sexta-feira, 28 de abril de 2017

Campeonato Mineiro 2008

O time cruzeirense posa para a foto antes do segundo sacode na decisão sobre o Galo, em 4 de maio de 2008, no Mineirão. Em pé: Espinoza, Marquinhos Paraná, Marcelo Moreno, Thiago Heleno, Fábio, Thiago Martinelli, Henrique e Andrey; Agachados: Wagner, Elicarlos, Jonathan, Marcinho, Jadilson, Charles, Leandro Domingues, Guilherme, Fabrício e Sandro

Carlos Henrique

Primeira Fase
27/01 - Cruzeiro 4 x 0 Uberaba (Mineirão)
10/02 - Cruzeiro 3 x 0 Democrata-SL (Mineirão)
16/02 - Cruzeiro 3 x 2 Guarani (Farião, Divinópolis)
24/02 - Cruzeiro 3 x 2 Villa Nova (Mineirão)
01/03 - Cruzeiro 2 x 1 Social (Lamegão, Ipatinga)
09/03 - Cruzeiro 0 x 0 Atlético (Mineirão)
13/03 - Cruzeiro 0 x 1 Rio Branco (Mineirão)
22/03 - Cruzeiro 2 x 1 Democrata (Mamudão, Gov. Valadares)
27/03 - Cruzeiro 1 x 1 Boa (Fazendinha, Ituiutaba)
30/03 - Cruzeiro 2 x 0 Ipatinga (Mineirão)
06/04 - Cruzeiro 2 x 1 Tupi (Municipal, Juiz de Fora)
Classificação: 1º Cruzeiro*; 2º Tupi*; 3º Atlético*; 4º Boa*; 5º Guarani; 6º Villa Nova; 7º Rio Branco; 8º Democrata-GV; 9º Uberaba; 10º Social; 11º Ipatinga; 12º Democrata-SL
*classificados

Semifinal
12/04 - Cruzeiro 4 x 4 Boa (Mineirão)
20/04 - Cruzeiro 3 x 1 Boa (Mineirão)
Final
27/04 - Cruzeiro 5 x 0 Atlético (Mineirão)
04/05 - Cruzeiro 1 x 0 Atlético (Mineirão)
Classificação Final: 1º Cruzeiro (Campeão); 2º Atlético; 3º Tupi**; 4º Boa**; 5º Guarani; 6º Villa Nova; 7º Rio Branco; 8º Democrata-GV; 9º Uberaba; 10º Social; 11º Ipatinga*; 12º Democrata-SL*
*rebaixados
**classificados para a Série C do Campeonato Brasileiro de 2008
Artilheiro Máximo: Jajá (Guarani) com 7 gols

Critérios de Participação:
Disputado pelos 10 primeiros colocados do Campeonato Mineiro de 2007, mais o Social de Cel. Fabriciano e o Uberaba, campeão e vice do Módulo II de 2007, respectivamente.

Sistema de Disputa:
Dividido em três fases: Na primeira as equipes se enfrentaram em turno único e os quatro primeiros colocados se classificaram para a semifinal. Os dois últimos foram rebaixados para o Módulo II.
Na fase semifinal as equipes foram divididas em duas chaves, com duas cada, na seguinte ordem de classificação da 1ª fase: 1º x 4º e o 2º x 3º. As equipes iniciaram esta fase com os pontos zerados e se enfrentaram em duas rodadas. O primeiro e o segundo colocado da Primeira Fase disputaram os confrontos com a vantagem de dois resultados iguais com o mesmo saldo de gols.
Os finalistas decidiram o título em duas rodadas. Nesta fase os pontos foram zerados, mas o finalista que somou o maior número de pontos em todas as fases disputou a decisão com a vantagem de dois resultados iguais com o mesmo saldo de gols.

Sistema 4-4-2:
Fábio, Apodi (Jonathan), Thiago Martinelli (Espinoza), Léo Fortunato (Thiago Heleno) e Jadilson; Charles (Elicarlos), Marquinhos Paraná, Ramires (Leandro Domingues) e Marcinho (Wagner); Marcelo Moreno e Guilherme. Treinador: Adilson

Quem jogou
Jogos
Atleta
14
Fábio, Marquinhos Paraná
12
Marcinho, Ramires
11
Apodi, Guilherme, Marcelo Moreno
10
Charles, Jonathan, Wagner
9
Jadilson, Léo Fortunato, Thiago Martinelli
7
Elicarlos, Espinoza, Leandro Domingues, Thiago Heleno
5
Guilherme, Henrique, Marcel
4
Zé Eduardo
3
Fabrício, Fernandinho, Joabe, Léo Silva
2
Andrey, Luiz Fernando, Sandro, Sandro Manoel, Thiago
1
Diego Renan, Fabinho, Luiz Alberto, Márcio

Quem marcou gols
Gols
Atleta
6
Marcelo Moreno
4
Marcinho
3
Guilherme, Leandro Domingues, Marcel, Wagner
2
Espinoza, Ramires, Thiago Heleno
1
Apodi, Charles, Fabinho, Thiago, Thiago Martinelli
1 contra
Marcos (Atlético), Amarildo (Boa)

Placar das decisões: Cruzeiro 9 x 6 Atlético
Foi a 9a decisão de Campeonato conquistada pelo Cruzeiro numa decisão direta contra o Galo em 15 disputadas. O Cruzeiro venceu as finais de 1940, 1967, 1972, 1977, 1987, 1990, 1998, 2004 e 2008 e o Galo as de 1954, 1963, 1976, 1985, 2000 e 2007.

Goleada Histórica
A goleada por 5 a 0 aplicada pelo Cruzeiro sobre o Atlético foi a maior em todas as decisões de Campeonatos em Minas.

Fórmula escrota
Pela primeira vez, desde que ridícula fórmula de disputa imposta pela Rede Globo em 2004 – com a primeira fase servindo apenas para apontar os quatro classificados para a semifinal - o primeiro colocado da primeira fase sagrou-se campeão mineiro. E pela terceira vez, o título foi decidido, já no primeiro jogo da final, tornando o segundo jogo um mero amistoso. Uma prova de que o mata-mata é um lixo e que só serve para render anúncios para a TV.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

FLAMARION

Carlos Henrique

26/08/1951 Nasce Flamarion Nunes Tomazoli, em Ouro Fino, MG.

18/05/1977 O volante de 26 anos é anunciado como novo reforço para a disputa do Campeonato Mineiro. Flamarion assina contrato de 19 meses. Veio com a responsabilidade de substituir Piazza, que havia anunciado o fim de sua carreira. O Cruzeiro pagou Cr$ 1,5 milhão ao Guarani de Campinas.

25/05/1977 Substitui Eli Mendes no intervalo do jogo contra a Caldense, em Poços de Caldas, pelo Campeonato Mineiro. Em sua estreia o Cruzeiro vence por 1 a 0.

29/05/1977 Estreia, como titular, na derrota (0 a 3) para o Atlético, no Mineirão, pelo Campeonato Mineiro.

04/06/1977 O Cruzeiro solicita a Conmebol o aumento do número de inscritos - de um para quatro - para a segunda fase da Taça Libertadores. O pedido é recusado e Flamarion fica de fora da Libertadores. Assim perde a condição de titular da equipe.

17/09/1977 Com o término da Libertadores e a contusão de Eli Mendes, Flamarion ganha, definitivamente, a vaga de titular na decisão do Campeonato Mineiro contra o Atlético.

09/10/1977 Conquista o título de campeão mineiro, após a vitória estrelada por 3 a 1 sobre o Atlético, no terceiro jogo decisivo, no Mineirão. Flamarion destacou-se nos três jogos da decisão por ter dado mais combatividade ao setor de meio de campo.

28/02/1978 Marca o primeiro gol com a camisa cruzeirense na vitória (2 a 0) sobre o Ferroviário-CE, em amistoso, em Fortaleza-CE.

18/08/1978 Marca seu último gol na vitória (2 a 1) sobre o Hercules, no amistoso disputado em Valencia (Espanha). Ao todo marcou apenas dois gols em sua passagem pelo Cruzeiro.

01/11/1978 Não comparece ao treino na Toca da Raposa. 

07/11/1978 Reclama com o diretor Adil de Oliveira estar desgastado e de não ter mais ambiente no clube. Alegou ser um líder político do plantel, que sempre levava à diretoria as reivindicações e reclamações dos jogadores. Revela o desejo retornar a São Paulo. A diretoria cruzeirense não aceita o pedido e confirma a sua condição de titular e capitão do time. Exigem que cumpra o contrato até março de 1979.

11/11/1978 Diante do impasse, o presidente Felício Brandi orienta Flamarion a procurar outro clube.

14/11/1978 O presidente Felício Brandi fala sobre a situação de Flamarion: _Ele deve continuar treinando e jogar quando o treinador resolver escalá-lo, até que seja contratado por outro clube. Afinal tem contrato com o Cruzeiro e terá de respeitar isso.

17/11/1978 Recusa-se a jogar contra o Nacional, em Muriaé, pelo Campeonato Mineiro.

08/12/1978 O Cruzeiro o oferece a um clube paulista.

22/12/1978 Corinthians apresentou proposta, mas Cruzeiro pediu alto ou a troca por um jogador de destaque.

26/12/1078 Felício revela que Flamarion será oferecido numa troca pelo zagueiro Polozi da Ponte Preta mais uma soma em dinheiro.

11/02/1979 Retorna ao time depois de quatro meses na goleada (5 a 0) sobre o América, no Mineirão, pelo Campeonato Mineiro. Entra no decorrer do jogo na vaga de Erivelto.

11/03/1979 Faz seu último jogo com a camisa do Cruzeiro na derrota (1 a 2) para o América, no Mineirão, pelo Campeonato Mineiro. Ao todo foram 87 jogos com a camisa estrelada.

29/03/1979 Acerta as bases do contrato com o Coritiba, por empréstimo, de um ano. No entanto, os clubes não chegaram a um acordo.

05/04/1979 Portuguesa se interessa pela contratação de Flamarion e Cruzeiro pede o atacante Enéas em troca.

09/04/1979 Deixa o Cruzeiro e vai para o Sport Recife. O rubro-negro pernambucano cedeu por empréstimo o lateral esquerdo Nivaldo.

sábado, 22 de abril de 2017

Campeonato Mineiro 2007

Carlos Henrique

Primeira Fase
21/01 - Cruzeiro 2 x 1 Rio Branco (Parque do Azulão, Andradas)
27/01 - Cruzeiro 4 x 0 Guarani (Mineirão)
04/02 - Cruzeiro 2 x 2 Villa Nova (Bonfim, Nova Lima)
10/02 - Cruzeiro 1 x 3 Atlético (Mineirão)
25/02 - Cruzeiro 4 x 1 Boa (Mineirão)
04/03 - Cruzeiro 2 x 1 América (Mineirão)
10/03 - Cruzeiro 1 x 3 Ipatinga (Lamegão, Ipatinga)
17/03 - Cruzeiro 6 x 2 Tupi (Mineirão)
25/03 - Cruzeiro 3 x 2 Democrata-GV (Mineirão)
31/03 - Cruzeiro 3 x 1 Democrata (Arena do Jacaré, Sete Lagoas)
08/04 - Cruzeiro 3 x 0 Caldense (Mineirão)
Classificação: 1º Cruzeiro; 2º Atlético; 3º Democrata-GV; 4º Tupi; 5º Villa Nova; 6º Rio Branco; 7º Ipatinga; 8º Democrata-SL; 9º Boa; 10º Guarani; 11º Caldense; 12º América

Semifinal
14/04 - Cruzeiro 0 x 0 Tupi (Municipal, Juiz de Fora)
22/04 - Cruzeiro 4 x 0 Tupi (Mineirão)
Final
29/04 - Cruzeiro 0 x 4 Atlético (Mineirão)
06/05 - Cruzeiro 2 x 0 Atlético (Mineirão)
Classificação Final: 1º Atlético (Campeão); 2º Cruzeiro; 3º Democrata-GV; 4º Tupi; 5º Villa Nova; 6º Rio Branco; 7º Ipatinga; 8º Democrata-SL; 9º Boa; 10º Guarani; 11º Caldense*; 12º América*
*rebaixados
Artilheiro Máximo: Araújo (Cruzeiro) com 11 gols

Critérios de Participação:
Disputado pelos 10 primeiros colocados do Campeonato Mineiro de 2006, mais o Rio Branco e o Tupi, campeão e vice do Módulo II de 2006, respectivamente.

Sistema de Disputa:
Dividido em três fases: Na primeira as equipes se enfrentaram em turno único e os quatro primeiros colocados se classificaram para a semifinal. Os dois últimos foram rebaixados para o Módulo II.
Na fase semifinal as equipes foram divididas em duas chaves, com duas cada, na seguinte ordem de classificação da 1ª fase: 1º x 4º e o 2º x 3º. As equipes iniciaram esta fase com os pontos zerados e se enfrentaram em duas rodadas. O primeiro e o segundo colocado da Primeira Fase disputaram os confrontos com a vantagem de dois resultados iguais com o mesmo saldo de gols.
Os finalistas decidiram o título em duas rodadas. Nesta fase os pontos foram zerados, mas o finalista que somou o maior número de pontos em todas as fases disputou a decisão com a vantagem de dois resultados iguais com o mesmo saldo de gols.

Sistema 4-4-2:
Fábio, Gabriel, André Luís, Gladstone e Fábio Santos (Jonathan) (Sandro); Ricardinho, Léo Silva, Geovanni (Fellype Gabriel) e Marcinho; Araújo e Rômulo (Nenê). Treinadores: Paulo Autuori (14) e Emerson Ávila (1)

Quem jogou
Jogos
Atleta
15
Gabriel
14
Araújo, Ricardinho
13
Fábio
12
Gladstone
10
Fábio Santos, Marcinho, Rômulo
9
Geovanni, Jonathan
8
Léo Silva, Luisão, Sandro
7
André Luís, Fellype Gabriel, Nenê
6
Leandro Domingues, Maicosuel, Renan
5
Guilherme, Kerlon
4
Elson, Thiago Heleno
2
Anderson, Lauro, Paulinho
1
João Vítor, Maicon, Pedro Júnior, Simões, Wellington

Quem marcou gols
Gols
Atleta
11
Araújo
5
Gabriel
3
Guilherme, Marcinho, Nenê, Rômulo
2
Gladstone
1
Geovanni, Kerlon, Leandro Domingues, Luisão, Sandro, Thiago Heleno, Wellington



sexta-feira, 21 de abril de 2017

NECA




Carlos Henrique

15/04/1950 Antônio Rodrigues Filho, o Neca, nasce em Rio Grande, RS.

06/01/1977 O ponta de lança de 26 anos é anunciado como o novo reforço para o ataque do Cruzeiro na temporada. Custou Cr$ 1,2 milhão - mesmo valor que os paulistas pagaram ao Grêmio. Seu passe estava fixado em Cr$ 1,5 milhão, mas o Corinthians concorda em descontar Cr$ 300 mil para que pudesse ter prioridade na contratação do atacante Palhinha, do Cruzeiro. “Fomos amáveis com o Cruzeiro e agora esperamos a retribuição” – declara o presidente corintiano, Vicente Mateus. Neca estava entre os 40 jogadores da lista do treinador Oswaldo Brandão, da Seleção Brasileira.

11/01/1977 O atacante apresenta-se na Toca da Raposa. Carregava a fama de ter afinado em duas decisões de Campeonato Gaúcho e Brasileiro e avisou: _se eu fosse isso que dizem de mim, o Cruzeiro não teria me comprado. Eu sou um goleador. Teve o seu passe colocado à venda após ter se recusado a dividir uma parte da premiação do vice-campeonato brasileiro aos reservas e funcionários do Corinthians; também foi acusado de escrever ofensas à diretoria no quadro negro do departamento de futebol e, por isso, ficou sem ambiente no clube.

16/01/1977 Estreia foi na goleada (1 a 4) sofrida para a Seleção Uruguaia, em Montevidéu. Foi derrubado por Pedro Graffina no lance que originou o pênalti convertido por Moraes.

09/02/1977 Marca o primeiro gol na vitória (2 a 0) sobre o Atlético Nacional, em amistoso disputado, em Medellin (Colômbia). O gol foi aos 27 minutos. Marcou o segundo gol do jogo, aos 67 minutos.

16/04/1977 Faz seu primeiro jogo oficial com a camisa do Cruzeiro na goleada (5 a 1) sobre o Valério, no Mineirão, na rodada de estreia do Campeonato Mineiro.

28/08/1977 Marca o último gol pelo Cruzeiro na goleada (4 a 1) sobre o São Cristóvão-RJ, em amistoso, no Mineirão. Ao todo marcou 17 gols com a camisa azul.

11/09/1977 Contra o Boca Juniors, marca um gol, aos 21 minutos, pelo segundo jogo decisivo da Taça Libertadores, no Mineirão. No entanto, o árbitro peruano Cézar Orozco, cede às reclamações dos jogadores boquenses e anula o gol, que consagraria a sua passagem pelo Cruzeiro.

14/09/1977 Faz seu último jogo pelo Cruzeiro no empate (0 a 0) contra o Boca Juniors, pelo terceiro jogo decisivo da Taça Libertadores, em Montevidéu. Converte a segunda cobrança do Cruzeiro na disputa de tiros livres, que não foi necessária para evitar a derrota (5 a 4). Com o resultado sagrou-se vice-campeão da Libertadores. Ao todo disputou 46 jogos com a camisa estrelada.

20/09/1977 Perde a posição de titular para Erivelto, após o treinador Yustrich anunciar mudanças no sistema tático e na escalação para os jogos decisivos do Campeonato Mineiro contra o Atlético. Neca e Eli Carlos são duramente criticados pela pouca eficiência em jogos contra grandes equipes.

28/09/1977 É expulso do treino coletivo, na Toca da Raposa, pelo treinador Yustrich, junto com Eli Carlos. Ambos estavam no time reserva e trocavam instruções em voz alta, que irritaram o treinador.

09/10/1977 Conquista o título de Campeão Mineiro, após a vitória (3 a 1) do time estrelado sobre o Atlético, no terceiro jogo da decisão. Apesar de ter atuado em 17 jogos da campanha, Neca sequer foi relacionado para o banco de reservas nos três jogos decisivos contra o Atlético.

15/10/1977 Deixa o Cruzeiro e se transfere para o São Paulo para reforçar o tricolor paulista na disputa do Campeonato Brasileiro.