sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Na revanche contra o River Plate, uma classificação monumental

Foto: Hoje em Dia
O zagueiro Luizinho numa dividida com Leonardo Astrada. Ao fundo
os meias Luiz Fernando e Boiadeiro

Por Henrique Ribeiro

Após superar o Atletico Nacional, da Colômbia, o próximo adversário do Cruzeiro foi o River Plate, que havia eliminado o Argentinos Juniors, pela chave quatro, com duas vitórias por 2 a 1 e 3 a 0. Os "millonarios" ostentavam o título de campeão argentino de 1991 e, no atual campeonato, figuravam na vice-liderança. Avisaram que não estavam priorizando nenhuma das duas competições, ou seja, queriam ganhar as duas. Mais do que isso pretendiam vingar a perda do título da Supercopa de 1991, que ainda não haviam digerido. Pela qualidade das duas equipes, o confronto foi encarado como uma final antecipada.

Assim como o Cruzeiro, o plantel do River estava bem modificado em relação ao que disputou a Supercopa do ano anterior com as saídas de Borelli, Gordillo, Rivarola, Higuaín e Carlos Enrique, mas ainda assim mantinha um grupo de selecionáveis. Cinco atletas haviam participado da seleção argentina campeã da Copa America de 1991: Basualdo, Astrada, Zapata, Medina Bello e Altamirano. Este último foi contratado como reforço para a temporada, junto ao Independiente. Mas, no primeiro confronto, contra o Cruzeiro, no Mineirão, dois deles não puderam participar: os laterais Basualdo e Altamirano. Ambos estavam servindo a Seleção Argentina na Copa Rei Fahd, na Arábia Saudita. A competição foi a precursora da atual Copa das Confederações.

Para primeiro jogo, o treinador Jair Pereira ressaltou que o Cruzeiro partiria para o abafa e que o objetivo era decidir a partida nos primeiros minutos. Prometia um meio de campo flutuante, sem nenhum jogador do setor guardando posição. A diretoria prometeu uma premiação de US$ 1,5 mil (Cr$ 12 milhões) para cada jogador pela classificação. Renato Gaúcho que era o único do grupo que fazia parte da Seleção Brasileira, não temia uma marcação especial dos argentinos. “Não vai adiantar. Na fase em que estou dá impressão que faço aniversário todos os dias. O pessoal vive me abraçando”, brincou se referindo a série de gols que vinha marcando nas partidas pela Supercopa e pelo Estadual.

O meio-campista Zapata, assim que chegou a Belo Horizonte, declarou: “o River não vai mudar a sua forma de jogar. Vamos fazer o de costume quando atuamos como visitante. Faremos pressão em todo o campo, esperando o adversário lá atrás, para tentar surpreender nos contra ataques”.

Os argentinos estavam preocupados com o forte calor na cidade, mas uma chuva no início da noite amenizou o clima. No primeiro tempo, o Cruzeiro teve dificuldades para superar a marcação do River. A primeira chance surgiu aos 10 minutos, quando Luiz Fernando quase abriu o marcador. Logo, o Cruzeiro descobriu que as tabelas rápidas eram a melhor forma de superar a marcação adversária. E foi numa delas entre Luiz Fernando e Betinho, aos 29 minutos, que Renato Gaúcho foi lançado na área e derrubado por Astrada. O pênalti foi marcado e o lateral direito Paulo Roberto converteu sacudindo a nação cruzeirense no Mineirão.

No lance do pênalti, Renato Gaúcho sofreu um estiramento na panturrilha, mas permaneceu em campo. O gol desequilibrou o time do River, que passou a apelar para faltas violentas. Aos 31 minutos, Astrada foi expulso ao atingir Luizinho.

Aos 37 minutos, o River perdeu o seu atacante Ramón Diaz. Ele chocou-se de cabeça com o volante Douglas. Sentiu tonturas e foi levado para o Hospital Felício Rocho com suspeita de traumatismo craniano. Três minutos depois, os argentinos tiveram o melhor momento no jogo, quando acertaram a trave defendida por Paulo César.

No intervalo, Passarela trocou o meia Da Silva pelo atacante Silvani. A modificação deu mais ímpeto ao River, que mesmo com um jogador a menos se arriscou mais ao ataque. Aos 9 minutos, Renato Gaúcho não suportou as dores e saiu para a entrada de Cleison. A modificação tornou  o time mais lento e o River equilibrou o jogo.

O panorama mudou com a saída de Betinho para a entrada de Roberto Gaúcho, aos 15 minutos. O ponteiro Édson foi deslocado para o meio de campo. Roberto Gaúcho incendiou o jogo. Criou três chances seguidas. Na primeira acertou a trave, na segunda o goleiro Comizzo salvou um gol certo e na terceira, o zagueiro Cocca tentou desviar uma cabeceio do ponteiro cruzeirense e mandou a bola contra o próprio gol. O Cruzeiro ainda criou mais chances para ampliar, mas o jogo terminou com a vitória estrelada por 2 a 0.
Marco Antônio Boiadeiro em um lance da partida no Mineirão
marcado de perto por Fernando Cáceres

"O Cruzeiro sofreu na Argentina um pesadelo de olhos abertos". Assim definiu o cronista Roberto Drummond sobre os incidentes no estádio Monumental de Nuñez. O prenúncio de que os argentinos tratariam a partida de volta como uma guerra começou com a exigência da diretoria "millonaria" de uma cota de US$ 500 mil (Cr$ 4,2 bilhões) para ceder a transmissão do jogo para o Brasil. A Rede Bandeirantes que transmitia as partidas da Supercopa considerou o valor inviável e os cruzeirenses tiveram que acompanhar o drama do time pelas emissoras de rádio.

Outra medida tomada pela diretora do River foi reduzir os preços dos ingressos para a torcida lotar o estádio. Assim, o preço do setor mais caro no Monumental passou a ter o valor do mais barato: US$ 20 (Cr$ 170 mil). E o bilhete do setor mais barato foi reduzido para US$ 7 (Cr$ 60 mil).

O Cruzeiro solicitou as presenças no estádio do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e da Federação Mineira, Elmer Guilherme, temendo as hostilidades. Durante a semana, os jogadores do Cruzeiro reclamaram do abuso das faltas violentas cometidas pelos jogadores do River na partida, no Mineirão. “Vou colocar caneleiras na parte da frente e de trás das duas pernas”, ironizava o ponta esquerda, Roberto Gaúcho. "Se baterem, vamos bater também", avisava Renato Gaúcho, que sentia a panturrilha e era dúvida para o jogo. "Espero jogar nem que seja gessado!", dizia.

O meia Boiadeiro adiantou, durante a semana, como seria a estratégia para conseguir a classificação. “Eles terão que sair pro jogo em busca dos gols e vamos explorar os contra-ataques. Vamos tocar a bola para irritá-los", avisava.

As hostilidades começaram, assim que o ônibus que levava a delegação do Cruzeiro chegou ao estádio. Foi logo cercado por torcedores do River que tentaram tombá-lo sendo impedidos pela polícia. Na entrada para os vestiários o time foi alvejada por cadeiras. No vestiário atiraram bombas. E quando o time entrou em campo, uma pedra atingiu o nariz do atacante Roberto Gaúcho, que levou três pontos.

No primeiro tempo o Cruzeiro soube administrar a vantagem obtida no Mineirão. O River partiu para o abafa, mas o time estrelado soube explorar os contra-ataques acionando Roberto Gaúcho pelo lado esquerdo. Num dos lances criados pelo ponta, Betinho quase marcou. A partir dos 20 minutos, o Cruzeiro equilibrou o jogo e criou as melhores chances na partida. O zagueiro Cáceres chegou a salvar, em cima da linha, uma bola chutada por Roberto Gaúcho.

No segundo tempo, o Cruzeiro continuou mais perigoso e criou duas chances para abrir o placar. Aos 25 minutos, Roberto Gaúcho quase marcou, mas Cáceres, novamente, salvou o gol tirando a bola em cima da linha. O goleiro Comizzo ainda faria uma bela defesa num chute de Luiz Fernando.

No entanto, o árbitro chileno Henrique Marín entrou em cena nos quinze minutos finais ao aplicar vários cartões amarelos para os jogadores cruzeirenses. Aos 35 minutos, ele expulsou o zagueiro  Luizinho pela demora em cobrar um tiro de meta. O treinador Jair Pereira então sacou o meia Betinho e promoveu a entrada de Adilson para recompor a defesa. Mas em seu primeiro lance na partida, Adilson foi atingido violentamente por Da Silva. No lance, o jogador voltaria a fraturar a mesma perna, que o deixou seis meses afastado do futebol. Antes havia sofrido a mesma lesão na decisão da Recopa, em abril, contra o Colo Colo. O meia Boiadeiro levou o cartão vermelho, logo em seguida, ao reclamar de uma agressão sofrida por um jogador do River.

Com oito jogadores em campo, o Cruzeiro recuou em seu campo e resistiu a pressão do River. Mas o árbitro, Henrique Marín assinalou um pênalti inexistente, aos 44 minutos, que foi convertido por Ramón Diaz. Um minuto depois, ele marcaria outra penalidade. Ramon Diaz cobrou, o goleiro Paulo César defendeu, mas o atacante Walter Silvani apanhou o rebote e ampliou para 2 a 0.

O resultado obrigou as equipes a disputarem a vaga na decisão por tiros livres. Ramón Diaz desperdiçou a última cobrança da série do River e o volante Douglas converteu a última do Cruzeiro, que deu a vitória por 5 a 4.

Após o apito final, alguns torcedores invadiram o campo e se misturaram aos jogadores do River. A torcida passou a arremessar objetos nos jogadores na saída de campo. Quando se dirigia aos vestiários, o volante Rogério Lage foi agredido por um torcedor e o preparador físico Luiz Inarra revidou. A polícia impediu que uma briga generalizada ocorresse.

Na chegada ao Brasil, o presidente da Federação Mineira, Elmer Guilherme, anunciou que iria a Confederação Sulamericana pedir a interdição do estádio do River e a eliminação de Henrique Marin do quadro de arbitragens. Elmer também criticou a omissão do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que prometeu, mas não compareceu a partida. Roberto Gaúcho relatou a conivência do árbitro chileno. “Os jogadores do River deram socos, cotoveladas e Marin não puniu ninguém”. Devido aos incidentes, o Monumental de Nuñez foi suspenso para jogos internacionais por um período de seis meses.

Diante de todas as circunstâncias, contra tudo e contra todos, o Cruzeiro conquistou sua classificação para a semifinal de forma "monumental".

CRUZEIRO 2 x 0 RIVER PLATE (ARG)
21/10/1992 (Qua-21h30) - Supercopa (quartas de final/Chave 2/1ª) - Mineirão
Público: 66.090 (Cr$ 1.036.670.000,)
Arbitragem: Juan Francisco Escobar/PAR (Carlos Maciel/PAR e Felix Benegas/PAR)
Gols: Paulo Roberto (pênalti) 29’, Cocca (contra) 65’
CRUZEIRO: 1-Paulo César; 2-Paulo Roberto, 4-Célio Lúcio, 3-Luizinho e 6-Nonato; 8-Douglas, 10-Boiadeiro e 9-Betinho (11-Roberto Gaúcho/60’) e 17-Luiz Fernando; 7-Renato Gaúcho (14-Cleison/54’) e 16-Édson. T: Jair Pereira
Suplentes: 12-Gilberto, 22-Adilson, 21-Rogerio Lage
RIVER PLATE: 1-Angel Comizzo; 13-Alfonso Domínguez, 2-Fernando Cáceres, 6-Jorge Balbis e 16-Diego Cocca; 8-Gustavo Zapata, 5-Leonardo Astrada, 14-Hernán Diaz e 10-Rubén Da Silva (20-Walter Silvani/46’); 7-Ramón Medina Bello e +9-Ramón Díaz (15-Javier Claut/37’). T: Daniel Passarella
Suplentes: 12-Adolfo Zeoli, 11-Julio César Toresani, 21-Jorge Vázquez
CA: Paulo Roberto, Nonato (Cruzeiro); Hernán Diaz (River)
CV: Leonardo Astrada/31’ (River)
*River desfalcado de Fabian Basualdo e Ricardo Altamirano que estavam servindo a Seleção Argentina na Arábia.

CRUZEIRO 0 x 2 RIVER PLATE (ARG)
28/10/1992 (Qua-21h30) - Supercopa (quartas-de-final/Chave 2/2ª) - Monumental de Nuñez (Buenos Aires, Argentina)
Renda: 317.970 pesos
Arbitragem: Enrique Marín/CHI (Ivan Guerrero/CHI e Carlos Robles/CHI)
Gols: Ramón Díaz (pênalti) 87’, Walter Silvani 89’
CRUZEIRO: 1-Paulo César; 2-Paulo Roberto, 4-Célio Lúcio, 3-Luizinho e 6-Nonato; 8-Douglas, 10-Boiadeiro, 17-Luiz Fernando e 9-Betinho (22-Adilson/81’+83’); 7-Renato Gaúcho e 11-Roberto Gaúcho (16-Édson/82’). T: Jair Pereira
Suplentes: 12-Gilberto, 14-Cleison, 21-Rogério Lage
RIVER PLATE: 1-Angel Comizzo; 4-Fabián Basualdo, 3-Fernando Cáceres, 16-Diego Cocca e 3-Ricardo Altamirano; 8-Gustavo Zapata, 15-Javier Claut (11-Julio César Toresani/69’) e 10-Rubén Da Silva; 7-Ramón Medina Bello, 9-Ramón Díaz e 19-Ariel Ortega (20-Walter Silvani/46’). T: Daniel Passarella
Suplentes: 12-Adolfo Zeoli, 6-Jorge Balbis, 21-Jorge Vázquez
CA: Luiz Fernando, Renato Gaúcho, Nonato, Paulo César, Roberto Gaúcho, Douglas (Cruzeiro); Basualdo, Cáceres (River)
CV: Luizinho/80’, Boiadeiro/84' (Cruzeiro)
Tiros livres: Cruzeiro 5 a 4 (Walter Silvani 0 a 1; Paulo Roberto 1 a 1; Rubén Da Silva 1 a 2; Nonato 2 a 2; Ramón Medina Bello 2 a 3; Roberto Gaúcho 3 a 3; Gustavo Zapata 3 a 4; Luiz Fernando 4 a 4; Ramón Díaz perdeu 4 a 4; Douglas 5 a 4)

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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Contra o Atletico Nacional, classificação veio com massacre histórico

Foto: jornal Hoje em Dia
O meia Luiz Fernando abriu a goleada histórica de 8 a 0 sobre o Atletico Nacional,
pelas oitavas de final da Supercopa, no Mineirão. Ao fundo o atacante Édson
comemora, enquanto o zagueiro Cassiani e o goleiro Franco pressentem a goleada.

Por Henrique Ribeiro

O primeiro adversário do Cruzeiro na campanha do título do bicampeonato da Supercopa foi o Atlético Nacional, de Medelín, que era o atual campeão colombiano. O plantel verdolaga, como é conhecido, contava com quatro jogadores da Seleção da Colômbia: Higuita (goleiro), Escobar (zagueiro), Herrera (lateral direito) e Osório (lateral esquerdo). O seu treinador era Hernán Dario Gomez, que dirigiu a Seleção Colombiana Sub-23 nas Olimpíadas de Barcelona, que tinha oito jogadores do Nacional: José Fernando Santa, Marulanda, Osorio, Cassiani, Gaviría, Restrepo, Cañas e Aristizábal. Este último, então com 20 anos, era a sensação do futebol colombiano. Em 2003 ele chegaria ao Cruzeiro e seria um dos destaques na campanha da tríplice coroa.

Para a partida de estreia os desfalques de Douglas (volante), Boiadeiro (meia) e Nonato (lateral esquerdo) comprometeram o esquema com dois volantes do treinador Jair Pereira. É que Ademir e Andrade, que estavam inscritos na Supercopa, haviam sido negociados ao Racing e ao Vitória, respectivamente, na semana antes da estreia. Assim Rogério Lage era o único volante disponível no grupo. O meio de campo foi completado pelos atacantes Cleison e Betinho. O lateral direito Zelão foi deslocado para a lateral esquerda. Devido as improvisações, o treinador Jair Pereira adiantou que o Cruzeiro iria a Medellin em busca de um empate.

O Nacional não vencia a quatro jogos e havia sido derrotado por 1 a 0, no domingo, para o Once Phillips. O resultado deixou a equipe verdolaga na quinta colocação do Campeonato Colombiano. Além disso, o goleiro Higuita não atravessava um bom momento. Após a derrota, ele agrediu um jornalista que o criticou e corria risco de ser suspenso.

Apesar de jogar em casa, o Atlético Nacional atuou no sistema 4-4-2 com três volantes. Recuados, os verdolagas jogavam a base de contra-ataques rápidos e exploravam a velocidade e a habilidade de seus atacantes. Já o Cruzeiro foi bastante cauteloso com Renato Gaúcho isolado no ataque.

O primeiro tempo foi muito equilibrado. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas foi o Nacional que criou duas boas chances para marcar. No intervalo o Cruzeiro mudou a camisa azul pela branca e, logo aos dois minutos, chegou ao gol com Renato Gaúcho. No entanto, os colombianos chegaram ao empate, aos 13. O zagueiro Célio Lúcio cometeu pênalti no atacante Aristizábal e Restrepo converteu a cobrança. Aos 40 minutos, o zagueiro Luizinho tocou a mão na bola, dentro da área. Desta vez, o goleiro Paulo César evitou a derrota e defendeu a cobrança do meia Restrepo. Após o apito final, os torcedores verdolagas atiraram pedras em direção aos jogadores do Cruzeiro, que tiveram que ficar no campo esperando o estádio esvaziar para se dirigirem ao vestiário.

Durante a semana, o técnico Jair Pereira prometia um time mais ofensivo para decidir a vaga no Mineirão, pois teria os reforços de Nonato, Douglas e Boiadeiro. Para motivar ainda mais o grupo, a diretoria cruzeirense ofereceu um prêmio de mil dólares para cada jogador pela classificação para as quartas de final.

Antes do compromisso contra o Cruzeiro, o Atletico Nacional enfrentaria o Atletico Junior, na quarta-feira, pelo Campeonato Colombiano. Surpreendentemente, o técnico Hernán Dario Gomez escalou os titulares para este jogo e enviou para o Brasil a equipe reserva do Nacional, que seria dirigida pelo auxiliar Juan José Pelaez. Em Belo Horizonte, os verdolagas alegaram que, com o empate em Medellin, a equipe teria chances remotas de classificação. Assim, priorizaram o campeonato colombiano que dava vaga a Libertadores. A notícia irritou o atacante Renato Gaúcho que prometeu: "Já que estão não estão dando importância a Supercopa, o problema é deles. Vamos massacrar!"

Sem tomar conhecimento que se tratava de uma equipe reserva, o Cruzeiro enfrentou o Atletico Nacional como se fosse uma decisão. O Mineirão recebeu um público de 65 mil cruzeirenses que viram Renato Gaúcho comandar o massacre por 8 a 0. Pela primeira vez em sua carreira, Renato marcou cinco gols em uma só partida. Num deles o atacante completou a bola para as redes sentando no gramado. A goleada foi a maior da história do Cruzeiro em competições internacionais.

A goleada sofrida pelo Nacional é até hoje lembrada como "La masacre de Belo Horizonte". Foi a maior derrota sofrida pelo futebol colombiano em jogos internacionais oficiais.

CRUZEIRO 1 x 1 ATLÉTICO NACIONAL (COL)
08/10/1992 (Qui-21h30) - Supercopa (oitavas de final/1ª) - Atanasio Girardot (Medellin, Colômbia)
Público: 39.902 (72.789.000, pesos)
Arbitragem: Alberto Tejada/PER (Fernando Chapéu/PER e Luiz Seminário/PER)
Gols: Renato Gaúcho 47’ (1-0), Gustavo Restrepo (pênalti) 68’ (1-1)
CRUZEIRO: 1-Paulo César, 2-Paulo Roberto, 4-Célio Lúcio, 3-Luizinho e 13-Zelão; 21-Rogério Lage, 17-Luiz Fernando e 14-Cleison (15-Arley Álvarez/60’); 9-Betinho, 7-Renato Gaúcho e 11-Roberto Gaúcho (16-Édson/80’). T: Jair Pereira
Suplentes: 12-Gilberto, 23-Tôto, 19-Agnaldo
NACIONAL: 1-René Higuita, 4-Luis Fernando Herrera, 2-Andrés Escobar, 5-Víctor Marulanda e 18-Diego Osorio; 20-Gabriel Gómez, 6-Hernán Gaviría, 16-Gustavo Restrepo (7-John Mario Pérez/81’) e 17-Mauricio Serna; 11-John Jairo Trellez e 9-Victor Aristizábal. T: Hernan Dario Gomez
Suplentes: 12-Omar Franco, 22-Omar Cañas, 10-Luis Fajardo, 23-Francisco Foronda
CA: Zelão, Renato Gaúcho, Luiz Fernando, Cleison (Cru); Maurício Serna (Nac)
*Paulo César defendeu pênalti cobrado por Gustavo Restrepo aos 85’

CRUZEIRO 8 x 0 ATLÉTICO NACIONAL (COL)
15/10/1992 (Qui-21h30) - Supercopa (oitavas de final/2ª) - Mineirão
Público: 64.616 (Cr$ 981.895.000,)
Arbitragem: Ernesto Fillipi/URU (Fernando Cardillino/URU e Jorge Gambero/URU)
Gols: Luiz Fernando 11’, Renato Gaúcho 22’, Nonato 35’, Renato Gaúcho 47’, Renato Gaúcho 52’, Renato Gaúcho 54’, Cleison 75’, Renato Gaúcho 85’
CRUZEIRO: 1-Paulo César, *2-Paulo Roberto, 4-Célio Lúcio, 3-Luizinho e 6-Nonato; 8-Douglas (21-Rogério Lage/89’), 10-Boiadeiro (14-Cleison/71’), 17-Luiz Fernando e 9-Betinho; 7-Renato Gaúcho e 16-Édson. T: Jair Pereira
Suplentes: 12-Gilberto, 15-Arley Álvares, 23-Tôto
NACIONAL: 25-Omar Franco, 3-José Fernando Santa, 13-Geovanis Cassiani, 14-John Mario Caicedo e 15-Maximiliano Kemerer; 19-Carlos Jiménez, 8-John Jairo Sierra, 10-Luis Alfonso Fajardo e 24-Jorge Carmona; 7-John Mario Pérez e 22-Omar Cañas. T: Juan José Peláez
Suplentes: 25-José Castañeda, 21-Wilmar Moreno, 23-Francisco Foronda
CA: Omar Cañas (Nac)

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Atlético Nacional de 1992 foi um time marcado pelas glórias e tragédidas

Com a base do plantel que disputou a Supercopa de 1992, o Atletico Nacional
levantaria o Campeonato Colombiano de 1994. Dentre eles, em pé da esquerda para a 
direita Gavíria (primeiro), Marulanda (quarto) e Higuita (goleiro). Agachados da 
esquerda para a direita: Serna (primeiro), José Fernando Santa (terceiro), Herrera
(quarto) e Aristizábal (quinto).

Por Henrique Ribeiro

Após a primeira partida em Medellin, que terminou empatada em 1 a 1, o goleiro Paulo César, do Cruzeiro,  foi considerado o destaque do jogo com boas defesas e por ter evitado a derrota ao defender um pênalti de Restrepo, aos 40 minutos do segundo tempo. Ainda no estádio, os dirigentes do Atlético Nacional ofereceram US$ 500 mil pelo passe do goleiro, que viria para ocupar a vaga do astro Higuita, que não vivia um bom momento. "Era uma oferta muito boa. Muito dinheiro. Mas a Colômbia era um país muito perigoso e eu recusei", recorda o goleiro Paulo César.

E o ex-camisa um cruzeirense tomou a decisão correta. Parte do time do Atlético Nacional que enfrentou o Cruzeiro, pela Supercopa de 1992 foi vítima de assassinatos. Suspeita-se de que alguns jogadores do time tinham envolvimento com o cartel de Medellin, ligado ao traficante Pablo Escobar.

O atacante Omar Cañas, o El Torito, que participou da derrota por 8 a 0, no Mineirão, foi a primeira vítima daquele grupo. O jogador, então com 23 anos, foi assassinado, em 4 de fevereiro de 1993, num sítio próximo a Medellin. Um grupo paramilitar criado por um dissidente do traficante Pablo Escobar, denominado Los Pepes, assumiu o atentado. O grupo era financiado por civis para combater a organização do traficante e, na época, ameaçou vários atletas do Atletico Nacional.

Um ano depois o zagueiro Andrés Escobar, que enfrentou o Cruzeiro, em Medellin, teria o mesmo fim. Ele marcou o gol contra, que definiu a eliminação da Seleção da Colômbia para os Estados Unidos, na Copa do Mundo de 1994. Dez dias depois de retornar do Mundial foi assassinado na saída de um discoteca com 12 tiros. A suspeita recaiu sobre um grupo de apostadores, que perdeu muito dinheiro com a derrota da Seleção.

O atacante Felipe Pérez, que também esteve no Mineirão, na goleada sofrida por 8 a 0, foi assassinado a tiros em 17 de outubro de 1996. Antes o jogador havia sido detido em sua casa, onde escondia um arsenal de armas.
Foto: El Colombiano
O volante Jorge Carmona foi vítima de uma emboscada numa estrada próximo a Medellin

Por último, o volante Jorge Carmona, que também esteve na goleada por 8 a 0, foi vítima de um duplo homicídio, em Medellin, em 12 de outubro de 2005, quando já havia encerrado a carreira. A emboscada sofrida pelo ex-jogador tem relação com a disputa do tráfico de drogas em Medellin.

Outro atleta daquele grupo, o meia Hernán Gaviría, que participou do empate em 1 a 1, em Medellin, foi outro que faleceu ainda como jogador, porém vítima de uma fatalidade. Quando estava no Deportivo Cali, ele e o seu companheiro de time, Giovanni Córdoba, morreram após serem atingidos por um raio, em 25 de outubro de 2002, durante um treino.

Outros dois atletas daquele grupo tornaram-se dirigentes. O volante Luis Alfonso Fajardo, o El Bendito Fajardo, que enfrentou o Cruzeiro, no Mineirão, foi preso em 20 de setembro de 2008, quando já havia encerrado a carreira. Ele era suspeito de envolvimento num esquema de lavagem de dinheiro com outros dirigentes do Deportivo Pereira. Três meses depois foi liberado por falta de provas. Atualmente, dirige o Deportivo Rionegro, da segunda divisão. Já o zagueiro Víctor Marulanda é o atual presidente do Atlético Nacional.

Apesar dos incidentes e do envolvimento com organizações criminosas, aquele time do Atlético Nacional foi o melhor de sua história. Além de terem sido o primeiro time colombiano a levantar a Taça Libertadores, em 1989, o time que enfrentou o Cruzeiro, pela Supercopa de 1992, havia ganho o campeonato colombiano do ano anterior de maneira inédita. Pela primeira vez na história, um plantel formado exclusivamente por colombianos levantou o título máximo do país, fazendo jus ao nome da agremiação.


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terça-feira, 27 de novembro de 2012

O emblemático esquadrão dos sonhos de 1992


Foto: Carlos Rhienck/Jornal Hoje em Dia
O time dos sonhos de 1992 foi o resultado de uma ousadia inedita da diretoria cruzeirense

Por Henrique Ribeiro


Entre os times vencedores do Cruzeiro, muitos torcedores de diferentes gerações já ouviram falar ou tiveram o privilégio de acompanhar no Mineirão o mais emblemático de todos eles: o Dream Team da Supercopa de 1992. O plantel que ergueu uma das taças mais importantes do futebol sulamericano interrompeu uma longa tradição no clube, que sempre formou equipes com jogadores talentosos, porém jovens e ainda desconhecidos. Aquele time foi formado a base de muita ousadia da diretoria cruzeirense, que não mediu esforços nas contratações de jogadores experientes e consagrados.

O time de 1992 do Cruzeiro ganhou o mesmo apelido da Seleção de Basquete dos Estados Unidos nas Olimpíadas de Barcelona, disputada meses antes: "Dream Team". Na ocasião, o time americano havia sido formado, pela primeira vez, pelos astros consagrados da Liga Profissional, a NBA.

Ao contrário de muitos projetos de supertimes montados no futebol, que fracassaram, o "Time dos Sonhos" do Cruzeiro de 1992 correspondeu às expectativas. Conquistou a Supercopa e, de quebra, o Campeonato Mineiro, de forma invicta. Rendeu lucros aos cofres do clube com públicos recordes no Mineirão. E acima de tudo apresentou pra torcida um futebol vistoso, de toque de bola refinado e de muita técnica digno da academia cruzeirense.


A montagem do time dos sonhos que conquistaria o bicampeonato da Supercopa de 1992 começou no início daquele ano, com a contratação do lateral direito Paulo Roberto, que era um dos melhores da posição no país. Hábil cobrador de faltas e de pênaltis, Paulo Roberto também se destacava pelos cruzamentos precisos para a área, quando apoiava o ataque.

No entanto, o plantel campeão da Supercopa de 1991 sofreu a baixa dos dois atacantes que mais se destacaram naquela campanha: o ponta direita Mário Tilico, que foi devolvido de empréstimo ao São Paulo e o artilheiro Charles, que foi negociado ao Boca Juniors, da Argentina. A dupla de zaga também havia sido desfeita com a venda de Paulão para o Grêmio e a séria contusão de Adilson, na decisão da Recopa, contra o Colo Colo, em abril.

Influenciados pela badalação e pelas exibições primorosas do Selecionado americano de basquete nas olimpíadas, a diretoria cruzeirense resolveu ousar e montar um Time dos Sonhos para a conquista do bicampeonato da Supercopa. Dois meses antes do início da competição, a série de anúncios de contratações bombásticas começavam a empolgar a nação cruzeirense.
O time de basquete dos Estados Unidos originou
o apelido do time do Cruzeiro supercampeão de 1992

Para o ataque, o atacante Betinho veio por empréstimo do Palmeiras, da milionária Parmalat. O jogador havia tido duas passagens brilhantes com a camisa cinco estrelas em 1988 e 1989 e já era bastante admirado pela torcida. Outro retorno acertado foi o do ponteiro esquerdo Édson, ídolo da torcida nos últimos anos da década de 80. Outro reforço que desembarcou na Toca foi o do ponteiro esquerdo Roberto Gaúcho. O atacante era comparado ao ídolo Renato Gaúcho da Seleção Brasileira pela precisão nos cruzamentos e nas finalizações a gol.

Outras duas grandes contratações iriam sacudir a nação cruzeirense. A primeira foi a do volante Douglas, que estava a quatro anos no Sporting, de Portugal. Douglas surgiu na base cruzeirense e foi o maior ídolo da torcida nos anos 1980. A outra foi a do zagueiro Luizinho, quando a diretoria cruzeirense superou a concorrência do rival Atlético, que também pretendia o retorno do jogador. Luizinho, que também estava no Sporting de Portugal, foi considerado um dos melhores zagueiros do futebol mundial nos anos 1980 e havia sido ídolo da torcida rival.

A última das grandes contratações foi a do atacante Renato Gaúcho, que estava em litígio no Botafogo. Ele foi recebido no aeroporto da pampulha por uma multidão de cruzeirenses. Renato estava afastado do plantel carioca, desde o churrasco que promoveu com jogadores do Flamengo, após a derrota do Botafogo para o rubro-negro, por 3 a 0, na primeira partida da decisão do Campeonato Brasileiro.

No entanto, uma semana antes da estreia, o plantel sofreria ainda a baixa do volante Ademir, que foi negociado ao Racing, da Argentina. Com a sua saída, o lateral direito Paulo Roberto assumiu a braçadeira de capitão do time dos sonhos.

Apesar do sucesso obtido na maioria das contratações, o time não careceu de jogadores na zaga e na lateral esquerda. O diretor de futebol Benecy Queiroz tentou acertar o retorno de Geraldão ao clube. O zagueiro que surgiu nas categorias de base do clube nos anos 80 estava no futebol europeu, mas exigiu salários muito altos. O titular Nonato não se recuperaria a tempo de sua lesão no joelho esquerdo para o jogo de estreia e o Cruzeiro tentou buscar Branco, que havia sido liberado pelo Genoa, da Italia. Outros jogadores pretendidos para a posição foram Lira, que estava no Inter e Jacenir, do Santo André. Não foi possível o acerto com os atletas e o time seguiu a competição com apenas Nonato, na lateral esquerda.

O time dos sonhos bicampeão da Supercopa de 1992 na Toca da Raposa
Em pé da esquerda para a direita: Paulo César, Paulo Roberto,
Célio Lúcio, Douglas, Luizinho, Nonato, Jair Pereira (treinador) e
César Masci (presidente). Agachados da esquerda para a direita:
Luis Inarra (preparador físico), Betinho, Boiadeiro, Renato Gaúcho,
Luiz Fernando e Roberto Gaúcho

PLANTEL TITULAR DE 1992

1-PAULO CESAR
Goleiro. Paulo César Borges (Fronteira, MG, 06/03/1960). Mede 1,82m e pesava 75kg. Estava no Cruzeiro desde 1989, quando veio do Bragantino. Foi titular em todos os oito jogos das campanhas dos títulos da Supercopa de 1991 e 1992

2-PAULO ROBERTO
Lateral direito. Paulo Roberto Curtis Costa (Viamão, RS, 27/01/1963). Mede 1,82m e pesava 78kg. Chegou ao clube no início da temporada. Seu último clube havia sido o Botafogo. Foi titular em todos os oito jogos da campanha.

3-LUIZINHO
Zagueiro. Luiz Carlos Ferreira (Nova Lima, MG, 22/10/1958). Mede 1,77m e pesava 73kg. Veio do Sporting, de Portugal, em agosto. Foi titular em todos os sete jogos que disputou na campanha. Ficou de fora apenas da partida contra o Olimpia, na primeira partida das semifinais, em que cumpriu suspensão automática.

4-CÉLIO LUCIO
Zagueiro. Célio Lúcio Costa Silva (Cajuru, MG, 11/02/1971). Mede 1,83m e pesava 72kg. Começou no infantil do Cruzeiro em 1986 e foi integrado ao plantel profissional em 1991. Foi titular em todos os oito jogos da campanha.

6-NONATO
Lateral esquerdo. Raimundo Nonato Silva (Mossoró, RN, 23/02/1967). Mede 1,69m e pesava 64kg. Estava no Cruzeiro desde 1990, quando veio do Baraúnas-RN. Foi titular em todos os sete jogos que disputou na campanha. Ficou fora apenas do jogo de estreia contra o Atletico Nacional por estar se recuperando de uma contusão no joelho esquerdo. Era um dos remanescentes da equipe campeã da Supercopa de 1991, quando também foi titular.

8-DOUGLAS
Volante. William Douglas Humia Menezes (Belo Horizonte, MG, 17/03/1963). Mede 1,79m e pesava 75kg. Surgiu no futebol de salão do Cruzeiro no final da década de 1970, de onde foi para as categorias de base do time de campo. Foi integrado ao plantel profissional em 1981 ainda com 18 anos. Retornou ao Cruzeiro do Sporting de Portugal em agosto de 1992. Foi titular em todos os sete jogos que disputou na campanha. Ficou fora apenas do jogo de estreia contra o Atletico Nacional por estar se recuperando de uma contusão.

17-LUIZ FERNANDO
Armador. Luis Fernando Rosa Flores (Bagé, RS, 22/02/1964). Mede 1,70m e pesava 68kg. Estava no Cruzeiro desde agosto de 1990, quando foi contratado junto ao Bahia. Foi titular em todos os sete jogos que disputou na campanha. Ficou fora apenas do jogo de estreia contra o Atletico Nacional por estar se recuperando de uma contusão. Foi titular em todos os oito jogos das campanhas dos títulos da Supercopa de 1991 e 1992

10-BOIADEIRO
Armador. Marco Antônio Ribeiro (Américo de Campos, SP, 22/02/1964 ou 13/06/1965). Mede 1,76m e pesava 75kg. Estava no Cruzeiro desde 1991, quando foi contratado junto ao Vasco. Foi titular em todos os seis jogos da campanha. Ficou de fora da estreia contra o Atletico Nacional por causa de problemas psicológicos e da primeira partida da semifinal contra Olimpia em que cumpriu suspensão automática. Era um dos remanescentes da equipe campeã da Supercopa de 1991, quando também foi titular.

9-BETINHO
Atacante. Gilberto Carlos Nascimento (São Paulo, SP, 14/06/1966). Mede 1,72m e pesava 70kg. Foi adquirido por empréstimo ao Palmeiras, em agosto. Era a sua terceira e última passagem pelo Cruzeiro. Foi titular em todos os oito jogos da campanha.

7-RENATO GAÚCHO
Atacante. Renato Portaluppi (Guaporé, RS, 09/09/1962). Mede 1,83m e pesava 80kg. Foi adquirido por empréstimo ao Botafogo, em agosto. Foi titular em todos os oito jogos da campanha.

11-ROBERTO GAÚCHO
Atacante. Roberto Jusceli Weber (Guarani das Missões, RS, 05/04/1968). Mede 1,70m e pesava 68kg. Veio do Guarani em agosto de 1992. Foi titular em todos os oito jogos da campanha.

RESERVAS

12-GILBERTO
Goleiro. Gilberto Carlos Fonseca (São João Del Rey, MG, 12/12/1970). Mede 1,81m e pesava 78kg. Revelado nas categorias de base do Cruzeiro. Foi integrado ao plantel profissional em 1991.

13-ZELÃO
Lateral direito. Wanderson Luís Oliveira (Belo Horizonte, MG, 20/01/1972). Mede 1,72m e pesava 73 kg. Surgiu nas categorias de base do Cruzeiro. Foi integrado ao plantel profissional em 1991. Foi titular da campanha do título de 1991 e na campanha de 1992 participou do jogo de estreia contra o Atletico Nacional improvisado na lateral esquerda.

14-CLEISON
Atacante. Cleison Edson Assunção Nascimento (Belo Horizonte, MG, 13/03/1972). Mede 1,78m e pesava 74kg. Estava no Cruzeiro desde dezembro de 1991, quando foi contratado junto ao time júnior do Santa Tereza, de Belo Horizonte. Participou de quatro partidas da campanha.

15-ARLEY ALVARES
Zagueiro. Arley Alvares Medeiros (Abaeté, MG, 30/06/1972). Mede 1,80 m. Revelado nas categorias de base do Cruzeiro. Foi integrado ao plantel profissional em 1992. Participou de três partidas da campanha.

16-ÉDSON
Ponta esquerda. Édson Gonzaga Alves Filho (Rio de Janeiro, RJ, 06/01/1960). Mede 1,69m e pesava 66kg. Retornou ao Cruzeiro em janeiro de 1992, por empréstimo, junto ao Internacional. Era a sua segunda passagem pelo Cruzeiro. Participou de cinco partidas da campanha.

19-AGNALDO
Armador e ponta esquerda. Agnaldo Divino Mendonça (Sanclerlândia, GO, 13/08/1967). Estava no Cruzeiro desde junho de 1991, após ter sido contratado junto ao Goiás.

21-ROGÉRIO LAGE
Volante. Rogério Lage Silva (Itabira, MG, 18/05/1969). Mede 1,75 m e pesa 75kg. Estava no Cruzeiro desde dezembro de 1990, após ter sido contratado junto ao Valério-MG. Participou de cinco partidas da campanha. Era um dos remanescentes do título da Supercopa de 1991, quando também foi um dos principais reservas.

22-ADILSON
Zagueiro. Adilson Dias Batista (Curitiba, PR, 16/03/1968). Mede 1,82 m e pesava 76kg. Estava no Cruzeiro desde fevereiro de 1989, após ter sido contratado junto a Atlético-PR. Era um dos remanescentes do título da Supercopa de 1991, quando foi titular em todas as partidas. Já na campanha de 1992, participou de apenas de uma partida, pois contundiu-se seriamente e ficou fora do restante dos jogos.

23-TÔTO
Sandro Luís Schmidt (Jaraguá do Sul, SC, 26/08/1968). Mede 1,88m e pesava 80kg. Foi adquirido ao Criciúma, em agosto, após ter disputado o Campeonato Brasileiro. Participou de uma partida da campanha.

*os volantes ADEMIR e ANDRADE foram inscritos para a Supercopa, mas foram negociados a uma semana da estreia e não participaram da campanha

CESAR MASCI - presidente
BENECY QUEIROZ - diretor de futebol
JAIR PEREIRA - treinador
EDUARDO AMORIM - auxiliar técnico
ZÉ MAURÍCIO - treinador de goleiros
LUIS INARRA e ALEXANDRE BARROSO - preparadores físicos
CARLOS PIÑON, RONALDO NAZARÉ e SÉRGIO FREIRE - médicos
EMERSON GARCIA - fisiologista
FLÁVIO IANNI - dentista
TEOTÔNIO TEODORO - massagista
GERALDO BAPTISTA - roupeiro

twitter: @henriqueribe
www.facebook.com.br/almanaquedocruzeiro

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Cruzeiro x Coritiba


Foto: Estado de Minas
Carlos Henrique

CAMPEONATO BRASILEIRO
01/11/1969 - Empate 1 a 1
Primeira fase - Couto Pereira (Curitiba)
Ingressos: -
Gols: Nilson (falta) 16’ (0-1), Evaldo 46’ (1-1)
08/08/1971 - Cruzeiro 2 a 0
Primeira fase - Couto Pereira (Curitiba)
Ingressos: -
Gols: Tostão 81’, Lima 85’
19/11/1972 - Cruzeiro 3 a 2
Primeira fase - Couto Pereira (Curitiba)
Ingressos: 17.413
Gols: Pescuma (contra) 31’ (1-0), Zé Roberto 42’ (1-1) Zé Carlos 45’ (2-1), Dirceu Lopes 66’ (3-1), Tião Abatia 87’ (3-2)
23/09/1973 - Empate 0 a 0
Primeira fase - Mineirão (Belo Horizonte)
Ingressos: 18.073
27/08/1975 - Cruzeiro 1 a 0
Primeira fase - Mineirão (Belo Horizonte)
Ingressos: 7.596
Gol: Nelinho (de falta) 86’
19/09/1976 - Cruzeiro 2 a 1
Primeira fase - Mineirão (Belo Horizonte)
Ingressos: 22.030
Gols: Moraes (pênalti) 44’ (1-0), Eli Carlos 83’ (1-1), Palhinha 86’ (2-1)
31/01/1985 - Coritiba 2 a 1
Primeiro turno/Primeira fase - Couto Pereira (Curitiba)
Ingressos: 14.975
Gol: Índio 33’ (0-1), Índio (pênalti) 41’ (0-2), Tostão 69’ (1-2)
13/03/1985 - Coritiba 3 a 2
Segundo turno/Primeira fase - Mineirão (Belo Horizonte)
Ingressos: 9.498
Gols: Carlinhos 12’ (1-0), Paulinho 47’ (1-1), Dedé de Dora 75’ (2-1), Índio 81’ (2-2), Índio 86’ (2-3)
08/11/1987 - Cruzeiro 3 a 0
Segundo turno - Couto Pereira (Curitiba)
Ingressos: 11.676
Gols: Heriberto 32’, Eduardo 51’, Cláudio Adão 84’
15/12/1988 - Cruzeiro 2 a 0
Primeira fase/Segundo turno - Couto Pereira (Curitiba)
Ingressos: 26.118
Gols: Heriberto (falta) 11’, Hamilton 88’
23/09/1989 - Empate 0 a 0
Primeira fase - Couto Pereira (Curitiba)
Ingressos: 8.386
14/11/1996 - Empate 0 a 0
Primeira fase - Mineirão (Belo Horizonte)
Ingressos: 10.642
23/09/1997 - Empate 0 a 0
Primeira fase - Couto Pereira (Curitiba)
Ingressos: 11.402
19/09/1998 - Cruzeiro 4 a 0
Primeira fase - Mineirão (Belo Horizonte)
Ingressos: 8.263
Gols: Valdo (pênalti) 25’, Fábio Júnior 44’, Müller 48’, Fábio Júnior 81’
15/08/1999 - Empate 2 a 2
Primeira fase - Couto Pereira (Curitiba)
Ingressos: 2.136
Gols: Cléber (pênalti) 17’ (0-1), Alex Alves 29’ (1-1), Sinval 39’ (1-2), Müller 52’ (2-2)
19/11/2000 - Empate 1 a 1
Primeira fase - Couto Pereira (Curitiba)
Ingressos: -
Gols: Alonso 48’ (1-0), Paulo Foiani 59’ (1-1)
19/08/2001 - Coritiba 3 a 2
Primeira fase - Couto Pereira (Curitiba)
Ingressos: -
Gols: Alex (falta) 19’(1-0), Edmílson 48’(1-1), Rincón 55’(1-2), Edmilson 62’ (1-3), João Carlos 69’ (2-3)
30/10/2002 - Coritiba 3 a 1
Primeira fase - Couto Pereira (Curitiba)
Público: -
Gols: Fábio Júnior 5’ (1-0), Alexandre Fávaro 25’ (1-1), Lima 86’ (1-2), Reginaldo Araújo 90’+1’ (1-3)
16/04/2003 - Cruzeiro 4 a 3
Turno - Couto Pereira (Curitiba)
Ingressos: -
Gols: Aristizábal 6’ (1-0), Lima 16’ (1-1), Aristizábal 30’ (2-1), Deivid 56’ (3-1), Marco Brito (pênalti) 59’ (3-2), Alexandre Fávaro (falta) 79’ (3-3), Aristizábal 86’ (4-3)
20/08/2003 - Empate 2 a 2
Returno - Mineirão (Belo Horizonte)
Ingressos: 17.407
Gols: Tcheco (falta) 14’ (0-1), Marcel (pênalti) 19’ (0-2), Márcio Nobre 30’ (1-2), Mota 70’ (2-2)
04/07/2004 - Coritiba 3 a 0
Turno - Mineirão (Belo Horizonte)
Ingressos: 4.094
Gols: Ataliba 18’, Tuta 52’, Laércio 84’
06/10/2004 - Empate 1 a 1
Returno - Couto Pereira (Curitiba)
Ingressos: 2.493
Gols: Tuta 23’ (0-1), Jussiê 40’ (1-1)
20/07/2005 - Empate 2 a 2
Turno - Mineirão (Belo Horizonte)
Ingressos: 14.866
Gols: Adriano 3’ (1-0), Caio 56’ (1-1), Rafinha (pênalti) 71’ (1-2), Fred 88’ (2-2)
Diego marca um dos gols da goleada do Cruzeiro sobre
o Coritiba no Couto Pereira pelo Brasileiro de 2005

25/10/2005 - Cruzeiro 3 a 0
Returno - Couto Pereira (Curitiba)
Ingressos: 6.140
Gols: Kelly 8’, Diego 36’, Adriano 57’
01/06/2008 - Empate 1 a 1
Turno - Couto Pereira (Curitiba)
Ingressos: 21.538
Gols: Michael 48’ (0-1), Ramires 55’ (1-1)
31/08/2008 - Empate 1 a 1
Returno - Mineirão
Ingressos: 12.970
Gols: Espinoza 4’ (1-0), Tiago Silvy 89’ (1-1)
09/08/2009 - Cruzeiro 3 a 1
Turno - Couto Pereira
Ingressos: 11.485
Gols: Wellington Paulista (pênalti) 20’ (1-0), Thiago Ribeiro 51’ (2-0), Wellington Paulista 55’ (3-0), Marcelinho Paraíba 69’ (3-1)
29/11/2009 - Cruzeiro 4 a 1
Returno - Mineirão
Ingressos: 27.291
Gols: Jeci 11’ (0-1), Henrique 44’ (1-1), Jonathan 45’ (2-1), Wellington Paulista (pênalti) 56’ (3-1), Eliandro 66’ (4-1)
25/06/2011 - Cruzeiro 2 a 1
Turno - Arena do Jacaré (Sete Lagoas, MG)
Ingressos: 5.256
Gols: Montillo (pênalti) 52' (1-0), Marcos Aurélio 79' (1-1), Montillo 83' (2-1)
21/09/2011 - Coritiba 2 a 1
Returno - Couto Pereira
Ingressos: 17.766
Gols: Marcos Aurélio 22’ (0-1), Bill 58’ (0-2), Bobô 65’ (1-2)
19/08/2012 - Coritiba 4 a 0
Turno - Couto Pereira
Ingressos: 11.739
Gols: Lucas Mendes 19', Ayrton (falta) 38', Roberto 47', Anderson Aquino 77'
25/11/2012 - Cruzeiro 2 a 1
Returno - Independência
Ingressos: 11.448
Gols: Wellington Paulista 7' (1-0), Leandro Guerreiro 50' (2-0), Everton Ribeiro 90' (2-1)
03/08/2013 - Cruzeiro 1 a 0
Turno - Mineirão
Gol: Luan 11'
Foto: Estado de Minas

20/10/2013 - Coritiba 2 a 1
Returno - Couto Pereira
Gols: Carlinhos 41' (0-1), Dagoberto 62' (1-1), Keirrison 72' (1-2)
17/05/2014 - Cruzeiro 3 a 2
Turno - Mineirão
Gols: Ricardo Goulart 10' (1-0), Alex 23' (1-1), Ricardo Goulart 45' (2-1), Norberto 54' (2-2), Borges 68' (3-2)
24/09/2014 - Cruzeiro 2 a 1
Returno - Couto Pereira
Gols: Marcelo Moreno 7' (1-0), Everton Ribeiro 39' (2-0), Martinuccio 61' (2-1)
28/06/2015 - Coritiba 1 a 0
Turno - Couto Pereira
Gol: Rafhael Lucas 62'
27/09/2015 - Cruzeiro 2 a 0
Returno - Mineirão
Ingressos: 22.897
Gols: Ceará 21', Willian 65'
14/05/2106 - Coritiba 1 a 0
Turno - Couto Pereira (Curitiba)
Ingressos: 6.028
Gol: Kleber 70'

Total de jogos pelo Campeonato Brasileiro: 39
Vitórias do Cruzeiro: 17
Empates: 12
Vitórias do Coritiba: 10
Total de Gols: 110
Gols do Cruzeiro: 62
Gols do Coritiba: 48

Quadro de goleadores do confronto pelo Campeonato Brasileiro:
4 gols: Wellington Paulista (Cruzeiro)
4 gols: Índio (Coritiba)
3 gols: Aristizábal, Fábio Júnior (Cruzeiro)
2 gols: Adriano, Heriberto, Montillo, Muller, Ricardo Goulart (Cruzeiro)
2 gols: Alexandre Fávaro, Edmilson, Lima, Marcos Aurélio, Tuta (Coritiba)
1 gol: Alex, Alex Alves, Alonso, Bobô, Borges, Carlinhos, Ceará, Cláudio Adão, Dagoberto, Dedé de Dora, Deivid, Diego, Dirceu Lopes, Eduardo, Eliandro, Espinoza, Evaldo, Everton Ribeiro, Fred, Hamilton, Henrique, João Carlos, Jonathan, Jussiê, Kelly, Leandro Guerreiro, Lima, Luan, Marcelo Moreno, Márcio Nobre, Moraes, Mota, Nelinho, Palhinha, Ramires, Thiago Ribeiro, Tostão,  Tostão II, Valdo, Willian, Zé Carlos (Cruzeiro)
1 gol: Alex, Anderson Aquino, Ataliba, Ayrton, Bill, Caio, Carlinhos, Cléber, Eli Carlos, Everton Ribeiro, Jeci, Keirrison, Kleber, Laércio, Lucas Mendes, Marcel, Marcelinho Paraíba, Marco Brito, Martinuccio, Michael, Nilson, Norberto, Paulinho, Paulo Foiani, Rafhael Lucas, Rafinha, Reginaldo Araújo, Rincón, Roberto, Sinval, Tcheco, Tiago Silvy, Tião Abatia, Zé Roberto (Coritiba)
1 gol contra: Pescuma (Coritiba) a favor do Cruzeiro

Foto: arquivo Hoje em Dia
O atacante Edilson Capetinha marcou um dos gols da vitória 
do Cruzeiro sobre o Coritiba pela Sul Minas de 2002

COPA SUL MINAS

30/01/2000 - Coritiba 2 a 1
Primeira Fase - Couto Pereira (Curitiba)
Ingressos: -
Gols: Leandro (falta) 14’ (0-1), Marcelo Ramos (pênalti) 16’ (1-1), Marquinhos 43’ (1-2)
06/02/2000 - Cruzeiro 3 a 0
Primeira Fase - Mineirão (Belo Horizonte)
Ingressos: 5.594
Gols: Marcelo Ramos (pênalti) 30’ (1-0), Ricardinho (falta) 62’ (2-0), Paulo Isidoro 90’+3’ (3-0)
07/03/2001 - Cruzeiro 2 a 0
Final - Couto Pereira (Curitiba)
Ingressos: 23.209
Gols: Jackson 53’, Oséas 72’
21/03/2001 - Cruzeiro 3 a 0
Final - Mineirão (Belo Horizonte)
Ingressos: 34.357
Gols: Jorge Wagner 50’, Geovanni (falta) 78’, Marcelo Ramos 84’
03/02/2002 - Cruzeiro 3 a 1
Mineirão (Belo Horizonte)
Ingressos: 20.734
Gols: Sorin 8’ (1-0), Edilson 12’ (2-0), Vander 16’ (3-0), Evair (falta) 80’ (3-1)

AMISTOSOS

30/01/1975 - Cruzeiro 1 a 0

Mineirão (Belo Horizonte)
Ingressos: 3.811
Gol: Joãozinho 53’
01/05/1981 - Coritiba 5 a 1
Torneio do governador - Couto Pereira (Curitiba)
Ingressos: 13.933
Gols: Viana (pênalti) 45’ (0-1), Capitão 59’ (0-2), Edmar 75’ (1-2), Viana 76’ (1-3), Bozó 80’ (1-4), Paulo César 89’ (1-5)

Total de jogos: 46
Vitórias do Cruzeiro: 22
Empates: 12
Vitórias do Coritiba: 12
Total de Gols: 132
Gols do Cruzeiro: 76
Gols do Coritiba: 56

Quadro geral de goleadores do confronto:
4 gols: Wellington Paulista (Cruzeiro)
4 gols: Índio (Coritiba)
3 gols: Aristizábal, Fábio Júnior, Marcelo Ramos (Cruzeiro)
2 gols: Adriano, Heriberto, Montillo, Muller, Ricardo Goulart (Cruzeiro)
2 gols: Alexandre Fávaro, Edmilson, Lima, Marcos Aurélio, Tuta, Viana (Coritiba)
1 gol: Alex, Alex Alves, Alonso, Bobô, Borges, Carlinhos, Ceará, Cláudio Adão, Dagoberto, Dedé de Dora, Deivid, Diego, Dirceu Lopes, Edilson, Eduardo, Eliandro, Espinoza, Evaldo, Everton Ribeiro, Fred, Geovanni, Hamilton, Henrique, Jackson, João Carlos, Joãozinho, Jonathan, Jorge Wagner, Jussiê, Kelly, Leandro Guerreiro, Lima, Luan, Marcelo Moreno, Márcio Nobre, Moraes, Mota, Nelinho, Oséas, Palhinha, Paulo Isidoro, Ramires, Ricardinho, Sorin, Thiago Ribeiro, Tostão, Tostão II, Valdo, Vander, Willian, Zé Carlos (Cruzeiro)
1 gol: Alex, Anderson Aquino, Ataliba, Ayrton, Bill, Bozó, Caio, Capitão, Carlinhos, Cléber, Eli Carlos, Evair, Everton Ribeiro, Jeci, Keirrison, Kleber, Laércio, Leandro, Lucas Mendes, Marcel, Marcelinho Paraíba, Marco Brito, Marquinhos, Martinuccio, Michael, Nilson, Norberto, Paulinho, Paulo César, Paulo Foiani, Rafhael Lucas, Rafinha, Reginaldo Araújo, Rincón, Roberto, Sinval, Tcheco, Tiago Silvy, Tião Abatia, Zé Roberto (Coritiba)
1 gol contra: Pescuma (Coritiba) a favor do Cruzeiro

AGENDA HISTÓRICA


O time do Cruzeiro posa para a foto antes do empate em 1 a 1 contra o
Fluminense, no Maracanã, na estreia do segundo turno do Campeonato 
Brasileiro de 1987. Em pé da esquerda para a direita: Genilson, Douglas, 
Vilmar, Balu, Gilmar Francisco e Gomes. Agachados: Gil, Ademir, Careca, 
Cládio Adão e Heriberto. 

Por Henrique Ribeiro

19/11/1990 - Cesar Masci é eleito presidente do Cruzeiro para o biênio de 1991/1992. Ele venceu o pleito contra a chapa formada pelos ex-presidentes Felício Brandi e Furletti

20/11/1967 - o treinador Airton Moreira retorna de sua licença de 30 dias, após recuperar-se de um problema cardíaco. Enquanto esteve afastado ele foi substituído pelo gerente de futebol, Orlando Fantoni,  nos jogos pelo Campeonato Mineiro. O presidente Felício Brandi avisou que o resultado do clássico contra o Atlético no dia 26, determinaria o futuro treinador do time. “Se o Cruzeiro perder, volta Airton Moreira, mas se vencer, ele vai ter que aceitar outro cargo que o clube lhe oferecer, porque Fantoni vai continuar”, declarou.

21/11/1945 - o medio-esquerdo Juvenal é convocado pelo treinador Flávio Costa, para os treinos preparativos da Seleção Brasileira, em Caxambu-MG, para a disputa da Copa Rocca, contra a Argentina.

22/11/1987 - o Cruzeiro vence o Santos por 1 a 0, no Pacaembu, e encerra o segundo turno do Campeonato Brasileiro na liderança do Grupo B e se classifica para as semifinais. O gol da vitória foi marcado pelo atacante Careca, aos 47 minutos do segundo tempo. Os jogadores santistas reclamaram que o atacante cruzeirense estava em posição irregular e abandonaram o campo. O árbitro José Roberto Wright, após 15 minutos de impasse, deu a partida por encerrada. O Santos não tinha mais chances de classificação, mas a derrota cruzeirense interessava ao São Paulo. Assim a disputa nas arquibancadas foi entre a torcida tricolor e os cruzeirenses, que foram maioria no estádio.

23/11/2005 - o lateral esquerdo Anderson Paim, que estava emprestado ao Ipatinga, assina contrato de três anos com o Cruzeiro. Ele chegou ao futebol mineiro indicado pelo ex-atacante Roberto Gaúcho. O jogador era dono de seus direitos econômicos, que custaram R$ 200 mil ao Cruzeiro.

24/11/1935 - A Seleção Mineira vence a Seleção Fluminense por 5 a 3, pelo Campeonato Brasileiro de Seleções, no estádio de Lourdes, em Belo Horizonte. Os atacantes Niginho e Alcides participaram da vitória e foram os únicos cruzeirenses convocados para a disputa. A Seleção Fluminense era composta por jogadores da Liga de Niterói.

25/11/1992 - o Cruzeiro é derrotado por 1 a 0 pelo Racing, no estádio El Cilindro, em Avellaneda, na Argentina. O gol foi marcado pelo atacante Cláudio Garcia em cobrança de pênalti, aos 85 minutos. Com o resultado o Cruzeiro sagrou-se bicampeão da Supercopa, pois havia vencido o primeiro jogo das finais, no Mineirão, por 4 a 0, no dia 18 de novembro.

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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Morre Alex Alves, o capoeirista artilheiro do Cruzeiro

Foto: Humberto Nicoline
Alex Alves comemorava os gols com o chute parafuso
da capoeira. Na foto ele comemora um dos dois gol que
marcou sobre o Atlético na goleada por 3 a 0, no Mineirão,
pelo Campeonato Brasileiro de 1999

O ex-atacante Alex Alves, que foi ídolo da torcida cruzeirense entre as temporadas de 1998-1999, não escuta mais o berimbau. O jogador, que caracaterizou as comemorações de seus gols com a camisa estrelada com um golpe de capoeira, estava internado num hospital em Jaú-SP em tratamento de leucemia. Ele faleceu na manhã desta quarta-feira (14 de novembro de 2012) aos 37 anos.

Em 2007 o jogador foi diagnosticado com uma leucemia rara e três anos depois encerrou a carreira. No final de setembro deste ano, Alex foi submetido a um transplante de medula. Com dificuldade financeira, Alex Alves contou com a ajuda de amigos para bancar o tratamento em um dos melhores centros de oncologia do Brasil.

No Cruzeiro, Alex Alves foi um capoeirista recordista de gols

Por Henrique Ribeiro

O atacante Alex Alves (Alexsandro Alves do Nascimento) foi um dos reforços contratados pelo Cruzeiro para a temporada de 1998. A diretoria cruzeirense junto com o parceiro Energil C pagou US$ 2,75 milhões pelos seus direitos econômicos do jogador, junto a Portuguesa e ainda cedeu o atacante Da Silva ao time paulista.

Em sua primeira temporada concorreu a vaga de titular com Marcelo Ramos, Muller e Fábio Júnior. Este último tornou-se a sensação da temporada ao marcar 18 gols no Campeonato Brasileiro tornando-se o recordista de gols do Cruzeiro numa mesma edição da competição nacional. Naquele ano o time estrelado quase conquistou quatro títulos na temporada. Após vencer o estadual, foi vice da Copa do Brasil, do Campeonato Brasileiro e da Copa Mercosul.

No ano seguinte com a venda de Fábio Júnior para a Roma, o Cruzeiro investiu nas contratações de Paulo Isidoro e Túlio. O primeiro não se firmou e o segundo desentendeu-se com o treinador Levir Culpi e deixou o clube. Com Marcelo Ramos atravessando uma má fase, Alex Alves ganhou a titularidade no Campeonato Brasileiro e marcou 22 gols batendo o recorde Fábio Junior.

O atacante se caracterizava pela velocidade e pela eficiência em marcar gols. Dificilmente desperdiçava as chances que tinha para marcar. Também marcou belos gols como o da vitória por 3 a 1 sobre a Portuguesa, pela semifinal, do Campeonato Brasileiro, no Mineirão, com um toque de letra. Na decisão do Torneio Seletivo da Libertadores, no Mineirão, marcou um golaço, contra o Atlético-PR, deixando o deixando o zagueiro e o goleiro sentados após uma sequência de dribles.

Em seus gols caracterizou as comemorações com um chute giratório da capoeira denominado parafuso e era ovacionado nas arquibancadas com o coro de "Alex doidão, terror do Mineirão". No final da temporada foi negociado ao Hertha Berlim, da Alemanha, por US$ 7 milhões.

Pelo Cruzeiro sagrou-se campeão da Recopa Sulamericana e do Campeonato Mineiro em 1998 e da Copa dos Campeões Mineiros e da Copa Centro Oeste de 1999. Disputou 115 jogos e marcou 54 gols. O seu recorde de gols numa mesma edição do Campeonato Brasileiro com a camisa do Cruzeiro foi batido pelo meia Alex, em 2003, por um gol a mais.

Alex Alves nasceu em Campo Formoso, BA, em 30 de dezembro de 1974. Em sua adolescência chegou a trabalhar de bóia fria antes de tentar a carreira de jogador de futebol. O jogador ainda passou por Vitória (1992-1994 / 2005-2006), Palmeiras (1994-1995), Juventude (1996), Portuguesa (1996-1997), Hertha Berlin, da Alemanha (1999-2003), Atlético-MG (2003-2004), Vasco (2004), Boavista-RJ (2007), Fortaleza (2008) e Kavala, da Grécia (2008-2009), União Rondonópolis-MT (2010)

Todos os jogos de Alex Alves pelo Cruzeiro
Jogo 1: 29/01/1998 - 5 x 3 Uberaba
Amistoso - Uberabão (Uberaba) - 2 gols
Jogo 2: 01/02/1998 - 0 x 0 Guarani
Campeonato Mineiro/1a fase - Mineirão
Jogo 3: 05/02/1998 - 7 x 1 Amapá-AP
Copa do Brasil/1ª fase - Zerão (Macapá, AP) - 3 gols
Jogo 4: 08/02/1998 - 5 x 1 Social
Campeonato Mineiro/1ª fase - Lamegão (Ipatinga) - 1 gol
Jogo 5: 15/02/1998 - 1 x 1 América
Campeonato Mineiro/1ª fase - Mineirão
Jogo 6: 21/02/1998 - 3 x 2 Valério
Campeonato Mineiro/1ª fase - Israel Pinheiro (Itabira) - 1 gol
Jogo 7: 01/03/1998 - 2 x 0 Ipiranga
Campeonato Mineiro/1ª fase - Mineirão
Jogo 8: 08/03/1998 - 2 x 1 Atlético
Campeonato Mineiro/1ª fase - Mineirão
Jogo 9: 12/03/1998 - 2 x 1 Montes Claros
Campeonato Mineiro/1ª fase - Indepemdência
Jogo 10: 15/03/1998 - 1 x 1 Democrata-GV
Campeonato Mineiro/2ª fase - Mamudão (Gov. Valadares)
Jogo 11: 18/03/1998 - 1 x 0 Nacional
Campeonato Mineiro/2ª fase - Mineirão - 1 gol
Jogo 12: 22/03/1998 - 0 x 1 Villa Nova
Campeonato Mineiro/2ª fase - Mineirão
Jogo 13: 26/03/1998 - 0 x 0 Caldense
Campeonato Mineiro/2ª fase - Mineirão
Jogo 14: 31/03/1998 - 3 x 1 Corinthians*
Copa do Brasil/Oitavas de final - Mineirão
Jogo 15: 08/04/1998 - 1 x 1 Democrata-GV*
Campeonato Mineiro/2ª fase - Lamegão (Ipatinga)
Jogo 16: 12/04/1998 - 1 x 0 Villa Nova
Campeonato Mineiro/2ª fase - Bonfim (Nova Lima)
Jogo 17: 15/04/1998 - 1 x 2 Vasco*
Taça Libertadores/Oitavas de final - São Januário
Jogo 18: 19/04/1998 - 1 x 1 Caldense*
Campeonato Mineiro - Ronaldão (Poços de Caldas)
Jogo 19: 29/04/1998 - 1 x 1 Social*
Campeonato Mineiro/Quartas de final - Independência - 1 gol
Jogo 20: 02/05/1998 - 0 x 0 Vasco
Taça Libertadores/Oitavas de final - Mineirão
Jogo 21: 05/05/1998 - 2 x 0 Vitória
Copa do Brasil/Quartas de final - Mineirão
Jogo 22: 10/05/1998 - 2 x 0 Social
Campeonato Mineiro/Quartas de final - Lamegão (Ipatinga) - 2 gols
Jogo 23: 14/05/1998 - 0 x 1 Vitória
Copa do Brasil/Quartas de final - Barradão
Jogo 24: 17/05/1998 - 2 x 0 Villa Nova
Campeonato Mineiro/semifinal - Bonfim (Nova Lima)
Jogo 25: 19/05/1998 - 2 x 0 Vasco*
Copa do Brasil/Semifinal - Mineirão
Jogo 26: 23/05/1998 - 0 x 0 Vasco*
Copa do Brasil/semifinal - São Januário
Jogo 27: 03/06/1998 - 0 x 0 Villa Nova*
Campeonato Mineiro/semifinal - Mineirão
Jogo 28: 07/06/1998 - 3 x 2 Atlético
Campeonato Mineiro/final - Mineirão
Jogo 29: 11/06/1998 - 0 x 0 Atlético*
Campeonato Mineiro - Mineirão
Jogo 30: 26/07/1998 - 1 x 1 Atlético*
Campeonato Brasileiro - Mineirão
Jogo 31: 29/07/1998 - 1 x 2 San Lorenzo (ARG)*
Copa Mercosul/1a fase - Nuevo Gasometro (Buenos Aires)
Jogo 32: 05/08/1998 - 4 x 2 Ponte Preta
Campeonato Brasileiro/1a fase - Mineirão - 1 gol
Jogo 33: 09/08/1998 - 2 x 0 São Paulo*
Campeonato Brasileiro/1a fase - Morumbi
Jogo 34: 12/08/1998 - 0 x 0 Goiás*
Campeonato Brasileiro/1a fase - Serra Dourada
Jogo 35: 16/08/1998 - 0 x 2 América-RN
Campeonato Brasileiro - Mineirão
Jogo 36: 20/08/1998 - 5 x 1 São Paulo*
Copa Mercosul/1a fase - Mineirão
Jogo 37: 09/09/1998 - 1 x 1 Flamengo*
Campeonato Brasileiro/1a fase - Mineirão
Jogo 38: 19/09/1998 - 4 x 0 Coritiba*
Campeonato Brasileiro/1a fase - Mineirão
Jogo 39: 27/09/1998 - 1 x 1 Sport Recife*
Campeonato Brasileiro - Ilha do Retiro
Jogo 40: 30/09/1998 - 1 x 1 São Paulo*
Copa Mercosul/1a fase - Morumbi
Jogo 41: 03/10/1998 - 4 x 1 América*
Campeonato Brasileiro/1a fase - Mineirão
Jogo 42: 07/10/1998 - 1 x 3 Internacional*
Campeonato Brasileiro/1a fase - Beira-Rio
Jogo 43: 11/10/1998 - 2 x 1 Paraná*
Campeonato Brasileiro/1a fase - Vila Capanema (Curitiba) - 1 gol
Jogo 44: 15/10/1998 - 5 x 0 Colo Colo (CHI)
Copa Mercosul/1a fase - Mineirão - 2 gols
Jogo 45: 17/10/1998 - 0 x 2 Grêmio
Campeonato Brasileiro/1a fase - Mineirão
Jogo 46: 24/10/1998 - 3 x 1 Palmeiras
Campeonato Brasileiro/1a fase - Mineirão - 2 gols
Jogo 47: 12/11/1998 - 5 x 0 Juventude*
Campeonato Brasileiro/1a fase - Mineirão - 1 gol
Jogo 48: 14/11/1998 - 2 x 1 Palmeiras*
Campeonato Brasileiro/quartas de final - Mineirão
Jogo 49: 19/11/1998 - 1 x 0 San Lorenzo (ARG)
Copa Mercosul/semifinal - Mineirão - 1 gol
Jogo 50: 22/11/1998 - 1 x 2 Palmeiras
Campeonato Brasileiro/quartas de final - Palestra Itália
Jogo 51: 26/11/1998 - 3 x 2 Palmeiras*
Campeonato Brasileiro/quartas de final - Palestra Itália
Jogo 52: 29/11/1998 - 3 x 1 Portuguesa*
Campeonato Brasileiro/semifinal - Mineirão - 1 gol
Jogo 53: 02/12/1998 - 1 x 1 San Lorenzo (ARG)
Copa Mercosul/semifinal - Nuevo Gasometro (Buenos Aires)
Jogo 54: 06/12/1998 - 1 x 2 Portuguesa*
Campeonato Brasileiro/semifinal - Canindé
Jogo 55: 09/12/1998 - 1 x 0 Portuguesa
Campeonato Brasileiro/semifinal - Canindé
Jogo 56: 16/12/1998 - 2 x 1 Palmeiras*
Copa Mercosul/final - Mineirão
Jogo 57: 23/12/1998 - 0 x 2 Corinthians*
Campeonato Brasileiro/final - Morumbi
Jogo 58: 26/12/1998 - 1 x 3 Palmeiras*
Copa Mercosul/final - Palestra Italia
Jogo 59: 29/12/1998 - 0 x 1 Palmeiras*
Copa Mercosul/final - Palestra Italia
Jogo 60: 03/03/1999 - 2 x 3 Caxias-RS*
Copa do Brasil/1a fase - Centenário (Caxias do Sul, RS)
Jogo 61: 07/03/1999 - 3 x 2 Atlético*
Copa dos Campeões Mineiros/1a fase - Mineirão - 1 gol
Jogo 62: 10/03/1999 - 5 x 0 Caxias-RS
Copa do Brasil/1a fase - Mineirão
Jogo 63: 14/03/1999 - 3 x 4 América
Copa dos Campeões Mineiros/1a fase - Mineirão
Jogo 64: 17/03/1999 - 1 x 1 Villa Nova
Copa dos Campeões Mineiros/1a fase - Lamegão (Ipatinga)
Jogo 65: 21/03/1999 - 2 x 0 América
Copa dos Campeões Mineiros/1a fase - Mineirão - 1 gol
Jogo 66: 24/03/1999 - 0 x 0 Atlético-PR
Copa do Brasil/2a fase - Couto Pereira (Curitiba)
Jogo 67: 28/03/1999 - 3 x 0 Atlético
Copa dos Campeões Mineiros/1a fase - Mineirão
Jogo 68: 31/03/1999 - 3 x 3 Atlético-PR
Copa do Brasil/2a fase - Mineirão - 1 gol
Jogo 69: 04/04/1999- 5 x 1 Atlético
Copa dos Campeões Mineiros/final - Mineirão - 1 gol
Jogo 70: 17/04/1999- 1 x 0 Valério
Campeonato Mineiro/2a fase - Mineirão
Jogo 71: 21/04/1999 - 4 x 0 Democrata-GV
Campeonato Mineiro/2a fase - Mineirão - 2 gols
Jogo 72: 24/04/1999- 2 x 2 Caldense
Campeonato Mineiro/2a fase - Ronaldão (Poços de Caldas)
Jogo 73: 28/04/1999 - 3 x 0 Vila Nova-GO
Copa Centro Oeste/final - Mineirão - 1 gol
Jogo 74: 01/05/1999- 0 x 0 Villa Nova
Campeonato Mineiro/2a fase - Bonfim (Nova Lima)
Jogo 75: 05/05/1999- 1 x 2 Vila Nova-GO
Copa Centro Oeste/final - Serra Dourada - 1 gol
Jogo 76: 29/05/1999 - 2 x 2 Villa Nova*
Campeonato Mineiro/2a fase - Mineirão
Jogo 77: 06/06/1999 - 3 x 0 Caldense*
Campeonato Mineiro/2a fase - Mineirão
Jogo 78: 10/06/1999 - 4 x 1 Democrata
Campeonato Mineiro/2a fase - Mamudão
Jogo 79: 13/06/1999 - 1 x 1 América*
Campeonato Mineiro/2a fase - Mineirão
Jogo 80: 20/06/1999 - 0 x 2 Atlético*
Campeonato Mineiro/2a fase - Mineirão
Jogo 81: 17/07/1999 - 0 x 2 Internacional
Amistoso - Lamegão (Ipatinga)
Jogo 82: 28/07/1999 - 4 x 1 Botafogo
Campeonato Brasileiro/1a fase - Mineirão - 2 gols
Jogo 83: 31/07/1999 - 0 x 0 Juventude
Campeonato Brasileiro/1a fase - Alfredo Jaconi (Caxias do Sul, RS)
Jogo 84: 03/08/1999 - 2 x 0 River Plate (ARG)
Copa Mercosul//1a fase - Recopa/final - Mineirão
Jogo 85: 08/08/1999 - 3 x 1 Internacional
Campeonato Brasileiro/1a fase - Mineirão - 2 gols
Jogo 86: 15/08/1999 - 2 x 2 Coritiba
Campeonato Brasileiro/1a fase - Couto Pereira - 1 gol
Jogo 87: 18/08/1999 - 2 x 1 São Paulo
Campeonato Brasileiro/1a fase - Mineirão - 1 gol
Jogo 88: 22/08/1999 - 3 x 1 Atlético-PR
Campeonato Brasileiro/1a fase - Mineirão - 1 gol
Jogo 89: 26/08/1999 - 2 x 2 Palmeiras
Copa Mercosul/1a fase - Palestra Itália
Jogo 90: 28/08/1999 - 3 x 2 Gama
Campeonato Brasileiro/1a fase - Mané Garrincha (Brasília) -  2 gols
Jogo 91: 01/09/1999 - 2 x 0 Racing (ARG)
Copa Mercosul/1a fase - Mineirão
Jogo 92: 05/09/1999 - 2 x 2 Palmeiras
Campeonato Brasileiro/1a fase - Palestra Itália - 2 gols
Jogo 93: 08/09/1999 - 1 x 3 Corinthians
Campeonato Brasileiro/1a fase - Mineirão
Jogo 94: 15/09/1999 - 4 x 0 Racing (ARG)
Copa Mercosul/1a fase - El Cilindro (Avellaneda)
Jogo 95: 19/09/1999 - 1 x 0 Sport Recife
Campeonato Brasileiro/1a fase - Mineirão - 1 gol
Jogo 96: 23/09/1999 - 3 x 0 River Plate (ARG)
Copa Mercosul/1a fase - Recopa/final - Monumental de Nuñez (Buenos Aires)
Jogo 97: 25/09/1999 - 2 x 2 Ponte Preta
Campeonato Brasileiro/1a fase - Moisés Lucarelli (Campinas, SP)
Jogo 98: 29/09/1999 - 1 x 4 Vitória
Campeonato Brasileiro/1a fase - Barradão
Jogo 99: 03/10/1999 - 3 x 0 Atlético
Campeonato Brasileiro/1a fase - Mineirão - 2 gols
Jogo 100: 10/10/1999 - 1 x 1 Portuguesa
Campeonato Brasileiro/1a fase - Canindé
Jogo 101: 13/10/1999 - 1 x 3 Guarani
Campeonato Brasileiro/1a fase - Mineirão - 1 gol
Jogo 102: 17/10/1999 - 3 x 2 Grêmio
Campeonato Brasileiro/1a fase - Olímpico - 1 gol
Jogo 103: 03/11/1999 - 2 x 1 Vasco*
Campeonato Brasileiro/1a fase - Mineirão
Jogo 104: 07/11/1999 - 5 x 2 Paraná
Campeonato Brasileiro/1a fase - Mineirão - 4 gols
Jogo 105: 10/11/1999 - 3 x 3 Santos
Campeonato Brasileiro/1a fase - Vila Belmiro - 2 gols
Jogo 106: 14/11/1999 - 2 x 4 Atlético
Campeonato Brasileiro/quartas de final - Mineirão
Jogo 107: 21/11/1999 - 2 x 3 Atlético
Campeonato Brasileiro/quartas de final - Mineirão
Jogo 108: 28/11/1999 - 1 x 3 Guarani
Torneio Seletivo/oitavas de final - Brinco de Ouro (Campinas) - 1 gol
Jogo 109: 01/12/1999- 3 x 0 Guarani
Torneio Seletivo/oitavas de final - Mineirão
Jogo 110: 04/12/1999 - 1 x 3 Vasco
Torneio Seletivo/quartas de final - São Januário
Jogo 111: 08/12/1999 - 4 x 2 Vasco
Torneio Seletivo/quartas de final - Mineirão
Jogo 112: 11/12/1999 - 3 x 1 Vitória
Torneio Seletivo/semifinal - Mineirão - 1 gol
Jogo 113: 16/12/1999 - 2 x 1 Vitória
Torneio Seletivo/semifinal - Barradão
Jogo 114: 18/12/1999 - 0 x 3 Atlético-PR
Torneio Seletivo/final - Arena da Baixada
Jogo 115: 21/12 - 2 x 1 Atlético-PR
Torneio Seletivo/final - Mineirão - 2 gols

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AGENDA HISTÓRICA


Foto: Conmebol
Numa noite de muita chuva, o Cruzeiro goleou o Racing por 4 a 0, no Mineirão,
pela primeira partida decisiva da Supercopa de 1992. Na foto a dupla de zaga
cruzeirense, Luizinho e Célio Lúcio, disputam uma jogada com o meio-campista 
Gustavo Matosas (da Seleção Uruguaia), o zagueiro Gustavo Costas e o atacante
Cláudio "El Turco" García (da Seleção Argentina).

Por Henrique Ribeiro

12/11/1941 - o atacante cruzeirense Rizzo II chutou um pênalti, propositalmente, para fora, num amistoso contra a Seleção Fluminense, no estádio de Lourdes, em Belo Horizonte. O atacante e os demais jogadores cruzeirenses discordaram da existência da falta marcada pelo árbitro mineiro Sátiro Taboada. O Cruzeiro foi derrotado por 5 a 1.

13/11/1938 - o goleiro Geraldo, o zagueiro Caieira, o médio-direito Souza e o atacante Geninho são convocados pelo técnico Bengala para defender a Seleção Mineira no Campeonato Brasileiro de Seleções.

14/11/1949 - após receber críticas quanto as diretrizes de sua diretoria que ora se empenhava na reforma do Estádio do Barro Preto, ora na formação do plantel profissional, Antonio Alves Limões decide renunciar à presidência do Cruzeiro. Os demais diretores também entregam os cargos e novas eleições são marcadas.

15/11/1936 - Cruzeiro e Botafogo se enfrentam pela primeira vez. O amistoso foi disputado no estádio do Barro Preto e terminou empatado em 3 a 3. Os gols do Cruzeiro foram marcados por Niginho/2 e Bengala e os do Botafogo por Carvalho Leite/2 e Patesko.

16/11/1995 - o treinador Jair Pereira acerta um contrato de um mês com o Cruzeiro para dirigir a equipe até o final do Campeonato Brasileiro. Ele substitui o técnico Ênio Andrade, que foi dispensado após os maus resultados da equipe no segundo turno.

17/11/2004 - o lateral esquerdo Leandro é negociado ao Porto, de Portugal, por US$ 2,45 milhões, que correspondia a R$ 6,76 milhões. Os direitos econômicos do jogador estavam divididos em partes iguais entre Cruzeiro, Energil C, Vitória-BA e o empresário Léo Rabello. O atleta assinou contrato de cinco anos com os portugueses.

18/11/1992 - o Cruzeiro goleia o Racing, da Argentina, por 4 a 0, no Mineirão. Era a primeira partida decisiva da Supercopa dos Campeões da América. Os gols da vitória cruzeirense foram marcados por Roberto Gaúcho/2, Luiz Fernando e Boiadeiro.

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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

AGENDA HISTÓRICA


O time do Cruzeiro que disputou o Campeonato Brasileiro de 1988.
Em pé da esquerda para a direita: Dinho, Paulo Isidoro, Gilmar Francisco,
Genilson, Wladimir e Pereira. Agachados da esquerda para a direita:
Betinho, Heriberto, Hamilton, Careca e Édson. O atacante Betinho 
foi o reforço que mais se destacou no time na competição. A foto é da partida
contra o Santa Cruz, no Mineirão, pela última rodada da primeira fase.

Por Henrique Ribeiro

06/11/2004 - o volante Claudinei morre aos 26 anos. Ele foi atingido por uma bala perdida, durante uma briga dentro de uma casa de shows em Belo Horizonte. Ele atuou no Cruzeiro na temporada de 2003. Disputou apenas 10 partidas sendo todas pelos três títulos conquistados pelo time naquela temporada: os campeonatos mineiro e brasileiro e a copa do brasil.

07/11/1993 - o Cruzeiro goleia o Bahia por 6 a 0, no Mineirão, pela primeira fase do Campeonato Brasileiro. O destaque da vitória foi o atacante Ronaldo, que marcou cinco gols. Ele tornou-se o maior artilheiro do Cruzeiro em uma só partida na competição. Sua marca seria igualada pelo meio-campista Alex na última rodada do Brasileiro de 2003, quando o Cruzeiro goleou, o mesmo Bahia, por 7 a 0, no estádio da Fonte Nova, em Salvador.

08/11/1988 - o meio-campista Betinho é contratado por empréstimo ao Juventus-SP para a disputa do Campeonato Brasileiro.

09/11/1933 - após encerrar o contrato com a Lazio, da Itália, o artilheiro Ninão retorna ao Cruzeiro e reforça a equipe na disputa do primeiro Campeonato Mineiro da era profissional.

10/11/2006 - o zagueiro Gladstone é convocado pelo treinador Dunga para o amistoso da Seleção Brasileira contra a Suíça, em 15 de novembro, em Basel.

11/11/1971 - o primo de Dirceu Lopes, o goleiro Emílio, é contratado para a disputa do Campeonato Brasileiro. Ele pertencia ao América e chegou para disputar posição com o experiente goleiro Hélio, após o titular Raul ter entrado na justiça contra o clube pedindo a sua liberação.

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