeiro turno (decisão/2a)
Gols: Sabu 5' (1-0), Orlando 81' (pênalti) (1-1)

05/12/1954  - Atlético 1 x 0
Campeonato da Cidade - Segundo turno
Gol: Tomazinho 83'

12/12/1954 - Cruzeiro 3 x 1
Campeonato da Cidade - segundo turno (decisão/2a)
Gols: Lazzarotti (pênalti) 20' (1-0), Avelino (falta) 24' (2-0), Joel 51' (2-1), Genuíno 64' (3-1)

19/12/1954 - Empate 0 x 0
Campeonato da Cidade - segundo turno (decisão/2a)

17/04/1955 - Atlético 2 x 0
Campeonato da Cidade de 1954 - Decisão/1a
Gols: Joel 23' (0-1), Gastão (0-2)

21/04/1955 - Atlético 3 x 0
Campeonato da Cidade de 1954 - Decisão/2a
Gols: Ubaldo 3', Joel 39', Ubaldo 84'

24/04/1955 - Empate 1 x 1
Campeonato da Cidade de 1954 - Decisão/3a
Gols: Ubaldo 20' (0-1), Raimundinho 83' (1-1)

01/05/1955 - Atlético 2 x 0
Campeonato da Cidade de 1954 - Decisão/4a
Gols: Ubaldo 16', Joel 88'

07/08/1955 - Atlético 2 x 1
Campeonato da Cidade - Primeiro turno
Gols: Guerino 20' (1-0), Murilo 30' (1-1) Tomazinho 47' (1-2)

27/11/1955 Empate 2 x 2
Campeonato da Cidade - Segundo turno
Gols: Tomazinho (pênalti) 54' (0-1), Sabu 58' (1-1), Nilo 60' (2-1), Joel 69' (2-2)

16/09/1956 - Atlético 2 x 0
Campeonato da Cidade - Primeiro turno
Gols: Tomazinho (falta) 55', Tomazinho 75'

14/10/1956 - Cruzeiro 2 x 0
Campeonato da Cidade - Primeiro turno (decisão/1a)
Gols: Pelau 29', Pelau 75'

18/10/1956 - Atlético 1 x 0
Campeonato da Cidade - Primeiro turno (decisão/2a)
Gol: Tomazinho 17'

21/10/1956 - Atlético 3 x 2
Campeonato da Cidade - Primeiro turno (decisão/3a)
Gols: Murilinho 9' (0-1), Nilo 19' (1-1),  Amorim 34' (1-2), Tomazinho (pênalti) 60' (1-3), Nilo 82' (2-3)

21/04/1957 - Cruzeiro 3 x 1
Campeonato da Cidade de 1956 - Segundo turno
Gols: Gilberto 25' (1-0), Joel 37' (1-1), Guerino 68' (2-1), Chiquinho 80' (3-1)

23/05/1957 - Empate 1 x 1
Campeonato da Cidade de 1956 - Decisão/1a
Gols: Tomazinho (A); Nilo (C)

26/05/1957 - Empate 0 x 0
Campeonato da Cidade - Decisão/2a
*Cruzeiro ganhou os pontos do jogo por ter o Atlético utilizado o atleta Laércio em situação irregular

02/06/1957 - Atlético 1 x 0
Campeonato da Cidade - Decisão/3a
Gol: Vaduca 85'

25/08/1957 - Cruzeiro 1 x 0
Campeonato da Cidade - Primeiro turno
Gol: Guerino 2'

23/11/1957 - Atlético 1 x 0
Campeonato da Cidade - Segundo turno
Gol: Zezinho 47'

30/03/1958 - Empate 2 x 2
Amistoso
Gols: Dirceu 16' (1-0), William (pênalti) 50' (1-1), Nívio (falta) 60' (2-1), Barbatana 81' (2-2)

29/06/1958 - Atlético 5 x 2
Torneio Eliminatório (turno único)
Gols: Pelau 12' (1-0), Barbatana 17' (1-1), Dino 20' (1-2), Alvinho 29' (1-3), Dirceu 61' (2-3), Ubaldo 74' (2-4), Nilson 76' (2-5)

07/12/1958 - Atlético 3 x 0
Campeonato Mineiro - Primeiro turno
Gols: Ubaldo 20, Dino 40', Amorim 73'

01/03/1959 - Cruzeiro 1 x 0
Campeonato Mineiro 1958 - Segundo turno
Gol: Pelau 21'

03/05/1959 - Atlético 3 x 0
Copa Belo Horizonte (turno único)
Gols: Nilson 16', Maurício 25', Ubaldo 57'

16/08/1959 - Cruzeiro 1 x 0
Torneio Eliminatório (turno/zona centro)
Gol: Mirim 69'

04/10/1959 - Atlético 3 x 1
Torneio Eliminatório (returno/zona centro)
Gols: Abelardo 30' (1-0), Tomazinho 31' (1-1), Maurício 52' (1-2), Maurício 66' (1-3)

24/01/1960 - Cruzeiro 2 x 1
Campeonato Mineiro1959 (turno)
Gols: Tomazinho 25' (0-1), Emerson 50' (1-1), Gradim 80' (2-1)

21/02/1960 - Cruzeiro 3 x 2
Campeonato Mineiro de 1959 (returno)
Gols: Dirceu 7' (1-0), Amauri (pênalti) 9' (2-0), Laércio 32' (2-1), Raimundinho 37' (3-1), Maurício 50' (3-2)

12/06/1960 - Empate 1 x 1
Copa Belo Horizonte (turno único)
Gols: Luiz Carlos 11' (0-1), Emerson 49' (1-1)

25/09/1960 - Atlético 2 x 0
Campeonato Mineiro (turno)
Gols: Massinha (contra) 19', Noêmio 59'

22/01/1961 - Empate 0 x 0
Campeonato Mineiro de 1960 (returno)

12/03/1961 - Empate 2 x 2
Copa BH-Juiz de Fora (turno único)
Gols: Noêmio e Josué-contra (A); Emerson e Nerival (C)

21/05/1961 - Atlético 2 x 1
Copa Belo Horizonte (turno único)
Gols: Nilson 5' (0-1), Nilson 20' (0-2), Raimundinho 75' (1-2)

25/06/1961 - Cruzeiro 2 x 0
Amistoso (Taça Stael Abelha)
Gols: Tião 40', Dirceu 88'

13/08/1961 - Atlético 2 x 0
Amistoso
Gols: Nilson 29', Nilson 90'

26/11/1961 - Atlético 2 x 1
Campeonato Mineiro (turno)
Gols: Noêmio 9' (0-1), Elmo 74' (1-1), Luiz Santos 78' (1-2)
*o gol do atacante do Atlético, Luiz Santos, foi resultado de um erro do árbitro Jaci Teixeira. Após um chute dado pelo atacante, a bola acertou o travessão e caiu um metro a frente da linha, mas o árbitro deu gol.

21/12/1961 - Cruzeiro 2 x 0
Amistoso
Gols: Elmo 23', Nerival 71'

25/03/1962 - Cruzeiro 2 x 0
Campeonato Mineiro de 1961 (returno)
Gols: Elmo 15 segundos, Orlando 75'
*o gol marcado pelo atacante Elmo foi o mais rápido dos clássicos no Independência

22/04/1962 - Atlético 3 x 0
Amistoso (torneio triangular)
Gols: Osvaldo 36', Osvaldo 43', Osvaldo (falta) 62'

06/05/1962 - Atlético 2 x 0
Amistoso
Gols: Afonsinho (pênalti) 46', Jaburú 75'

09/09/1962 - Atlético 2 x 0
Campeonato Mineiro (turno)
Gols: Nilson 5', Mario 78'

16/12/1962 - Atlético 1 x 0
Campeonato Mineiro (returno)
Gol: Luiz Carlos (falta) 72'

10/02/1963 - Cruzeiro 1 x 0
Campeonato Mineiro de 1962 (decisão/1a)
Gol: Dirceu 43'

13/02/1963 Atlético 2 x 1
Campeonato Mineiro de 1962 (decisão/2a)
Gols: Dinar 20' (0-1), Nuno 40' (1-1), Nilson 79' (1-2)

15/02/1963 - Atlético 2 x 1
Campeonato Mineiro de 1962 (decisão/3a)
Gols: Rossi (pênalti) 25' (1-0), Dinar 55' (1-1), Toninho (olímpico) 98'
*foi o primeiro clássico com prorrogação

23/06/1963 - Atlético 1 x 0
Amistoso
Gol: Luiz Carlos 5'

15/09/1963 - Atlético 1 x 0
Campeonato Mineiro (turno)
Gol: Viladônega (pênalti) 24'

01/12/1963 - Empate 1 x 1
Campeonato Mineiro (returno)
Gols: Elmo (falta) 8' (1-0), Dinar 67'

02/02/1964 - Cruzeiro 3 x 1
Amistoso (Trofeu do Governador/decisão 3o lugar)
Gols: Gradim 47' (1-0), Afonsinho 49' (1-1), Gradim 56' (2-1), Gradim 81' (3-1)

02/08/1964 - Atlético 1 x 0
Campeonato Mineiro (turno)
Gol: Noêmio 67'

15/11/1964 - Cruzeiro 1 x 0
Campeonato Mineiro (returno)
Gol: Fescina 4'

22/04/1965 - Cruzeiro 1 x 0
Amistoso (torneio Natalino Triginelli)
Gol: Wilson Almeida 70'

09/05/1965 - Cruzeiro 3 x 2
Amistoso (torneio Mario Coutinho)
Gols: Toninho 28' (0-1), Toninho 67' (0-2), Tostão 70' (1-2), Dalmar 75' (2-2), Dalmar 80' (3-2)
*foi a maior virada do classico no Independência

20/06/1965 - Cruzeiro 3 x 1
Amistoso (torneio do bispo)
Gols: Fescina 11' (1-0), Fescina 44' (2-0), Fescina 49' (3-0), Toninho (pênalti) 52' (3-1)
*após uma briga que envolveu todos os jogadores a partir dos 88 minutos de jogo, o árbitro expulsou todos os atletas de ambas as equipes e encerrou o jogo. Com o resultado o Cruzeiro sagrou-se campeão do Torneio do Bispo e recebeu a taça Gil Cesar Moreira de Abreu.

10/08/1995 - Empate 1 x 1
Amistoso (taça do governador)
Gol: Renaldo 17' (0-1); Marcelo Ramos (pênalti) 82' (1-1)
*Cruzeiro ficou com a taça ao derrotar o Atlético por 5 a 3 na disputa por tiros livres.

Estatística Geral do Confronto no Independência
Jogos 58
Vitórias do Atletico: 29
Empates: 12
Vitórias do Cruzeiro: 17
Total de Gols: 134
Gols do Atletico: 78
Gols do Cruzeiro: 56

Quandro de Goleadores do clássico no Independência
10 gols: Tomazinho (Atlético)
9 gols: Ubaldo (Atlético)
8 gols: Nilson (Atlético)
6 gols: Joel (Atlético)
5 gols: Dirceu (Cruzeiro)
4 gols: Elmo, Fescina, Gradim, Nilo, Pelau (Cruzeiro)
4 gols: Maurício, Noêmio, Toninho (Atlético)
3 gols: Emerson, Guerino, Raimundinho (Cruzeiro)
3 gols: Dinar, Luiz Carlos, Osvaldo (Atlético)
2 gols: Dalmar, Sabu (Cruzeiro)
2 gols: Afonsinho, Amorim, Barbatana, Dino, Murilo (Atlético)
1 gol: Abelardo, Amauri, Avelino, Chiquinho, Genuíno, Gilberto, Gradim, Lazzarotti, Marcelo Ramos, Mirim, Nerival, Nívio, Nuno, Orlando, Rossi, Tião, Tostão, Wilson Almeida (Cruzeiro)
1 gol: Alvinho, Gastão, Jaburu, Laércio, Luiz Santos, Mario, Orlando, Renaldo, Vaduca, Viladônega, William, Zezinho (Atlético)
1 gol contra: Josué e Massinha (Cruzeiro) a favor do Atlético

Quem mais jogou o clássico no Independência pelo Atletico
William 31
Nilson 28
Noêmio 22
Marcelino 21
Afonso e Haroldo 20
Benito 19
Bueno 17
Ubaldo 16
Amorim e Osvaldo 15
Ílton 14

Quem mais jogou o clássico no Independência pelo Cruzeiro
Vavá 34
Raimundinho 32
Massinha 26
Guerino 22
Adelino 21
Amauri e Emerson 19
Dirceu e Lazzarotti 18
Sabu 16
Clever e Pelau 15
Genivaldo e Mussula 14

Quem jogou pelos dois lados no clássico no Independência
William 35
Tomazinho 21
Ílton 19
Clever 18
Fabio 17
Procópio 12

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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Cruzeiro x Fluminense

Foto: Léo Drumond/Hoje em Dia
O meia Alex desequilibrou o confronto contra o Fluminense
pelo Campeonato Brasileiro de 2003, no Mineirão, e marcou 
um gol de placa
Carlos Henrique

CAMPEONATO BRASILEIRO
Jogo 8: 14/09/1960 - Empate 1 a 1
Campeonato Brasileiro (quartas de final/1a) - Independência
Gols: Jair Franciso 10' (0-1), Raimundinho 27' (1-1)
Jogo 9: 20/09/1960 - Fluminense 4 a 1
Campeonato Brasileiro (quartas de final/2a) - Laranjeiras
Gols: Nelsinho 23' (1-0), Escurinho 36' (1-1), Maurinho 39' (1-2), Valdo 44' (1-3), Valdo 83' (1-4)
Jogo 12: 09/11/1966 - Cruzeiro 1 a 0
Campeonato Brasileiro (semifinal/1a) - Mineirão
Gol: Evaldo 30 segundos
Jogo 13: 23/11/1966 - Cruzeiro 3 a 1
Campeonato Brasileiro (semifinal/2a) - Maracanã
Gols: Evaldo 13' (1-0), Dalmar 27' (2-0), Evaldo 50' (3-0), Piazza (contra) 89' (3-1)
Jogo 14: 12/03/1967 - Cruzeiro 3 a 1
Campeonato Brasileiro (primeira fase) - Mineirão
Gols: Tostão (falta) 11' (1-0), Tostão (pênalti) 16' (2-0), Dirceu Lopes 39' (3-0), Jorge Costa 71' (3-1)
Jogo 15: 02/10/1968 - Cruzeiro 2 a 1
Campeonato Brasileiro (primeira fase) - Maracanã
Gols: Natal 17' (1-0), Natal 20' (2-0), Suingue 28' (2-1)
Jogo 17: 07/09/1969 - Cruzeiro 3 a 0
Campeonato Brasileiro (primeira fase) - Maracanã
Gols: Tostão 1', Tostão 30', Dirceu Lopes 65'
Jogo 18: 03/10/1970 - Fluminense 2 a 1
Campeonato Brasileiro (primeira fase) - Maracanã
Gols: Evaldo 20' (1-0), Lula 25' (1-1), Lula 50' (1-2)
Jogo 19: 16/12/1970 - Fluminense 1 a 0
Campeonato Brasileiro (fase final) - Mineirão
Gol: Mickey 37'
Jogo 20: 11/09/1971 - Cruzeiro 1 a 0
Campeonato Brasileiro (primeira fase) - Maracanã
Gol: Dirceu Lopes 15'
Jogo 21: 27/09/1972 - Cruzeiro 2 a 1
Campeonato Brasileiro (primeira fase) - Maracanã
Gols: Denilson (contra) 3' (1-0), Rinaldo 32' (2-0), Lula 37' (2-1)
Jogo 22: 30/09/1973 - Empate 0 a 0
Campeonato Brasileiro (primeira fase) - Mineirão
Jogo 23: 16/12/1973 - Empate 1 a 1
Campeonato Brasileiro (segunda fase) - Mineirão
Gols: Dionísio 1' (0-1), Perfumo 58' (1-1)
O ponta direita Natal observa o esforço em vão do zagueiro do Fluminense.
O Cruzeiro venceu duas vezes o tricolor carioca na semifinal do Brasileiro
de 1966 e se classificou para a decisão contra o Santos

Jogo 25: 19/11/1975 - Fluminense 2 a 1
Campeonato Brasileiro (terceira fase) - Mineirão
Gols: Palhinha 29' (1-0), Kleber 73' (1-1), Paulo César (olímpico) 89' (1-2)
Jogo 26: 06/04/1980 - Cruzeiro 3 a 1
Campeonato Brasileiro (segunda fase) - Mineirão
Gols: Nélio 6' (1-0), Cristovão 12' (1-1), Luiz Carlos 73' (2-1), Joãozinho 89' (3-1)
Jogo 27: 27/04/1980 - Empate 0 a 0
Campeonato Brasileiro (segunda fase) - Maracanã
Jogo 28: 28/02/1982 - Empate 2 a 2
Campeonato Brasileiro (segunda fase) - Mineirão
Gols: Edmar 14' (1-0), Edinho 43' (1-1), Cristovão 53' (1-2), Macedo 75' (2-2)
Jogo 29: 24/03/1982 - Fluminense 4 a 0
Campeonato Brasileiro (segunda fase) - Maracanã
Gols: Edinho (pênalti) 20', Alexandre 72', Robertinho 81', Gilcimar 83'
Jogo 30: 09/02/1985 - Empate 1 a 1
Campeonato Brasileiro (primeiro turno/primeira fase) - Maracanã
Gols: Seixas 4' (1-0), Romerito 64' (1-1)
Jogo 31: 24/03/1985 - Fluminense 1 a 0
Campeonato Brasileiro (segundo turno/primeira fase) - Mineirão
Gol: Assis 68'
Jogo 32: 31/10/1987 - Empate 1 a 1
Campeonato Brasileiro (segundo turno) - Maracanã
Gols: Cláudio Adão 40' (1-0), Romerito 62' (1-1)
Jogo 33: 08/10/1988 - Fluminense 1 a 0
Campeonato Brasileiro (primeira fase/primeiro turno) - Maracanã
Gol: Ademir (contra) 10'
Jogo 34: 08/10/1989 - Empate 1 a 1
Campeonato Brasileiro (primeira fase) - Maracanã
Gols: Marcelo Henrique 42' (0-1), Heider 82' (1-1)
Jogo 35: 31/10/1990 - Cruzeiro 1 a 0
Campeonato Brasileiro (segundo turno) - Laranjeiras
Gols: Luiz Fernando 51'
Jogo 36: 27/04/1991 - Fluminense 2 a 0
Campeonato Brasileiro (primeira fase) - Laranjeiras
Gols: Renato 29', Pires 53'
Jogo 37: 26/05/1992 - Empate 1 a 1
Campeonato Brasileiro (primeira fase) - Municipal (Juiz de Fora, MG)
Gols: Charles 57' (1-0), Mazola 90' (1-1)
Jogo 38: 19/11/1995 - Cruzeiro 2 a 0
Campeonato Brasileiro (segundo turno) - Castelão (São Luiz, MA)
Gols: Paulinho 21', Paulinho 81'
Jogo 39: 11/09/1996 - Cruzeiro 2 a 0
Campeonato Brasileiro (primeira fase) - Mineirão
Gols: Ailton 29', César (contra) 89'
Jogo 41: 09/07/1997 - Empate 1 a 1
Campeonato Brasileiro (primeira fase) - Maracanã
Gols: Roni 66' (0-1), Cleison 71' (1-1)
Foto: Jorge Bispo/Jornal dos Sports
O zagueiro Cléber com faixa de capitão, o volante Donizete e o zagueiro Cris
não conseguiram parar o Fluminense do atacante Magno Alves no confronto
no Maracanã em 2000

Jogo 42: 15/10/2000 - Fluminense 2 a 1
Campeonato Brasileiro (primeira fase) - Maracanã
Gols: Paulo César 27' (0-1), Paulo César 68' (0-2), Oséas 86' (1-2)
Jogo 43: 20/10/2001 - Cruzeiro 1 a 0
Campeonato Brasileiro (primeira fase) - Mineirão
Gol: Jussiê 14'
Jogo 44: 11/08/2002 - Fluminense 5 a 1
Campeonato Brasileiro (primeira fase) - Maracanã
Gols: Magno Alves 29' (0-1), Fernando Diniz 32' (0-2), Romario (pênalti) 43' (0-3), Beto 47' (0-4), Fabio Junior 88' (1-4), Romario 90'+2' (1-5)
Jogo 45: 02/08/2003 - Empate 2 a 2
Campeonato Brasileiro (turno) - Édson Passos (Mesquita, RJ)
Gols: Aristizábal 13' (1-0), Mota 40' (2-0), Cris (contra) 45' (2-1), Marcão 87' (2-2)
Jogo 46: 07/12/2003 - Cruzeiro 5 a 2
Campeonato Brasileiro (returno) - Mineirão
Gols: Rodolpho (falta) 24' (0-1), Mota 48' (1-1), Alex 62' (2-1), Márcio Nobre 70' (3-1), Alex 77' (4-1), Jadilson 79' (4-2), Zinho 89' (5-2)
Jogo 47: 31/07/2004 - Empate 0 a 0
Campeonato Brasileiro (turno) - Maracanã
Jogo 48: 27/11/2004 - Fluminense 3 a 2
Campeonato Brasileiro (returno) - Mineirão
Gols: Ramon Menezes (falta) 32' (0-1), Alessandro 43' (0-2), Fred 60' (1-2), Adriano 63' (2-2), Ramon Menezes (pênalti) 73' (2-3)
08/05/2005 - Fluminense 2 a 1
Campeonato Brasileiro (turno) - Cidadania (Volta Redonda, RJ)
Gols: Juan 20' (0-1), Weldon 53' (1-1), Alex 90'+1' (1-2)
07/09/2005 - Fluminense 6 a 2
Campeonato Brasileiro (returno) - Mineirão
Gols: Kelly 14' (1-0), Petkovic 30' (1-1), Petkovic 53' (1-2), Gabriel 56' (1-3), Wagner 67' (2-3), Beto 75' (2-4), Gabriel 82' (2-5), Tuta 85' (2-6)
13/08/2006 - Fluminense 3 a 2
Campeonato Brasileiro (turno) - Mineirão
Gols: Marcelo 26' (0-1), Carlinhos Bala 29' (1-1), Alecsandro 51' (2-1), Roger 70' (2-2), Tuta 90' (2-3)
12/11/2006 - Fluminense 1 a 0
Campeonato Brasileiro (returno) - Maracanã
Gol: Evando 41'
12/05/2007 - Empate 2 a 2
Campeonato Brasileiro (turno) - Maracanã
Gols: Nenê 28' (1-0), Gabriel 32' (2-0), Carlos Alberto 45'+1' (2-1), Cícero 78' (2-2)
O volante Ramires marcou o gol da vitória cruzeirense 
contra o Flu, no Mineirão, em 2008

19/08/2007 - Cruzeiro 4 a 2
Campeonato Brasileiro (returno) - Mineirão
Gols: Alecsandro 4' (1-0), Arouca 22' (1-1), Thiago Neves 69' (1-2), Alecsandro 76' (2-2), Alecsandro 88' (3-2), Marcelo Moreno 90' (4-2)
26/07/2008 - Cruzeiro 3 a 1
Campeonato Brasileiro (turno) - Maracanã
Gols: Washington 10' (0-1), Guilherme 36' (1-1), Fabrício 39' (2-1), Wagner 85' (3-1)
09/11/2008 - Cruzeiro 1 a 0
Campeonato Brasileiro (returno) - Mineirão
Gol: Ramires 65'
26/07/2009 - Empate 1 a 1
Campeonato Brasileiro (turno) - Maracanã
Gol: Henrique 28' (1-0), Kieza 47' (1-1)
01/11/2009 - Fluminense 3 a 2
Campeonato Brasileiro (returno) - Mineirão
Gols: Jonathan 12' (1-0), Wellington Paulista 29' (2-0), Gum 54' (2-1), Fred 57' (2-2), Fred 70' (2-3)
22/07/2010 - Fluminense 1 a 0
Campeonato Brasileiro (turno) - Maracanã
Gol: Leandro Euzébio 53'
10/10/2010 - Cruzeiro 1 a 0
Campeonato Brasileiro (returno) - Parque do Sabiá (Uberlândia, MG) Gol: Wellington Paulista 14'
04/06/2011 - Fluminense 2 a 1
Campeonato Brasileiro (turno) - Engenhão
Gols: Rafael Moura 45'+1' (0-1), Anselmo Ramon 67' (1-1), Rafael Moura 71' (1-2)
07/09/2011 - Fluminense 2 a 1
Campeonato Brasileiro (returno) - Parque do Sabiá (Uberlândia, MG)
Gols: Fred 35' (0-1), Marquinho 62' (0-2), Montillo 69' (1-2)
15/08/2012 - Empate 2 a 2
Turno - Independência
Gols: Wellington Paulista 3' (1-0), Fred 43' (1-1)
18/11/2012 - Cruzeiro 2 a 0
Returno - Engenhão
Gols: Montillo (pênalti) 23', Elber 46'
31/07/2013 - Fluminense 1 a 0
Turno - Maracanã
Gol: Fred 77'
16/10/2013 - Cruzeiro 1 a 0
Returno - Mineirão
Gols: Borges 17'
07/09/2014 - Empate 3 a 3
Turno - Maracanã
Gols: Julio Baptista 11' (1-0), Wagner 18' (1-1), Cícero 21' (1-2), Julio Baptista 44' (2-2), Marcelo Moreno 57' (3-2), Kenedy 88' (3-3)
07/12/2014 - Cruzeiro 2 a 1
Returno - Mineirão
Gols: Fred 34', Nilton 44', Marcelo Moreno 59'
09/07/2015 - Fluminense 1 a 0
Turno - Maracanã
Gol: Gustavo Scarpa 73'
18/10/2015 - Cruzeiro 2 a 0
Returno - Mineirão
Gols: Willian 27' e 46'
17/07/2016 - Fluminense 2 a 0
Turno - Édson Passos (Mesquita, RJ)
Gols: Cícero 7', Marcos Júnior 25'

Total de jogos pelo Campeonato Brasileiro: 59
Vitórias do Cruzeiro: 21
Empates: 16
Vitórias do Fluminense: 22
Total de Gols: 159
Gols do Cruzeiro: 79
Gols do Fluminense: 80
Foto: Cristiano Machado/Hoje em Dia
O atacante Alecsandro é um dos artilheiros do confronto

Quadro de goleadores do confronto pelo Campeonato Brasileiro:
6 gols: Fred (Fluminense)
4 gols: Alecsandro, Evaldo, Tostão (Cruzeiro)
3 gols: Dirceu Lopes, Marcelo Moreno, Wellington Paulista (Cruzeiro)
3 gols: Cícero, Lula (Fluminense)
2 gols: Alex, Julio Baptista, Mota, Montillo, Natal, Wagner, Willian (Cruzeiro)
2 gols: Beto, Cristovão, Edinho, Gabriel, Paulinho, Paulo César, Petkovic, Rafael Moura, Ramon Menezes, Romario, Romerito, Tuta, Valdo (Fluminense)
1 gol: Adriano, Ailton, Anselmo Ramon, Aristizábal, Borges, Carlinhos Bala, Charles, Cláudio Adão, Cleison, Dalmar, Edmar, Elber, Fabio Junior, Fabrício, Fred, Gabriel, Guilherme, Heider, Henrique, Joãozinho, Jonathan, Jussiê, Kelly, Luiz Carlos, Luiz Fernando, Macedo, Márcio Nobre, Nélio, Nelsinho, Nenê, Nilton, Oséas, Palhinha, Perfumo, Raimundinho, Ramires, Rinaldo, Seixas, Weldon, Zinho (Cruzeiro)
1 gol: Alessandro, Alex, Alexandre, Arouca, Assis, Carlos Alberto, Dionísio, Escurinho, Evando, Fernando Diniz, Gilcimar, Gum, Gustavo Scarpa, Jadilson, Jair Francisco, Jorge Costa, Juan, Kenedy, Kieza, Kleber, Leandro Euzébio, Marcão, Magno Alves, Marcelo, Marcelo Henrique, Marcos Júnior, Marquinho, Maurinho, Mazola, Mickey, Paulo César, Pires, Renato, Robertinho, Rodolpho, Roger, Roni, Suingue, Thiago Neves, Wagner, Washington (Fluminense)
1 gol contra: Ademir, Cris e Piazza (Cruzeiro) a favor do Fluminense; César e Denilson (Fluminense) a favor do Cruzeiro

COPA DO BRASIL
Jogo 51: 26/04/2006 - Fluminense 3 a 2
Copa do Brasil - Mineirão
Gols: Petkovic (pênalti) 43' (0-1), Lenny 51' (0-2), Elber 54' (1-2), Lenny 69' (1-3), Wagner 88' (2-3)
Jogo 52: 03/05/2006 - Fluminense 1 a 0
Copa do Brasil - Maracanã
Gol: Marcelo 78'

AMISTOSOS
Jogo 1: 11/06/1941 - Fluminense 4 a 2
Amistoso - Laranjeiras
Gols: Rougo 4' (0-1), Alcides 10' (1-1), Rizo 36' (2-1), Rougo (2-2), Pedro Nunes (2-3), Pedro Amorim (2-4)
Jogo 2: 09/12/1945 - Cruzeiro 3 a 1
Amistoso - Barro Preto
Gols: Pinhegas 9' (0-1), Levi 13' (1-1), Braguinha 15' (2-1), Nogueirinha 59' (3-1)
Jogo 3: 02/05/1948 - Fluminense 2 a 1
Amistoso - Laranjeiras
Gols: Sabu 12' (1-0), Toinho 22' (1-1), Zeca 55' (1-2)
Jogo 4: 17/06/1951 - Empate 2 a 2
Amistoso - Barro Preto
Gols: Chiquinho 13' (1-0), Joel 19' (1-1), Guerino 36' (2-1), Detinho 56' (2-2)
Jogo 5: 08/08/1951 - Empate 2 a 2
Amistoso - Laranjeiras
Gols: Áureo 21' (1-0), Carlaile 47' (1-1), Villaslobos 57' (1-2), Chiquinho 67' (2-2)
Jogo 6: 22/06/1952 - Fluminense 2 a 0
Torneio José de Paula Júnior - Independência
Gols: Orlando 28', Orlando 40'
Jogo 7: 09/07/1952 - Fluminense 3 a 2
Torneio José de Paula Júnior - Laranjeiras
Gols: Sabu 30' (1-0), Pampolini 33' (2-0), Quincas (pênalti) 35' (2-1), Orlando 43' (2-2), Orlando 46' (2-3)
Jogo 10: 16/04/1961 - Fluminense 5 a 0
Amistoso - Independência
Gols: Valdo 24', Paulinho 39', Valdo 76', Telê 78', Oldair 86'
Jogo 11: 27/06/1965 - Cruzeiro 2 a 1
Amistoso - Laranjeiras
Gols: Antunes 25' (0-1), Dirceu Lopes 77' (1-1), Hilton Oliveira 79' (2-1)
Jogo 16: 10/12/1968 - Fluminense 2 a 0
Amistoso - Gilberto Mestrinho (Manaus, AM)
Gols: Claudio 5', Suingue 60'
26/01/1975 - Fluminense 2 a 1
Amistoso - Mineirão
Gols: Erivelto 28' (0-1), Roberto Batata 38' (1-1), Luiz Alberto 66' (1-2)
29/01/1997 - Fluminense 2 a 1
Amistoso - Independência
Gols: Barata 54' (0-1), Da Silva 73' (1-1), Bruno Reis 83' (1-2)
17/02/2016 - Fluminense 4 a 3
Copa Sul Minas Rio - Mineirão
Gols: Rafael Silva 4' (1-0), Diego Souza, de pênalti 28' (1-1), Diego Souza 34' (1-2), Gustavo Scarpa 37' (1-3), Rafael Silva 43' (2-3), Arrascaeta 65' (3-3), Diego Souza, de pênalti 70' (3-4)
Foto: Cristiano Machado/Hoje em Dia
O meia Wagner é combatido pela defesa tricolor no Mineirão em 2006

Total de jogos: 74
Vitórias do Cruzeiro: 23
Empates: 18
Vitórias do Fluminense: 33
Total de Gols: 216
Gols do Cruzeiro: 100
Gols do Fluminense: 116

Quadro de goleadores do confronto:
6 gols: Fred (Fluminense)
4 gols: Alecsandro, Dirceu Lopes, Evaldo, Tostão (Cruzeiro)
4 gols: Orlando, Valdo (Fluminense)
3 gols: Marcelo Moreno, Wagner, Wellington Paulista (Cruzeiro)
3 gols: Cícero, Diego Souza, Marcelo, Lula, Paulinho (Fluminense)
2 gols: Alex, Chiquinho, Rafael Silva, Julio Baptista, Mota, Natal, Sabu, Willian (Cruzeiro)
2 gols: Beto, Cristovão, Edinho, Gabriel, Gustavo Scarpa, Lenny, Paulo César, Petkovic, Rafael Moura, Ramon Menezes, Romario, Romerito, Rougo, Suingue, Tuta (Fluminense)
1 gol: Adriano, Ailton, Alcides, Anselmo Ramon, Aristizábal, Arrascaeta, Áureo, Borges, Braguinha, Carlinhos Bala, Charles, Cláudio Adão, Cleison, Dalmar, Da Silva, Edmar, Elber, Fabio Junior, Fabrício, Fred, Gabriel, Guerino, Guilherme, Heider, Henrique, Hilton Oliveira, Joãozinho, Jonathan, Jussiê, Kelly, Levi, Luiz Carlos, Luiz Fernando, Macedo, Márcio Nobre, Montillo, Nélio, Nelsinho, Nenê, Nilton, Nogueirinha, Oséas, Palhinha, Pampolini, Perfumo, Raimundinho, Ramires, Rinaldo, Roberto Batata, Seixas, Weldon, Zinho (Cruzeiro)
1 gol: Alessandro, Alex, Alexandre, Antunes, Arouca, Assis, Barata, Bruno Reis, Carlaile, Carlos Alberto, Claudio, Detinho, Dionísio, Erivelto, Escurinho, Evando, Fernando Diniz, Gilcimar, Gum, Jadilson, Jair Francisco, Joel, Jorge Costa, Juan, Kenedy, Kieza, Kleber, Leandro Euzébio, Luiz Alberto, Marcão, Magno Alves, Marcelo Henrique, Marcos Júnior, Marquinho, Maurinho, Mazola, Mickey, Oldair, Paulo César, Pedro Amorim, Pedro Nunes, Petkovic, Pinhegas, Pires, Quincas, Renato, Robertinho, Rodolpho, Roger, Roni, Telê, Thiago Neves, Toinho, Villaslobos, Wagner, Washington, Zeca (Fluminense)
1 gol contra: Ademir, Cris e Piazza (Cruzeiro) a favor do Fluminense; César e Denilson (Fluminense) a favor do Cruzeiro

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Os 15 anos da conquista surpreendente da Libertadores



Foto: Humberto Nicoline/Hoje em Dia
O zagueiro-capitão Wilson Gottardo levanta a taça mais importante das Américas.
A conquista do título em 1997 pelo Cruzeiro foi o resultado da maior reação de
uma equipe na história da competição

Por Henrique Ribeiro

O dia 13 de agosto é para muitos supersticiosos uma data de mau agouro, pois reúne o número do azar com o mês do desgosto. Mas foi nesta data, há 15 anos, que a nação cruzeirense comemorou o título da Taça Libertadores de 1997, após a vitória por 1 a 0 sobre o Sporting Cristal, do Peru, no Mineirão. O título, além de surpreendente, é reconhecido pela Confederação Sulamericana de Futebol como a maior reação de uma equipe na história da Libertadores. Isto porque o time estrelado teve um início desastroso com três derrotas consecutivas e foi dado como eliminado pelos analistas da bola. Quando somente a sua torcida acreditava, reagiu, surpreendeu a todos os prognósticos negativos e terminou a competição dando a volta olímpica com a taça mais importante das Américas.

O Cruzeiro já chegou a disputa da Taça Libertadores de 1997 de maneira surpreendente. Classificou-se para o Campeonato Sulmericano como campeão da Copa do Brasil de 1996, ao derrotar o favoritismo do Palmeiras, em pleno estádio Palestra Itália. Os paulistas, na ocasião, eram patrocinados por uma multinacional italiana e reunia um plantel de jogadores galáticos que eram considerados imbatíveis em seus domínios.

A base do time campeão da Copa do Brasil de 1996 foi mantida e a diretoria cruzeirense trouxe apenas três reforços para o plantel. O atacante Reinaldo, que estava no futebol italiano, foi repatriado. O meia Elivelton veio do Palmeiras, após o clube estrelado ganhar a disputa nos bastidores contra o rival Atlético. Por último, a diretoria estrelada investiu pesado para tirar o atacante Alex Mineiro do América por R$ 1,2 milhões. A negociação foi a maior entre clubes mineiros, na ocasião, e superou a compra do volante Gutemberg, que também era do Coelho, e que custou R$ 1 milhão aos cofres atleticanos.

O treinador Levir Culpi havia acertado a sua transferência para o futebol japonês e a diretoria cruzeirense resolveu investir na renovação. O maior ídolo da história do clube, o craque Tostão, que nunca havia tido experiência no comando de uma equipe foi convidado a iniciar a carreira de técnico. Tostão recusou, mas o ex-zagueiro da Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 1982, Oscar Bernardi, que também nunca havia treinado nenhuma equipe, foi a próxima aposta. Oscar encarou o desafio.
Foto: Hoje em Dia
Inicio da campanha foi desastrosa e começou com uma derrota para 
o Grêmio no Mineirão

No entanto a experiência com o novo treinador terminou na estreia da equipe na Taça. O primeiro adversário do Grupo 4 foi o Grêmio, que era o atual campeão brasileiro. Os tricolores venceram por 2 a 1, no Mineirão e, após o jogo, Oscar Bernardi, que nem havia completado dois meses no cargo pediu demissão. O treinador alegou que as críticas internas ao seu trabalho o fizeram tomar a decisão. A diretoria agiu rápido e repatriou o técnico Paulo Autuori, que estava no Benfica, de Portugal.

Sob novo comando, o time não se encontrou e sofreu mais duas derrotas pelo placar de 1 a 0. A primeira foi para o Alianza, em Lima, no Peru, com um gol do atacante Waldir Sáenz, que se tornaria o maior goleador da história do clube aliancista. O outro revés do Cruzeiro foi para o Sporting Cristal, também, em Lima. Os resultados deixaram o Cruzeiro na lanterna do grupo quatro.

O início desastroso fez com que os analistas de futebol consumassem de forma antecipada a eliminação precoce do Cruzeiro na Taça. Isto porque a equipe estrelada teria que derrotar o Grêmio, que atravessava uma grande fase, em pleno estádio olímpico, onde o Cruzeiro havia enfrentado o tricolor em outras 14 oportunidades e nunca havia vencido. E foi justamente no estádio gremista, que o Cruzeiro deu início a sua reação monumental e uma das campanhas mais épicas de sua história. Um gol relâmpago antes da primeira volta do ponteiro, no segundo tempo, deu a vitória suada de 1 a 0 ao Cruzeiro e pôs fim ao tabu. O meia Elivelton passou pela marcação da dupla da seleção paraguaia, o lateral Arce e o zagueiro Rivarola e, da linha de fundo, cruzou para a pequena área. O meia Palhinha mergulhou, de peixinho, e mandou para as redes.
Foto: Humberto Nicoline/Hoje em Dia
Lance da vitória do Cruzeiro sobre o Alianza, no Mineirão.
O atacante Ailton cabeceia a bola observado de perto pelo
atacante Reinaldo

No penúltimo compromisso da primeira fase, o Cruzeiro derrotou o Alianza, no Mineirão, por 2 a 0, e deixou a lanterna do grupo 4 para os peruanos. O trágico acidente aéreo que vitimou todo o plantel e a comissão técnica do clube aliancista completava 10 anos naquela Libertadores. Após a Taça, o Alianza venceria o título peruano, após 18 anos de sua última conquista, ressurgindo como o time mais vencedor do futebol daquele país.

Na última rodada o Cruzeiro passou pelo Sporting Cristal, no Mineirão, com uma vitoria por 2 a 1 e garantiu a segunda colocação do grupo e a classificação para as oitavas de final.
Foto: Cristiano Machado/Hoje em Dia
O El Nacional ofereceu muita resistência ao Cruzeiro, de Elivelton (foto), 
no Mineirão. Vaga só foi definida na disputa de tiros livres

O primeiro adversário da fase dos mata-matas foi o El Nacional, que naquele ano, ainda era restrito as forças armadas do Equador. Na altitude de Guaiaquil o Cruzeiro saiu derrotado por 1 a 0. Naquele jogo, o time estrelado estreou os novos reforços: o atacante Marcelo Ramos, que foi um dos heróis da conquista da Copa do Brasil de 1996 e que estava no PSV da Holanda e o zagueiro Gottardo, que veio do Fluminense para assumir a faixa de capitão do time.No jogo da volta, no Mineirão, o Cruzeiro suou para fazer o placar de 2 a 0, com um gol de Marcelo Ramos, aos 24 minutos do segundo tempo. Quando todos acreditavam que a classificação estava consumada, o El Nacional conquistou um gol de falta no último instante da partida e a vaga ficou para ser decidida na disputa de tiros livres. E foi a partir daí que o goleiro Dida começou a se consagrar como um dos heróis da conquista. Na disputa por tiros livres, o camisa um defendeu a cobrança de Kleber Chalá e garantiu a vitória por 5 a 3 e a classificação.

Nas quartas de final, o Cruzeiro enfrentou, novamente, o Grêmio. A primeira partida foi no Mineirão e o Cruzeiro saiu na frente, logo aos 40 segundos de jogo, com um gol de Elivelton. Alex Mineiro ampliou ainda no primeiro tempo e o jogo terminou em 2 a 0 para o time estrelado. O jogo teve como destaque as trocas de agressões e provocações do lateral esquerdo Roger, do Grêmio e do meia, Cleison, do Cruzeiro.

No jogo da volta, no Olímpico, o Cruzeiro anulou a reação do Grêmio e aos 15, do segundo tempo, num lançamento de Alex, o volante Fabinho, mesmo lesionado e mancando, matou a bola no peito e sem deixá-la cair, completou para as redes: um golaço. Com o gol, que aumentou o placar agregado em 3 a 0, a classificação cruzeirense parecia garantida, mas como foi toda a trajetória do time cruzeirense naquele Libertadores, o jogo ainda reservaria seus requintes de dramaticidade em sua meia hora final. O Grêmio reencontrou forças e virou o jogo para 2 a 1, aos 27 minutos e por pouco não marcou o terceiro gol, que levaria a decisão para as penalidades, no último minuto, numa cabeçada do zagueiro Mauro Galvão, que raspou a trave.

O adversário da semifinal foi o Colo Colo, que havia conquistado o 20º título chileno de sua história. No primeiro jogo, no Mineirão, o Cruzeiro venceu por 1 a 0, com um gol de Marcelo Ramos, logo aos 6 minutos, que começou numa falha do goleiro Marcelo Ramírez, que saiu fora da área e acabou desarmado pelo meia Cleison, que lhe tomou a bola e cruzou para o atacante completar de cabeça tendo o gol vazio a sua frente. Ramírez foi goleiro que, na decisão da Recopa de 1992, contra o Cruzeiro, substituiu o goleiraço Daniel Morón e deu o título do troféu aos caciques na decisão por pênaltis.
Foto: Sergio Falci/Hoje em Dia
O atacante Marcelo Ramos no momento em que completava de cabeça
a jogada de Cleison que resultou no gol da vitória sobre o Colo Colo, no Mineirão

O jogo da volta teve os 90 minutos mais dramáticos de toda a campanha cruzeirense. Os chilenos viviam uma grande fase e consideravam o jogo, em Santiago, como a final antecipada. O Colo Colo abriu a vantagem de 3 a 1, no segundo tempo. No entanto, o Cruzeiro reencontrou forças e diminuiu o marcador, aos 18 minutos, quando o meia Cleison apanhou, de carrinho, um rebote do goleiro Ramírez, após uma cobrança de falta de Marcelo Ramos. A derrota por 3 a 2 provocou a decisão por tiros livres, que foi a mais tranquila da história do clube, graças a eficiência do goleirão Dida, que defendeu as cobranças de Basay e Espina. O Cruzeiro venceu por 4 a 1 e foi para a final.

Com a classificação garantida no Chile, o Cruzeiro chegava a uma final de Libertadores, após 20 anos, quando perdeu o título na decisão por tiros livres para o Boca Juniors, da Argentina, após um empate sem gols na terceira partida, disputada em campo neutro, em Montevidéu, no Uruguai.

O encontro decisivo da Libertadores de 1997 reuniu os dois times mais surpreendentes da competição. O Sporting Cristal, que se classificou como terceiro colocado do Grupo 4, da primeira fase, tornou-se a grande zebra da Taça. Os cervezeros eliminaram os argentinos Velez Sarsfield, nas oitavas de final e o Racing, na semifinal, vencendo ambos dentro de Buenos Aires. Por outro lado, o Cruzeiro chegava a uma decisão com uma das campanhas mais irregulares da história da Taça, com um total de seis derrotas. Nunca um finalista havia perdido tantos jogos.

A base do time peruano jogava junto desde 1994 e eram os atuais tricampeões peruanos. Até os dias atuais o time de 1997 é considerado como o melhor da história do Cristal e a maioria dos jogadores que formaram aquele plantel estão na galeria dos maiores ídolos do clube cervezero.

O primeiro jogo da decisão aconteceu em Lima, no Peru, onde o Sporting Cristal não sofria uma derrota há quatro anos pela Libertadores. A partida foi marcada pelo equilíbrio e a forte marcação imprimida pelas equipes. Com poucas chances de gol, o jogo terminou com o placar zerado.
Foto: Hoje em Dia
O meia Palhinha foi o maestro do time campeão da Libertadores de 1997
Ao fundo da foto estão o volante Donizete e o zagueiro Gelson

No jogo da volta, mais de 100 mil cruzeirenses lotaram o Mineirão com a confiança de que o time venceria facilmente os peruanos. A partida marcou as despedidas do treinador Paulo Autuori que entregou o cargo por causa das mesmas pressões internas que derrubaram o seu antecessor Oscar. Foi também a última partida do armador Palhinha, que havia sido negociado ao futebol espanhol.

Apesar da pouca tradição do adversário, o Cruzeiro quase foi surpreendido. Aos 20 minutos do segundo tempo Donizete comete falta em Alfredo Carmona na intermediária. Na cobrança forte e rasteira de Nolberto Solano, Dida foi no canto esquerdo e fez a defesa, Julinho entrou rápido na área e apanhou o rebote com um chute cruzado, mas Dida defendeu com o pé direito.

Dez minutos após o susto, o Cruzeiro chegou ao gol da vitória. E foi com um tento surpreedente, como foi a característica de toda a campanha do título. Numa cobrança de escanteio de Nonato, a defesa do Cristal rebateu para fora da área. O canhoto Elivelton, que foi escalado na vaga de Cleison, que havia sido expulso no primeiro jogo da decisão, apanhou o rebote, de pé direito e o goleiro Julio Cesar Balerio aceitou. A bola passou por baixo do corpo do camisa 1 e entrou no canto direito. Foi o único gol do Cruzeiro marcado num chute de fora da área em toda a campanha. Após a partida, as ruas da capital e das cidades do interior foram tomadas pelos cruzeirenses que comemoraram um título dado como perdido e que entrou para a história das conquistas surpreendentes do clube estrelado.

twiter: @henriqueribe
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Fichas técnicas da Libertadores de 1997

Por Henrique Ribeiro

PRIMEIRA FASE - GRUPO 4

CRUZEIRO 1 x 2 GRÊMIO
19/02/1997 (Qua) - 1ª rodada - Mineirão
Público: 33.425 (R$ 176.640,)
Arbitragem: Dacildo Mourão/CE (Jorge Oliveira/DF e Ednilson Corona/SP)
Gols: Zé Alcino 10’ (0-1), Ailton 24’ (1-1), Emerson 63’ (1-2)
CRUZEIRO: Dida, Vitor, Célio Lúcio, Rogério, Nonato, Fabinho, Donizete, Cleison (Elivelton), Palhinha, Reinaldo (Da Silva), Ailton. T: Oscar Bernardi.
GRÊMIO: Danrlei, Arce, Rivarola, Mauro Galvão, Roger, Dinho, Goiano, Emerson (Dauri), Carlos Miguel, Paulo Nunes (Paulo Henrique), Zé Alcino (Otacílio). T: Evaristo de Macedo
CA: Célio Lúcio, Donizete, Ailton (Cru); Mauro Galvão, Emerson, Dinho (Gre)

CRUZEIRO 0 x 1 ALIANZA (PER)
25/02/1997 (Ter) - 2ª rodada - Nacional (Lima, Peru)
Público: 13.794
Arbitragem: Rafael Torrealba/VEN (Gilberto Teran/VEN e Paolo Borbosano/VEN)
Gol: Sáenz 55’
CRUZEIRO: Dida, Vitor, Célio Lúcio, Rogério, Nonato (Reinaldo), Fabinho, Ricardinho (Donizete), Cleison (Da Silva), Palhinha, Ailton, Elivelton. T: Paulo Autuori
ALIANZA: Francisco Pizarro, Carlos Basombrio, Frank Ruíz, Victor Hugo Marulanda, Marcial Salazar, Juan Carlos Bazalar (César Rosales), Paulo Hinostroza, José Luís Reyna, Marco Valencia (Walter Reyes), Bujica (Ramirez), Waldir Sáenz. T: Jorge Luís Pinto.
CA: Ailton, Vítor (Cru); Salazar (Ali)

CRUZEIRO 0 x 1 SPORTING CRISTAL (PER)
28/02/1997 (Sex) - 3ª rodada – Nacional (Lima, Peru)
Público: 15.000
Arbitragem: Paolo Borgosano/VEN (Gilberto Teran/VEN e Rafael Torrealba/VEN)
Gol: Julinho 62’
CRUZEIRO: Dida, Vitor, Célio Lúcio, Rogério, Nonato, Fabinho, Donizete, Cleison, Palhinha, Ailton (Reinaldo), Elivelton. T: Paulo Autuori
CRISTAL: Julio Cesar Balerio, Pedro Garay, Miguel Rebosio, Marcelo Asteggiano, Julio Rivera, Nolberto Solano, Martín Hidalgo (Alfredo Carmona), Erick Torres (Roger Serrano), Alex Magallanes (Luis Alberto Bonnet), Julinho, Adrián Czornomaz. T: Sérgio Markarian.
CA: Célio Lúcio, Donizete, Elivelton (Cru); Balerio, Rivera (Spo)

CRUZEIRO 1 x 0 GRÊMIO
12/03/1997 (Qua) - 4ª rodada - Olímpico (Porto Alegre, RS)
Público: 15.346 (R$ 170.306,)
Arbitragem: Cláudio Cerdeira/RJ (Valter Reis/SP e Paulo Jorge Alves/RJ)
Gol: Palhinha 46’
CRUZEIRO: Dida, Vitor (Marcos Teixeira), Gelson, Rogério, Nonato, Fabinho, Donizete, Cleison, Palhinha (Alex Mineiro), Ailton (Donizete Amorim), Elivelton. T: Paulo Autuori
GRÊMIO: Danrlei, Arce, Rivarola, Mauro Galvão, Roger, Otacílio (Rodrigo), Goiano, Emerson, Paulo Henrique (Dauri), Paulo Nunes, Zé Alcino. T: Evaristo de Macedo.
CA: Elivelton, Gelson, Palhinha, Cleison (Cru); Zé Alcino, Otacílio, Rivarola (Grê)
CV: Cleison (Cru)

CRUZEIRO 2 x 0 ALIANZA (PER)
18/03/1997 (Ter) - 5ª rodada - Mineirão
Público: 20.915 (R$ 109.112,50)
Arbitragem: Ubaldo Aquino/PAR (Epifânio Gonzáles/PAR e Celestino Galvão/PAR)
Gols: Reinaldo 38’, Palhinha 73’
CRUZEIRO: Dida, Marcos Teixeira, Gelson, Rogério, Nonato, Fabinho, Donizete, Palhinha, Elivelton (Donizete Amorim), Reinaldo (Alex Mineiro), Ailton. T: Paulo Autuori
ALIANZA: Francisco Pizarro, José Luís Reyna, Frank Ruíz, Victor Hugo Marulanda, Marcial Salazar, Juan Carlos Bazalar, Paulo Hinostroza, Juan Jayo (Carlos Basombrio), Waldir Sáenz, Bujica (Andrés Gonzalez), César Rosales (7-Marco Valencia). T: Jorge Luís Pinto
CA: Fabinho, Reinaldo (Cru); Basombrio (Ali)
CV: Ailton (Cru); Ruiz (Ali)


Foto: Arquivo Hoje em Dia
O meia Palhinha e o atacante Reinaldo comemoram o primeiro gol sobre o Sporting Cristal, no Mineirão


CRUZEIRO 2 x 1 SPORTING CRISTAL (PER)
11/04/1997 (Sex-21h40) - 6ª rodada - Mineirão
Público: 8.437 (R$ 43.530,)
Arbitragem: Javier Castrilli/ARG (Ernesto Taibi/ARG e Daniel Jimenez/ARG)
Gols: Alex Mineiro 3’ (1-0), Reinaldo 22’ (2-0), Bonnet 81’ (2-1)
CRUZEIRO: Dida, Donizete Amorim, Gelson, Rogério, Nonato, Fabinho, Cleison, Palhinha (Da Dilva), Elivelton (Léo), Alex Mineiro (Célio Lúcio), Reinaldo. T: Paulo Autuori
CRISTAL: Julio Cesar Balerio, Jose Soto, Pedro Garay, Miguel Rebosio, Marcelo Asteggiano, Manuel Marengo, Erick Torres (Roger Serrano), Alex Magallanes (Martín Hidalgo), Julio Rivera (Luis Alberto Bonnet), Nolberto Solano, Julinho. T: Sérgio Markarian.
CA: Fabinho (Cru); Solano, Serrano (Spo)
CV: Rogério (Cru)

*Cruzeiro classificou-se como segundo colocado do Grupo 4

OITAVAS DE FINAL

CRUZEIRO 0 x 1 EL NACIONAL (EQU)
07/05/1997 (Qua) - 1ª rodada - Olímpico Atahualpa (Quito, Equador)
Público: 22.000
Arbitragem: Alberto Tejada/PER (Jorge Torres/PER e Victor Atambulo/PER)
Gol: Cleber Chalá 72’
CRUZEIRO: Dida, Vitor (Marcos Teixeira), Gottardo, Célio Lúcio, Nonato, Fabinho, Ricardinho (Gelson), Cleison, Elivelton, Palhinha, Marcelo Ramos (Alex Mineiro). T: Paulo Autuori
EL NACIONAL: Geovanny Ibarra, Juan Carlos Burbano, Lupo Quintero, Franklin Anangonó, José Guerrero, Simón Ruiz, Marco Constante (Vilson Rosero), Oswaldo De La Cruz (Diego Herrera), Wellington Sánchez, Cléber Chalá, Ebelio Ordóñez (Carlos Vernasa). T: Paulo Massa
CA: Gottardo, Nonato, Fabinho (Cru); Constante (Nac)
CV: Paulo Autuori

CRUZEIRO 2 x 1 EL NACIONAL (EQU)
14/05/1997 (Qua) - 2ª rodada - Mineirão
Público: 19.694 (R$ 101.480,)
Arbitragem: Eduardo Diuzniewski/URU (Daniel Brello/URU e Carlos Lopes/URU)
Gols: Marcelo Ramos 62’ (1-0), Marcelo Ramos 69’, Arroyo (falta) 90’ (2-1)
CRUZEIRO: Dida, Vitor, Gottardo, Célio Lúcio, Nonato (Da Silva), Fabinho, Ricardinho, Palhinha, Cleison, Marcelo Ramos (Donizete Amorim), Elivelton (Marcos Teixeira). T: Paulo Autuori
EL NACIONAL: Geovanny Ibarra, Juan Carlos Burbano, Franklin Anangonó, Lupo Quintero, José Guerrero (Joffre Arroyo), Simón Ruiz (Valencia), Marco Constante, Wellington Sánchez, Vilson Rosero, Osvaldo (Ebelio Ordóñez), Cléber Chalá. T: Paulo Massa
CA: Elivelton, Ricardinho, Vítor (Cru); Ibarra, Constante (Nac)
Tiros livres: Cruzeiro 5 a 3 (Palhinha 1 a 0; Arroyo 1 a 1; Ricardinho 2 a 1; Rosero 2 a 2; Fabinho 3 a 2; Ordoñez  3 a 3; Marcos Teixeira 4 a 3; Dida defendeu a cobrança de Chalá 4 a 3; Gottardo 5 a 3).
Foto: Hoje em Dia
O atacante Alex chega antes de Danrlei para marcar o segundo gol da vitória
sobre o Grêmio no Mineirão

QUARTAS DE FINAL

CRUZEIRO 2 x 0 GRÊMIO
27/05/1997 (Ter) - 1ª rodada - Mineirão
Público: 38.369 (R$ 157.660,)
Arbitragem: Antônio Pereira Silva/GO (Paulo Alves/RJ e Ednilson Corona/SP)
Gols: Elivelton 40 segs (1-0); Alex Mineiro 28’ (2-0)
CRUZEIRO: Dida, Vitor, Célio Lúcio, Gottardo, Nonato (Donizete Amorim), Fabinho, Ricardinho, Cleison, Palhinha (Da Silva), Elivelton, Alex Mineiro. T: Paulo Autuori
GRÊMIO: Danrlei, Arce, Wagner Fernandes, Mauro Galvão, Roger, Otacílio, Goiano, Emerson, Carlos Miguel (Rodrigo Gral) (Marcos Paulo), João Antônio, Maurício. T: Evaristo de Macedo
CA: Vitor, Cleison, Fabinho, Alex Mineiro (Cru); João Antônio, Roger (Gre)
*compareceu um total de 11.033 mulheres e crianças até 12 anos que não pagaram ingressos

CRUZEIRO 1 x 2 GRÊMIO
03/06/1997 (Ter) - 2ª rodada - Olímpico (Porto Alegre, RS)
Público: 32.404 (R$ 209.704,)
Arbitragem: Cláudio Cerdeira/RJ (Jorge Oliveira/DF e Valter Reis/SP)
Gols: Fabinho 60’ (0-1), Mauro Galvão 69’ (1-1), Zé Alcino 72’ (1-2)
CRUZEIRO: Dida, Vitor, Gottardo, Célio Lúcio, Tico (Léo), Fabinho (Gelson), Ricardinho, Cleison, Palhinha, Alex Mineiro (Da Silva), Elivélton. T: Paulo Autuori
GRÊMIO: Danrlei, Arce, Luciano, Mauro Galvão, Roger, Luiz Carlos Goiano, Otacílio, João Antônio (Rodrigo Gral), Emerson, Maurício (Marcos Paulo), Zé Alcino. T: Evaristo de Macedo
CA: Elivelton, Fabinho, Ricardinho (Cru); Rodrigo Gral, Arce (Gre)

SEMIFINAL

CRUZEIRO 1 x 0 COLO COLO (CHI)
23/07/1997 (Qua) - 1ª rodada - Mineirão
Público: 31.246 (R$ 160.115,)
Arbitragem: René Ortubé/BOL (Juan Lugones/BOL e Oscar Sóris/BOL)
Gol: Marcelo Ramos 6’
CRUZEIRO: Dida, Vitor (Marcos Teixeira), Gelson, Célio Lúcio, Nonato, Fabinho, Ricardinho (Alex Mineiro), Cleison, Elivelton, Palhinha, Marcelo Ramos. T: Paulo Autuori.
COLO COLO: Marcelo Ramírez, Mario Salas, Pedro Reyes, Juan Carlos González, Francisco Rojas, Emerson Pereira, Marcelo Espina, Marcelo Barticciotto (Marco Villaseca), José Luís Sierra (Alegria), Zambrano, Ivo Basay (Héctor Tapia). T: Gustavo Benitez
CA: Vitor, Dida, Célio Lúcio (Cru); Salas, Barticcioto (Col)
CV: González (Col)

CRUZEIRO 2 x 3 COLO COLO (CHI)
30/07/1997 (Qua) - 2ª rodada - David Arellano (Santiago, Chile)
Público: 50.000
Arbitragem: Ubaldo Aquino/PAR (Bonifácio Nunes/PAR e Nestor Gonçalves/PAR)
Gols: Basay 20’ (0-1), Marcelo Ramos 29’ (1-1), Basay (pênalti) 47’ (1-2), Basay (pênalti) 51’ (1-3), Cleison 63’ (2-3)
CRUZEIRO: Dida, Vitor, Gelson, Gottardo, Nonato (Da Silva), Fabinho, Ricardinho, Donizete, Cleison, Elivelton, Marcelo Ramos. T: Paulo Autuori
COLO COLO: Marcelo Ramírez, Mario Salas (Fernando Vergara), Pedro Reyes, Raúl Muñoz, Francisco Rojas, Emerson Pereira, Marcelo Espina, Alegria (Manuel Neira), José Luís Sierra, Zambrano (Marco Villaseca), Ivo Basay. T: Gustavo Benitez
CA: Donizete, Cleison, Fabinho/disputa de tiros livres (Cru); Espina, Pereira, Reyes (Col)
CV: Pereira (Col); Elivélton (Cru)
Tiros livres: Cruzeiro 4 a 1 (Ricardinho 1 a 0; Dida defendeu a cobrança de Basay 1 a 0; Donizete 2 a 0; Dida defendeu a cobrança de Espina 2 a 0; Fabinho 3 a 0; Sierra 3 a 1; Marcelo Ramos 4 a 1)

FINAL

CRUZEIRO 0 x 0 SPORTING CRISTAL (PER)
06/08/1997 (Qua) - 1ª rodada - Nacional (Lima, Peru)
Arbitragem: Byron Moreno/EQU (Maurício Reinoso/EQU e Bommer Fierro/EQU)
CRUZEIRO: Dida, Vitor, Gelson, Gottardo, Nonato, Fabinho, Ricardinho, Donizete, Cleison, Palhinha (Tico), Marcelo Ramos (Da Silva). T: Paulo Autuori
CRISTAL: Julio Cesar Balerio, Jose Soto, Marcelo Asteggiano, Miguel Rebosio (Erick Torres), Martin Vasquez (Andrés Mendoza), Pedro Garay, Manuel Marengo, Nolberto Solano, Alfredo Carmona (Alex Magallanes), Luis Alberto Bonnet, Julinho. T: Sérgio Markarian
CA: Gelson, Gottardo, Nonato, Vítor (C); Balerio, Garay (S)
CV: Cleison (C)
foto: Hoje em Dia

CRUZEIRO 1 x 0 SPORTING CRISTAL (PER)
13/08/1997 (Qua-21h50) - 2ª rodada - Mineirão
Público: 95.472 (R$ 888.072,50)
Arbitragem: Javier Castrilli/ARG (Luis Olivetto/ARG e Gerardo Bertoni/ARG)
Gol: Elivélton 75’
CRUZEIRO: 1-Dida, 2-Vitor, 16-Gelson, *22-Gottardo, 6-Nonato, 5-Fabinho, 8-Ricardinho (19-Da Silva/72’), 15-Donizete, 10-Palhinha, 23-Marcelo Ramos, 20-Elivelton. T: Paulo Autuori
Suplentes: 12-Jean, 4-Célio Lúcio, 18-Alex Mineiro, 25-Tico
CRISTAL: 1-Julio Cesar Balerio, 4-Jose Soto, 19-Manuel Marengo, 2-Marcelo Asteggiano, 15-Erick Torres (5-Roger Serrano/83'), *6-Pedro Garay, 7-Nolberto Solano, 16-Julio Rivera, 20-Prince Amoako (8-Alfredo Carmona/57'), 11-Julinho, 18-Luis Alberto Bonnet (22-Ismael Alvarado/86'). T: Sérgio Markarian
CA: Fabinho/37’, Nonato/70’ (C); Solano/30’, Rivera/66’ (S)

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O plantel campeão da Libertadores de 1997


GOLEIROS
DIDA - Nelson Jesus Silva (Irará, BA) - 23 anos
HARLEI - Harley Menezes Silva (Belo Horizonte, MG) - 25 anos
JEAN - Jean Paulo Fernandes (Guarujá, SP) - 24 anos
RODRIGO POSSO - Rodrigo Posso Moreno (Moreira Sales, PR) - 21 anos

ZAGUEIROS
CELIO LUCIO - Célio Lúcio Costa Silva (Cajuru, MG) - 26 anos
GELSON - Gélson Tardivo Gonçalves Júnior (Brasília, DF) - 23 anos
GOTTARDO - Wilson Roberto Gottardo (Santa Bárbara d’Oeste, SP) - 34 anos
ROGERIO - Rogério Moraes Lourenço (Rio de Janeiro, RJ) - 26 anos

LATERAIS

MARCOS TEIXEIRA - Marcos Teixeira Pocidônio (Ubiratã, PR) - 26 anos
NONATO - Raimundo Nonato Silva (Mossoró, RN) - 30 anos
VITOR - Claudemir Vitor (Mogi-Guaçu, SP) - 24 anos

MEIO-CAMPISTAS
CAIO - Wolnei Caio (Roca Salles, RS) - 28 anos
CLEISON - Cleison Edson Assunção Nascimento (Belo Horizonte, MG) - 25 anos
DONIZETE - Donizete Francisco Oliveira (Bauru, SP) - 29 anos
DONIZETE AMORIM - Anderson Leal Amorim (Belo Horizonte, MG) - 21 anos
ELIVELTON - Elivelton Alves Rufino (Serrania, MG) - 25 anos
FABINHO - Fábio Silva Azevedo (Rio de Janeiro, RJ) - 27 anos
LEO - Leonardo Alves Rodrigues (Montes Claros, MG) - 19 anos
PALHINHA - Jorge Ferreira Silva (Carangola, MG) - 29 anos
REGINALDO - Reginaldo Traves (São Paulo, SP) - 20 anos
RICARDINHO - Ricardo Alexandre dos Santos (Passos, MG) - 21 anos
TICO - Emerson Henrique Alves (Estrela do Sul, MG) - 23 anos

ATACANTES
AILTON - Ailton Delfino (Belo Horizonte, MG) - 28 anos
ALEX MINEIRO - Alexander Pereira Cardoso (Belo Horizonte, MG) - 22 anos
DA SILVA - Cleonésio Carlos da Silva (Ibirité, MG) - 21 anos
MARCELO RAMOS - Marcelo Silva Ramos (Salvador, BA) - 24 anos
REINALDO - Reinaldo Rosa Santos (Belo Horizonte, MG) - 21 anos

TREINADORES: Paulo Autuori (Oscar Bernardi/1 jogo)