domingo, 21 de maio de 2017

ARQUIVOS ATUALIZADOS

Cruzeiro x Sport Recife (agora com as fichas técnicas de todos os jogos pelo Campeonato Brasileiro)
Jogadores Letra E - Edmundo
Jogadores Letra M - Marabá
Jogadores Letra R - Rincón

LOPES

Carlos Henrique

01/06/1979 Welington Nogueira Lopes Avellar nasce em Volta Redonda, RJ.

28/11/2001 É indicado pelo treinador Marco Aurélio para reforçar o Cruzeiro na temporada em 2002.

23/02/2005 O meia-atacante de 24 anos é anunciado como o novo reforço do Cruzeiro para a temporada. O jogador estava no Juventude e o Cruzeiro depositou US$ 500 mil, diretamente, na CBF pela multa rescisória e prometeu ceder dois atletas ao clube de Caxias pela liberação.

23/03/2005 Estreia na vitória (3 a 1) sobre o Boa, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro. Substituiu Adriano Gabiru no intervalo e, logo aos 3 minutos do segundo tempo, marcou seu primeiro gol com a camisa cruzeirense.

26/06/2005 Marca seu último gol com a camisa estrelada no empate (3 a 3) contra o Vasco, no São Januário, pelo Campeonato Brasileiro. Foram apenas dois gols em sua passagem pelo Cruzeiro.

10/07/2005 Sofre lesão muscular na coxa esquerda no clássico contra o Atlético, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro. Deixa o campo aos 29 minutos e é substituído por Weldon.

28/08/2005 Retorna ao time na derrota (1 a 4) para o Internacional, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. Entrou no decorrer do jogo na vaga do lateral direito Jonathan.

14/09/2005 Faz seu último jogo com a camisa cruzeirense na derrota (0 a 2) para o Velez Sarsfield, em Buenos Aires, pela Copa Sul-americana. Foram 18 jogos no total.

05/12/2005 É relacionado entre os 11 jogadores da lista de dispensas do treinador Paulo César Gusmão e deixa o Cruzeiro.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Recopa 1992

Carlos Henrique

CRUZEIRO 0 x 0 COLO COLO (CHI)
19/04/1992 (Dom-1h) - Kobe University Memorial Stadium (Kobe, Japão)
Ingressos: 60.000
Arbitragem: Juan F. Escobar/PAR (Shinishiro Obata/JAP e Morishina Yamagusha/JAP)
Cruzeiro: Paulo César, Paulo Roberto, Paulão, +Adilson (Vanderci/48’) e Nonato; Ademir©, Boiadeiro e Luiz Fernando; Aélson (Macalé), Charles e Andrade. T: Ênio Andrade
Colo Colo: Morón (Marcelo Ramírez); Salvatierra, Garrido, Margas e Vilches; Miguel Ramírez, Mendoza e Claudio Borghi; González (Hugo Rubio), Pizarro© e Adomaitis. T: Mirko Josic
Tiros livres: Colo Colo 5-4
CA: Adilson, Ademir (Cru); Garrido, Salvatierra (Col)
*Charles perdeu pênalti aos 10 minutos da prorrogação. Adilson quebrou a perna no início do segundo tempo.

Critério de Participação
A Recopa foi criada pela Confederação Sul-americana para ser disputada entre os campeões da Libertadores e da Supercopa do ano anterior. O Colo Colo foi o campeão da Libertadores de 1991 e o Cruzeiro da Supercopa de 1991.

Premiação
Os dois clubes receberam cota de US$ 120 mil livres de despesas. O jogo foi patrocinado pela empresa de aviação Japan Airlines. 

Em 1974, expulsão inédita de Dirceu Lopes provocou até tiroteio no Recife

Carlos Henrique

O primeiro cartão vermelho do meio-campista Dirceu Lopes somente aconteceu após 10 anos de carreira e foi no empate (0 a 0) contra o Sport Recife, pelo Campeonato Brasileiro de 1974. A punição dada pelo árbitro Luiz Carlos Félix foi considerada injusta e excessiva e gerou a revolta dos jogadores, da imprensa esportiva e até mesmo de um torcedor ou policial, que efetuou um disparo de arma de fogo para dentro de campo. No dia seguinte, o próprio árbitro reconheceu o excesso e pediu desculpas ao craque cruzeirense.

No início do Campeonato Brasileiro de 1974, o Cruzeiro enfrentou as três equipes pernambucanas consecutivamente. A sequência começou em 13 de março ao vencer (1 a 0) o Náutico, no Mineirão. No mesmo dia, o Galo sofria a segunda esculachada consecutiva em Recife: 1 a 0 para o Sport. Antes, dia 10, havia sido derrotado (2 a 0) para o Náutico.

Assim o Cruzeiro foi para o Recife encarar o Santa Cruz, dia 17, e o Sport, dia 20, com a missão de recuperar a imagem do futebol mineiro. “O Cruzeiro chega ao Recife com ares de vingadores dos mineiros. Ele terá de reabilitar o futebol das alterosas cujo conceito aqui, não é dos melhores”, descreveu o Diário do Pernambuco. E como o vingador de minas conquistou bons resultados: vitória (3 a 1) sobre o Santa e um empate (0 a 0) contra o Sport.

No entanto, a polêmica expulsão de Dirceu Lopes e Feitosa, foi o assunto do jogo. “O juiz Luiz Carlos Felix expulsou sem a mínima razão Dirceu Lopes e Feitosa, aos 27, do segundo tempo, num lance casual sem qualquer reação indisciplinar aparente dos dois atletas”, criticou o Diário de Pernambuco. “A bola veio dividida. Um lance normal, onde ninguém teve culpa”, falou Feitosa. O jogador do Sport lamentou o primeiro cartão vermelho recebido em dois anos de profissional. Ao ser informado que era a primeira expulsão da carreira de Dirceu, o rubro-negro salientou: “Que ele me desculpe, pois não tive essa intenção. O culpado foi o juiz que interpretou mal o lance”.

Bastante chateado, Dirceu Lopes achou o árbitro rigoroso e que nenhum dos jogadores merecia expulsão. A voz contrária foi a do treinador Ílton Chaves: “Não se pode desconhecer que o Dirceu é um atleta exemplar, mas naquela jogada dou toda a razão ao juiz. A expulsão foi justa”.

O volante Toninho que esteve no banco de reservas, neste jogo, recorda que o árbitro Luiz Carlos Felix, ao encontrar a delegação cruzeirense no saguão do aeroporto dos Guararapes, fez questão de pedir desculpas a Dirceu Lopes e assumiu o erro.

Ainda no estádio, um tiro foi desferido para dentro do campo no momento da expulsão. Tempos em que a segurança não era uma das prioridades nos estádios. “Não sei se foi tiro ou não. Ouvi um barulho e alguns repórteres em correria. Acredito que no meio da multidão alguém tenha sacado uma arma e detonado. Será que ninguém viu?” - questionou o auxiliar de arbitragem, Inácio Gonçalves.

CRUZEIRO 0 x 0 SPORT RECIFE
20/03/1974 (Qua-21h) - Arruda (Recife, PE)
Ingressos: 14.575 (Cr$ 116.595,)
Arbitragem: Luiz Carlos Félix/RJ (Gilson Cordeiro/PE e Inácio Gonçalves)
Cruzeiro: Vítor, Nelinho, Perfumo, Procópio e Vanderlei; Zé Carlos e Dirceu Lopes; Eduardo (Baiano), Palhinha, Cândido e Lima. T: Ílton Chaves
Suplentes: Hélio, Darci, Toninho, Aender
Sport: Adeildo, Marcos, Lula, Alberto e Luizinho; Feitosa e Meinha (Adãozinho); Ditinho, Luiz Fumanchu, Helinho e Orlando. T: Cilinho

CV: Dirceu Lopes/72’ (C); Feitosa/72’ (S)

quarta-feira, 17 de maio de 2017

NENÉM

Carlos Henrique

25/06/1975 Dorismar Felipe Souza, o Neném, nasce no Rio de Janeiro, RJ

12/04/2001 O lateral direito de 25 anos é anunciado como reforço para o setor defensivo. Sua contratação por empréstimo, junto ao Palmeiras, contou com o aval do treinador Luiz Felipe com o quem trabalhou no primeiro semestre de 2000. Assina contrato até 31 de dezembro de 2001.

03/05/2001 É inscrito na Taça Libertadores com a camisa 18. Ele substituiu o volante Leandro que, devido a uma lesão, ficaria de fora do restante da disputa.

05/05/2001 Estreia na derrota (1 a 3) para o Ipatinga, no Mineirão, pelo Campeonato Mineiro. Foi substituído no decorrer do jogo pelo meio-campista Sérgio Manoel.

02/07/2001 Rebela-se com o treinador Carpegiani no coletivo, em João Pessoa-PB, ao ser substituído pelo meia Jackson. Ameaçou deixar o clube, caso fosse para a reserva. “Não sei se ofendi, mas já pedi desculpas. Por que improvisar se há um jogador para a posição?", questionou. Sua atitude irritou a diretoria cruzeirense, que estudou a possibilidade de rescindir o seu contrato.

10/07/2001 Devido ao incidente com o treinador, não é relacionado para os amistosos no México. Carpegiani se esquivou e justificou a sua ausência na relação dizendo que pretendia dar uma chance ao lateral Maicon, de 19 anos.

11/08/2001 Marca o primeiro gol com a camisa cruzeirense na goleada (4 a 1) sobre o Botafogo, em Ribeirão Preto, pelo Campeonato Brasileiro. Foi o único em sua passagem pelo clube.

19/08/2001 Faz seu último jogo como titular na derrota (2 a 3) para o Coritiba, no Couto Pereira, pelo Campeonato Brasileiro.

10/10/2001 Faz seu último jogo com a camisa do Cruzeiro na vitória (1 a 0) sobre o Corinthians, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro. Substituiu o volante Ricardinho no decorrer do jogo. Ao todo foram 18 jogos em sua passagem pelo Cruzeiro.

26/11/2001 A diretoria cruzeirense anuncia que não irá renovar seu empréstimo e que será liberado para voltar ao Palmeiras, após o fim do Campeonato Brasileiro.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Campeonato Brasileiro 1961

O plantel cruzeirense de 1961 no Horto. Em pé: Massinha, Mussula, Benito, Amauri, Geraldino e Vavá; Agachados: Antoninho, Rossi, Paulo, Elmo e Nerival.

Carlos Henrique

PRIMEIRA FASE

CRUZEIRO 3 x 1 SANTO ANTÔNIO (ES)
23/07/1961 (Dom) - Glória (Vila Velha, ES)
Renda: Cr$ 256.400,
Arbitragem: Antônio Viug/RJ (Cidinho Bola Nossa/MG e Rubens Barbosa/ES)
Gols: Paulo 35’; Paulo 62’; Preti (pênalti) 65’; Raimundinho 89’
Cruzeiro: Josué, Massinha e Vavá; Geraldino, Amauri e Cléver; Nerival, Jaime, Paulo, Nelsinho e Raimundinho. T: Niginho
Santo Antônio: Etiene, Orion e Ilson; Anchieta, Francisco e Nélio; Telmo (Preti), Ciro, Osni, Jurandir e Geraldino. T: Elói
*o jogador Elói acumulou a função de técnico do Santo Antônio. A partida não pode ser disputada no Governador Bley, em Vitória, por causa das reformas.

CRUZEIRO 2 x 1 SANTO ANTÔNIO (ES)
30/07/1961 (Dom-16h) – Horto
Renda: Cr$ 476.550,
Arbitragem: Amílcar Ferreira/RJ (Cidinho Bola Nossa/MG e Hermenegildo Gave/ES)
Gols: Osni 12’; Nelsinho 36’; Paulo 70’
Cruzeiro: Mussula, Massinha, Vavá, Geraldino, Amauri e Emerson; Nerival (Tião), Jaime, Paulo, Nelsinho e Raimundinho. T: Niginho
Santo Antônio: Adjalma, Orion e Ilson; Elói (Francisco), Anchieta e Nélio; Telmo, Ciro, Osni, Geraldino e Preti. T: Elói

SEGUNDA FASE (Oitavas de final)

CRUZEIRO 1 x 2 AMÉRICA (RJ)
23/08/1961 (Qua-21h) - Maracanã
Público: 5.670 (Cr$ 198.558,)
Árbitro: João Miguel Andere/MG
Gols: Fontoura 2’; Rossi 22’; Fontoura 50’
Cruzeiro: Mussula, Nilsinho, Massinha, Geraldino e Benito; Zé Braz e Nelsinho; Antoninho, Rossi (Dirceu), Paulo e Raimundinho. T: Niginho
América: Ari, Jorge, Djalma, Wilson Santos e Ivan; Amaro e João Carlos; Valença, Quarentinha, Fontoura e +Nilo (Gilbert/25’). T: Lourival Lorenzi

CRUZEIRO 1 x 1 AMÉRICA (RJ)
30/08/1961 (Qua-21h15) - Alameda
Renda: Cr$ 728.000,
Arbitragem: José Gomes Sobrinho/RJ (Simão Waxman/MG e Cidinho Bola Nossa/MG)
Gols: Paulo 51’; Nilo 90’
Cruzeiro: Mussula, Massinha, Benito, Nilsinho e Geraldino; Amauri e Nelsinho; Antoninho, Rossi, Paulo e Tião. T: Niginho
América: Pompéia, Jorge, Ivan, Djalma e Wilson Santos; Amaro e Fontoura; Quarentinha, Genivaldo, João Carlos e Nilo. T: Lourival Lorenzi

Classificação Final: 1º Santos (Campeão)*; 2º Bahia; 3º América-RJ; 4º Náutico; 5º Palmeiras; 6º Fortaleza; 7º Grêmio; 8º Cruzeiro; 9º Remo; 10º CSA; 11º Coritiba; 12º Metropol-SC; 13º Campinense-PB; 14º ABC; 15º Fonseca-RJ; 16º Moto Club-MA; 17º Santo Antônio-ES; 18º Santa Cruz-SE
*classificado para a Taça Libertadores de 1962 e para o Campeonato Brasileiro de 1962
Artilheiro Máximo: Pelé (Santos) com 9 gols
Maior goleada: Grêmio 6 x 1 Metropol-SC; Santos 6 x 1 América-RJ
Melhor ataque: Santos (18 gols)
Maior número de vitórias: Bahia (7)
Maior número de pontos: Bahia (16)

Critérios de Participação:
Conforme descrito no 2º parágrafo, do artigo 1º, do regulamento do Campeonato Brasileiro, “caso a Federação não promova o campeonato estadual, far-se-á representar pelo campeão da capital ou da cidade cuja hegemonia técnica seja notória” (Estado de Minas, 20/09/1959 – pag.4 – 2ª seção). Além dos campeões de cada Estado, o Brasileirão também contou com a participação do campeão brasileiro de 1960.

Sistema de Disputa:
Na primeira fase 16 clubes foram divididos em zonas regionais (norte e sul) com 8 clubes cada. O campeão brasileiro de 1960, o Palmeiras, entrou nesta fase. Em cada zona os 8 clubes foram divididos em quatro chaves com duas equipes cada, que se enfrentaram em turno e returno.

Na segunda fase, os quatro vencedores das chaves de cada zona, da primeira fase, foram divididos em duas chaves com duas equipes cada e se enfrentaram em turno e returno.

Na terceira fase (quartas de final) os dois vencedores das chaves de cada zona, da segunda fase, decidiram as duas vagas para a semifinal.

Na semifinal os vencedores das chaves norte e sul enfrentaram os campeões paulista (Santos) e pernambucano (Náutico). São Paulo e Pernambuco foram contemplados com estas vagas por terem sido os estados finalistas do Campeonato Brasileiro de Seleções de 1959. O Campeão paulista enfrentou o vencedor da zona sul, enquanto o pernambucano o da zona norte. Os confrontos foram em turno e returno.

Avançaram para a fase final os classificados da semifinal que se enfrentaram em turno e returno pela disputa do título.

Critérios de desempate: na igualdade de pontos nos dois jogos, um terceiro jogo era disputado para definir a vaga; caso ocorresse empate, se classificaria a equipe com melhor "goal-average" (média dos gols marcados dividido pelos gols sofridos) nos três jogos da fase. Se mesmo assim o empate persistisse, a vaga seria decidida no sorteio - cara ou coroa.

Apenas o campeão na Libertadores
A Taça Libertadores era disputada somente pelos campeões nacionais. Assim, apenas o campeão brasileiro de 1961 se classificou para a disputa de 1962.

Perda de pontos
O Campinense venceu os dois confrontos contra o CSA, na primeira fase, mas foi desclassificado por ter escalado o atacante Ronaldo irregularmente.

Mapa Geográfico do Brasil
O Mapa geográfico brasileiro em 1960 era muito diferente do atual. Haviam 21 estados, o distrito federal e cinco territórios. A região sudeste ainda não existia e Minas pertencia a região leste com Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e a Guanabara. Este último era, na verdade, a cidade do Rio de Janeiro, e foi fundado em 21 de abril de 1960, mesma data da inauguração de Brasília. O Rio perdeu a sua condição de capital federal e o distrito federal se transferiu para Brasília.

Zona Sul
Na primeira fase o Cruzeiro participou da Chave Leste (da Zona Sul) com o Santo Antônio, de Vitória-ES, América-RJ e Fonseca de Niterói-RJ. O América foi o campeão da Guanabara de 1960 e o Fonseca, campeão do Rio de Janeiro de 1960. O Estado da Guanabara fundiu-se com o do Rio de Janeiro, em 15 de março de 1975, mas os dois campeonatos só foram unificados a partir de 1979.

ANDERSON LESSA

Carlos Henrique

26/07/1989 José Anderson Oliveira Lessa nasce em Recife, PE.

08/01/2009 O Cruzeiro recebe 30% dos direitos econômicos de Anderson Lessa, como parte da negociação, envolvendo a liberação do atacante Carlinhos Bala para o Náutico, que ainda tinha contrato com o time estrelado até maio. Com 6 gols marcados, Anderson Lessa foi destaque do Náutico no Campeonato Brasileiro Sub-20 em dezembro de 2008.

15/12/2009 Com o rebaixamento do Náutico para a Série B do Campeonato Brasileiro, o atacante é solicitado para se apresentar ao Cruzeiro. Lessa ficou fora de boa parte da temporada, devido a uma grave lesão muscular.

06/01/2010 É apresentado na Toca da Raposa junto com outro reforço, o meio-campista, Pedro Ken. Ambos haviam defendido times rebaixados para a Série B em 2009, o Náutico e o Coritiba.

06/02/2010 Estreia na vitória (4 a 2) sobre o Villa Nova, no Mineirão, pelo Campeonato Mineiro. Substituiu Thiago Ribeiro no intervalo.

03/03/2010 Marca o primeiro gol com a camisa cruzeirense na goleada (5 a 0) sobre o Uberaba, no Uberabão, pelo Campeonato Mineiro. Substituiu o meio-campista Pedro Ken, aos 71 minutos, e com apenas seis minutos em campo marcou o gol.

07/03/2010 Marca seu último gol pelo Cruzeiro na derrota (2 a 3) para o Tupi, em Juiz de Fora, pelo Campeonato Mineiro. Foi substituído no intervalo pelo meio-campista Bernardo. Foram apenas dois gols em sua passagem pelo time estrelado.

28/03/2010 Faz seu último jogo na derrota (1 a 3) para o Democrata, em Governador Valadares, pelo Campeonato Mineiro. Substituiu o meio-campista Camilo aos 64 minutos. Ao todo foram apenas quatro jogos com a camisa azul.

22/04/2010 É relacionado na lista de jogadores dispensados que ficarão treinando a parte na Toca da Raposa.

28/06/2010 Cruzeiro e Ceará não entram em acordo pelo seu empréstimo.

29/06/2010 É emprestado gratuitamente ao União de Leiria, de Portugal, por uma temporada.

25/08/2010 Após alguns amistosos, é dispensado pelo treinador Pedro Caixinha e retorna ao Cruzeiro. No contrato de empréstimo feito entre os clubes constava uma cláusula de experiência de 30 dias e Lessa não é aprovado.

09/09/2010 É emprestado ao Náutico para a disputa do returno da Série B do Campeonato Brasileiro.

23/09/2010 Retorna ao Cruzeiro, após exames constatarem uma ruptura do ligamento cruzado anterior de seu joelho direito. Sofreu a lesão no jogo contra o Figueirense, pela Série B.

24/05/2011 Recuperado da cirurgia no joelho é emprestado ao Vila Nova-GO, gratuitamente, para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. Não entra em acordo com o time goiano e resolve permanecer treinando na Toca.

11/07/2011 Emprestado ao Avaí por um ano sem custos. Foi para o clube catarinense a pedidos do treinador Gallo com quem trabalhou no Náutico.

22/03/2012 Pouco aproveitado e apenas treinando, rescinde contrato com o Avaí e é emprestado ao Villa Nova para a disputa do Campeonato Mineiro.

14/01/2013 É emprestado ao XV de Piracicaba até o final do Campeonato Paulista. Ao retornar do empréstimo rescinde contrato com o Cruzeiro.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Copa Masters da Supercopa 1992

Carlos Henrique

SEMIFINAL

CRUZEIRO 1 x 1 RACING (ARG)
29/05/1992 (Sex-21h) - El Fortin (Buenos Aires, Argentina)
Ingressos: 5.840 (US$ 28.186,) (Cr$ 82.500.000,)
Arbitragem: Henrique Marin/CHI (Salvatore Imperatore/CHi e Gaston Castro/CHI)
Gols: Ruben Paz 40’; Charles 79’
Cruzeiro: Zé Carlos, Paulo Roberto, Paulão, Célio Lúcio e Nonato; Ademir, Andrade (Édson/46’) e Boiadeiro; Macalé (Luiz Fernando/46’), Cleison e Charles. T: Jair Pereira
Racing: Roa, Borelli, Distefano, Reinoso e Valejos (Nuñes); Fabbri, Basualdo e Guendulain; Carranza, Ruben Paz e Torrez. T: Humberto Grondona
CA: Fabbri (Rac)
Tiros livres: Cruzeiro 3-1

Boca Juniors venceu o Olimpia por 1 a 0 na outra semifinal

FINAL

CRUZEIRO 1 x 2 BOCA JUNIORS (ARG)
31/05/1992 (Dom-16h) - El Fortin (Buenos Aires, Argentina)
Renda: US$ 128.101 (121.120,)
Arbitragem: Jorge Nieves/URU (Ernesto Felipe/URU e Eduardo Lunique/URU)
Gols: Soñora 27’; Édson 37’; Giuntine 74’
Cruzeiro: Zé Carlos, Paulo Roberto, Paulão, Célio Lúcio e Nonato; Ademir, Boiadeiro e Luiz Fernando (Riva/73’); Cleison, Charles e Édson (Andrade/76’). T: Jair Pereira
Boca Juniors: Navarro Montoya, Soñora, Simon, Giuntine e Abramovich; Giunta, Walter Pico, Apud (Amato/61’) e Márcico; Saturno (Rentera/46’) e Roberto Cabañas. T: Oscar Tabárez
CA: Boiadeiro (C)

Decisão 3º lugar: Racing (ARG) 1 x 2 Olimpia (PAR)

Critérios de participação:
A Confederação Sulamericana organizou a Copa Masters para ser disputada entre os campeões da Supercopa. Até 1992, os campeões eram Racing (1988), Boca Juniores (1989), Olimpia (1990) e Cruzeiro (1991).

Premiação
Cada participante recebeu US$ 150 mil (Cr$ 450 milhões) e o campeão mais US$ 100 mil.

domingo, 14 de maio de 2017

ARQUIVOS ATUALIZADOS

Jogadores Letra A - ADRIANO LOUZADA
Lista de Artilheiros do Campeonato Mineiro
Lista de Campeões e vices do Campeonato Mineiro
Cruzeiro x América
Cruzeiro x Atletico
Cruzeiro x São Paulo
Cruzeiro x Chapecoense - com fichas técnicas completas de todos os jogos


MARABÁ

Carlos Henrique

24/07/1976 Jozival Pinheiro, o Marabá, nasce em Marabá, PA.

04/01/2005 O volante de 28 anos é anunciado como um dos reforços para a temporada. O Cruzeiro acertou o seu empréstimo de um ano junto ao Internacional e cedeu o volante Recife ao clube gaúcho. É apresentado na Toca II junto com outros dois reforços contratados: o lateral esquerdo Athirson e o goleiro Fábio.

02/02/2005 Estreia na vitória (1 a 0) sobre o Sergipe, em Aracaju, pela Copa do Brasil. Substituiu o lateral esquerdo Athirson aos 86 minutos.

05/02/2005 Estreia como titular na vitória (2 a 1) sobre o Villa Nova, em Nova Lima, pelo Campeonato Mineiro.

23/04/2005 Com a contusão muscular de Marcelo Batatais é improvisado como zagueiro no empate (1 a 1) contra o Flamengo, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro.

21/07/2005 É substituído pelo atacante Diego, aos 56 minutos, no empate (2 a 2) contra o Coritiba, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro. A partir de então perdeu a titularidade e tornou-se uma das opções na reserva.

17/08/2005 Volta a equipe titular na vitória (3 a 1) sobre o Juventude, em Caxias, pela Copa Sul-americana.

24/08/2005 Sofre uma lesão muscular e é substituído no intervalo do jogo contra o Flamengo, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro. É substituído por Diogo.

01/10/2005 Retorna à equipe, após 9 jogos, na vitória (2 a 0) sobre o Juventude, no Horto, pelo Campeonato Brasileiro. Substituiu o atacante Alecsandro no decorrer do jogo.

19/10/2005 Leva o primeiro cartão vermelho, aos 66 minutos, na derrota (1 a 4) para o Paysandu, em Belém, pelo Campeonato Brasileiro. O lance que resultou em sua punição originou o terceiro gol dos paraenses em cobrança de falta de Robson. Este foi o último jogo de Marabá com a camisa cruzeirense. Ao todo foram 44 jogos, sendo 35 como titular. Não marcou gol.

05/12/2005 A diretoria cruzeirense não se interessa pela renovação do seu empréstimo e é liberado para retornar ao Internacional. 

sábado, 13 de maio de 2017

Campeonato Mineiro 2010

Carlos Henrique

Primeira Fase
20/01 - Cruzeiro 6 x 0 Uberlândia (Mineirão)
30/01 - Cruzeiro 0 x 3 Ipatinga (Mineirão)
06/02 - Cruzeiro 4 x 2 Villa Nova (Mineirão)
13/02 - Cruzeiro 2 x 0 Caldense (Ronaldão, Poços de Caldas)
20/02 - Cruzeiro 3 x 1 Atlético (Mineirão)
27/02 - Cruzeiro 1 x 0 Boa (Fazendinha, Ituiutaba)
03/03 - Cruzeiro 5 x 0 Uberaba (Mineirão)
07/03 - Cruzeiro 2 x 3 Tupi (Municipal, Juiz de Fora)
14/03 - Cruzeiro 3 x 2 América (Mineirão)
20/03 - Cruzeiro 2 x 1 América-TO (Mineirão)
28/03 - Cruzeiro 1 x 3 Democrata (Mamudão, Valadares)
Classificação: 1º Cruzeiro*; 2º Democrata-GV*; 3º Atlético*; 4º Tupi*; 5º Ipatinga*; 6º América*; 7º Villa Nova*; 8º Uberaba*; 9º Caldense; 10º América-TO; 11º Uberlândia; 12º Boa
*classificados

Quartas de final
03/04 - Cruzeiro 2 x 2 Uberaba (Mineirão)
07/04 - Cruzeiro 3 x 0 Uberaba (Uberabão)
Semifinal
11/04 - Cruzeiro 0 x 0 Ipatinga (Lamegão, Ipatinga)
18/04 - Cruzeiro 1 x 3 Ipatinga (Mineirão)
Classificação Final: 1º Atlético (Campeão); 2º Ipatinga; 3º Cruzeiro; 4º Democrata-GV; 5º Tupi*; 6º América*; 7º Villa Nova*; 8º Uberaba*; 9º Caldense; 10º América-TO; 11º Uberlândia*; 12º Boa*
*rebaixados
Artilheiro Máximo: Eraldo (Democrata-GV) com 11 gols

Critérios de Participação:
Disputado pelos 10 primeiros colocados do Campeonato Mineiro de 2009, mais o Ipatinga e a Caldense, campeão e vice do Módulo II de 2009, respectivamente. O Rio Branco de Andradas licenciou-se e o América de Teófilo Otoni, terceiro colocado do Módulo II de 2009, o substituiu no Campeonato.

Sistema de Disputa:
Dividido em quatro fases: Na primeira as equipes se enfrentaram em turno único e os 8 primeiros colocados se classificaram para as quartas de final. Os dois últimos foram rebaixados para o Módulo II; nas quartas de final as equipes foram divididas em quatro chaves, com duas cada, na seguinte ordem de classificação da 1ª fase: 1º x 8º, 2º x 7º, 3º x 6º, 4º x 5º. As equipes iniciaram esta fase com os pontos zerados. Os quatro primeiros colocados da primeira fase disputaram os confrontos com a vantagem de dois resultados iguais com o mesmo saldo de gols. As equipes se enfrentaram em duas rodadas. Os vencedores das chaves avançaram para a semifinal.

Na fase semifinal as equipes foram divididas em duas chaves, com duas cada, na seguinte ordem de classificação geral: 1º x 4º e o 2º x 3º. As equipes iniciaram esta fase com os pontos zerados. Os dois primeiros colocados somando os pontos de todas as fases disputaram os confrontos com a vantagem de dois resultados iguais com o mesmo saldo de gols. As equipes se enfrentaram em duas rodadas. Os vencedores das chaves avançaram para a final.

Os finalistas decidiram o título em duas rodadas. Nesta fase os pontos foram zerados, mas o finalista que somou o maior número de pontos em todas as fases disputou a decisão com a vantagem de dois resultados iguais com o mesmo saldo de gols.

Sistema 4-4-2:
Fábio, Jonathan, Cláudio Caçapa (Leonardo Silva), Gil e Diego Renan; Fabinho (Henrique), Pedro Ken (Marquinhos Paraná), Bernardo e Gilberto; Wellington Paulista e Thiago Ribeiro. Treinador: Adilson

Quem jogou
Jogos
Atletas
12
Fábio, Pedro Ken
11
Bernardo, Fabinho
10
Diego Renan, Gilberto, Jonathan, Thiago Ribeiro
9
Cláudio Caçapa, Gil, Marquinhos Paraná, Wellington Paulista
8
Henrique, Leonardo Silva
6
Eliandro, Guerrón, Kléber, Roger, Thiago Heleno
5
Camilo, Fernandinho
4
Anderson Lessa, Elicarlos, Fabrício, Kieza, Marcos
3
Magalhães, Rafael, Uchoa
1
Dudu, Leandro Lima, Léo Fortunato

Quem marcou gols
Gols
Atletas
5
Kléber, Thiago Ribeiro
4
Wellington Paulista
3
Leonardo Silva
2
Anderson Lessa, Bernardo, Fabinho, Gilberto, Kieza, Roger
1
Cláudio Caçapa, Diego Renan, Eliandro, Gil, Jonathan, Pedro Ken



sexta-feira, 12 de maio de 2017

Em 1977 o presidente da Federação Mineira era processado por corrupção

O amistoso de 1974, entre o Cruzeiro do goleiro Vitor e o Benfica do atacante Eusébio, em Los Angeles, nos Estados Unidos, serviu de pretexto para o presidente da Federação Mineira e conselheiro do Galo, Coronel Guilherme, embolsar dólares de forma ilícita para acompanhar o time estrelado na viagem.

Carlos Henrique

Em 23 de novembro de 1977 o juiz da 2ª vara criminal de Belo Horizonte, Júlio Luís de Lucena Pereira, ordena a abertura de processo contra o presidente da Federação Mineira de Futebol-FMF, o coronel reformado da polícia militar, José Guilherme Ferreira. Ele julga procedente as acusações do promotor Mário Rodrigues de que o dirigente se apropriou indevidamente de recursos da FMF, adulterou e desviou valores das rendas de jogos, além de ter solicitado contribuições para viagens cujas despesas correram por conta dos clubes e da CBD. O promotor pediu uma intervenção do Conselho Nacional do Desporto na Federação. Os abusos do dirigente se tornaram tão evidentes que, em 24 de abril de 1976, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais havia submetido toda a contabilidade da Federação a uma investigação.

Mineiro de Manhuaçu, José Guilherme Ferreira, 58 anos, coronel da polícia militar, estava há 11 anos a frente da FMF e era conselheiro do Galo desde 1966. Foi chefe da Casa Militar do governador Magalhães Pinto e participou ativamente do golpe militar de 1964, que depôs o presidente João Goulart. Em reconhecimento à ajuda que dele obteve para conseguir a verba para a conclusão do Mineirão, o engenheiro Gil César Moreira de Abreu indicou o coronel para a presidência da FMF.

A principal testemunha de acusação era o major Dirceu Gonçalves da Silva, ex-contador da FMF. Em 1972 o major se negou a assinar o balanço financeiro anual "por ter sido feito sob a orientação do coronel e de alguns integrantes do conselho fiscal, em completo desacordo com a realidade dos fatos". Os cinco membros do conselho fiscal - Aurélio Costa Neto, José Henrique Maia, Pedro Atílio Cardinale, Joaquim Gramiscelli e Alcides Romualdo da Silva - também foram denunciados por conivência e omissão. O presidente da FMF foi incurso no artigo 168 do código penal sujeito a uma pena de quatro anos de prisão.

Na excursão do Cruzeiro aos Estados Unidos em 1974, o dirigente, apesar de ter viajado às custas do clube estrelado, como convidado, solicitou uma ajuda de US$ 1,2 mil dólares aos cofres da FMF. A lista de irregularidades a frente da entidade era longa. O promotor revelou que, em 1969, por ocasião da substituição do tesoureiro João Batista Brandão por Paulo Alves de Assis, a Federação apontou um saldo de Cr$ 1,92 milhão, quando, na verdade, tinha Cr$ 259.286,82 em caixa; adulterou o borderô da renda do jogo entre Brasil e Venezuela, em 3 de agosto de 1975, no Mineirão; omitiu uma promissória de Cr$ 15 mil emitida pela Federação Baiana em favor da FMF no borderô dos jogos de um torneio interestadual em 1969; viajou ao Paraguai, em 1971, em avião fretado, e apresentou uma conta de Cr$ 33 mil mais tarde reduzida para Cr$ 11 mil; durante o Mundial de 1974 pediu auxílio de US$ 1,2 mil para viajar à Alemanha, apesar de todas as suas despesas terem corrido por conta da CBD.

Campeonato Brasileiro 1960

O time cruzeirense que disputou o primeiro Campeonato Brasileiro de sua história em 1960. Em pé: Genivaldo, Amauri, Cléver, Massinha, Pireco e Procópio; Agachados: Raimundinho, Dirceu, Elmo, Nelsinho e Hilton Oliveira.

Carlos Henrique

PRIMEIRA FASE

CRUZEIRO 0 x 1 RIO BRANCO (ES)
23/08/1960 (Ter-21h) - Barro Preto
Renda: Cr$ 176.200,
Arbitragem: Euclides Onofre/ES (Simão Waxman/MG e Benigno Josino/MG)
Gol: Belo 3’
Cruzeiro: Genivaldo, Vavá e Procópio; Pireco, Amauri e Cléver; Emerson, Tomazinho, Elmo, Nelsinho e Hilton Oliveira. T: Niginho
Rio Branco: Irezê, Anchieta e Hélio; Fontana, Epaminondas e Foca; Santos, Carlinhos, Belo, Maciel e Catilina. T: Mossoró

CRUZEIRO 1 x 0 RIO BRANCO (ES)
28/08/1960 (Dom-15h30) - Gov. Bley (Vitória, ES)
Renda: Cr$ 153.000,
Árbitro: Luiz Guarda/MG
Gol: Raimundinho 15’
Cruzeiro: Genivaldo, Massinha, Pireco; Procópio, Amauri e Cléver; Raimundinho, Nelsinho, Tomazinho, Dirceu e Hilton Oliveira. T: Niginho

Rio Branco: Irezê, Anchieta e Hélio; Maciel, Foca e Fontana; Nanau, Santos, Carlinhos, Belo e Nenzinho. T: Mossoró

Expulsões: Dirceu/70’ (C); Hélio/70’ (R)

CRUZEIRO 1 x 0 RIO BRANCO (ES)
30/08/1960 (Ter-15h) –Gov. Bley (Vitória, ES)
Arbitragem: Amilcar Ferreira/RJ (Luiz Guarda/MG e Onofre Santos/ES)
Gol: Hilton Oliveira 4’
Cruzeiro: Genivaldo, Massinha e Pireco; Procópio, Amauri e Cléver; Raimundinho, Nelsinho, Tomazinho, Dirceu e Hilton Oliveira. T: Niginho
Rio Branco: Irezê, Fontana e Hélio; Maciel, Epaminondas e Foca; Nanau, Santos, Carlinhos, Belo e Alcenir. T: Mossoró

SEGUNDA FASE (Oitavas-de-final)

CRUZEIRO 1 x 1 FLUMINENSE (RJ)
14/09/1960 (Qua-21h) – Horto
Ingressos: 22.000 (Cr$ 1.406.000,)
Arbitragem: Antônio Viug/RJ (Geraldo Toledo/MG e Jaci Teixeira/MG)
Gols: Jair Francisco 10’; Raimundinho 27’
Cruzeiro: Genivaldo, Massinha e Procópio; Pireco, Amauri e Cléver; Raimundinho, Emerson, Dirceu, Nelsinho e Hilton Oliveira. T: Niginho
Fluminense: Castilho, Jair Marinho e Pinheiro; Altair, Edmilson e Jair Santana; Maurinho, Jair Francisco (Telê), Valdo, Paulinho e Escurinho. T: Zezé Moreira

CRUZEIRO 1 x 4 FLUMINENSE (RJ)
20/09/1960 (Ter-21h) – Laranjeiras (Rio de Janeiro, RJ)
Ingressos: 5.486 (Cr$ 459.360,)
Arbitragem: Luiz Guarda/MG (Eunápio Queiroz/RJ e Antônio Viug/RJ)
Gols: Nelsinho 25’, Escurinho 34’, Maurinho 39’, Valdo 44’, Valdo 83’
Cruzeiro: Rossi, Pireco, Massinha e Cléver; Procópio e Amauri; Nelsinho, Raimundinho, Emerson, Dirceu e Hilton Oliveira. T: Niginho
Fluminense: Castilho, Jair Marinho, Pinheiro e Altair; Clóvis e Jair Santana; Maurinho, Telê, Valdo, Paulinho e Escurinho. T: Zezé Moreira
Expulsão: Maurinho/72’ (Flu)

Classificação Final: 1º Palmeiras (Campeão)*; 2º Fortaleza; 3º Fluminense; 4º Santa Cruz; 5º Bahia; 6º Grêmio; 7º Coritiba; 8º Moto Club-MA; 9º Cruzeiro; 10º Capelense-AL; 11º ABC; 12º Santa Cruz-SE; 13º Rio Branco-ES; 14º Paula Ramos-SC; 15º Paysandu; 16º Fonseca-RJ; 17º Estrela do Mar-PB
*classificado para a Taça Libertadores de 1961 e para o Campeonato Brasileiro de 1961
Artilheiro Máximo: Bececê (Fortaleza) com 7 gols
Maior goleada: 31/8/1960 – Fluminense 8 x 0 Fonseca
Melhor ataque: Fluminense (21 gols)
Maior número de vitórias: Fluminense e Fortaleza (4) cada
Maior número de pontos: Fortaleza (12)

Critérios de Participação:
Conforme descrito no 2º parágrafo, do artigo 1º, do regulamento do Campeonato Brasileiro, “caso a Federação não promova o campeonato estadual, far-se-á representar pelo campeão da capital ou da cidade cuja hegemonia técnica seja notória” (Estado de Minas, 20/09/1959 – pag.4 – 2ª seção).

Sistema de Disputa:
Na primeira fase 15 clubes foram divididos em zonas regionais (nordeste, norte, leste e sul). A zona nordeste com 3 clubes, a norte com 5, a sul com 3, a leste com 4. A zona norte contou com uma fase preliminar e as demais com apenas duas fases. Em cada fase as chaves eram formadas por apenas duas equipes que se enfrentaram em turno e returno.

Avançaram para a segunda fase os vencedores de cada zona. Os vencedores da nordeste e da norte formaram a chave norte; e os vencedores da sul e da leste, formaram a chave sul. As equipes se enfrentaram em turno e returno.

Na semifinal os vencedores das chaves sul e norte se juntaram aos campeões paulista e pernambucano, que entraram diretamente nesta fase. São Paulo e Pernambuco foram contemplados com estas vagas por terem sido os estados finalistas do Campeonato Brasileiro de Seleções de 1959. O Campeão paulista enfrentou o vencedor da zona sul, enquanto o pernambucano o da zona norte.

Avançaram para a fase final os classificados da semifinal que se enfrentaram em turno e returno pela disputa do título. A partir deste ano, o Campeão Brasileiro, garantiu vaga para a edição do próximo ano e abriu mais uma vaga para o seu estado.

Critérios de desempate: na igualdade de pontos nos dois jogos, um terceiro jogo era disputado para definir a vaga; caso ocorresse empate, se classificaria a equipe com melhor "goal-average" (média dos gols marcados dividido pelos gols sofridos) nos três jogos da fase. Se mesmo assim o empate persistisse, a vaga seria decidida no sorteio - cara ou coroa.

Apenas o campeão na Libertadores
A Taça Libertadores era disputada somente pelos campeões nacionais. Assim, apenas o campeão brasileiro de 1960 se classificou para a disputa de 1961.

Trampolim político
Há dois anos e meio no cargo, o presidente da Confederação Brasileira de Desportos-CBD, João Havelange, à pedidos do ex-presidente da república, Juscelino Kubitscheck, concorre ao cargo de deputado federal pelo Partido Social Democrático-PSD, com o número 129. Na época a CBD congregava 24 esportes incluindo o futebol. Apesar dos 6 mil votos Havelange não foi eleito.

Classificação na moeda
Após três empates entre Grêmio e Coritiba, o tricolor gaúcho conquistou a classificação para a segunda fase do Campeonato Brasileiro, após o árbitro José Gomes Sobrinho, lançar uma moeda para o alto. O lado da moeda – coroa – escolhida pelo Grêmio caiu para cima e o tricolor se classificou.

Mapa Geográfico do Brasil
O Mapa geográfico brasileiro em 1960 era muito diferente do atual. Haviam 21 estados, o distrito federal e cinco territórios. A região sudeste ainda não existia e Minas pertencia a região leste com Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e a Guanabara. Este último era, na verdade, a cidade do Rio de Janeiro, e foi fundado em 21 de abril de 1960, mesma data da inauguração de Brasília. O Rio perdeu a sua condição de capital federal e o distrito federal se transferiu para Brasília.

Chave Leste 
Na primeira fase o Cruzeiro participou da Chave Leste com o Fluminense, Rio Branco de Cariacica-ES e Fonseca de Niterói-RJ. Este último participou do Brasileirão como campeão do Estado do Rio de Janeiro. O Fluminense era o campeão do Distrito Federal.