terça-feira, 11 de junho de 2013

AGENDA HISTÓRICA

Foto: Estado de Minas
O xerifão Cris comandou a zaga cruzeirense rumo ao título brasileiro de 2003. Na foto
o zagueiro discute com Fabiano, observado de perto por Elano, Alex, Aristizabal na
partida decisiva contra o Santos, no Mineirão, em que o Cruzeiro goleou por 3 a 0 
e isolou-se na liderança do Brasileirão

Por Henrique Ribeiro

09/06/1929 - com a vitória por 3 a 1 sobre o Atlético, no estádio de Lourdes, o Cruzeiro assume a liderança isolada do turno do Campeonato da Cidade. O outro jogo da rodada entre Sport Calafate e Guarany, da Lagoinha, que deveria ter sido disputado no estádio do Barro Preto, não aconteceu porque o árbitro Arduino Pirani não compareceu. Ele foi visto no estádio de Lourdes assistindo o clássico.

11/06/1986 - morre em Belo Horizonte, aos 56 anos, o massagista Leopoldino. Mineiro de Santo Antônio do Monte, Leopoldino Silva veio do Atlético para o Cruzeiro em 1954, onde trabalhou por 32 anos com as equipes do profissional e das categorias de base.

12/06/1995 - a diretoria cruzeirense anuncia a contratação do treinador Ênio Andrade, após uma enquete inusitada promovida pelo presidente Zezé Perrella junto aos jogadores. O dirigente apresentou alguns nomes de técnicos e o de Ênio foi escolhido de forma unânime pelos atletas. Esta seria a quinta e última passagem do treinador no comando do time estrelado.

13/06/2003 - o zagueiro Cris retorna ao Cruzeiro. O seu empréstimo ao Bayer Leverkusen, da Alemanha, iria até o dia 30, mas a diretoria cruzeirense resolveu antecipar sua volta, devido a contusão de Marcelo Batatais e a provável transferência de Luisão para o Benfica.

14/06/1960 - O vice-presidente Felício Brandi inicia uma campanha para arrecadar Cr$ 1 milhão para a aquisição de um terreno na Pampulha para a construção de um centro de treinamentos e de uma concentração para o Cruzeiro.

15/06/1971 - o volante Piazza, o armador Tostão e o ponta de lança Dirceu Lopes são convocados pelo técnico Zagallo para os amistosos da Seleção Brasileira contra a Áustria e a Iugoslávia

16/06/1968 - os juniores do Cruzeiro batem o Valério por 2 a 1, no Barro Preto, pela estreia do Campeonato Mineiro. Os gols da vitória foram marcados pelos atacantes Gilberto e João Ribeiro. O time estrelado comandado pelo treinador João Crispim teve a seguinte formação: Zé Maurício, Santana, Peconick, Zé Maria e Lécio; Ananias e Toninho Almeida; Ricardo, Palhinha (João Ribeiro), Gilberto e Gilson.

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sábado, 8 de junho de 2013

Um duelo de primeira divisão


Por Henrique Ribeiro

Cruzeiro e Internacional completam esta tarde, na Arena do Jacaré, o confronto de número 60 pelo Campeonato Brasileiro. Em todos eles o duelo foi sempre pela primeira divisão, pois ambos fazem parte do seleto grupo dos clubes que jamais foram rebaixados para a Série B.

O duelo pelo Brasileirão começou em 1962, pelas quartas de final da competição. O jogo foi disputado no dia 10 de outubro, no Independência, e terminou com o empate em 1 a 1. O ponta direita cruzeirense Nerival marcou o primeiro gol da história deste jogo pelo Nacional, aos 71 minutos. O colorado chegou ao empate a dois minutos do fim, com Alfeu. O internacional leva vantagem de uma vitória a mais: 22 contra 21 do Cruzeiro.

As equipes fizeram o "clássico dos anos 70" com memoráveis partidas no período, incluindo a decisão do Campeonato Brasileiro de 1975, que terminou com a vitória colorada por 1 a 0. Foi um dos jogos mais emocionantes de decisões de título no país.

Apesar do Campeonato Brasileiro ser disputado, com frequência, desde 1959, o confronto deixou de acontecer em 18 edições, devido a critérios de participação e fórmulas de disputa.

O chatíssimo zero a zero não faz parte da tradição de Cruzeiro e Inter. Este resultado se repetiu em apenas cinco vezes. A média é de 2,5 gols nest
e duelo pelo Brasileirão. Curiosamente, as goleadas foram raras, ou seja, apenas quatro. E até nos placares elásticos o duelo se equilibra. Ambos venceram, cada um, por 3 a 0 e 4 a 1.

A partida de logo mais não deve fugir as tradições deste duelo de primeira divisão. Espera-se um equilíbrio de forças e que vença o Cruzeirão.

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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Clássico Cruzeiro e Corinthians não tem mando de campo

No Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro de 2009, o atacante Ronaldo
sofreu dura marcação do zagueiro Gil. Cruzeiro voltou de São Paulo com a 
vitória de 1 a 0 na bagagem com um gol do meia Gilberto

Por Henrique Ribeiro

O clássico Cruzeiro e Corinthians é um dos mais equilibrados da história do Campeonato Brasileiro. Tão equilibrado que o fator "mando  de campo" não faz muita diferença.

O Corinthians mandou todos os seus jogos contra o Cruzeiro na capital paulista. Ao todo foram 28 partidas e o alvinegro venceu menos da metade: 12. Uma ligeira vantagem sobre o número de vitórias dos azuis, que voltaram da terra da garoa comemorando 9 triunfos.

Já nas Minas Gerais, o Cruzeiro mandou seus jogos tanto na capital, quanto em algumas cidades do interior e aí o fenômeno se inverte. Em 27 jogos o Cruzeiro conquistou 13 vitórias, ou seja, menos da metade. O que também significa uma ligeira vantagem sobre o saldo corinthiano de 8 vitórias.

Ao todo as equipes se enfrentaram 56 vezes no Campeonato Brasileiro e ambos somam 21 vitórias. E o confronto deste domingo, no Pacaembu, servirá para os rivais tirarem a diferença. Como o fator mando de campo não é levado em consideração na trajetória deste duelo, a tendência é que o time estrelado se saia vencedor neste tira-teima.

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terça-feira, 4 de junho de 2013

AGENDA HISTÓRICA

O meia Careca apanha de cabeça a cobrança de escanteio do ponta esquerda Édson
e marca o gol do título estadual de 1990

Por Henrique Ribeiro

02/06/2005 - o lateral-esquerdo Athirson se transfere para o Bayer Leverkusen, da Alemanha. Pelos US$ 1 milhão referente à multa por quebra de contrato que venceria apenas no final do ano, o Cruzeiro teria direito a US$ 500 mil, mas após um acordo com o jogador, o clube ficou com US$ 900 mil.

03/06/1990 - Com um gol do meia Careca, aos 10 minutos, do segundo tempo, o Cruzeiro vence o Atlético por 1 a 0, no Mineirão, na decisão em jogo único do título do Campeonato Mineiro.

04/06/1939 - Numa disputa de bola pelo alto o zagueiro Caieira choca-se de cabeça com o atacante Guará, aos 10 minutos do clássico pelo turno do Campeonato da Cidade, no estádio de Lourdes. A partida ficou interrompida por alguns instantes para o atendimento dos jogadores. O zagueiro cruzeirense retornou a partida, mas o avante atleticano perdeu os sentidos e foi hospitalizado. O jogador se restabeleceu, mas nunca mais reencontrou seu futebol.

05/06/1952 - Após um tempo desativado, a diretoria cruzeirense reorganiza o departamento de volei e retorna às disputas dos campeonatos adulto e de base.

06/06/1950 - o atacante Abelardo volta a Belo Horizonte e pede aos dirigentes do Palmeiras que o negociem ao Cruzeiro. Apesar de ainda ter vínculo com o alviverde até fevereiro do ano seguinte, o jogador se recusa a voltar para a paulicéia. Ele havia se desentendido com o treinador do time esmeraldino. Com o acerto entre as diretorias, o "flecha azul" voltou ao Barro Preto onde havia sido revelado.

07/06/1979 - O atacante Fábio Júnior marca três vezes e o Cruzeiro vence o Atlético por 3 a 2, no Mineirão, pela primeira partida decisiva do Campeonato Mineiro. Ele seria o último jogador estrelado a marcar três gols num mesmo clássico.

08/06/1987 - Após quatro jogos a frente do Cruzeiro, o treinador Paulinho Almeida é dispensado. Ele havia assumido o cargo no dia 15 de maio para substituir João Avelino. Em tom intimidador chegou ao clube dizendo que não aceitaria interferências em seu trabalho: “aqui quem manda sou eu”, avisou.

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sábado, 1 de junho de 2013

As reações e as viradas espetaculares no confronto entre Cruzeiro e Botafogo


Foto: Estado de Minas
O atacante Marcelo Ramos tenta uma bicicleta na área botafoguense
observado pelo atacante Dinei na partida histórica contra o Botafogo em 1995

Por Henrique Ribeiro

Uma das características que marcam o confronto entre Cruzeiro e Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro, são as reações surpreendentes e as viradas sensacionais que não saem da memória de seus torcedores.

30/11/1969 - Botafogo 2 x 2 Cruzeiro
O primeiro destes jogos com resultados surpreendentes aconteceu no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro de 1969. O confronto aconteceu no dia 30 de novembro e parecia que terminaria com uma vitória fácil do Cruzeiro. O time estrelado controlou a maior parte do jogo e abriu a vantagem de 2 a 0 no placar com gols do atacante Evaldo e do meia Zé Carlos. Mas o Fogo, que parecia apagado em campo, reagiu nos 15 minutos finais e alcançou o empate salvador com gols de Afonsinho e Rogério.

14/11/1971 - Botafogo 2 x 2 Cruzeiro
A história se repetiria dois anos depois, novamente, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro de 1971. Naquela oportunidade, no dia 14 de novembro, o Cruzeiro fez 2 a 0 com gols dos meias Eduardo e Dirceu Lopes. Mas em outra reação marcante, no segundo tempo, o Botafogo conseguiu o empate com gols de Roberto e Jairzinho.

01/10/1995 - Cruzeiro 5 x 3 Botafogo
Mas o jogo mais inesquecível entre os rivais aconteceria pelo Campeonato Brasileiro de 1995. As duas equipes se enfrentaram, pela primeira fase, no Mineirão, no dia 1 de outubro, e fizeram uma partida dramática, que contou com duas reações e duas viradas para cada lado. O Cruzeiro saiu na frente com dois gols de Marcelo Ramos, mas o Botafogo, numa grande reação, virou o placar no primeiro tempo, com dois gols de Narcísio e outro do atacante Túlio. Na segunda etapa, veio a reação espetacular do Cruzeiro que chegou a uma virada histórica. Paulinho Maclaren e Marcelo Ramos, duas vezes, finalizaram o placar em 5 a 3. Impressionado com a atuação do camisa 7 cruzeirense, que marcou quatro gols no jogo, o técnico Zagallo o convocou para a Seleção Brasileira.

01/11/1997 - Cruzeiro 2 x 3 Botafogo
No entanto, dois anos depois, o Botafogo conseguiria, finalmente, a sua virada histórica no confronto. O clássico disputado no Mineirão, no dia 1 de novembro, começou com o Cruzeiro dominando o jogo e abrindo a vantagem de 2 a 0 com gols de Elivelton e Palácios. Mas os botafoguenses reagiram e viraram o placar para 3 a 2 com gols de Jefferson, Marcelo Alves e França. A derrota eliminou o Cruzeiro da primeira fase do Campeonato Brasileiro.

07/06/2012 - Botafogo 2 x 3 Cruzeiro
A vingança estrelada aconteceria 15 anos depois. No confronto do turno do Campeonato Brasileiro, em 7 de junho de 2012, os rivais se encontraram no estádio Engenhão, no Rio de Janeiro, onde o Cruzeiro nunca havia vencido, desde a sua inauguração em 2007. O Botafogo foi superior a maior parte do jogo e abriu a vantagem de 2 a 0 com um gol contra do volante Amaral e outro do atacante Herrera. Quando tudo parecia perdido, o Cruzeiro, surpreendentemente, reagiu e virou o jogo com três gols marcados em seis minutos. A virada histórica do time estrelado contou com os gols de Anselmo Ramon aos 73, Everton aos 75 e Wellington Paulista, em cobrança de pênalti, aos 79 minutos. O resultado quebrou o tabu que perseguia o Cruzeiro no Engenhão, onde havia feito sete jogos e sofrido cinco derrotas.