sábado, 8 de setembro de 2012

Todos os confrontos entre Cruzeiro e Sport Recife

Carlos Henrique

O confronto jogo a jogo pelo Campeonato Brasileiro:

Jogo 5 - 17/10/1971 - Cruzeiro 5 x 1
Primeira Fase - Mineirão
Gols: Vanderley 3' (0-1), Perfumo (pênalti) 30' (1-1), João Ribeiro 35' (2-1), Tostão 44' (3-1), Tostão 54' (4-1), Lima 85' (5-1)
Jogo 6 - 28/10/1973 - Cruzeiro 3 x 0
Primeira Fase - Arruda (Recife)
Gols: Zé Carlos 50', Lima 71', Dirceu Lopes 77'
Jogo 7 - 20/03/1974 - Empate 0 x 0
Primeira Fase - Arruda (Recife)
Jogo 8 - 29/10/1975 - Cruzeiro 1 x 0
Segunda fase - Ilha do Retiro
Gol: Palhinha 88'
Jogo 9 - 26/03/1978 - Sport 2 x 1
Primeira Fase - Mineirão
Gols: Nelinho (pênalti) 27' (1-0), Mauro 35' (2-0), Darci 81' (2-1)
Jogo 10 - 16/04/1980 - Cruzeiro 1 x 0
Segunda fase - Ilha do Retiro
Gol: Luiz Carlos 51'
Jogo 11 - 03/05/1980 - Cruzeiro 2 x 0
Segunda fase - Mineirão
Gols: Tião 77', Eli Carlos 80'
Jogo 13 - 29/10/1986 - Empate 0 x 0
Segunda fase - Mineirão
Jogo 14 - 23/11/1986 - Sport 2 x 1
Segunda fase - Ilha do Retiro
Gols: Ademir 11' (1-0), Adilson 40' (1-1), Adilson 42' (1-2)
Jogo 15 - 07/09/1988 - Empate 0 x 0
Primeira Fase/1º turno - Ilha do Retiro
Jogo 16 - 22/10/1989 - Sport 2 x 1
Primeira Fase - Ilha do Retiro
Gols: Jorge Veras (olímpico) 2' (0-1), Careca 38' (1-1), Marcus Vinícius 78' (1-2)
Jogo 17 - 17/03/1991 - Cruzeiro 5 x 1
Primeira Fase - Mineirão
Gols: Luiz Fernando 44' (1-0), Hélio 51' (1-1), Paulão 57' (2-1), Charles 70' (3-1), Luiz Gustavo 75' (4-1), Charles (pênalti) 80' (5-1)
Jogo 18 - 02/02/1992 - Empate 0 x 0
Primeira Fase - Ilha do Retiro
Jogo 19 - 26/11/1995 - Sport 1 x 0
Segundo turno - Ilha do Retiro
Gol: Marcelo 67'
Jogo 20 - 17/11/1996 - Cruzeiro 3 x 1
Primeira Fase - Mineirão
Gols: Ednan 19' (0-1), Ailton 40' (1-1), Ailton 47' (2-1), Paulinho 52' (3-1)
Jogo 21 - 28/09/1997 - Sport 4 x 1
Primeira Fase - Ilha do Retiro
Gols: Juninho Petrolina 47' (0-1), Leonardo (pênalti) 64' (0-2), Jackson 78' (0-3), Luis Muller 83' (0-4), Donizete 85' (1-4)
Jogo 22 - 27/09/1998 - Empate 1 x 1
Primeira Fase - Ilha do Retiro
Gols: Leandro (pênalti) 68' (0-1), Fabio Junior 89' (1-1)
Jogo 23 - 19/09/1999 - Cruzeiro 1 x 0
Primeira Fase - Mineirão
Gol: Alex Alves 4'
Jogo 24 - 13/08/2000 - Empate 1 x 1
Primeira Fase - Ilha do Retiro
Gols: Sandro Gaúcho 78' (0-1), Oseas 83' (1-1)
Jogo 25 - 26/08/2001 - Cruzeiro 1 x 0
Primeira Fase - Ilha do Retiro
Gol: Ricardinho 70'
Jogo 26 - 08/08/2007 - Cruzeiro 2 x 0
Turno - Mineirão
Gols: Alecsandro 64’, Alecsandro 86’
Jogo 27 - 25/11/2007 - Sport 1 x 0
Returno - Ilha do Retiro
Gol: Adriano 66’
Jogo 28 - 05/07/2008 - Sport 1 x 0
Turno - Ilha do Retiro
Gol: Marquinhos Paraná (contra) 27’
Jogo 29 - 02/10/2008 - Cruzeiro 1 x 0
Returno - Mineirão
Gol: Gerson Magrão 68’
Jogo 30 - 29/07/2009 - Cruzeiro 1 x 0
Turno - Mineirão
Gol: Kléber 89’
Jogo 31 - 07/11/2009 - Cruzeiro 3 x 2
Returno - Ilha do Retiro
Gols: Wilson 12’ (0-1), Wilson 16’ (0-2), Thiago Ribeiro 19’ (1-2), Leonardo Silva 52’ (2-2), Guerrón 64’ (3-2)
*foi a maior virada da história do confronto
Jogo 32 - 10/06/2012 - Cruzeiro 1 x 0
Turno - Melão (Varginha)
Gol: Wellington Paulista (pênalti) 17'
09/09/2012 - Sport 2 a 1
Returno - Ilha do Retiro (Recife)
Gols: Wallyson 8' (1-0), Rithely 30' (1-1), Gilberto 61' (1-2)
21/05/2014 - Cruzeiro 2 a 0
Turno - Mineirão
Gols: Ricardo Goulart 50', Marcelo Moreno 77'
27/09/2014 - Empate 0 a 0
Returno - Arena Pernambuco (S. Lourenço, PE)
02/08/2015 - Empate 0 a 0
Turno - Arena Pernambuco (S. Lourenço, PE)
15/11/2015 - Cruzeiro 3 a 0
Returno - Mineirão
Gols: Willians, de pênalti 13', Durval (contra) 15', Marcos Vinícius 65'
24/07/2016 - Sport 2 a 1
Turno - Mineirão
Gols: Rogério 37' (1-0), Rogério 50' (2-0), Willian 90'+1' (2-1)

Total de jogos pelo Campeonato Brasileiro: 33
Vitórias do Cruzeiro: 16
Empates: 08
Vitórias do Sport: 09
Total de Gols: 67
Gols do Cruzeiro: 43
Gols do Sport: 24

Quadro de goleadores do confronto pelo Campeonato Brasileiro
2 gols: Ailton, Alecsandro, Charles, Lima, Tostão (Cruzeiro)
2 gols: Adilson, Rogério, Wilson (Sport)
1 gol: Ademir, Alex Alves, Careca, Dirceu Lopes, Donizete, Eli Carlos, Fábio Júnior, Gerson Magrão, Guerrón, João Ribeiro, Kleber, Leonardo Silva, Luiz Carlos, Luiz Fernando, Luiz Gustavo, Marcelo Moreno. Marcos Vinícius, Mauro, Nelinho, Oséas, Palhinha, Paulão, Paulinho MacLaren, Perfumo, Ricardinho, Ricardo Goulart, Thiago Ribeiro, Tião, Wallyson, Wellington Paulista, Willian, Willians, Zé Carlos (Cruzeiro)
1 gol: Adriano, Darci, Ednan, Gilberto, Hélio, Jackson, Jorge Veras, Juninho Petrolina, Leandro, Leonardo, Luis Muller, Marcelo, Marcus Vinícius, Rithely, Sandro Gaúcho, Vanderley (Sport)
1 gol contra: Marquinhos Paraná a favor do Sport e Durval a favor do Cruzeiro

AMISTOSOS
Jogo 1 - 21/12/1941 - Empate 0 x 0
Barro Preto (Belo Horizonte)
Jogo 2 - 12/04/1956 - Empate 2 x 2
Barro Preto (Belo Horizonte)
Gols: Nilo 5' (1-0), Áureo 22' (2-0), Traçaia 34' (2-1), Laicinho 80' (2-2)
Jogo 3 - 08/10/1969 - Empate 0 x 0
Ilha do Retiro
Jogo 4 - 08/05/1970 - Cruzeiro 2 x 0
Ilha do Retiro
Gols: Toninho 62', Natal 70'
*foi a primeira vitória de um time mineiro em Recife
Jogo 12 - 06/05/1984 - Cruzeiro 4 x 0
Torneio Heleno Nunes (cancelado) - Mineirão
Gols: Geraldinho 19', Ademar (falta) 38', Douglas 59', Seixas 61'

Quadro Geral de goleadores do confronto:
2 gols: Ailton, Alecsandro, Charles, Lima, Tostão (Cruzeiro)
2 gols: Adilson, Rogério, Wilson (Sport)
1 gol: Ademir, Alex Alves, Careca, Dirceu Lopes, Donizete, Eli Carlos, Fábio Júnior, Gerson Magrão, Guerrón, João Ribeiro, Kleber, Leonardo Silva, Luiz Carlos, Luiz Fernando, Luiz Gustavo, Marcelo Moreno, Marcos Vinícius, Mauro, Nelinho, Oséas, Palhinha, Paulão, Paulinho MacLaren, Perfumo, Ricardinho, Ricardo Goulart, Thiago Ribeiro, Tião, Wallyson, Wellington Paulista, William, Willians, Zé Carlos (Cruzeiro)
1 gol: Ademar, Adriano, Aureo, Darci, Douglas, Ednan, Geraldinho, Gilberto, Hélio, Jackson, Jorge Veras, Juninho Petrolina, Laicinho, Leandro, Leonardo, Luis Muller, Marcelo, Marcus Vinícius, Natal, Nilo,  Rithely, Sandro Gaúcho, Seixas, Toninho, Traçaia, Vanderley (Sport)
1 gol contra: Marquinhos Paraná a favor do Sport e Durval a favor do Cruzeiro

Total de Jogos: 38
Vitórias do Cruzeiro: 18
Empates: 11
Vitórias do Sport: 09
Total de Gols: 77
Gols do Cruzeiro: 51
Gols do Sport: 26

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Site da FIFA homenageia o título estadual do Cruzeiro conquistado no dia da Independência em 1972


Foto: Arquivo Agencia Estado
O atacante Palhinha substituiu a altura o
ídolo Dirceu Lopes na conquista do título
estadual no dia 7 de setembro de 1972

No dia da Independência do Brasil, o site da FIFA recorda os 40 anos da decisão do Campeonato Mineiro de 1972, que o Cruzeiro conquistou numa decisão contra o Atlético, na data máxima da pátria. Pela primeira vez, desde a inauguração do Mineirão, o Cruzeiro disputou o clássico sem a dupla Tostão e Dirceu Lopes. O primeiro foi negociado ao Vasco, após a quinta rodada e Dirceu fraturou a perna, dias antes do clássico, vítima da violência dos zagueiros adversários. Ainda assim, o craque assistiu a partida no banco de reservas, com a perna engessada e de muletas para dar força ao seu substituto, Palhinha, que terminou como herói do titulo. Mesmo não tendo atuado na partida, Dirceu foi aclamado pelos torcedores cruzeirenses no Mineirão.

Segue abaixo o texto publicado no site da FIFA

"DIRCEU, ÉCAMPEÃO!"


A inauguração do Estádio Mineirão em 1965 coincidiu com uma fase espetacular dos dois grandes clubes de Belo Horizonte. Naquele ano, o Cruzeiro venceu o primeiro de cinco títulos consecutivos do Campeonato Mineiro e, no Campeonato Brasileiro de 1966, a equipe superou o Santos de Pelé por 9 a 4 na soma dos placares na final.

Dois jogadores foram indispensáveis para o sucesso do Cruzeiro. Na final do campeonato estadual de 1972, no entanto, o técnico Ilton Chaves ficou sem nenhum deles. Tostão, que havia participado da Copa do Mundo da FIFA 1970, que culminou na conquista definitiva da Taça Jules Rimet pelo Brasil, fora vendido ao Vasco da Gama em uma negociação recorde entre clubes brasileiros. Enquanto isso, o craque Dirceu Lopes estava com a perna quebrada.

Dirceu era indiscutivelmente o xodó da torcida cruzeirense e nunca havia sido derrotado em uma final contra o arquirrival Atlético, que seria o adversário também daquela decisão. E o desfalque acontecia em um péssimo momento, já que o clube comandado pelo técnico Telê Santana estava cheio de moral por ter vencido o último Campeonato Brasileiro, além de contar com o atacante Dadá Maravilha em ótima fase.

"Foi insuportável precisar sentar no banco", relembrou Dirceu anos mais tarde. Mas o meia-atacante não permaneceu sentado por muito tempo, ficando de pé em uma única perna para aconselhar os companheiros de time.

O jogador mais ajudado pelos conselhos foi Palhinha, que entrou no lugar de Dirceu na equipe titular. Ele disse ao jogador de 22 anos que se insistisse em se posicionar dentro da área do Atlético, uma chance acabaria aparecendo. Pouco antes do intervalo, foi exatamente o que aconteceu.

Pela enésima vez naquele dia, Dirceu se levantou de onde estava sentado, mas para comemorar o gol de Palhinha. Em uma jogada na grande área, a bola acabou sobrando para o meio-campista, que abriu o placar depois de ser mais rápido que Ladislao Mazurkiewicz — goleiro uruguaio que se celebrizou por levar o famoso drible de corpo de Pelé no Mundial de 1970, embora o Rei não tenha marcado o gol na jogada.


Dirceu Lopes
 O Cruzeiro iniciou a segunda etapa com mais chances de marcar o segundo gol da partida, mas recebeu um duro golpe quando Dadá deixou tudo igual com um golaço de bicicleta.

A torcida cruzeirense, que junto com a atleticana lotava o Mineirão com 63 mil pessoas, ficou de pé para incentivar o Cruzeiro. Dirceu também se levantou para incentivar os companheiros. "Piazza, diga a eles para não se preocuparem porque hoje a vitória é nossa", gritou ele para o capitão da equipe.

Mais tarde, Piazza comentou sobre aquele momento. "Dissemos ao Dirceu para ficar calmo porque nós venceríamos o jogo para ele, mas os gritos dele eram tão contagiantes quanto os dos nossos torcedores, que começaram a nos incentivar mesmo quando tínhamos acabado de sofrer um gol."

O restante do tempo normal transcorreu sem bolas na rede, assim como o primeiro tempo da prorrogação. No entanto, aos 9 minutos do segundo tempo extra, a situação mudou novamente. Após cobrança de escanteio de Eduardo, o baixinho Palhinha conseguiu de alguma forma subir mais que os marcadores e cabeceou para o fundo das redes de Mazurkiewicz.

Depois disso, os poucos minutos restantes pareceram horas para Dirceu, que precisou ficar só observando durante os seis minutos de acréscimo dados pelo árbitro. Mas, quando soou o apito final, o Mineirão explodiu. "Dirceu é campeão, Dirceu é campeão", gritavam os cruzeirenses reverenciando o ídolo, que fazia a festa dando a volta olímpica nos ombros dos colegas de time.

Não é comum que o responsável pela vitória de uma equipe fique ofuscado após a partida. Realmente, marcar dois gols e ser ofuscado pelo companheiro que nem sequer entrou em campo parece quase impossível. No entanto, todos os torcedores do Cruzeiro que compareceram ao Mineirão naquela data certamente concordariam que o Dia da Independência do Brasil em 1972 foi o dia de Dirceu Lopes.

 
twitter: @henriqueribe

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Adeus, doutor da bola


Num clássico contra o América, no Barro Preto,
Amauri está no canto esquerdo da foto observando
a disputa de uma bola pelo alto

Por Henrique Ribeiro

Faleceu na manhã de hoje (6 de setembro de 2012), aos 79 anos, de câncer, o ex-volante do Cruzeiro, Amaury de Castro, o doutor da bola. Ele foi um dos destaques do time tricampeão mineiro de 1959, 1960 e 1961, que além dele ainda tinham outros grandes jogadores como Vavá, Geraldino, Procópio e Hilton Oliveira. Nos tempos em que jogador de futebol não era uma profissão lucrativa, Amaury conciliava o esporte com a profissão de médico, que exerceu até os últimos dias de vida em sua clínica no bairro Carlos Prates, em Belo Horizonte.

Amauri nasceu em Carmópolis de Minas, em 1 de dezembro de 1932. Começou a jogar no time do Nacional, que era formado por ex-alunos do Colégio Arnaldo. Após uma cisão no clube foi para o juvenil do América com outros jogadores do time. Quando estourou a idade não quis se profissionalizar, porque a sua prioridade eram os estudos. Foi para o Paisandu, que disputava o Campeonato Mineiro de aspirantes contra os grandes da capital e após um ano aceitou o convite para jogar no Sete de Setembro, mas como amador.

"Eu nunca tive passe preso. Se impusesssem, eu não assinava. Exigia uma cláusula no contrato (que nunca precisei usar) de que os treinos, concentração e viagens, não atrapalhassem meus estudos. A minha prioridade era o curso de medicina", explicava.

Quando o seu contrato com o Sete encerrou em 1957 foi convidado a jogar no Cruzeiro, onde ficou até 1962 e foi o maior destaque do time tricampeão estadual de 1959, 1960 e 1961. Amauri foi um dos principais jogadores do time do Cruzeiro que conquistou o tricampeonato mineiro de 1959, 1960 e 1961. Os títulos tiraram o clube de uma época de jejum, que durava desde o tricampeonato de 1943, 1944 e 1945. Foi eleito o craque medalha por três anos consecutivos na promoção do Diário da Tarde.

"O Cruzeiro tricampeão não era um time de craques, mas tinha conjunto. Nelsinho foi o meu melhor parceiro de meio de campo. Ele gostava de jogar plantado e eu me movimentava mais. Ele falava comigo, "vai doutor". Quando ía a frente e marcava um gol ele dizia: "Não falei?", recordava o jogador que marcou 38 gols em 233 partidas com a camisa cruzeirense.

Encerrou sua carreira em 1962, quando passou a dedicar-se a carreira de médico pediatra. Como o time caiu de produção a cinco rodadas do fim do Campeonato de 1961, o técnico Geninho pediu a sua volta. Após o título encerrou de vez a carreira e passou a jogar futebol somente no time do Raposão (formado por ex-jogadores do Cruzeiro), onde atuou por oito anos.

No time de 1958, o Amauri é o último em pé da esquerda para a direita

"O Cruzeiro nunca atrasou pagamento. O Nicola Calichio (diretor do clube) sempre foi muito correto comigo. Precisava do dinheiro pra pagar meus estudos. Quando chegava a data do acerto e o clube não tinha dinheiro, o Nicola me avisava pra passar em sua padaria, onde ele me pagava. Acredito que ele tirava do próprio bolso", recordava.

O jogador recusou convites para se transferir para o Fluminense e o São Paulo. "O Cruzeiro me dava liberdade para estudar medicina. O futebol naquela época não dava garantia nenhuma", explicava. Ele formou-se em Medicina pela UFMG. Em seus tempos de jogador do Cruzeiro assinava um coluna de futebol intitulada "Doutor da Bola" no jornal Estado de Minas.

Ao contrário de muitos atletas, Amaury não fez amizades no mundo do futebol. "Nunca fui da boleiragem. Não tinha tempo por causa dos estudos e atendia os pacientes no consultório do meu pai. Eu era instruído, fazia medicina, mas os jogadores gostavam de mim, sempre eram brincalhões, me tratavam muito bem", recordava.

Habilidoso, técnico e bom marcador, Amauri chamava a atenção por ser um meio-campista que não utilizava do jogo violento e das faltas. "Recebi o prêmio Belfort Duarte (concedido pelo Conselho Nacional do Desporto-CND aos atletas que permaneciam mais de 100 jogos sem serem expulsos de campo). Nunca fui expulso e sequer citado em súmula pelos árbitros", gabava-se o volante que recebeu o prêmio em 1957.

Após encerrar a carreira tornou-se conselheiro nato do Cruzeiro. Era casado com Moema Augusta com quem teve três filhos: Lília, Cássio e Guilherme.

*as aspas são de uma entrevista que fiz com Amauri de Castro, no dia 15 de junho de 2012, quando o levamos ao Independência para uma matéria sobre o estádio.

twitter: @henriqueribe

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

AGENDA HISTÓRICA


O time do Cruzeiro posa para a foto antes do amistoso contra o Botafogo
no Mineirão que marcou a estreia do atacante Renato Gaúcho.
Em pe: Paulo César, Paulo Roberto, Célio Lucio, Luizinho, Ademir e Édson.
Agachados: Betinho, Renato Gaúcho, Cleison, Douglas e Roberto Gaúcho. 

Por Henrique Ribeiro

03/09/1992 - o atacante Renato Gaúcho estreia com a camisa do Cruzeiro na vitória por 2 a 1 sobre o Botafogo, no Mineirão. O jogador veio por empréstimo do Botafogo até o final do ano, como o maior reforço para a disputa da Supercopa dos Campeões. Renato usou a camisa 7 e marcou o segundo gol da vitória por 2 a 1, aos 37 minutos. Cleison abriu o placar aos 26 minutos e o atacante Bujica diminuiu para os cariocas aos 54 minutos.

04/09/1998 - o atacante Fábio Junior é convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira. Ao lado do atacante Muller, ele foi um dos relacionados pelo treinador Vanderlei Luxemburgo para o amistoso da Seleção Brasileira contra a Iugoslávia. O jogo aconteceu no estádio Castelão, em Fortaleza, e terminou empatado em 1 a 1. Fábio Junior não entrou em campo. Muller atuou os 90 minutos e fez dupla de ataque com Denilson. Na parte final da parte jogou ao lado de Christian.

05/09/1985 - com um gol aos 23 minutos marcado pelo "Striker Mirra" (apelido do atacante Mirandinha quando jogou na Inglaterra), o Cruzeiro derrota o River Plate por 1 a 0 e conquista o Torneio Internacional em comemoração aos 20 anos do Mineirão e recebeu a Taça Gil Cesar Moreira de Abreu. O torneio ainda teve as participações do Boca Juniors e do Atlético e começou com uma rodada dupla no dia 3 de setembro. O Cruzeiro eliminou o Boca Juniors, na semifinal, com uma vitória por 2 a 0. Os gols foram marcados por Mirandinha aos 8 minutos e Tostão aos 35. Na outra partida, River Plate e Atlético empataram em 1 a 1 e os argentinos se classificaram com uma vitória por 4 a 2 na disputa de tiros livres. Atlético e Boca Juniors fizeram a disputa do terceiro lugar com equipes reservas num total desrespeito ao público e empataram sem gols. Ambos se recusaram a fazer a disputa por tiros livres.

06/09/2005 - o volante Diogo sofre um infarto do miocárdio durante um treino na Toca da Raposa II. O jogador estava em tratamento de uma torção no tornozelo esquerdo e fez uma corrida leve de dez minutos. Ao se levantar para beber água, sofreu um desmaio, seguido de parada cardio-respiratória. O jogador foi atendido inicialmente pelo médico ortopedista Octacílio da Matta e o clínico médico Paulo Roberto Lima. Diogo recebeu massagem cardíaca e foi reanimado com o uso de um desfibrilador. Cerca de 40 minutos depois, foi encaminhado ao Hospital Mater Dei em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). No hospital, um exame de hemodinâmica constatou a obstrução da artéria, que permitiu o diagnóstico de infarto. A desobstrução foi feita por meio de uma angioplastia.

07/09/1972 - o Cruzeiro derrota o Atlético por 2 a 1, no Mineirão, e conquista o título do Campeonato Mineiro. Os rivais terminaram o quadrangular final com a mesma pontuação e foi necessária uma partida desempate pela decisão do título. O destaque foi o atacante Palhinha que substituiu Dirceu Lopes, que estava contundido. Ele abriu o placar aos 36 minutos, mas o Atlético chegou ao empate com Dario, aos 61. Após o empate no tempo normal, a partida foi para a prorrogação e Palhinha voltou a marcar aos 114 minutos. Foi o título do ano em que se comemorava o sesquicentenário da independência do Brasil. O Cruzeiro jogou a partida com Hélio, Lauro, Darci, Fontana e Vanderlei; Piazza e Zé Carlos; Luiz Carlos (Eduardo), Roberto Batata (Baiano), Palhinha e Lima. O técnico era Ilton Chaves

08/09/1939 - com dois gols do atacante Geninho aos 36 e 65 minutos de jogo, o Cruzeiro derrota o Vasco por 2 a 1, no estádio de Lourdes. O gol dos cariocas foi marcado pelo atacante Gandulla aos 73. Foi a primeira vitória do Cruzeiro sobre uma das grandes forças do eixo Rio-São Paulo. Até esta partida o Cruzeiro havia disputado 13 amistosos contra as grandes equipes do eixo sem ter conseguido uma vitória. Foram um empate (3 a 3) contra o Botafogo; dois empates (3 a 3 e 2 a 2) e duas derrotas (0 a 3 e 1 a 4) para o Flamengo, três derrotas (2 a 4, 1 a 5 e 2 a 3) para o Palmeiras, uma derrota para o Santos (3 a 7), um empate (1 a 1) e quatro derrotas (1 a 3, 1 a 2 e 1 a 2) para o Vasco

09/09/1979 - o zagueiro Fontana morre, aos 39 anos, após sofrer uma parada cardíaca numa pelada com os amigos na cidade de Santa Leopoldina-ES. O jogador havia encerrado a carreira em 1972, quando rescindiu o contrato com o Cruzeiro que vigoraria até 1974 para se casar. Ele acreditava que era impossível conciliar a vida de jogador com a vida de casado. Com a camisa estrelada Fontana disputou 160 partidas entre 1969 e 1972 e conquistou os títulos estaduais de 1969 e 1972. Com Piazza e Tostão, foi um dos primeiros jogadores cruzeirenses a conquistarem uma Copa do Mundo pela Seleção Brasileira, na conquista do Mundial de 1970, disputado no México.


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sábado, 1 de setembro de 2012

Todos os confrontos entre Cruzeiro e Náutico

Foto: Estado de Minas
Com quatro gols marcados, o atacante Wellington Paulista
é o artilheiro máximo da história do confronto.

Por Henrique Ribeiro

O confronto pelo Campeonato Brasileiro

Jogo 1 - 06/12/1967 - Cruzeiro 2 a 1
Semifinal/1ª – Mineirão
Gols: Hilton Oliveira 22’ (1-0), Miruca 84’ (1-1), Natal 85’ (2-1)
Jogo 2 - 13/12/1967 - Náutico 3 a 0
Semifinal/2ª - Ilha do Retiro (Recife)
Gols: Miruca (pênalti) 17’, Lala 30’, Miruca 61’
Jogo 3 - 15/12/1967 - Empate 0 a 0
Semifinal/3ª - Ilha do Retiro (Recife)
*apos empate sem gols na prorrogação, o Náutico classificou para a decisão pelo critério do gol-average nos três confrontos.
Jogo 4 - 15/09/1968 - Cruzeiro 3 a 0
Primeira Fase – Mineirão
Gols: Procópio 19’, Tostão 58’, Hilton Oliveira 82’
Jogo 5 - 13/09/1972 - Cruzeiro 2 a 1
Primeira Fase - Arruda (Recife)
Gols: Elói 35’ (0-1), Roberto Batata 63’ (1-1), Palhinha 84’ (2-1)
Jogo 6 - 13/03/1974 - Cruzeiro 1 a 0
Primeira Fase - Mineirão
Gol: Procópio 57’
Jogo 7 - 10/05/1978 - Náutico 2 a 1
Primeira Fase - Arruda (Recife)
Gols: Marião 10’ (0-1), Nelinho (falta) 48’ (1-1), Drailton 50’ (1-2)
Jogo 8 - 12/03/1981 - Náutico 3 a 0
Segunda Fase - Arruda (Recife)
Gols: Reinaldo 30’, Carlinhos (pênalti) 38’, Brás 70’
Jogo 9 - 28/03/1981 - Cruzeiro 3 a 0
Segunda Fase - Mineirão
Gols: Edmar 36’, Carlinhos 56’, Zé Henrique 78’
Jogo 10 - 22/01/1983 - Cruzeiro 3 a 1
Primeira Fase - Mineirão
Gols: Carlinhos 4’ (1-0), Baiano 16’ (1-1), Tostão 80’ (2-1), Ailton 85’ (3-1)
Jogo 11 - 27/02/1983 - Náutico 4 a 0
Primeira Fase - Arruda (Recife)
Gols: Flávio (falta) 5’, Mirandinha 38’, Mirandinha 49’, Manguinha 58’
Jogo 12 - 02/10/1986 - Náutico 1 a 0
Primeira Fase - Arruda (Recife)
Gol: Fernando 43’
Jogo 13 - 09/11/1986 - Empate 1 a 1
Segunda Fase - Arruda (Recife)
Gols: Robson 26’ (1-0), Moreno (pênalti) 78’ (1-1)
Jogo 14 - 28/01/1987 - Cruzeiro 1 a 0
Segunda Fase - Mineirão
Gol: Geraldão 4’
Jogo 15 - 02/12/1989 - Cruzeiro 4 a 0
Segunda Fase - Mineirão
Gols: Betinho 40’, Betinho 59’, Ademir 70’, Edson 76’
Jogo 16 - 28/10/1990 - Náutico 1 a 0
Segundo turno - Aflitos (Recife)
Gol: Augusto 58’
Jogo 17 - 24/03/1991 - Náutico 2 a 0
Primeira Fase - Aflitos (Recife)
Gols: Bizu 43’, Nivaldo 70’
Jogo 18 - 12/04/1992 - Empate 0 a 0
Primeira Fase - Mineirão
Jogo 21 - 15/10/1994 - Náutico 2 a 0
repescagem/turno - Aflitos (Recife)
Gols: Alex 43’, Alex 90’
Jogo 22 - 17/11/1994 - Cruzeiro 2 a 0
repescagem/returno - Mineirão
Gols: Toninho Cerezo 46’, Roberto Gaúcho 58’
Jogo 23 - 18/07/2007 - Cruzeiro 4 a 1
turno - Aflitos (Recife)
Gols: Tales (falta) 1’ (0-1); Roni 12’ (1-1), Wagner 58’ (2-1), Araújo 73’ (3-1), Leandro Domingues 85’ (4-1)
Jogo 24 - 12/10/2007 - Empate 2 a 2
returno - Mineirão
Gols: Alecsandro 31’ (1-0), Angelo 35’ (2-0), Acosta 61’ (2-1), Acosta 77’ (2-2)
Jogo 25 - 30/07/2008 – Cruzeiro 4 a 2
Turno - Mineirão
Gols: Wagner 13’ (1-0), Guilherme (pênalti) 16’ (2-0), Wellington 22’ (2-1), Henrique 55’ (3-1), Guilherme 68’ (4-1), Geraldo (pênalti) 88’ (4-2)
Jogo 26 - 15/11/2008 – Náutico 5 a 2
Returno - Aflitos (Recife)
Gols: Gilmar 4’ (0-1), Wagner 18’ (1-1), Felipe (pênalti) 23’ (1-2), Felipe 48’ (1-3), Guilherme (pênalti) 76’ (2-3), Everaldo 84’ (2-4), Gilmar 88’ (2-5)
Jogo 27 – 17/05/2009 – Náutico 2 a 0
Turno – Aflitos (Recife)
Gols: Derley 57’, Carlinhos Bala 71’
Jogo 28 – 23/08/2009 – Cruzeiro 4 a 2
Returno – Mineirão
Gols: Wellington Paulista 15 segs’ (1-0), Gilmar (pênalti) 5’ (1-1), Fabrício 29’ (2-1), Wellington Paulista (pênalti) 35’ (3-1), Wellington Paulista 83’ (4-1), Carlinhos Bala 88’ (4-2)
Jogo 29 – 26/05/2012 – Empate 0 a 0
Turno – Aflitos
Jogo 30 - 02/09/2012 - Cruzeiro 3 a 0
Returno - Independência
Gols: Borges 74', Elber 86', Wellington Paulista 90'
Jogo 31 - 14/07/2013 - Cruzeiro 3 a 0
Turno - Mineirão
Gols: Ricardo Goulart 9’, Vinícius Araújo 53’, Vinícius Araújo 69’
Jogo 32 - 06/10/2013 - Cruzeiro 4 a 1
Returno - Arena Pernambuco
Gols: Ricardo Goulart 8' (1-0), Maykon Leite 28' (1-1), Ricardo Goulart 53' (2-1), Everton Ribeiro (pênaltio) 58' (3-1), Mayke 76' (4-1)

Total de Jogos pelo Campeonato Brasileiro: 30
Vitórias do Cruzeiro: 15
Empates: 05
Vitórias do Náutico: 10
Total de Gols: 86
Gols do Cruzeiro: 49
Gols do Nautico: 37
Foto: Estado de Minas
O atacante Rômulo em ação no confronto pelo turno do Brasileiro em 2008

Quadro de goleadores do confronto pelo Campeonato Brasileiro
4 gols: Wellington Paulista (Cruzeiro)
3 gols: Guilherme, Ricardo Goulart, Wagner (Cruzeiro)
3 gols: Gilmar, Miruca (Náutico)
2 gols: Betinho, Carlinhos, Hilton Oliveira, Procópio, Vinícius Araújo (Cruzeiro)
2 gols: Acosta, Alex, Carlinhos Bala, Felipe, Mirandinha (Náutico)
1 gol: Ademir, Ailton, Alecsandro, Ângelo, Araújo, Borges, Edmar, Edson, Elber, Everton Ribeiro, Fabrício, Geraldão, Henrique, Leandro Domingues, Mayke, Natal, Nelinho, Palhinha, Roberto Batata, Roberto Gaúcho, Robson, Roni, Toninho Cerezo, Tostão, Tostão II, Zé Henrique (Cruzeiro)
1 gol: Augusto, Baiano, Bizu, Brás, Carlinhos, Derley, Drailton, Elói, Everaldo, Fernando, Flávio, Geraldo, Manguinha, Marião, Maykon Leite, Moreno, Nivaldo, Reinaldo, Tales, Wellington (Náutico)

COPA DO BRASIL
Jogo 19 - 06/04/1993 - Náutico 1 a 0
Oitavas de final/1ª - Aflitos (Recife)
Gol: Paulo Leme 70’
Jogo 20 - 13/04/1993 - Cruzeiro 2 a 0
Oitavas de final/2ª – Mineirão
Gols: Nivaldo 22’, Nonato 26’

Total de Jogos: 32
Vitórias do Cruzeiro: 16
Empates: 05
Vitórias do Náutico: 11
Total de Gols: 89
Gols do Cruzeiro: 50
Gols do Náutico: 39

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