segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Ronaldo


Por Henrique Ribeiro

O presidente Felício Brandi prometia contratações de impacto para a disputa da Taça Libertadores de 1976 e uma lista de nomes de jogadores em destaque no futebol brasileiro e do exterior chegou a ser divulgada pela diretoria estrelada. No entanto, no dia 23 de fevereiro, o dirigente cruzeirense surpreendeu e anunciou o atacante Ronaldo, de 27 anos, como um dos reforços do time estrelado. Ele havia recebido a liberação do Palmeiras, onde havia construído sua história com os títulos brasileiros de 1972 e 1973.

Ronaldo era um jogador polivalente e atuava em todas as posições do ataque e a sua carreira foi marcada pelos gols decisivos.  Mais do que isso ele era primo do craque Tostão. Ambos haviam começado a carreira juntos, no infantil do Cruzeiro em 1962, mas Ronaldo se transferiu para o rival Atlético dois anos depois. No alvinegro foi campeão brasileiro de 1971.

Por causa do erro de uma funcionária da Confederação Brasileira do Desporto-CBD, Ronaldo não foi inscrito na primeira fase da Libertadores e só entrou na disputa a partir da segunda fase. O jogador foi extremamente importante na reta final da Libertadores e foi dele o passe para o gol de Eduardo, o segundo da vitória por 3 a 2 sobre o River Plate, na decisão do título. Foi ele também quem iniciou a briga com os jogadores argentinos, após o terceiro gol marcado por Joãozinho, para esfriar o ânimo do adversário e provocar a expulsão de um de seus jogadores.

Ronaldo Gonçalves Drummond nasceu em Belo Horizonte, no dia 2 de agosto de 1948. O atacante disputou 33 jogos e marcou 9 gols com a camisa cruzeirense. Foi campeão mineiro de 1975 (fase final disputada em 1976) e da Libertadores de 1976. Encerrou a carreira no time estrelado, em 1979, aos 31 anos.

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A tri-artilharia de Ninão repleta de recordes históricos


Por Henrique Ribeiro

O atacante Ninão, que atuou na era Palestra do Cruzeiro, foi o primeiro tri-artilheiro de um campeonato regional em Minas. Entre 1928 e 1930 ele liderou o quadro de artilheiros com as impressionantes médias de 2,5 a 3 gols por jogo. Apenas Tostão, também do Cruzeiro, conseguiu a igualar a façanha de Ninão ao se tornar três vezes artilheiro consecutivamente de um campeonato. No entanto as outras marcas estabelecidas por Ninão são imbatíveis até os dias atuais.

O "tanque", como era chamado, por causa do estilo rompedor, começou a escrever o seu nome na história no Campeonato da Cidade de 1928. Ele encerrou a disputa com 43 gols marcados e tornou-se o maior artilheiro da história do campeonato. Como participou de 14 partidas, o atacante estabeleceu uma média de 3 gols por jogo. Uma marca inimaginável nos dias atuais.

O número de gols e a média ainda poderiam ter sido maiores se as partidas contra o Palmeiras, pelo turno, e contra o Guarany, pelo returno, tivessem acontecido. É que ambos os adversários comunicaram a Liga Mineira a entrega dos pontos dias antes dos jogos. E ainda teve a partida de estreia contra o Syrio, que o Cruzeiro goleou por 8 a 2, no Barro Preto. Neste jogo Ninão marcou três gols. No entanto, o time da colônia palestina da capital, desistiu de disputar o returno e saiu do Campeonato. Assim, seus jogos foram anulados e transformados em amistosos.

Ninão ainda deixaria outra marca exclusiva naquele campeonato. Ele marcou 10 gols na goleada de 14 a 0 sobre o Alves Nogueira, de Sabará, e tornou-se o maior artilheiro em uma só partida na história do futebol mineiro.

No ano seguinte, em 1929, Ninão repetiu a artilharia do Campeonato da Cidade. Marcou 33 gols em 13 jogos que participou e, novamente, estabeleceu uma alta média de 2,5 gols por partida.

Mais uma vez, o número de gols e a média só não foram maiores porque uma das partidas contra o Sport Calafate não aconteceu, porque o rubro negro do Prado desistiu de disputar o confronto pelo returno. Além, é claro, de uma disputa nos tribunais, pela vaga do acesso entre Palmeiras e Santa Cruz, que forçaram a decisão da Liga Mineira de colocá-los na disputa apenas no returno. Assim, o Cruzeiro só os enfrentou nesta fase do Campeonato.

No entanto, Ninão não deixaria por menos e estabeleceu uma façanha espetacular no Campeonato de 1929. Ele marcou gols em todos os jogos que participou!

Em 1930, o tanque palestrino concluiria a sua tri-artilharia. Ele tornou-se líder do quadro de goleadores do Campeonato da Cidade ao marcar 18 vezes em 7 partidas que participou. Uma média de 2,5 gols por jogo.

Aquele ano marcou a estreia do código de futebol que prometia acabar com a indisciplina dos jogadores nos gramados. Ninão foi a primeira vítima do novo documento. Na partida contra o Atlético, pelo turno, ele dirigiu ofensas ao árbitro que foram relatadas em súmula pelo delegado do jogo. O tanque recebeu a punição mais severa da temporada: suspensão de seis jogos.

Assim, o tanque ficou impedido de marcar seus gols nos jogos do turno contra o Guarany, America e Sete, e do returno, contra o Palmeiras, Sport Calafate e Villa Nova. Ninão retornou nas últimas três partidas, quando estava na quarta colocação da tabela de artilheiros. No entanto, marcou 9 gols nas partidas restantes e encerrou o campeonato como líder do quadro de goleadores.

Naquele campeonato, o confronto contra o Atlético, pelo returno, não aconteceu, porque o alvinegro abandonou a disputa na reta final em protesto contra a suspensão de dois jogos, do atacante Cunha, pelo código do futebol.

Os gols de Ninão no Campeonato de 1928

Turno
06/05 - 3 x 1 Villa Nova
[Ninão/3 (Cru); Carvalho (Vil)]
03/06 - 11 x 0 Sport Calafate
[Ninão/6, Bengala/4 e Zezinho]
17/06 - 14 x 0 Alves Nogueira
[Ninão/10, Bengala/3 e Zezinho]
08/07 - 9 x 1 Sete
[Bengala/4, Ninão/3 e Zezinho/2 (Cru); Ovídio (Set)]
05/08 - 6 x 4 América
[Ninão/4, Bengala e Zezinho (Cru); Sátiro 2, Cunha, Teixeira (Ame)]
12/08 - 11 x 1 Guarany
[Bengala/4, Ninão/4, Zezinho/2 e Nereu; Júlio (Gua)]
Returno
11/11 - 8 x 1 Alves Nogueira
[Bengala/4 e Ninão/4 (Cru); Belém (Alv)]
02/12 - 6 x 1 Sport Calafate
[Bengala/2, Ninão, Piorra, Zezinho e Eduardo-contra (Cru); Lalau (Spo)]
09/12 - 2 x 1 América
[Canhoto (Ame); Bengala e Ninão (Cru)]
16/12 - 2 x 2 Atlético
[Armandinho e Ninão (Cru); Dalmi e Said (Atl)]
23/12 - 11 x 1 Palmeiras
[Ninão/4, Bengala/4, Armandinho/2 e Zezinho; Paulino (Pal)]
06/01/1929 - 6 x 1 Villa Nova
[Bengala/4 e Ninão/2 (Cru); Carvalho (Vil)]

Os gols de Ninão no Campeonato de 1929

Turno
05/05 - 12 x 0 Alves Nogueira
[Ninão/5, Bengala/4, Zezinho/2 e Piorra]
26/05 - 7 x 2 Guarany
[Zezinho/3, Ninão/2, Bengala e Piorra (Cru); Brandão e Farinelli (Gua)]
09/06 - 3 x 1 Atlético
[Ninão/2 e Bengala]
23/06 - 3 x 0 Sport Calafate
[Bengala/2 e Ninão (Cru); Jairo (Atl)]
30/06 - 5 x 3 Sete
[Ninão/2, Armandinho, Bengala e Zezinho (Cru); Zé Maria/2 e Lelo (Set)]
07/07 - 3 x 0 América
[Ninão/2 e Bengala]
Returno
28/07 - 8 x 0 Palmeiras
[Ninão/4, Zezinho/2, Bengala e Carazo]
11/08 - 11 x 0 Alves Nogueira
[Ninão/3, Bengala/2, Carazo/2, Piorra/2, Nereu e Zezinho]
18/08 - 10 x 2 Santa Cruz
[Bengala/4, Carazo/3 e Ninão/3 (Cru); Articum e Walfrido (San)]
25/08 - 8 x 1 Guarany
[Ninão/4, Zezinho/3 e Carazo (Cru); Lauro (Gua)]
08/11 - 3 x 1 América
[Armandinho/2 e Ninão (Cru); Jorivê (Ame)]
17/11 - 5 x 2 Atlético
[Ninão/2, Armandinho, Bengala e Binga-contra (Cru); Jairo e Orlando (Atl)]
24/11 - 5 x 0 Sete
[Ninão/4 e Carazo]

Os gols de Ninão no Campeonato de 1930

Turno
20/04 - 11 x 0 Palmeiras
[Ninão/4, Bengala/4, Armandinho, Carazo e Pires]
27/04 - 6 x 0 Sport Calafate
[Ninão/4, Carazo e Niginho]
04/05 - 3 x 2 Villa Nova
[Bengala, Ninão e Pires (Cru); Lêra e Moore (Vil)]
Returno
03/08 - 8 x 0 Guarany
[Ninão/4, Bengala/2 e Carazo/2]
10/08 - 8 x 0 Sete
[Ninão/4, Carazo/3 e Armandinho]
31/08 - 2 x 0 América
[Ninão e Piorra]

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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Geovanni


Por Henrique Ribeiro

Geovanni foi um dos ídolos da torcida cruzeirense que teve um sucesso meteórico em sua carreira. O atacante surgiu na base do Cruzeiro, como jogador de meio de campo, e rapidamente se destacou como uma das grandes promessas do futebol brasileiro. Com presença constante nas convocações para as seleções brasileiras de base despertou a atenção da torcida cruzeirense, quando foi deslocado para o ataque pelo técnico Toninho Barroso, durante as disputas do Campeonato Sulamericano e Mundial Sub-17 em 1997, em que o Brasil levantou o título em ambas as competições.

A partir dali sua chance no time principal passou a ser cobrada por torcedores, que entendiam que o clube estava revelando um novo fenômeno para o futebol. No entanto, foi no final da temporada de 1999, que Geovanni ganhou uma posição de titular no ataque estrelado. Suas principais características eram a velocidade e o arremate preciso para o gol. Não bastou alguns meses para se transformar num herói garoto, como é tradição no clube estrelado. Na decisão da Copa do Brasil de 2000, o atacante entraria para a história ao marcar, numa cobrança de falta, no último minuto de jogo, o gol da vitória sobre o São Paulo, por 2 a 1, no Mineirão, que significou o tricampeonato da competição. O lance foi apenas o desfecho de uma das finais mais dramáticas da história desta copa.

Geovanni seguiu a temporada como um das peças mais importantes do ataque cruzeirense e que acabou despertando a atenção dos clubes europeus. Em agosto de 2001, após participação de destaque na Taça Libertadores, foi negociado ao Barcelona, da Espanha, por US$ 18 milhões. A maior negociação de um jogador para o futebol estrangeiro em toda a história do Cruzeiro.

Após cinco anos na Europa, se desligou do Benfica e acertou o seu retorno ao Cruzeiro, em 29 de maio de 2006, para receber o maior salário do plantel. Esta última passagem não foi brilhante e o jogador rescindiu o contrato em 20 de junho de 2007.

Geovanni Deiberson Maurício nasceu em Acaiaca, MG, em 11 de janeiro de 1980. Ao todo disputou 185 jogos com a camisa cruzeirense e marcou 44 gols. Sagrou-se campeão invicto da Copa do Brasil de 2000, da Recopa Sulamericana de 1999, das Copas Sul Minas de 2001 e Centro Oeste de 1999, dos Campeonatos Mineiros de 1997 e 1998 e da Copa dos Campeões Mineiros de 1999.

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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O tricampeonato da Taça Minas Gerais e a posse definitiva do troféu

Após derrotar o Atlético na decisão os jogadores cruzeirenses
dão a volta olímpica no Mineirão com a Taça Minas Gerais de 1983. 
No ano seguinte o time conquistaria a posse definitiva do troféu

Por Henrique Ribeiro

Um tricampeonato do Cruzeiro que representou a posse definitiva de um troféu foi o da Taça Minas Gerais. A sequência aconteceu entre os anos de 1982 e 1984 quando a Taça foi colocada em disputa nas fases classificatórias do Campeonato Mineiro.

O troféu foi instituído pela Federação Mineira em 1973 para ser disputado num torneio preliminar ao Campeonato Estadual. E o Cruzeiro foi o campeão da primeira edição. Segundo o regulamento, o time que conquistasse o troféu cinco vezes alternadas ou três consecutivas tornaria-se o detentor absoluto.

O Cruzeiro saiu na frente com o título de 1973. Em 1974, 1978 e 1981 a Taça não foi colocada em disputa. Em 1975, 1976 e 1979, o Atlético levantou o troféu. O Villa Nova faturou o troféu em 1977 e o Uberaba em 1980.

Em 1982 a taça foi colocada em disputa na primeira fase do Campeonato Mineiro, que teve 12 equipes participantes. Os times se enfrentaram em turno e returno e os 8 melhores colocados se classificaram para o octogonal final. O vencedor da fase levava um ponto de bônus para o octogonal.

O Cruzeiro levantou a taça na penúltima rodada com o empate em 1 a 1 com o Democrata, de Governador Valadares, que foi o suficiente para manter os três pontos de vantagem sobre o vice-líder Atletico. No entanto, na última rodada, o time estrelado comandado por Yustrich acabou derrotado pelo rival por 2 a 1, no Mineirão, com um gol de Toninho Cerezo. A torcida cruzeirense ocupou 95% dos espaços da arquibancada do estádio numa das maiores supremacias já vistas na história dos clássicos no estádio.

O time base campeão de 1982 teve a seguinte formação: Luiz Antônio, Celso Roberto, Zezinho Figueroa, Ozires e Luiz Cosme; Douglas, Eudes e Tostão; Carlinhos, Mauro e Jésum. O treinador foi Yustrich.

Em 1983, o Cruzeiro conquistaria novamente o troféu e, desta vez, num jogo decisivo contra o Atlético. A Taça Minas Gerais foi colocada em disputa no segundo turno da primeira fase, que teve a participação de 12 equipes. A Taça do Governador foi colocada em disputa no primeiro turno.

Cruzeiro e Atlético terminaram o segundo turno empatados em número de pontos e tiveram que realizar uma partida desempate em 9 de outubro, no Mineirão. Com um gol marcado por Carlinhos Sabiá, logo aos 10 minutos, o Cruzeiro levantou o título da Taça.

Naquele ano o time contou com a volta dos ídolos Palhinha e Joãozinho. O plantel campeão de 1983 teve a seguinte formação: Vitor, Alves, Zezinho Figueroa, Aílton e Luiz Cosme; Douglas, Palhinha e Eduardo; Carlinhos, Paulinho Batistote e Joãozinho. O treinador foi Orlando Fantoni.

A conquista definitiva da Taça Minas Gerais veio em 1984, quando o time estrelado levantou o troféu pela terceira vez consecutiva. Neste ano, a Taça foi colocada em disputa no primeiro turno do Campeonato Mineiro, que foi disputado por 14 equipes. Os quatro primeiros colocados se classificavam para uma fase semifinal em mata-mata e os vencedores disputaram o título da fase.

Apesar da campanha irregular, o time estrelado terminou o turno como líder, enquanto o rival Atlético sequer se classificou encerrando a fase na sexta colocação. Após eliminar o Villa Nova na semifinal, o Cruzeiro derrotou o América duas vezes na decisão e confirmou o tricampeonato consecutivo da Taça Minas Gerais e a sua posse definitiva.

O time base campeão de 1984 teve a seguinte formação: Vitor, Carlos Alberto, Eugênio, Aílton e Ademar; Douglas, Tostão (Palhinha) e Eduardo; Carlinhos, Carlos Alberto Seixas e Joãozinho. Os treinadores foram Oswaldo Brandão e João Francisco.

TAÇA MINAS GERAIS DE 1982
PRIMEIRA FASE DO CAMPEONATO MINEIRO

Turno
10/07 - 2 x 2 Democrata-SL
[Abel, Tostão (Cru); Dinei, Larri (Dem)]
15/07 - 2 x 1 Democrata-GV
[Eudes, Tostão (Cru); Jairo (Dem)]
18/07 - 0 x 0 Uberlândia
21/07 - 0 x 0 Guarani
24/07 - 1 x 0 Uberaba
[Gilvan-contra (Cru)]
28/07 - 2 x 1 Tupi
[Ronaldo (Tup); Édson, Tostão (Cru)]
01/08 - 2 x 0 Caldense
[Luiz Carlos Oliveira, Tostão (Cru)]
02/09 - 1 x 0 Valerio
[Celso Roberto (Cru)]
05/09 - 0 x 0 Atletico
07/09 - 0 x 0 Villa Nova
09/09 - 2 x 1 America
[Celso Roberto, Eudes (Cru); Luiz Carlos Gaúcho (Ame)]

Returno
12/09 - 1 x 1 Valerio
[Luiz Carlos (Val); Eudes (Cru)]
16/09 - 4 x 0 Tupi
[Tostão/2, Zezinho Figueroa, Simão-contra (Cru)]
19/09 - 1 x 0 Villa Nova
[Mauro (Cru)]
22/09 - 1 x 1 Democrata-SL
[Rogério (Dem); Mauro (Cru)]
26/09 - 3 x 0 Caldense
[Eduardo, Eudes, Tostão (Cru)]
30/09 - 2 x 2 Uberlandia
[Tostão/2 (Cru); Paulo Borges, Péricles (Ubl)]
03/10 - 2 x 0 Guarani
[Mauro, Tostão (Cru)]
07/10 - 1 x 1 Uberaba
[Celso Sá (Ubr); Sávio (Cru)]
10/10 - 2 x 1 America
[Sávio, Tostão (Cru); Paulinho (Ame)]
12/10 - 1 x 1 Democrata-GV (jogo do título)
[Giba (Dem); Sávio (Cru)]
17/10 - 1 x 2 Atletico
[Bira, Toninho Cerezo (Atl); Sávio (Cru)]

Quem marcou gols: Tostão (11), Eudes e Sávio (4), Mauro (3), Celso Roberto (2), Édson, Eduardo, Luiz Carlos Oliveira e Zezinho Figueroa (1)

Quem jogou: Luiz Antônio (19), Gomes (4), Bocaiúva (1); Celso Roberto (17), Chiquito (9) e Luiz Cosme (22); Zezinho Figueroa (18), Abel (1), Ozires (22), Eugênio (1); Geraldo (11), Eudes (16), Douglas (14), Eduardo (12), Tostão (20); Carlinhos (8), Ivan (5), Édson (9), Paulinho (5), Rubens (1), Fernando Macaé (1), Ricardo (4), Sávio (4), Mauro (20), Luiz Carlos Oliveira (7), Edu Lima (10), Jesum (16)

Classificação: 1-Cruzeiro (32), 2-Atletico (31), 3-Uberlandia (31), 4-Villa Nova (24), 5-Democrata-GV (22), 6-America (21), 7-Uberaba (21), 8-Guarani (19), 9-Democrata-SL (19), 10-Caldense (17), 11-Tupi (16), 12-Valerio (11)

Quadro de artilheiros:
1-Tostão (Cruzeiro) e Reinaldo (Atletico) / 11
3-Binga (Uberaba)/ 9
4-Simões (Uberaba)/ 8
5-Formiga (Tupi) e Paulo Borges (Uberlândia)/ 7
7-Jairo (Democrata-GV), Péricles (Uberlândia)/ 6
9-Paulinho (America), Bira (Atletico) e Zé Carlos (Valerio)/ 5

TAÇA MINAS GERAIS DE 1983
SEGUNDO TURNO DO CAMPEONATO MINEIRO
14/08 - 2 x 0 Villa Nova
[Edmar 2 (Cru)]
21/08 - 4 x 1 Democrata-GV
[Joãozinho 2, Edmar, Tostão (Cru); Gaúcho (Dem)]
28/08 - 2 x 0 Democrata-SL
[Carlinhos, Eduardo (Cru)]
31/08 - 1 x 1 Nacional
[Givaldo (Nac); Mauro (Cru)]
04/09 - 3 x 1 Uberaba
[Nei (Ubr); Eduardo, Joãozinho, Paulinho Batistote (Cru)]
07/09 - 0 x 0 Uberlândia
11/09 - 3 x 0 Valerio
[Ailton, Alves, Joãozinho (Cru)]
18/09 - 1 x 1 America
[Almir (Ame); Ailton (Cru)]
22/09 - 3 x 0 Caldense
[Carlinhos, Douglas, Tostão (Cru)]
25/09 - 1 x 0 Guarani
[Palhinha (Cru)]
02/10 - 2 x 2 Atletico
[Carlinhos, Palhinha (Cru); Heleno, Paulinho (Atl)]

DECISÃO
09/10 - 1 x 0 Atletico
[Carlinhos (Cru)]

Quem marcou gols: Carlinhos e Joãozinho (4), Edmar (3), Ailton, Eduardo, Palhinha e Tostão (2), Alves, Douglas, Paulinho Batistote (1)

Quem jogou: Vítor (10) e Gomes (2); Zezinho Figueroa (12), Eugênio (4) e Ailton (12); Alves (9), Celso Roberto (2), Carlos Alberto (1), Ademar (2) e Luiz cosme (10); Douglas (12), Palhinha (11), Orlando (5), Mauro (5), Tostão (5) e  Eduardo (10); Paulinho Batistote (12), Carlinhos (11), Edmar (2), Ivan (1), Geraldinho (2), Edu Lima (3) e Joãozinho (10).

Classificação: 1-Cruzeiro (18), 2-Atletico (18), 3-America (14), 4-Valerio (12), 5-Uberlândia (12), 6-Villa Nova (12), 7-Uberaba (10), 8-Democrata-GV (8), 9- Nacional (8), 10-Democrata-SL (8), 11-Guarani (7), 12-Caldense (5)

Quadro de artilheiros:
1-Formiga, Paulinho (Atletico)/ 5
3-Carlinhos, Joãozinho (Cruzeiro) e Naldo (Valerio)/ 4
6-Adilson, Almir (America), Edmar (Cruzeiro), Jairo (Democrata-GV), Gilson (Guarani), Paulo Luciano (Uberlandia), Nei (Uberaba), Osmar (Villa Nova)/ 3

TAÇA MINAS GERAIS DE 1984
PRIMEIRO TURNO DO CAMPEONATO MINEIRO
03/06 - 4 x 2 Guarani
[Seixas/2, Palhinha, Tostão (Cru); Alisson, Carlinhos (Gua)]
09/06 - 1 x 0 America
[Tostão (Cru)]
24/06 - 0 x 3 Uberlândia
[Geraldo Touro, Sérgio Ramos, Vivinho (Ubl)]
01/07 - 2 x 1 Uberaba
[Eduardo, Tostão (Cru); Netinho (Ubr)]
08/07 - 0 x 3 Democrata-GV
[Jairo, Paulo Roberto, Rubinho (Dem)]
15/07 - 3 x 0 Caldense
[Eduardo, Joãozinho, Seixas (Cru)]
22/07 - 2 x 0 Villa Nova
[Quirino, Tostão (Cru)]
29/07 - 1 x 0 Atletico
[Luizinho-contra (Cru)]
05/08 - 1 x 0 Valerio
[Seixas (Cru)]
12/08 - 1 x 1 Democrata-SL
[Rogério (Dem); Seixas (Cru)]
02/09 - 3 x 0 Tupi
[Joãozinho 2, Seixas (Cru)]
09/09 - 1 x 0 Nacional
[Carlinhos (Cru)]

SEMIFINAL
12/09 - 1 x 1 Villa Nova
[Erivelto (Vil); Carlinhos (Cru)]
16/09 - 3 x 2 Villa Nova
[Ademar, Eduardo, Tostão (Cru); Elísio, Osmar (Vil)]

FINAL
19/09 - 2 x 1 America
[Almir (Ame); Carlinhos, Seixas (Cru)]
23/09 - 2 x 1 America
[Seixas 2 (Cru); Adilson (Ame)]

Quem marcou gols: Seixas (9), Tostão (5), Carlinhos e Eduardo (3), Ademar, Joãozinho, Palhinha e Quirino (1)

Quem jogou: Vitor (13) e Ademir (4); Carlos Alberto (12), Luiz Cosme (11), Ismar (1) e Ademar (17); Eugenio (10), Evandro (4), Geraldão (5), Ailton (16); Douglas (16), Orlando (2), Palhinha (13), Arildo (9), Tostão (16) e Eduardo (17); Carlinhos (12), Maninho (1), Quirino (2), Seixas (16), Edu Lima (1), Geraldinho (3) e Joãozinho (12).

Quadro de artilheiros:
1-Seixas (Cruzeiro)/ 9
2-Almir (America)/ 8
3-Sérgio Ramos (Uberlandia)/ 7
4-Carlinhos (Guarani)/ 6
5-Jairo (Alfenense), Roberto Biônico (Atletico), Tostão (Cruzeiro), Rogerio (Democrata-SL)/ 5
6-Adilson (America), Nelinho (Atletico), Paulo César (Guarani), Vivinho (Uberlandia), Elísio (Villa Nova)/4

Classificação:
1-Cruzeiro (27), 2-America (19), 3-Guarani (18), 4-Villa Nova (17), 5-Uberlândia (15), 6-Atletico (14), 7-Democrata-SL (14), 8-Tupi (13), 9-Uberaba (12), 10-Democrata-GV (11), 11-Alfenense (10), 12-Nacional (10), 13-Caldense (9), 14-Valerio (5)

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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Édson


Por Henrique Ribeiro

O ponta esquerda Édson foi um dos mais hábeis, velozes e eficientes ponta-esquerdas que já vestiram a camisa estrelada. Baixinho e valente, o atacante teve uma trajetória marcante com a camisa estrelada na transição entre as décadas de 1980 e 90 e foi um dos grandes ídolos da china azul.

O jogador foi contratado pelo Cruzeiro em 17 de janeiro de 1986. No ano anterior, o atacante havia participado da conquista histórica do Campeonato Brasileiro pelo Coritiba, mas a diretoria paranaense promoveu um desmanche no plantel campeão. Assim, Édson e o atacante Gil vieram para o Cruzeiro envolvidos na troca pelo meia Tostão II.

Além da eficiência nos cruzamentos, Édson também se notabilizava pelos gols de cabeça, apesar de seus 1,69 m de altura. O jogador creditava seus gols aos ensinamentos do treinador Ênio Andrade com quem aprendeu o posicionamento na área para os arremates nas bolas áreas para compensar a sua baixa estatura e a concorrência com os zagueirões.

Fez parte de um pacote de boas contratações da diretoria cruzeirense no início de 1986, que ainda incluiu o lateral Balu, o zagueiro Gilmar Francisco, o volante Ademir, o meia Heriberto e o atacante Hamilton. Aquele time contribuiu para resgatar o orgulho da torcida cruzeirense e do próprio clube, após com um longo período de participações negativas nos campeonatos estaduais e nacionais.

Com Édson, o time cruzeirense passou a disputar as fases decisivas dos Campeonatos Brasileiros e retornou as conquistas dos campeonatos estaduais. Foi do atacante a cobrança de escanteio, com efeito, que encobriu o goleiro atleticano Rômulo, e terminou com o arremate de cabeça do atacante Careca, na vitória por 1 a 0, na decisão estadual de 1990, que deu o título ao time estrelado.

Em janeiro de 1991 foi negociado ao Internacional encerrando a sua primeira passagem pelo clube. Retornou ao time estrelado em maio de 1992, onde participaria, como reserva, do "time dos sonhos", que conquistou a Supercopa. No ano seguinte se transferiu para o Fortaleza, onde encerrou a carreira.

A trajetoria de Édson com a camisa azul também foi marcada pelas sérias contusões. Durante a partida contra o Argentinos Juniors, no Mineirão, pela Supercopa de 1988, rompeu o tendão de aquiles que o afastou por sete meses naquela temporada. Ao retornar do Inter foi submetido a uma cirurgia no menisco do joelho esquerdo, além de outras contusões musculares, que encerraram a sua carreira aos 33 anos.

Édson Gonzaga Alves Filho nasceu no Rio de Janeiro, em 6 de janeiro de 1960. Disputou 218 jogos com a camisa cruzeirense e marcou 46 gols. Sagrou-se campeão da Supercopa de 1992 e dos Campeonatos Mineiros de 1987, 1990 e 1992.

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Tostão o tri-artilheiro estadual da era Mineirão


Por Henrique Ribeiro

O genial Tostão, que foi um dos maiores jogadores da história do futebol mundial, tem uma marca pouco conhecida pela nação cruzeirense. Ele foi o único tri-artilheiro do Campeonato Mineiro da era Mineirão (desde 1965). Tusta foi o único atacante a se consagrar por três vezes consecutivas o goleador máximo do estadual.

A façanha do "Tusta" foi nas campanhas dos títulos de 1966 a 1968, quando o Cruzeiro completou o tetracampeonato estadual. Mais do que a tri-artilharia, o que chama a atenção é a média de gol do atacante cruzeirense. No Campeonato Mineiro de 1966, Tostão sagrou-se o goleador máximo da competição, ao marcar 18 gols em 17 jogos que participou. Média de um gol a cada jogo. Poderia ter sido maior, se o craque cruzeirense tivesse participado das quatro primeiras partidas do turno contra Uberlândia, Formiga, Siderúrgica e Renascença e também do clássico contra o América, no returno.

No ano seguinte, Tostão encerraria o campeonato estadual, novamente, no posto máximo do quadro de goleadores com 20 gols marcados em 20 jogos que participou. O camisa 8 estrelado repetiu a média de um gol a cada partida, que também poderia ter sido maior, se não tivesse ficado de fora dos jogos contra o Usipa, no turno, e contra o Villa Nova, Valerio e Formiga, no returno. Sem contar o clássico contra o Atlético, no returno, quando deixou o jogo contundido, logo aos cinco minutos.

Em 1968, o Cruzeiro conquistaria o tetracampeonato estadual e Tostão a tri-artilharia do estadual. Foi o único da série que o goleador disputou todas as 22 partidas. Desta vez marcou 20 gols e não repetiu a média de um gol por jogo.

Campeonato Mineiro de 1966

Turno
21/08 - 3 x 2 Democrata
[Tostão/2, Batista (Cru); Paulão/2 (Dem)]
28/08 - 2 x 1 Valerio
[Piazza, Tostão (Cru); Turcão (Val)]
04/09 - 6 x 3 Uberaba
[Evaldo/2, Natal, Piazza, Tostão, Zé Carlos (Cru); Valter/3 (Ubr)]
11/09 - 5 x 1 America
[Tostão/3, Evaldo, Natal (Cru); Mosquito (Ame)]
18/09 - 2 x 0 Atletico
[Natal, Tostão (Cru)]
Returno
02/10 - 3 x 0 Formiga
[Dirceu Lopes, Evaldo, Tostão (Cru)]
15/10 - 4 x 1 Renascença
[Dirceu Lopes, Natal, Piazza, Tostão (Cru); Pelado (Ren)]
30/10 - 6 x 3 Villa Nova
[Dirceu Lopes/2, Natal/2, Evaldo, Tostão (Cru); Paulinho/2, Canavieiras (Vil)]
06/11 - 9 x 0 Nacional
[Tostão/4, Dirceu Lopes/3, Evaldo, Natal (Cru)]
13/11 - 4 x 1 Uberlândia
[Evaldo/2, Dirceu Lopes, Tostão (Cru); Castilho (Ubl)]
27/11 - 4 x 0 Uberaba
[Tostão/2, Dirceu Lopes, Evaldo (Cru)]

Quadro de goleadores: 
1-Tostão/ 18
2-Dirceu Lopes (Cruzeiro)/ 17
3-Evaldo (Cruzeiro) e Paulinho Cai-Cai (Villa Nova)/ 14
5-Samuel (America), Roberto Mauro (Atletico), Natal (Cruzeiro) e Turcão (Valerio)/ 11
9-Valter (Uberaba)/ 10
10-Nilo (America)/ 9

Campeonato Mineiro de 1967

Turno
15/07 - 6 x 2 Valério
[Natal/2, Tostão/2, Dirceu Lopes, Evaldo (Cru); Edinho, Nerival (Val)]
19/07 - 5 x 0 Democrata
[Tostão/3, Evaldo/2]
23/07 - 3 x 1 Formiga
[Henrique Frade (For); Tostão/2, Dirceu Lopes (Cru)]
12/08 - 5 x 1 Villa Nova 
[Natal/2, Tostão/2, Evaldo (Cru); Noventa (Vil)]
19/08 - 4 x 0 Araxá
[Evaldo/2, Natal, Tostão]
Returno
01/10 - 2 x 0 Uberlândia
[Tostão/2]
05/10 - 4 x 0 Uberaba
[Tostão/2, Dirceu Lopes, Evaldo]
29/10 - 4 x 0 Democrata
[Tostão/2, Evaldo, Natal]
19/11 - 6 x 1 Usipa
[Piazza/2, Tostão/2, Evaldo, Zé Carlos (Cru); Alemão (Usi)]
09/12 - 4 x 1 Nacional
[Zé Carlos/2, Natal, Tostão (Cru); Oldack (Nac)]
Decisão
21/01/1968 - 3 x 0 Atletico
[Dirceu Lopes, Evaldo, Tostão)

Quadro de goleadores: 
1-Tostão /20
2-Evaldo (Cruzeiro)/ 17
3-Laci (Atlético)/ 13
4-Natal (Cruzeiro)/ 12
5-Ronaldo (Atletico), Ferreira (Uberlandia), Nerival (Valerio)/ 11
8-Zé Carlos (America), Nato (Araxa), Osmar (Formiga) e Paulinho Cai-Cai (Villa Nova) /10

Campeonato Mineiro 1968

Turno
24/03 - 6 x 0 Uberlândia
[Evaldo/2, Dirceu Lopes, Natal, Procópio, Tostão]
31/03 - 3 x 2 Uberaba
[Tostão/2, Natal (Cru); Juca, Sapucaia (Ubr)]
19/04 - 4 x 0 Usipa
[Tostão/3, Rodrigues]
27/04 - 3 x 1 Araxá
[Rodrigues, Tostão, Zé Carlos (Cru); Paulinho (Arx)]
04/05 - 10 x 0 Independente
[Tostão/4, Natal/3, Rodrigues/2, Evaldo]
19/05 - 2 x 2 Formiga
[Tostão/2 (Cru); Cristovão, Sudaco (For)]
26/05 - 5 x 1 Villa Nova
[Evaldo/3, Dirceu Lopes, Tostão (Cru); Raimundo (Vil)]
02/06 - 2 x 1 Atletico
[Rodrigues, Tostão (Cru); Vaguinho (Atl)]
Returno
31/07 - 2 x 0 Uberaba
[Evaldo, Tostão]
15/08 - 3 x 0 Independente
[Evaldo, Natal, Tostão]
21/08 - 3 x 0 Democrata
[Darci, Dirceu Lopes, Tostão]
28/08 - 5 x 1 Valério
[Evaldo/2, Tostão/2, Natal (Cru); Turcão (Val)]

Quadro de goleadores: 
1-Tostão/ 20
2-Ferreira (Uberlândia)/ 19
3-Evaldo (Cruzeiro)/ 15
4-Cristovão (Formiga)/ 12
5-Milton (Valério)/ 10
6-Nato (Araxá)/ 7
7-Vaguinho (Atlético), Natal (Cruzeiro), Batista, Osmar e Paulinho Cai-Cai (Villa Nova), Oldair e Tião (Atlético), Dirceu Lopes e Rodrigues (Cruzeiro), Sudaco (Formiga) e Valtinho (Uberaba) /6

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